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0 em Destaque/ Relacionamento no dia 27.02.2019

Não existe perda de tempo em nenhum relacionamento!

Certas coisas na vida precisam dar errado pra gente poder caminhar em paz. Parece óbvio, mas não acho que seja tanto assim quando se trata de relacionamentos. Quando falamos de assuntos do coração, o tempo pode acabar sendo um critério muito perigoso. E muitas vezes encaramos um fim como perda de tempo.

Se nos apegarmos demais na quantidade de tempo em que estamos com a pessoa, podemos acabar preferindo não enxergar os problemas daquela relação.

O tempo é amigo do comodismo. Por isso, quando damos muito peso pra esses fatores, corremos o risco de não ver o que parece óbvio para quem está de fora.

A verdade é que lidar com a ideia de que um relacionamento no qual você investiu muito tempo – às vezes uma vida toda – não vai além daquilo que você está vivendo, é muito difícil.

Quando tudo que você recebe naquela relação já não é suficiente para você ser feliz, é permitido parar para repensar. O problema é que muita gente tem medo de se dar oportunidade, e assim vai apostando mais uma vez no tempo. Seja para resolver a questão ou postergar o fim para o futuro.

Eu sou daquelas que acha que não existe perda de tempo. Aliás, sempre é tempo de virar as costas e ir embora.

Principalmente se esse encontro não te fizer mais feliz. Mas sou perfeitamente capaz de compreender quem fica até o último suspiro do amor. Vi ao meu redor dois casos que me fizeram aprender sobre isso.

Em um deles, uma pessoa próxima vivia um relacionamento de muitos anos. Eles precisaram chegar ao ponto de montar um apartamento juntos para perceber que cada um deveria seguir o seu caminho.

Em outro caso, era um relacionamento de tantos anos, que já durava mais que muitos casamentos. Um traição precisou acontecer para que um dos lados percebesse que o outro não tinha intenção de viver uma vida de casado. Que o esquema de namoro era o suficiente pra ele, mas não pra ela.

A verdade é que nem todo mundo alinha expectativas. E o tempo pode não ser mesmo o melhor critério para avaliar as reais chances de um futuro com quem a gente ama.

Colocamos importância demais nos anos passados juntos. Muita pressão e o medo da perda de tempo só nos cega.

Enxergar o fim é um processo emocional. Por mais que faça sentido, racionalmente não adianta. A mente não comanda o coração. Por isso é preciso sentir o fim, mais do que entendê-lo. Por isso não acho que é perda de tempo nunca.

Por mais que dê vontade de pensar friamente e evitar muitos gastos financeiros e/ou desgastes emocionais. Os fins são novos começos e, por isso, dão medo. Mas nem sempre dá para interromper os processos. As vezes é preciso investir um pouco mais de tempo pra enxergar que deu errado. Faz parte.

Muitas vezes precisamos tentar de tudo – tudo mesmo – para sairmos de uma relação com a certeza de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.

As vezes é ao longo desse processo que tomamos consciência de que podemos sair dessa história com a cabeça tranquila! Com a sensação de que esgotamos todas as possibilidades. Para assim, seguirmos a vida em paz conosco. Será que isso é perda de tempo? Eu não acho!

Acreditar que você poderia ter terminado antes é uma espécie de ilusão. Tempo não é como dinheiro, não dá para economizar. Naquele momento foi preciso gastar o tempo investido para que você pudesse mudar. Cada processo é único e individual.

De uma forma geral, só quero nos lembrar que apesar de tudo que nos ensinaram:

Tempo é relativo, as experiências são construídas e o autoconhecimento é vivo. Então, precisamos de todas as experiências do nosso passado para enxergarmos o mundo como vemos hoje. Portanto, se em algum momento você se relacionou com alguém e carregou consigo a sensação de que “perdeu tempo”… Repense. Não se culpe por isso. Nosso tempo emocional é só nosso e carregar essa culpa não leva a nada.

Acolher que cada experiência precisou do próprio tempo para chegarmos até aqui é amadurecer.

Ter consciência dos próprios padrões de comportamento e dos próprios processos é o que vai te fazer precisar de menos tempo no futuro. Você não perdeu tempo, isso não existe. Tudo isso te levou a ser quem você é hoje. Mude seu pensamento! Anote aí: “eu fiz tudo o que podia”! Acredite, ver as coisas por essa ótica nos ajuda a seguir em frente sem peso na consciência. Com mais leveza, conseguimos seguir conscientes para o que o futuro nos reserva.

0 em Comportamento/ Destaque/ Deu o Que Falar/ Relacionamento no dia 09.04.2018

As vezes o término pode ser para o bem

Semana passada fui bombardeada de posts, memes e mensagens um tanto quanto desesperadas sobre o término de Channing Tatum com a Jenna Dewan Tatum. Aliás, é o tipo de coisa que eu leio toda vez que um casal que está há muito tempo junto e parece ser o casal perfeito, resolve separar.

“Não tem mais como acreditar no amor.”
“Acabou a esperança.”
“Eu amava esses dois juntos, eles não poderiam ter terminado.”

channing-tatum-jenna-dewan-separacao

Por anos, muitos, eu fui a pessoa que também encarava esse tipo de separação como uma bomba. Como assim esse casal aparentemente perfeito resolveu separar? O que será que aconteceu? Quem foi que traiu (como se traição fosse realmente a pior coisa que pode acontecer em um casamento)? Será mesmo que não é uma crise e eles não voltam? E não estou falando apenas de relacionamento entre celebridades.

Foi preciso que eu começasse a receber notícias de divórcios acontecendo perto de mim, com amigos próximos, para eu entender que muitas vezes a notícia que “o término foi amigável” pode ser realmente verdade.

Não é simples, todos os exemplos que me rodeiam me dão a certeza que é necessário um nível de maturidade muito grande para enxergar que um casamento que ainda tem amor e algum grau de parceria já não faz mais sentido para ambas as partes. Que talvez a relação fique mais saudável se ambos estiverem separados. E foi preciso muita conversa, onde eu precisei ser consolada pelo término de um casamento que não era o meu, para eu entender que nem sempre um divórcio é sinônimo de fracasso.

A cena foi ridícula inclusive. Eu ali, catatônica recebendo a notícia (com alguns meses de atraso porque nós somos dessas amizades que passam meses sem falar, mas quando fala, parece que foi ontem), e a minha amiga falando: “Carla, tá tudo bem. Eu to muito feliz com meu namorado novo, o fulano (o ex) está namorando também, estamos todos felizes com a decisão, tá tudo ótimo.”.

Demorei para entender que realmente existe o término amigável, algo que eu só acreditava que existia em nota de assessor de famoso. Eu sempre fui a pessoa que acredita em amor eterno, que acha lindo aquelas histórias de casamentos duradouros, inclusive tenho uma tatuagem que diz “o amor vence tudo”.

Continuo acreditando piamente que o amor vence tudo, mas esse amor que eu acredito hoje é um amor menos romântico e mais abrangente, que engloba desde o amor pelo filho até o amor pelos amigos, pelos pais e também o amor vindo de um relacionamento amoroso, claro. E isso me fez enxergar as coisas muito mais leves, inclusive consegui tirar de mim um pouco da pressão invisível que eu mesma colocava no meu casamento sem nem perceber, afinal, nós somos um dos exemplos de casais que estão juntos desde que o mundo é mundo (15 anos de namoro, quase 8 de casamento).

Só que aos poucos a gente entende que nem tudo é preto no branco. Que não existe perfeição. Que nem sempre término significa fracasso.  E que sucesso mesmo é quando ambas as partes estão felizes e satisfeitas de suas decisões, independente se estão juntas, separadas ou tentando dar a volta por cima.

Sei que é difícil a gente se desfazer dessa ideia romântica de amor eterno, mas imagina que lindo entendermos que a felicidade no “felizes para sempre” pode ser alcançada independente do status de relacionamento?