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0 em Autoestima/ Destaque/ entretenimento/ séries no dia 06.02.2019

Andi Mack, um seriado adolescente para discutir sobre autoestima

Andi Mack é uma série familiar e de comédia do Disney Channel, que eu nunca tinha ouvido falar até pouco tempo atrás. A primeira temporada entrou no Netflix aqui no Brasil, eu resolvi assistir. Mesmo sendo uma série para famílias eu confesso que quis assistir. Cada dia mais estou interessada em séries e filmes que reforcem a autoestima das adolescentes e pré adolescentes. E esse é exatamente o caso, então agora vou indicar!

Nas minhas férias devorei os 13 episódios da primeira temporada que subiram no Netflix. O seriado conta a história de Andi, que ao fazer 13 anos lida com a revelação do maior segredo de sua vida. A partir daí, ela precisa encarar uma transformação que muda sua vida de forma prática. Principalmente no que diz respeito à sua percepção de si mesma, com muitas transformações emocionais.

Se você tem uma pré- adolescente em casa com problemas de autoestima, eu realmente recomendo assistir Andi Mack. De preferência, juntas!

Fica claro que o peso que colocamos na beleza (principalmente dentro do padrão) é exagerado. Além disso, ela conta alguns dramas bacanas quanto ao papel do jovem na turma do colégio. Também redesenha valores de forma bem clara, que dão abertura para conversas e ensinamentos.

Agora começa o Spoiler suave!

A série mostra preconceitos nascendo e barreiras emocionais atrapalhando relações familiares, como na vida real. No entanto, tem um ponto na primeira temporada que eu achei bem fraco: o papel da mãe. Não digo da mãe que criou Andi – e que, na minha opinião, exagerou na rigidez. Falo no papel da mãe biológica, que ao reassumir esse papel na vida da menina não se coloca como mãe.

Pra mim, a falta de responsabilidade da mãe biológica acaba sendo romantizada em alguns momentos. Só não dá muitos problemas por dois motivos: Primeiro é uma série, então o efeito lúdico dá uma licença poética. Certamente os desfechos seriam outros se não fosse uma história de ficção.
Segundo, Andi Mack é super atenta, boa pessoa e responsável.

Na terapia acabo entendendo a importância da mãe se colocar no lugar de mãe e do filho se colocar no lugar de filho. A dinâmica de preservar os papéis originais me parece de extrema importância pra saúde mental das pessoas. Assim sendo, essa seria a minha única crítica a essa série que aborda tantos temas legais.

Diálogo, cabelo cacheado, quebra de estereótipo de beleza. Namoro, beijo, amizade e tantos outros assuntos tão importantes de tratar com adolescentes.

Vejo que a busca por se entender como individuo e perceber seu novo lugar na sua família dá a Andi Mack muitas oportunidades de nos ensinar.

Enquanto ela aprende sobre sua beleza, nós aprendemos sobre as inseguranças de uma adolescente. Ela descobre ao longo da série que muitas das crenças que carrega são padrões repetidos, que nem sempre são verdadeiros. Quando ela começa a desconstruir verdades socialmente ensinadas, ela começa a ver seu valor. De quebra, mostra pra gente como mudar de postura pode transformar a adolescência em algo muito melhor.

Queria eu ter entendido o real sentido da autoestima quando tinha 13 anos. Queria eu ter notado que existiam belezas além do padrão. Queria eu ter notado que todos os corpos podiam usar todas as roupas, dançar ou mesmo andar de mãos dadas com o menino mais legal da sala.

Acho que as crenças limitantes que fui aprendendo quando adolescente se perpetuaram por muito tempo, me paralisando. Enquanto eu podia estar curtindo, estava rezando pra ser diferente, me conformando que eu nunca teria oportunidades. Eu estava me odiando quando podia estar aprendendo a me amar. Por isso toda série ou livro que acharmos que reforça a autoestima e a segurança de adolescentes, será post aqui. Andy Mack é mais um desses.

O #paposobreautoestima a é sobre reversão de danos para mulheres de 30 anos, mas pode ser sobre prevenção de baixa autoestima para adolescentes.

Então, sejamos mães melhores, e vamos estudar e refletir como ajudar no processo de empoderamento das meninas do futuro. Para que a gente consiga ensinar sobre a verdadeira autoestima e toda a força que ela nos dá.

Acho que se eu tivesse uma filha de 10 anos agora, certamente estaria assistindo essa série com ela. Explicando todos os meus valores no meio do caminho. Aproveitaria esse tipo de conteúdo pra deixar um legado de amor próprio.

Você tem mais alguma série, livro ou filme pra me recomendar? Quero assistir tudo que eu puder para entender como o entretenimento produzido hoje pode quebrar paradigmas amanhã!

1 em Autoestima/ Comportamento/ entretenimento/ séries no dia 24.08.2018

3 séries da Netflix para inspirar sua autoestima

Sabe aquela hora que você abre o Netflix e leva um tempão pra decidir o que assistir? Vamos ajudar você com algumas sugestões de séries que podem até não parecer que falam sobre autoestima, mas mostram sim, diferentes aspectos sobre como mulheres foram aumentando sua autoconfiança seja profissionalmente, na vida amorosa ou nas demais áreas da sua vida! Precisamos parar de associar diretamente autoestima e autoimagem, assim vamos ver que temos muito o que aprender e nos inspirar com filmes, livros ou seriados. Conteúdo de entretenimento pode sim falar de autoestima sem usar a palavra, basta que te inspire você a se gostar mais, se olhar com mais amor, se conhecer ou se respeitar. Ver histórias reais, possíveis pode nos inspirar a seguir em frente ao longo dessa jornada do autoconhecimento. Vamos às sugestões?

The Good Wife

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Alicia Florrick era uma advogada que deixou a carreira de lado para apoiar o marido, Peter, em sua carreira política. Até que surge um escândalo onde a traição de Peter é revelada e ela se vê num cerco da mídia ao seu redor e começando a tomar de volta as rédeas da própria vida e se redescobrir.

Com altos e baixos, competição no escritório com homens e integrantes bem mais jovens, a trajetória de Alicia é bem possível de acontecer com qualquer mulher em diversas idades e mostra como ela vai recuperando sua autoestima através do trabalho e de suas novas (ou seriam antigas?) relações pessoais.

Grace & Frankie

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Jane Fonda e Lilly Tomlin mostram com muita delicadeza e doses de humor na medida que nunca é tarde para recomeçar e se redescobrir. Aos 70 anos, as duas São pegas de surpresa por uma revelação de seus maridos e acabam virando colegas de casa. Em meio a descobertas sexuais, amorosas e procurando uma nova profissão, elas mostram que é possível dar a volta por cima e ter sororidade a qualquer etapa da vida.

The Crown

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Você pode achar estranha essa indicação ter a ver com autoestima, já que a Coroa é muito repressora e todo esse sistema real não beneficia muito as mulheres. Pois imagine como contornar isso sendo mulher e tendo virado rainha sem esperar e sem ter sido preparada para isso. Aposto que a sua visão sobre a Rainha Elizabeth II vai mudar depois de ver a série e você vai perceber como ela soube contornar alguns (infelizmente não todos) os percalços e se sentir mais empoderada ao longo de todos esses anos de reinado.

9 em Comportamento/ entretenimento/ séries no dia 26.09.2016

Netflix: 1ª temporada de Jane The Virgin

A Nina Ribeiro e a Liv Brandão, do DFC (site muito legal de resenhas de restaurante), me indicaram uma série chamada Jane The Virgin. Confesso que de cara não fiquei muito animada com a ideia de assistir algo novo, estava numa daquelas fases que não queria ver nenhum seriado. Eu havia assistido todas (absolutamente todas) as temporadas de Gilmore Girls novamente e achava que nada desceria tão bem quanto minhas Lorelais preferidas.

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Durante esse hiato de séries eu comecei a precisar de algo leve que ocupasse minha cabeça e me ajudasse a desligar das questões cotidianas. Não podia ser algo que me deixasse muito nervosa, ansiosa, mexida ou afins, precisava ser leve. Foi aí que peguei a indicação das meninas e comecei a ver Jane The Virgin.

Para começar, já saquei que tinha uma pegada “novela mexicana” com muito humor, muitas sátiras no que diz respeito ao formato de narrativa, tornando o que poderia ser apenas cafona um elemento relevante da trama. Foi nesse formato irônico de contar a história que Jane ganhou espaço na minha rotina.

A série é norteamericana mas foi inspirada numa novela da Venezuela. Eu só vi a primeira temporada, então irei falar dela. Estou esperando a segunda cair no Netflix mas já li que a terceira está em andamento neste momento. Realmente a série tem borogodó. Pelo visto não sou só eu e meia dúzia de pessoas que estamos assistindo essa história tão estranha.

Por que tão peculiar? Jane é uma menina que optou por cultivar sua virgindade, mas nem por isso ela é boba. Aliás, ela não é nem um pouco sem sal, sem conflitos ou questões interessantes. Filha de uma mãe que a teve com 16 anos, Jane sempre sonhou em casar de branco e a ideia brilhante do culto à castidade veio da avó, imigrante ilegal nos EUA, uma questão que várias vezes ganha força. A série é toda sobre essas 3 mulheres fortes.

Agora começam os spoilers, mas vou pegar bem leve, tudo que direi será revelado nos primeiros capítulos! 

Jane, que se manteve sem fazer sexo mesmo namorando um rapaz muito legal há dois anos, foi inseminada por engano com material de outro cara que ela conhecia. Daí vocês podem imaginar que lá vem um triângulo amoroso onde os dois nos deixam na dúvida para quem torcer.

Ai você me pergunta: Joana, o que você viu nessa comédia romântica doida com altos toques de novela mexicana? Muita coisa, a começar pela leveza e o humor. Destaco aqui o narrador! Eu adoro o narrador, seu sotaque e suas análises psicológicas dos personagens são maravilhosas. Queria um desse comentando minha vida, ele coloca o Galvão Bueno no chinelo.

Também amo a Jane. Me identifico com seu romantismo, seu ufanismo, seus sonhos e valores, por mais que ache absurdo esse seu culto à virgindade. E essa caractetística da personagem é claramente uma crítica.

Alias, eu gosto muito da forma como a série questiona valores vazios, problemas sociais, preconceitos e outros aspectos cotidianos que se apresentam na vida de todo mundo. Gosto como o amor flui e todos os personagens têm um lado visceral e destemido. As voltas no tempo também são um tanto quanto maravilhosas. 

Outra coisa de que gosto é o paradoxo de terem muitos elementos rotineiros e reais da vida de toda garota no meio de acontecimentos completamente absurdos da trama. Pra mim é aí que mora a genialidade da coisa. Normalmente acharia que essa série poderia ser como Revenge, cheia de coisas completamente fora da realidade tentando se passar por verossímeis. Nessa série tudo é exageradamente impossível, com tom de crítica e piada, de forma que você não se sente feito de bobo, você entende que as loucuras da história são parte do que a alimentam.

Isso chama muito minha atenção, assim como a brincadeira entre o previsível e o imprevisível que acontece o tempo todo. Eles misturam elementos de uma forma tão legal que eu diria que essa série pode ser um “turning point” da comédia flertando com a novela mexicana, de um jeito nunca antes visto numa produção de tamanho sucesso mundial.

Também acho relevante ressaltar a força da representatividade do povo latino na Flórida para o centro da questão. Deixando o estereótipo padrão de americano e colocando outros perfis comuns daquela região.

Eu vi todos os 22 capítulos no mês de agosto e já não vejo a hora do Netflix receber a segunda temporada.

Acho que vocês gostariam do humor da história somado à dualidade da previsibilidade da trama com doses de zoeira.

 Vocês já viram? Gostaram? Não gostaram? Por que?

Beijos

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