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resenha livros

12 em Book do dia/ Comportamento/ Cultura no dia 04.09.2013

Book do dia: O Projeto Rosie, de Graeme Simsion

Primeiro escolhi o livro pela capa. Desenhos fofos, tipografia linda e combinação de cores bem escolhida são meu ponto fraco. Depois de um tempinho sem ler nada do gênero, estava morrendo de vontade de uma comédia romântica, e a capa não deixa dúvidas de que O Projeto Rosie se encaixa perfeitamente nessa categoria.

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ps: a foto que eu  tirei super valorizou a bolsa mas não fez jus à capa do livro,
olhem só como é linda!

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Logo depois vi a sinopse e sabia que eu ia gostar: Perto de completar 40 anos, o peculiar professor de genética Don Tillman havia desistido do amor. Para acompanhar sua rotina severamente cronometrada, com esquema de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada compromisso (inclusive para a prática de exercícios físicos antes de dormir) e lidar com sua falta de habilidade social, só mesmo a mulher perfeita. E ele já sabe como encontra-la. Ou pelo menos acha que sabe. Ele desenvolve o projeto Esposa Perfeita, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a selecionar candidatas adequadas a seu estilo de vida. Mas quando Don conhece a jovem Rosie ele descobre que nem tudo na vida pode ser programado… e que o amor pode, de repente, vir a seu encontro.

Pela descrição já dá pra ver que essa é uma comédia romântica um pouco diferente, né? Pra começar, o protagonista é um homem. Como isso já não fosse revolucionário o bastante (pelo menos no mundo dos livros de comédia romântica rs), o nome pode deixar dúvidas mas o autor do livro também é um homem.

Fiquei curiosa e logo nas primeiras páginas fui cativada de vez. Don também não é a pessoa mais normal do mundo para ser protagonista de uma comédia romântica, ainda mais pra ser o narrador da história. No livro percebe-se que ele tem transtornos psicológicos, chutaria muito leigamente TOC e Síndrome de Asperger, porque ele é muito metódico, muito controlador, muito anti social e não sente emoções da mesma forma que outras pessoas.

Lendo algumas resenhas, vi várias pessoas comparando ele com o Sheldon Cooper de Big Bang Theory. Como eu não vejo a série, não posso afirmar se a comparação é válida, mas como eu sei que o Sheldon é um personagem simpático e divertido, acho que faz sentido.

Don é muito engraçado e o jeito que ele descreve certas cenas absurdas como se fosse algo extremamente normal me fez dar altas risadas. Sorte que na maioria das vezes eu estava sozinha em casa, porque quando isso aconteceu na academia (eu leio fazendo transport) e eu me peguei rindo alto com pessoas em volta me olhando com um ? estampado no rosto, fiquei me achando uma maluca.

Mesmo tendo certeza do final óbvio, principalmente depois de ler a sinopse, o “durante” do livro foi o suficiente para me deixar entretida sem ficar decepcionada. Toda hora me pegava pensando o que Don iria fazer para chegar no final que eu já esperava.

Apesar de eu não ter me decepcionado com o final em si, acabei me decepcionando na parte final do livro. Achei que nas últimas páginas, Graeme se apressa demais para terminar. Ou vai ver eu gostei tanto que não queria que terminasse logo, né… rs

Nada está certo ainda, mas corre uma fofoca que os direitos do livro já foram comprados pela Sony Pictures. Acho que pode virar um filme interessante!

Alguém já leu?

Beijos!

Carla

10 em Book do dia/ Comportamento/ Cultura no dia 23.08.2013

Book do dia: Bling Ring, de Nancy Jo Sales

O Book do Dia demorou pra sair – culpa da minha #vidalocka semana insana – mas finalmente consegui terminar ontem à noite! Além de eu estar com tudo fresquinho na cabeça, ainda descobri que no Iba dá pra eu fazer anotações em cima do que eu estou lendo, ou seja, acredito que essa resenha vai sair mais detalhada. A Jô ganhou o livro e ia me emprestar, mas eu não aguentei esperar! rs

Eu estava curiosíssima pra ler logo, por alguns motivos:
1) Eu queria ler antes de ver o filme da Sofia Coppola, programa que já marquei para amanhã!
2) Eu acompanhei o reality show da Alexis Neiers, o Pretty Wild, e eu amei odiar ela, porque ela era muito insuportável. Inclusive, a autora narra uma cena, quando Alexis reclama da matéria que ela fez para uma revista, que apareceu no reality. E eu lembro perfeitamente da cena porque foi ridícula demais pra não ficar na memória!

tumblr_m3s4x21uzv1qawtfwo1_5003) Confesso que na época, mesmo acompanhando Pretty Wild, eu devia estar morando num iglu nos confins do Alasca, porque eu não tinha noção da dimensão da coisa (várias celebridades assaltadas, produtos roubados que, juntos, valiam mais de 3 milhões de dólares, enfim…)

Precisa da sinopse? Acho que não, né? Um mini resumo já apareceu aqui no blog, pra quem quiser saber..

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Confesso que comecei a ler sem saber o que esperar do livro, mas não imaginava que a narrativa seria tão pessoal. Nancy Jo Sales conta a história da Bling Ring de acordo com suas entrevistas e conversas com os integrantes da gangue, com os advogados, policiais e com a própria Sofia Coppola. E isso dá um tom todo especial ao livro, se eu fosse Sofia Coppola sem imaginação, com certeza eu transformaria o filme em documentário. rs

Ao mesmo tempo, Nancy procura entender o motivo da gangue ter feito o que fez e, para isso, tenta pegar exemplos em filmes, séries, na evolução do que significa ser uma celebridade e na própria história dos Estados Unidos. Ela estuda razões psicológicas e sociológicas para tentar explicar o fato e, mesmo com muita base, não acredito que ela consegue. Porque a história é muito louca por si só, tão louca quanto os participantes da Bling Ring.

Sabe a turma de Gossip Girl, que você nunca sabia se eles estavam se amando ou odiando e que adoravam armar esquemas mirabolantes pra acabar com a vida um do outro? Pois é, pra mim é bem inacreditável que isso aconteça na vida real. E aconteceu. A diferença é que as roupas e marcas de luxo eram todas roubadas.

Acredito que mesmo quem já viu o filme vá gostar do livro. É uma leitura rápida, gostosa e surreal. Indico muito!

Quem já leu também gostou?

Beijos!

Carla

13 em Book do dia/ Comportamento/ Cultura no dia 14.08.2013

Book do dia – Não conte a ninguém, de Harlan Coben

Esse livro foi indicação da dona do site Vovó Santa (acredito que seja a Naama, mas quando ela me deu a dica foi com o perfil do site, então não sei! rs). Ela sabia que eu gostava do estilo de Dan Brown e quando viu nesse post que eu fiquei super decepcionada com um livro, me indicou os títulos do Harlan Coben.

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A sinopse é a seguinte: Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer. O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter siso enviado por sua esposa. Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem resposta: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?

De fato, esse é o tipo de livro impossível de largar. Ele tem capítulos bem curtos e que sempre acabam de um jeito que te convence a ler o próximo. E o próximo. E o próximo. E foi nesse esquema de “só mais um capítulo e eu vou dormir” que eu terminei o livro em uns 5 dias (só não terminei em menos tempo porque eu realmente estou atolada de trabalho!).

O livro é ágil, cheio de ação, sem lenga-lenga. Só que Harlan peca pelo excesso de empolgação. Ele cria tantas situações a serem desvendadas que é impossível que tudo se explique nas poucas páginas que sobram. Não satisfeito com várias reviravoltas, Harlan Coben também gosta de criar reviravoltas das reviravoltas. Sem contar que tudo vai acontecendo tão rápido que inúmeras vezes eu senti que tinha perdido várias informações ao longo do livro (ou será que eu tava desatenta mesmo?).

Gostei, vou ficar de olho nos outros títulos desse autor, mas indico para quem estiver afim de uma leitura rápida e sem compromisso.

Alguém que já leu gostou?

Lembrando…indicações são sempre bem vindas por aqui, viu?

Beijos!

Carla