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resenha de livro

1 em Book do dia/ Comportamento/ Destaque no dia 07.11.2017

Book do dia: Na minha pele, Lázaro Ramos

Esse é o típico livro que eu cruzaria na livraria ou nas sugestões do Kindle e não me geraria curiosidade. Gosto de ficções, histórias reais e autobiografias de pessoas e situações muito fora da curva. Gosto de best sellers, aqueles que todas as pessoas estão falando. Isso quando não compro o livro porque ele tem uma capa esteticamente interessante (não é mesmo “A Culpa é das Estrelas?”). “Na minha pele” não é ficção e, apesar de ser história real e eu admirar muito o trabalho do Lázaro Ramos, não é o tipo de livro que chamaria a minha atenção.

Por isso mesmo, ele chegou às minhas mãos como um presente, dado pela minha amiga Maraisa – que muitas aqui conhecem através do Beleza Interior, seu espaço aqui na internet. Ganhei no finalzinho de setembro, segundo ela, porque conversamos muito sobre o assunto e ela achou que a leitura seria muito elucidativa.

Como passei o mês no Rio, acabei não conseguindo pegar para ler. Perdi o costume de ler livro físico, de tanto que me acostumei com o aplicativo do Kindle no celular. Mas domingo acordei cedo e resolvi aproveitar enquanto Arthur estava distraído brincando para começar a leitura. Terminei no mesmo dia e agradeci imensamente o presente.

“Na minha pele” não é uma autobiografia, e sim uma forma que Lázaro encontrou de dissertar sobre o que é ser negro no Brasil, preconceito e discriminação racial. Em uma leitura rápida e de fácil compreensão, o ator aborda questões sobre o racismo de uma forma que quem é negro vai se identificar e quem não é vai conseguir entender a mensagem.

Em menos de 200 páginas, Lázaro usa histórias de vida, de sua família, experiências pessoais, relatos de entrevistados para trazer reflexões ao leitor. Não é um livro de verdades absolutas – tanto que eu achei sensacional ele frisar tantas vezes que sabe que ele é uma exceção à regra, totalmente consciente de seus privilégios  – mas é o tipo de leitura para exercitar empatia e pensar sobre o assunto, mudar atitudes inclusive. Além disso, ele indica uma série de livros, palestras e filmes para ver que vale a pena parar para prestar atenção.

A sensação que eu tive ao ler foi bem parecida com o que eu senti vendo Dear White People, isso é, a gente ainda tem muito a ouvir e aprender. E só posso agradecer mais uma vez à essa grata surpresa que tive, não só com o presente inesperado mas com a leitura que foi agradável e necessária. Seria maravilhoso se mais gente lesse (e que não fosse leitura dinâmica, fosse leitura mesmo), então vou fazer minha parte indicando o livro por aqui.

3 em Book do dia/ Comportamento no dia 12.11.2014

Book do dia: Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo

Tem livros que eu sinto prazer em comprar e tem livros que eu nunca compraria mas adoraria ganhar (e/ou dar para outras pessoas). Esse é o caso de “Como ser uma pariesense”, de Anne Berest, Audrey Diwan, Caroline de Maigret (que eu comentei essa semana!) e Sophie Mas. A segunda opção foi o meu caso e a Jô trouxe para mim quando esteve no evento de lançamento desse livro. A minha versão é em inglês, mas já existe em português.

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Sim, a blusa e o chapéu foram pensados para combinar com o livro. E sim, são super clichês! rs

Não vou colocar sinopse porque não vem ao caso, mas explico rapidinho que esse livro é uma coletânea de textos, dicas, listas e situações bem humoradas que tentam resumir em mais ou menos 250 páginas, a essência de ser parisiense.

parisiense-1Você não precisa ler página por página para curtir o livro, e dá para ter leituras paralelas sem se preocupar em trocar as bolas (acontece muito comigo). Eu diria que é uma leitura descompromissada e deliciosa.

O que eu mais gostei em “Como ser uma parisiense” é que ele desmistifica a parisiense. Apesar de existir a visão daquela mulher naturalmente elegante e intocável, você repara que as atitudes são essenciais para dar vida ao estilo que tanta gente admira. E, acredite se quiser, essas atitudes e pensamentos não são muito diferentes do que já passou pela sua cabeça um dia. { ps: é claro que uma parisiense legítima (ou alguém que convive com ela) pode achar tudo um monte de baboseiras. Quem só tem a imagem da personagem, como no meu caso, tudo parece fazer muito sentido.}

parisiense2Sei que essa é uma leitura atípica dos Books do Dia, mas levando em conta que Natal tá chegando, achei que valia a pena comentar que esse é um ótimo presente para várias idades e personalidades. Se for o seu caso, também vale dar a dica para quem você quer que dê esse título de presente para você! Repararam que apesar de eu ter achado a leitura super legal, ainda continuo com a ideia que esse não é um livro comprar para si mesma, né?

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Qual livro nesse estilo vocês acham um ótimo presente?

Beijos!

Carla

5 em Book do dia/ Comportamento no dia 16.09.2014

Book do dia: Insurgente, de Veronica Roth

Quando fiz a resenha de Divergente, contei que estava esperando odiar o livro, mas acabei gostando. Na ocasião, muita gente disse que o filme não era tão bom, e há mais ou menos um mês eu resolvi alugar o filme e… odiei! E olha que eu nem tenho todo esse preconceito de livro ser melhor que cinema nem nada (quase sempre isso é verdade, mas existem exceções), mas a discrepância foi tanta que ao ler por esses dias a resenha que eu fiz em Maio, eu achei que tivesse visto outro filme de mesmo título. Não foi por falta de aviso, mas tudo bem! rs

Achei a versão para as telonas muito parada, e os personagens são quase chatos. Acho que eu sou bem mais influenciável do que pensava, porque depois de ver o filme, eu acabei achando Insurgente mais parado, mas ainda assim interessante.

resenha-insurgente-veronica-rothNessa continuação, muita coisa que fica no ar em Divergente é explicada. Ficamos sabendo mais sobre as outras facções, vários personagens ganham mais destaque e deixam a trama mais rica e você vê que a maioria deles também fica mais humana, principalmente Tris. Não sei até que ponto eu acho isso positivo, porque em vários momentos eu me peguei querendo matar essa menina para ver se ela deixava de ser burra!

insurgente-veronica-rothSei que vou parecer contraditória, mas apesar de ter achado a narrativa mais parada, ela continua ágil e com muito mais reviravoltas que Divergente, o tipo de livro que você fica toda hora no “só mais um capítulo”. Então por que eu achei parado? Porque eu senti que várias cenas foram desnecessárias e acabaram influenciando no ritmo do livro.

insurgente-2Uma dica para ler esse livro: leia logo após de Divergente e com Convergente do lado, de preferência. Assim como Veronica começa o livro como se fosse um novo capítulo de Divergente – ou seja, sem ambientações, sem “previously, on Divergent” – ela termina Insurgente de forma super abrupta. Eu tive que ler o final de Divergente para me situar no começo do livro, por isso, quem puder ter todos em mãos, eu aconselho!

Claro que vou comprar em breve o último, mesmo sabendo que o final não é dos melhores (mesmo eu não tendo ideia qual seja ele), mas acho que o filme eu não vou querer ver, não!

E aí? Alguém já leu Insurgente? O que achou?

Beijos!

Carla