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0 em Autoestima/ Destaque no dia 10.09.2019

Te dou um band-aid

Uma das coisas mais gostosas que existe, pra mim, é poder conversar abertamente. À vontade. E isso não necessariamente requer intimidade. As vezes conheço alguém na fila do supermercado e em cinco minutos estamos falando mal do governo. As vezes to no meio de uma discussão no Facebook e engato uma conversa com alguém que me explicou algo que eu não tava entendendo. Entende? É uma questão de conexão. 

E tem um tipo de pessoa com a qual é muito difícil se conectar, que eu chamo carinhosamente de “a pessoa dodói”. São pessoas, em geral, pouco dadas à piadas ou brincadeiras. Que se ofendem com grande facilidade. Esse tipo de pessoa costuma me chamar de agressiva. Sei que nem sempre sou a pessoa mais fácil, mas também sei que não sou a única a ganhar esse adjetivo. Porque com essa pessoa não dá pra ser assertiva. Não dá pra falar com firmeza, nem com autoconfiança, nem com paixão. Ela entende que tudo é sobre ela. Que é pessoal. 

Sabe aquele amigo que te convida pra sair, você diz que não está a fim e ele fica uma semana sem te olhar na cara? Ou aquela amiga que fica te dando indireta no Facebook porque você esqueceu de responder uma mensagem no Whatsapp? Ou aquela pessoa que acha que você está falando com ela em uma discussão quando, na verdade, você só estava criticando a sociedade? Tem também aquela que fica brava simplesmente porque você DISCORDOU dela.

É um tipo difícil pois dá medo. Dá medo de falar, dá medo de brincar, dá medo de opinar. Tudo machuca. Pisar em ovos é uma constante. Não sei se você, que está lendo isso, se encaixa no que estou falando. Se sim, aposto que você tem pelo menos uma das características abaixo: 

  1. É bastante insegura e/ou tem auto estima baixa
  2. Se sente sozinha e acha que os amigos nunca te dão atenção suficiente
  3. Tem medo de se colocar assertivamente em uma discussão
  4. Se sente intimidada facilmente
  5. Acha que faz tudo pelos outros porém a recíproca não é verdadeira
  6. Se decepciona o tempo todo

Se você se identificou, quero deixar bem claro que não estou te desmerecendo. Mas é que é a vida costuma ser muito cansativa para quem enxerga tudo dessa forma. O alerta é constante, é difícil de relaxar e baixar a guarda. E esse texto foi feito para te oferecer um band-aid, caso você queira, claro.

Porque a maturidade, a experiência e, principalmente, a noção de que o mundo é muito maior que a gente nos ajudam a criar autoconfiança. A busca de conhecimento (auto conhecimento e conhecimento em geral) faz com que a gente aprenda a não ligar muito para o que os outros pensam da gente.

Conseguimos compreender nossos pares e entendemos que somos todos diferentes e nos expressamos de forma diferente. E que nem tudo (aliás, pouco coisa) é pessoal.

E esse é um exercício de conexão super importante. Lidar com a frustração de ouvir o que não quer. Compreender aquilo para argumentar com segurança e com firmeza. E saber brincar, debochar e rir também! Ás vezes até, e por que não, saber brigar.  

Interagir com o outro é a maior delícia de ser HUMANO. Mesmo, e principalmente, quando o outro é diferente. 

**Disclaimer importantíssimo: não entenda o que eu disse como uma passada de pano para gente podre que destila ofensas, preconceitos, que humilha o próximo sob o pretexto de estar “brincando” ou “debochando” e dizendo que o outro “não aguenta” e que “o mundo está chato”. Nesse caso, não é pra aguentar mesmo. É pra dar um escândalo e se pá processar o sujeito.

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 12.08.2019

As dores do crescimento: aprendendo a lidar com a própria imaturidade

Sabe…várias fichas andaram caindo pra mim nos últimos meses. E se, assim como eu, você está numa jornada de autoconhecimento, de repente, ao compartilhar, te ajudo de alguma forma. O que todas elas têm em comum: amadurecimento.

A gente vai vivendo a vida com as ferramentas emocionais que temos até aquele momento. Vamos lidando mal com várias situações, pessoas e sentimentos. Mas nem sempre percebemos o quanto estamos, por exemplo, sendo muito imaturas – e machucando pessoas que amamos como consequência.

O que acaba acontecendo é que, quando essas mesmas pessoas perdem a paciência com a nossa imaturidade (e para o que isso causa a elas), elas se afastam de nós. Passam a ter um comportamento defensivo, não nos dão crédito. E a gente não entende o por quê delas agirem como agem. Criando feridas cada vez mais profundas e difíceis de serem cicatrizadas.

Só que a gente vai quebrando a cara e eventualmente a imaturidade deixa de existir. Com isso, enxergamos as coisas por novos ângulos.

ilustra: Claudia Chelo

Muitas vezes, é uma percepção tão nova, que mesmo sendo a mais desgastada das questões, o nó no estômago surge pela primeira vez. Ele vem junto com o reconhecimento do quanto estávamos repetidamente errando com pessoas tão importantes pra nós. E vem também com a dor pelo tempo perdido.

Reconstruir o que se quebrou requer muita humildade.

Exige que você se abra genuinamente para o outro. Que deixe a imaturidade de lado e passe a trabalhar sua paciência e empatia. Paciência pra saber que só o tempo vai mostrar pro outro que a sua mudança é real. E empatia pra lembrar que, no lugar dele, você também precisaria de um certo tempo pra enxergar o outro por uma nova lente.

Não deixe o seu ego falar mais alto. Se essas pessoas são importantes pra você, passar por esse processo será importante pra elas também. E a relação estará fundada em novas bases com muito mais confiança e amor. E você vai ser mais feliz.

0 em Sem categoria no dia 11.12.2018

Não ache logo de primeira que a culpa de uma rejeição é sua

Quando falamos em relacionamentos, especialmente os que ainda não se concretizaram, acredito que o maior medo dos envolvidos é o da rejeição. Seja o receio de ouvir um não caso tenha tomado a iniciativa, como já falamos aqui. Ou então de ouvir que a química não rolou, o que não era isso que a pessoa estava procurando. Nesses dois últimos exemplos o outro lado fica a ver navios. E esse é justamente o lado em que ninguém quer estar. Mas acontece.

O que a gente precisa parar de associar nessas histórias é que terá um lado que vai sair perdendo. Porque em qualquer tipo de relacionamento, até mesmo num casamento consolidado há muitos anos, nada é certo. A gente já teve essa conversa sobre controle ser uma ilusão e isso se aplica aos relacionamentos também. Tá tudo bem o outro não te querer. Ou não querer mais.

Rejeição não é o fim do mundo.

Lógico que você tem todo direito de ficar triste. De viver o luto necessário. Mas acho que está mais do que na hora da gente aprender que quando falam “o problema não é você, sou eu”, geralmente está na pessoa mesmo! 

rejeicao

Falo isso porque geralmente quando a gente é rejeitada, a nossa tendência é achar que a questão é sempre com a gente. Que a rejeição está na nossa conta. Seja em um relacionamento amoroso, uma amizade, no trabalho.

É claro que eu acho super importante que a gente faça uma autocrítica. Tentar entender se existe algum comportamento ou forma de pensar que possamos rever dentro de nós. Mas o que nunca se pode pensar é que isso aconteceu por algum fator externo e que você precisa mudar pra ser aceita. Seja de volta ou por outra pessoa.

Essas coisas mexem mesmo com a nossa autoconfiança e até mesmo com a autoestima. Mas salvo os casos onde cabe a autocrítica e uma evolução, precisamos ficar atentas para não cairmos no erro do “o que falta em mim?”.

Muitas vezes – quase todas, arrisco dizer – não falta nada. Dificilmente tem a ver com o que somos, tem sempre a ver com o outro. Relações envolvem pessoas, e como também já falamos por aqui, cada um tem seu tempo e seu caminho. Muitas vezes alguém vai em uma direção de evolução diferente da sua. Ou simplesmente as ideias ou os objetivos passam a se desencontrar.

Seja sempre a a melhor pessoa que puder para todos. De maneira que quando alguma situação de rejeição aconteça, você possa sair dela ciente de que fins podem acontecer e que você fez o melhor que poderia ter feito. Isso evita que a nossa confiança fique abalada e facilita o processo de seguirmos em frente. Prontas para a próxima aventura?