Browsing Tag

reflexões

2 em Autoconhecimento no dia 25.09.2018

O porquê do autoconhecimento ser importante!

Pode parecer um título bobo, porque lendo a frase você realmente acha óbvio que é importante se conhecer bem. Porém, a todo tempo, nós vivemos situações em que descobrimos que ter mais controle sobre o quanto nos conhecemos é importante. O que acreditamos que somos tem muito poder sobre a nossa postura diante das coisas e sobre o nosso sucesso na vida e com nós mesmos.

Por isso que aquela conversa da nossa infância, de “tudo pode ser, só basta acreditar” não era papo da Xuxa, não. Podemos ser mesmo qualquer coisa, desde que acreditemos que somos. Nisso aí você pode colocar qualquer coisa que você quiser: ser bonita, ser amável, ser bem sucedida, capaz, inteligente…

ilustra: Marie Boiseau

ilustra: Marie Boiseau

Toda vez que nos pegamos pensando que somos ou não somos algo, isso afeta diretamente nossa maneira de nos posicionarmos na vida e diante das situações. Quando nos percebemos em paz com nosso corpo ou com nossa vida ou com alguma decisão, seguir adiante com confiança é muito mais fácil. Quando sabemos quem somos, sabemos o que merecemos, cuidamos da nossa autoestima e nos sentimos seguras de sermos nós mesmas. 

O autoconhecimento é uma ferramenta fundamental para que você se perceba com todos os potenciais que realmente tem e isso reflete diretamente onde? Isso mesmo, na nossa autoestima!

Ao nos conhecermos, começamos a nos perceber como realmente somos – e não como nos vêem ou como acreditamos que somos – e a partir daí podemos nos abrir para novas ideias, que talvez nem mesmo já tenham passado pela nossa cabeça, ou mesmo para nos questionarmos e mudarmos nossas atitudes e, principalmente, nossa percepção de nós mesmos.

É um processo longo – acredito que dure toda a vida – porém gratificante. Pode ser muito libertador quando deixamos ideias erradas a nosso respeito pra trás, pode ser empolgante quando descobrimos potenciais que temos e isso nos abre para um mundo de possibilidades. Abrir mão das crenças limitantes que carregamos sobre nós pode transformar nossa vida, mudar tudo e nos permitir conquistar muito mais. Deixamos de absorver a ideia do outro sobre nós mesmos e ficamos autoconfiantes de quem acreditamos que somos.

O processo do autoconhecimento é individual e não existe uma única maneira correta para isso, mas é importante que você procure um que funcione para você – seja na terapia, seja meditando, dançando, pensando, se escutando ou encontrando algo que faça sentido na sua realidade. Algo que te permita se descobrir e se reconhecer.Pode ser doloroso no começo, não é fácil tomar consciência dos nossos piores lados, mas só entendendo nossa sombra que podemos exercer nossa luz. Ter o esclarecimento sobre nós mesmos ao longo do processo desencadeia dentro da gente reações que nos fazem sentir capazes de qualquer coisa, seguras do nosso melhor e pior, confiantes em nós.

Se conhecer é uma enorme ferramenta de poder, uma forma de libertação pra você ser você.

0 em Destaque/ Relacionamento no dia 24.09.2018

A ex do seu namorado (ou namorada): você realmente precisa falar mal dela?

Vamos falar de ex? Dessa vez não do seu ex ou da sua ex! No caso, a ex do seu namorado ou da sua namorada. Existem dois grupos: os que falam abertamente da ex e os que fingem que não falam, mas acabam falando, em algum momento. Salvo exceções, quando vocês ouvem algum comentário bom sobre ex? Agora, outra pergunta: porque precisa ser assim?

A gente fala tanto aqui sobre empatia, sobre sororidade, e, especialmente, em não ter essa coisa de competir com outras mulheres! Olhando pra isso temo que volta e meia nosso critério se torne seletivo, já que não incluímos as ex nesse grupo né?

Pois é, eu vim defender as ex. Não to falando da ex que fez uma sacanagem enorme com a pessoa com quem você se relaciona, ou a ex que não se conformou com o fim e tenta fazer da vida de vocês um inferno. Sororidade não é passar a mão na cabeça de todas as mulheres do mundo, e eu sei disso. Mas a verdade é que, se formos parar para pensar, tem uma infinidade de histórias que terminaram bem resolvidas, mas como crescemos acreditando que precisamos nos comparar com outras mulheres e competir com elas, a gente nem para para avaliar o por quê de termos raiva da ex. Ou de não gostarmos muito dela. E muitas vezes, se a gente para pra pensar, não tem nem motivo para ter nenhum sentimento negativo!

ilustra: Ju Ali

ilustra: Ju Ali

Me peguei pensando numa coisa e queria fazer uma pergunta: será que alguém acha a ex do atual bonita? Porque nos raros casos onde admitimos que é bonita, tratamos logo de colocar algum outro defeito, deixando claro o quanto nos sentimos intimidadas. Agora me diz….que autoridade temos em dizer algo sobre alguém que não foi nossa namorada e, na maioria das vezes, nem conhecemos? No fim, acabamos apenas repetindo a queixa do nosso namorado e que em alguns casos, nem procede, já que toda história tem dois lados.

O mundo tem essa coisa de criar essa rivalidade com ex, quando, na verdade, deveríamos levantar as qualidades delas também. Afinal, ao menos uma coisa vocês têm em comum: se relacionaram com a mesma pessoa e sabem que, assim como as qualidades, aquela pessoa também tem defeitos, que ela também aturou, e nem sempre foi fácil.

Quer mais uma coisa em comum? A pessoa que gostou de você, que viu qualidades maravilhosas, também já sentiu tudo isso por ela. E ainda: por maior que seja o seu amor, é sempre importante pensar que amanhã, a ex pode ser você e que você já é a ex de alguém, e não deve ser nada legal pensar que tem em algum lugar outra mulher com raiva gratuita de você por isso.

Então, queria propor que incluíssemos essas pessoas nesse pacote de sororidade. Porque antes de tudo são mulheres que, assim como nós, também tem suas questões, viveram uma história que não foi adiante e podem ter saído ou mais leves ou tristes disso e não merecem ser alvo de piadas ou comentários que as menosprezam. Justamente porque temos empatia e já estivemos nesse lugar.

>>>>> Veja também:  a melhor amiga do namorado <<<<<

É bem provável que quando esse assunto surgir novamente, seja falando dessa pessoa, você passe a ser a chata do rolê, que agora nem de ex deixa mais falar mal. Mas saiba que esse trabalho também é importante e um grande passo, inclusive em favor do nosso amor próprio, pois ao pararmos de nos comparar conseguirmos focar mais em nossas vidas, parando de gastar nosso tempo numa distração conveniente com a outra pessoa. Sororidade e empatia, são lutas que valem a pena, são conversas que precisam ser inseridas e que mudam a forma de pensar de outras pessoas ao nosso redor. Vamos deixar de lado os comentários mais ácidos, as piadas mais depreciativas e espalhar amor.

2 em Autoestima/ Relacionamento no dia 10.09.2018

Até um pé na bunda pode te empurrar pra frente

Não é fácil admitir, mas todas as situações podem ajudar a gente, até aquelas que parecem que não! Sabe aquela frase antiga, que tá meio batida, que diz que até mesmo um pé na bunda pode te empurrar pra frente? Quem disse isso sabia do que estava falando. Acho esses momentos – independente de serem um alívio ou uma dor – super importantes para a nossa relação com a gente mesma, é uma enorme oportunidade de se conhecer novamente.

Muitas vezes conseguimos enxergar melhor quem somos quando saímos de uma relação, fica mais fácil analisar quem nos tornamos, descobrir nossos gostos individuais e analisar os caminhos que queremos ou não seguir. Muitas vezes é nessa hora que conseguimos colocar nossa vida em retrospecto e nos sentimos seguras pra analisar quais são os erros e acertos que tivemos, cabendo uma análise do que devemos ou não mudar para encontrar resultados melhores no futuro. Todo esse processo é transformador, porque quando descobrimos quem somos é quando realmente entendemos o que merecemos.

Geralmente é quando ficamos meio sem rumo que procuramos um novo hobby, às vezes até para esquecer, e descobrimos lados nossos que estavam adormecidos, ou que não imaginávamos – como um clube de leitura, uma escola de percussão de bloco de Carnaval – e isso nos abre horizontes de vida, internos, de um novo circulo de amizades e até do seu próximo relacionamento!

ilustra: carol burgo - @cansoncolorido

ilustra: carol burgo – @cansoncolorido

Não ser mais parte de um casal te tira da inércia de saber que tem outra pessoa ali para escolher por você quando bate preguiça e te dá a liberdade de fazer todas as coisas que você gosta e o outro não gostava, então é como sentir que você tomou as rédeas da sua vida de volta! Em vez de se sentir sozinha, entenda que é a hora de você tomar o controle da situação sem a desculpa de ter outra pessoa seguindo com você. Muitas vezes é nesse momento difícil que você se conhece de novo, ficando mais segura e consciente do que você quer ou não da sua vida. Você redescobre seus gostos, sonhos, vontades, anseios e frustrações, podendo se dar toda uma nova chance de ser feliz sozinha ou com alguém.

E se por acaso você estiver saindo de um relacionamento abusivo, é o momento em que você vai redescobrir seu valor, entender que o que você vivia não é a realidade e perceber todas as possibilidades lindas que te aguardam agora que você teve a oportunidade e força necessária para sair disso. Nesses casos trabalhar sua autoestima e entender o que te prendia ali é o que vai te libertar e fazer entender o porquê você se atraiu para tal situação. O processo desse tipo de fim é o que mais dói, mas também o que mais traz chances de libertação.

E caso você tenha sido “trocada”, jamais se compare ou pense que a culpa foi sua. Cada pessoa é uma e tem um valor diferente, se comparar não ajuda em nada. Talvez o que você tinha para dar ali não servia mais, provavelmente com o tempo você descobrirá com o fim do véu de ilusão que você também não recebia mais o que precisava ou merecia. Fins costumam ser bons pra duas partes, o que varia é o tempo que cada um leva pra descobrir isso. Quando não está bom pra um, dificilmente estava maravilhoso para a outra parte. Tudo é uma questão de perspectiva: antes um término, ainda que doloroso, do que viver uma relação de mentira, quando o outro só está disponível emocionalmente para uma terceira pessoa – e você nem sabia!

Não importa quem termina, se você deixa ir ou é deixada, todo fim de uma história é uma incrível oportunidade de recomeço, aproveite essa oportunidade! Se conheça, desenvolva autoconfiança e brilhe, sua autoestima vai vir dai.