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0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Comportamento/ Destaque no dia 30.01.2020

Não se deixe enganar pelas redes sociais

Eu tenho um segredo para compartilhar com vocês. Ou melhor, não é bem um segredo. Na verdade, é mais uma confissão. Como vocês sabem, eu trabalho com internet. Eu escolho o que quero postar, o que eu me sinto confortável para dividir. E se eu não estou me sentindo bem, eu me recolho até elaborar tudo dentro de mim.

Dito isso, eu preciso dizer também que eu caio facilmente na armadilha das redes sociais. Eu me pego olhando stories e feeds alheios e pensando que a vida de todo mundo tá mais interessante que a minha. Que tá todo mundo fazendo coisas legais. E esqueço que todo mundo só está mostrando a parte legal, dividindo as coisas interessantes. Como eu faço também.

Dito isso, a Andressa Riquelme fez um post tão legal no grupo do Papo, e que fala tanto sobre esse assunto, que eu quis trazê-lo pra cá também.

“Outro dia vi uma frase da Nina Gabriella e resolvi adaptar. Porque a internet pode ser uma grande armadilha pra que a gente se encha de cobranças e frustrações.

A gente passa o dia todo olhando stories e mais stories e parece que tá todo mundo fazendo algo bem legal.

Parece que todo mundo tem algo pra contar, pra compartilhar nas redes sociais. Menos a gente, né?

Nos feeds e nas timelines tudo é bonito, colorido, brilhoso e musical. Mas na real, ninguém sabe o quanto cada um deixa ir para viver o que há pra viver naquele pequeno recorte que essa rede nos mostra.

Às vezes eu também penso que poderia ter feito outras escolhas. Soltado algumas cordas que já machucavam minhas mãos. Também poderia ter feito coisas bem mais legais. Que me rendesse boas imagens. Bons likes. Mas, no fim, toda escolha é uma renúncia. E para cada pessoa, essa renúncia tem um preço. Às vezes alto demais até.

E eu pago pelo que eu posso pagar (psicológica e financeiramente, né non?!) e tá tudo bem também. Mesmo que não pareça tão interessante sempre.

Voltando aos feeds e timelines hoje, não esqueça que uma foto é um recorte de 1 fração de segundo, de um dia inteiro. Que um close, às vezes não dura o tempo de uma gota de água cair no chão. Nos outros segundos todos, estamos nos corres da vida. E esses corres nem sempre valem muitos likes.”

0 em Comportamento/ Destaque no dia 16.01.2019

5 tweets para ficarmos de olho em Jameela Jamil

Quando os famosos participam ativamente de redes sociais, a gente sempre fica um pouco apreensivo. Vamos gostar mis ainda deles ou vai rolar uma ligeira decepção? Pois acho que no caso de Jameela Jamil,  podemos dizer que é uma grata surpresa até o momento!

jameela-jamil

Se você ainda não está familiarizada com esse nome, acho que pode ser uma boa hora para saber um pouco mais sobre a atriz, apresentadora e modelo britânica. Ela pode ser vista atualmente em seu papel mais famoso como a socialite Tahani Al-Jamil na série The Good Place. Está na Netflix e foi indicada ao Globo de Ouro este ano.

Jameela poderia ficar tranquilamente no seu pedestal de atriz talentosa e linda. Sendo exuberante do alto dos seus 1,79m de beleza com ascendência indiana. Porém ela se manifesta ativamente nas redes sociais e acho que vocês vão gostar de ver!

Pra começar, na sua bio do Twitter ela se intitula apenas como “Feminista em andamento” e tem este tweet maravilhoso de desconstrução fixado:

“Nunca é tarde demais para olhar para si mesma e corrigir seus erros. Eu costumava criticar as mulheres pela sua aparência, ser preconceituosa, e meu feminismo não era inclusivo o suficiente. Ninguém nasce perfeitamente “acordado”. Ouça, leia, aprenda, cresça, mude e crie espaço para todos. Nós não somos livres até que todos nós sejamos livres.”

Ela também é bem incisiva quando se trata de criticar a mídia e seus padrões impostos. Esses que acabam adoecendo as mulheres e estamos cansadas de saber. Olha aqui a resposta que ela deu quando uma seguidora perguntou como combater o crescimento dos transtornos alimentares:

“Temos que começar a desmantelar o sistema que bombardeia as meninas com a retórica do distúrbio alimentar e expondo seu motivo, então instalando mais representação de olhares e corpos variados em nossa cultura, e apagando os efeitos de photoshop que emagrecem celebridades e modelos”

E se você pensa que ela é boa só na teoria, ela também é bem direta na prática. Reclamando e marcando as marcas que ela não concorda com as atitudes. Recentemente a Urban Outfitters, uma marca americana de roupas e itens de lifestyle, começou a vender uma marca de chás digestivos um pouco contraditórios. Olha ela aqui reclamando:

“Urban Outfitters agora vendendo laxantes. Este anúncio deve dizer “Você quer problemas de estômago?” “Você gostaria de cuspir fogo?” Desapontada @UrbanOutfitters você tem uma base de fãs e clientes muito jovens.”

E ela parece que não pretende parar. Ainda bem!

“Eu não me importo se me acham sem humor ou chata, eu vou fazer com que fique muito difícil sair ileso com gordofobia, piadas de gordo ou food shaming (quando falam de comida no intuito de intimidar ou humilhar as escolhas dos outros), e francamente nada que encoraje transtornos alimentares. Eu encherei o saco de vocês até a submissão. Só vejam.”

E quando você pensa que ela tem falado coisas bem importantes no Twitter, o Instagram dela é tão maravilhoso quanto. Cheio de apoio às mulheres que lutam pelo feminismo e causas importantes. Olha só esse recadinho de ano novo que ela deixou:


Visualizar esta foto no Instagram.

Uma publicação compartilhada por Jameela Jamil (@jameelajamilofficial) em

“Consumismo quer que você se sinta culpada. É como eles ganham dinheiro. Um novo ano não significa um novo eu. Você não é um Iphone. Você não precisa ser trocada todo ano. O calendário é só uma invenção humana. Não se sinta culpada por não estar fazendo dietas ou exercícios para conseguir um novo corpo. Seja gentil consigo mesma. Conheça seu velho eu. Não se jogue fora como qualquer pedaço de plástico. Você é tudo que já é.”

Em tempos onde a gente acaba se questionando porque seguimos quem a gente segue, e procuramos referências de pessoas empoderadas e empoderadoras, acho que ter Jameela no seu feed pode acrescentar bastante!

1 em Autoestima/ Comportamento/ Convidadas/ Juliana Ali no dia 19.06.2018

Suas palavras têm peso

Acordo e faço café. Depois, pego o celular e vou dar uma olhada nas redes sociais, conferir as notícias do dia estilo século XXI. Conforme as fotos das pessoas físicas e jurídicas (famosas, sub famosas, conhecidinhas ou gente como a gente) vão passando pela tela, vou fazendo minhas notas mentais sobre cada imagem, quase sem pensar, automática e imediatamente.

“Tá linda hoje”.

“Credo, que caro”.

“Embuste”.

“Bom dia, maravilhosa”.

“Errou feio, errou rude”.

“Ridícula”.

“Que legenda bosta”.

“Clichê”.

“Macho escroto”.

“Marca de playboy”.

“Que brusinha massa, quero”.

“Pele tá boa, hein bonita”.

“(emoji do olho virando)”.

“Perfeita”.

E assim vai. Você faz isso também? Se você respondeu sim, fique sossegada porque é normal, faz parte do ser humano. Na verdade, vamos julgando, meio sem perceber, tudo e todos que vemos, a partir das NOSSAS VIVÊNCIAS. Enquanto esses julgamentos ficam “morando” na nossa cuca e a gente entende que cada um é cada um e que isso que a gente pensa é algo muito particular e não tem nada a ver com o outro, tudo bem*.

Acontece que, dado o conforto e a facilidade que as redes sociais nos trazem, muita, mas MUITA GENTE MESMO, vai escrevendo essas opiniões todas nas fotos que passam em suas timelines. E os donos de cada foto vão lendo essas bobagens que surgiram em um segundo na nossa cabeça. Segundos depois a gente esqueceu e seguiu a vida sem pensar mais nisso, mas será que o recipiente de nossas mensagens também esqueceu e seguiu a vida? Será que a mulher que foi chamada de ridícula bateu o olho e nem ligou? Acho improvável.

ilustra: Cécile Dormeau

ilustra: Cécile Dormeau

Mais importante ainda: ela pode ter realmente sido ridícula ali, nesse momento, mas será que ela é UMA PESSOA RIDÍCULA, em sua totalidade? Também muito improvável. Porque ninguém é só aquela parte que vimos ali, em um minuto. Todo mundo é um total muito maior. Todo mundo tem coisa boa e coisa ruim porque ninguém, mas ninguém MESMO, é só bom ou só mau.

O mesmo vale para a foto daquela mulher linda que bati o olho e pensei “perfeita”. Esse elogio eu posso postar, porque elogio (que não seja “maaaaagra”) nunca é demais e não faz mal a ninguém. Pelo contrário, faz bem a quem elogia e a quem recebe o elogio. Porém, a pessoa não é perfeita de verdade. Importantíssimo isso. Pode até parecer perfeita, ali, naquele momento estático, mas ela também é uma totalidade enorme cheia de alegrias e sofrimentos e lindezas e imperfeições e até coisas ridículas assim como eu e você.

Existe também aquelas pessoas que a gente admira nas redes e é comum que se coloque expectativas sobre elas. E geral vai vomitando as próprias frustrações: “Ah, mas como assim você não concorda comigo sobre assunto X, achei que você era uma pessoa legal” ou “Mas você é tão bem resolvida e agora diz que ainda não consegue se sentir bem de biquini?”. Quanta pressão… Pessoas admiráveis também tem dificuldades! Ainda não conheci ninguém que sabe tudo ou que está em paz consigo mesmo em todas as áreas, não.

Me preocupo muito com esse “escrever qualquer coisa sem pensar” na internet. A gente esquece que ali, lendo aquilo, tem outro ser humano absolutamente normal, que ri e que chora. Que sente, que se incomoda e que sofre. Não sabemos nada sobre aquela pessoa, mesmo que pareça que a conhecemos intimamente por conta de textos e fotos e stories. Mas a verdade é que são completos estranhos. E existem na vida real.

O que a gente escreve nas redes ESTÁ SENDO LIDO por um SER HUMANO. É preciso se responsabilizar por isso.

*Quero deixar claro que sou uma grande treteira internética. Sou crítica. Mas não de pessoas. Sou crítica de atitudes que não podem passar e encorajo que outros também sejam. Acho que machismo, racismo, homofobia, gordofobia ou qualquer outro tipo de comportamento discriminatório deve ser apontado nas redes. Aponto a cada vez que vejo, e aponto duramente. Mas argumentando, não xingando. E isso é MUITO DIFERENTE de criticar os outros só porque “ai, fulano é ridículo” ou “fulano é falso” ou “fulana é feia”.