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#paposobreautoestima

1 em Autoestima/ Patrocinador no dia 06.08.2019

Fim de semana do papo 2019!

Essa semana vai ser um pouco diferente aqui no blog. Esse fim de semana aconteceu o segundo Fim de Semana do Papo, e caso você tenha ouvido falar sobre ele agora, a gente precisa contar uma coisa antes. Um evento desse porte não acontece sozinho. Ele é uma junção de esforços múltiplos e de muitas pessoas (e marcas) que acreditam de verdade nesse evento.

Sendo muito honestas com vocês, a gente achou que tinha atualizado todos os níveis de eventos do Papo criando o FIM DE SEMANA DO PAPO em 2018. Mas não.  Ano passado foram dois dias de atividades. Teve festa, aula de dança, piscina, bate papos. Não pensávamos que esse projeto poderia crescer mais, nos enganamos.

Em 2019, nossa primeira reunião com o Grand Hyatt Rio foi em janeiro. Desde lá organizamos os mínimos detalhes que fizeram desse fim de semana o mais importante da nossa carreira. Foram 120 leitoras convidadas, 85 hospedadas conosco e amigas influenciadoras. Foram voos de todas as regiões, encontros de todos os tipos e muita empatia e troca entre nós.

Muita gente nos pergunta como funciona o #fimdesemanadopapo. Por isso, esse post vai contar pra você aí, do outro lado da tela, o que a gente aprontou para começar agosto com o pé direito. O que rolou? Quais foram os patrocinadores? Quem nos ajudou a organizar isso tudo? Quais eram os lançamentos envolvidos? Isso a gente conta agora pra vocês!

Sexta-feira 02/08

O check-in no GRAND HYATT começou às 14:00. As meninas foram chegando de todo o canto e às 16:00 nosso primeiro encontro aconteceu.

16:00 – GORDOFOBIA, PRESSÃO ESTÉTICA E O IMPACTO NA SAÚDE FÍSICA E MENTAL DAS MULHERES – um oferecimento de bonprix!

Ju Romano e Ana Luiza Palhares comandaram esse bate papo que contou com a especialista Vanessa Tomasini, psicóloga incrível de São Paulo que fala sobre isso nas redes sociais. A Nutricionista Camilla Estima convidou a nutricionista Isabela Cunha para falar da nutrição comportamental nesse processo.

Ana Luiza Palhares e Ju Romano
Ju, Vanessa Tomasini e Isabela Cunha
Isabela Cunha e Mariana Xavier, que foi nossa presença especial nessa conversa! <3

Entender que a relação com nosso corpo precisa ser mais leve para que nós possamos ter uma relação mais transparente com nossa saúde é muito importante. Vivemos numa sociedade tão gordofóbica que muitos negligenciam a saúde mental e emocional no processo de buscar uma magreza tão desejada e romantizada. Ser saudável tem a ver autocuidado e equilíbrio. Quebrar os preconceitos e estigmas tem a ver com combater a ignorância. E foi assim que nasceu essa experiência tão especial.

A Bonprix, que tem a grade do 36 ao 54, foi a escolha de look das blogueiras neste bate papo! Foi muito maravilhoso vestir uma marca que tem tantas opções para tantos tamanhos e apostou nessa empreitada conosco. Para ler mais sobre essa parceria leia o post completo de ontem.

18:00 – A AUTOESTIMA E A SAÚDE MENTAL DA MULHER NEGRA, E A IMPORTÂNCIA DESSA DISCUSSÃO NA LUTA ANTIRRACISTA

O debate sobre a beleza e a saúde mental e emocional da mulher negra é bem específico. E por isso mesmo é preciso que interesse a todas. É necessário ouvir e aprender para, aos poucos, termos a real dimensão do julgamento, do isolamento e da falta de oportunidade que o racismo traz. As mulheres negras precisam falar e as mulheres brancas precisam escutar. Só assim aprendemos a sermos aliadas nessa luta tão importante.

Dra. Katleen Conceição, Lu Barreto e Maraisa Fidelis
Dra. Katleen Conceição
Maraisa Fidelis
Luciana Barreto

Maraísa Fidelis comandou essa roda junto com duas mulheres que admiramos muito: a jornalista Luciana Barreto e a dermatologista Dra. Katleen Conceição. Mulheres negras que ocupam espaços de poder de forma pioneira e usam sua credibilidade para jogar luz nesse tema tão importante quanto o assunto é a autoestima da mulher brasileira.

20:30 – FESTA DO PIJAMA COM VULT

Convidamos a Vult para receber nossas amigas blogueiras no nosso quarto para uma festa do pijama. Já que sabíamos que passaríamos o fim de semana dividindo nossa atenção com tantas pessoas queridas, convidamos as influenciadoras presentes para agradecer o carinho.

A Vult preparou um kit de lançamentos e contou sobre as tendências das quais já falamos aqui nesse link. Eu não deixaria de dar uma olhada se fosse você, tem muita coisa bacana para a gente testar.

Sábado 03/08

12:00 – AULA DE DANÇA É PARA TODAS!

O café da manhã foi livre, mas logo depois tivemos duas aulas de dança. A Vult fez as camisetas para falar do lançamento Glitter & Go. O glitter líquido em 4 cores tem fácil aplicação e pode ser usado de diversas formas. Nos olhos, na boca, no rosto e até no corpo! A ideia foi experimentar todo esse brilho na aula.

Para realçar o seu brilho trouxemos o nosso! É essa a proposta da campanha que nos estimula a usar glitter de uma maneira nova. A marca nos convidou a dar luz às nossas diferenças, evidenciando o que em teoria nos incomoda, mas tantas vezes é o que nos faz únicas. Foi ousado pensar em colocar brilho no que tecnicamente vemos como defeito, mas ao mesmo tempo é lúdico e libertador.

Abrir mão da necessidade de disfarçar o que interpretamos como negativo é criar espaço para deixarmos de nos esconder.
Somos o que somos e podemos brilhar assim.

17:00 – FESTA DESPERTE SUA BELEZA COM BIO EXTRATUS!

Em 2019 a campanha de BIO EXTRATUS fala em DESPERTAR SUA BELEZA. Por isso, esse foi o tema escolhido para a festa desse ano. A festa que celebrou com 120 convidadas mais um ano do PAPO SOBRE AUTOESTIMA. Comemoramos mais uma vez nossas conquistas.

O manifesto começa assim: “A beleza tem muitas formas e definições. Mas a beleza verdadeira, que se mantém, é aquela que vem do seu brilho. O que encanta mesmo é a luz própria. É ela que emana através de sua pele, seus olhos, seus cabelos. Esse brilho está dentro de cada um, pronto para despertar. Ele surge da construção diária da autoestima!”

Vamos falar só sobre isso aqui no blog, mas deu pra perceber que a marca fala de um encontro genuíno consigo mesma e da capacidade de validar a própria autoestima. Assim sendo, achamos tudo a ver que a festa do papo com a BIO EXTRATUS esse ano tivesse esse tema. Ele transcende a busca por uma beleza física e fala de autoconhecimento e da possibilidade de valorizarmos mais nossas conquistas.

Uma campanha linda, uma marca incrível e uma história de amor de longa data não poderiam dar em um resultado diferente. Foi mágica essa nossa maior festa, que marcou nossos quase 10 anos de carreira.

Nossos looks foram da Enjoy e nossa make um oferecimento da maravilhosa Nathalie Bilio usando Vult. Aguardem esse post que vai estar recheado de dicas!

Os looks que nós duas usamos na festa e nessas palestras de domingo foram da nova coleção da Enjoy. Ela se chama Refúgio e fala de autoconhecimento também. Todo mundo tem um lugar particular dentro de si, onde encontramos forças para seguir e transformamos a vida em coragem. Nesse lugar tem amor de sobra. Tem beleza, empatia, dança e alegria. Já deu pra ver que essa proposta de adentrar dentro de si mesma e encontrar seu próprio lar é mais do que uma nova coleção da Enjoy. É um elo entre essa marca e a gente no papo. Quem veste até 46 pode se aventurar nas lojas e no site, opções bacanas não faltam. Amanhã terá post sobre isso.

Domingo 04/08

10:00 – MOMENTOS DE DESCANSO E AUTOCUIDADO COM CERAVE E BIO EXTRATUS

Pode ser que você não saiba, mas nosso primeiro grande evento foi o #paponapiscina, em fevereiro de 2017. Em setembro daquele ano fizemos uma segunda edição e foi assim que nasceu a ideia de um fim de semana inteiro. Por isso, não importa a época do ano, a gente nunca ignora um bom bate papo na beira da piscina.

Dessa vez, porém, nem o sol e nem o calor apareceram e a piscina não rolou de jeito nenhum. Mas isso não foi um problema. Não conseguimos ir para a piscina, mas pudemos aproveitar para dar uma descansada. E aproveitamos as marcas que estiveram com a gente nesse fim de semana.

Ca aproveitou para hidratar a pele com CeraVe e continuar o desafio que ela contou no post acima. Já eu quis fazer uma mudança de última hora no visual e usei a máscara colorante castanha da Bio Extratus para dar uma escurecida nos fios. Já, já vamos contar mais!

15:00 – É PRECISO UMA VILA: PAPO SOBRE A VISÃO DA MATERNIDADE NA SOCIEDADE!

Muita gente acha que falar sobre maternidade não é um assunto que interessa a todos. Porém falar sobre os desafios da parentalidade e da criação de seres humanos deveria ser um assunto de todos. Aquele ditado “é preciso uma vila para criar uma criança” não existe à toa.

A solidão materna, a divisão de tarefas, o mercado de trabalho, o não julgamento, as mãos oferecidas em momentos de sufoco, a empatia. Isso é uma pequena parte das inúmeras questões que permeiam o universo materno, e que poderiam deixar a jornada um pouco menos pesada se a gente criasse a consciência que a criação de indivíduos deveria de depender de toda a sociedade. Não é educar o filho dos outros, mas é ajudar a criar ambientes saudáveis e acolhedores para que as crianças aprendam com exemplos.

Para esse bate papo a Carla chamou duas pessoas bem especiais. Lua Barros, mãe de 4 e educadora parental especializada em parentalidade positiva. E Ju Ali, mãe de 2 (sendo que um dentro do espectro autista), colaboradora do Papo e feminista. As 3 discutiram e trouxeram várias ideias de como podemos ajudar a criar essa sociedade mais inclusive e benéfica para mulheres e crianças.

17:00 – O DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA E SEU IMPACTO NO CONSUMO DE MODA E BELEZA.

Quanto mais nós nos conhecemos, mais vamos abrindo mão de ser as expectativas do que esperam de nós e mais nos tornamos quem genuinamente somos. Aos poucos nos tornamos mais conscientes de nós mesmos, vamos abrindo mão do parecer e dando voz ao que queremos ser.

Nesse processo de autoconhecimento nasce a verdadeira autoestima e com ela vamos repensando nossas reais necessidades como mulheres, logo como consumidoras também. Ao darmos real sentido a quem somos de verdade, acabamos esvaziando a importância do que temos e do que parecemos ser, nesse momento começamos a olhar pra moda como um ato de expressão, o mesmo pode valer pra beleza.

Entendo consumir com propósito e consciência um desafio na vida moderna que nos ensina a estar inconsciente no sistema. Justamente por isso chamamos duas mulheres que usam a moda para se expressar cheias de consciência de quem são como indivíduos e como estão inseridas no coletivo pra conversar. Esse foi o meu bate papo com Carol Burgo estilista e dona da loja Prosa e Ana Soares do Moda Pé no chão.

Sim, claro que vamos transformar as trocas desses bate papos em posts, mas já adiantamos pois não poderíamos deixar vocês fora dessa.

É isso! A gente sabe que o post está gigantesco, mas não tinha como resumir. Esses foram alguns dos acontecimentos, produtos e patrocinadores que fizeram parte de todo esse nosso sonho realizado. Nós lutamos por um novo olhar para nós mesmas. Um com mais amorosidade, empatia e acolhimento. Poder trocar sobre tantos temas relacionados ao autoconhecimento e o despertar de consciência é um privilégio muito especial.

Se você quer saber mais detalhes sobre os acontecimentos, os looks, as makes, os produtos e patrocinadores, fica de olho aqui no blog essa semana porque vai ter chuva de post relacionado!

Beijos

Ca e Jô

0 em Autoestima no dia 05.10.2018

Papos sobre autoestima lá #paposobreautoestima

papo-sobre-autoestima

uma imagem que tem tudo a ver com nosso papo sobre autoestima por – @adrianachagassilva2015


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Uma publicação compartilhada por Sereia Thay 🧜🏼‍♀️ (@thayaneparis) em

Autoestima na hora de se vestir:

Nem sei dizer a última vez que usei short na vida, assim como meus braços eu nunca amei a estética das minhas pernas, mas hoje eu tentei esse algo diferente pra mim e foi muuuuito difícil, eu andava na rua me sentindo meio pelada 😂😂😂 pensando que meu joelho torto que é meio fundo e sem definição, tava demais, peles, celulites, hematomas (são muitos) veias, cicatrizes estavam muito expostos, eu andava devagar e em passos pequenos, quase como uma gueixa. Extremamente insegura, mas ainda assim com esse sentimento bem locão, até que vi meu reflexo em algum lugar e realmente gostei do que vi, do styling, da paleta de cor do caimento… por um momento me olhei meio que de fora e quase bati palma, pq só eu sei quantas coisas envolvem usar essa peça de roupa hoje.
maaaaas nem tudo é perfeito e algo interno me fez mudar de roupa no carro (pq eu levei um muda caso não me sentisse confortável).
Foi uma tentativa e eu fiz questão de registrar, ia deixar a foto guardada, mas quero mesmo olhar mais pra ela. Não sei explicar, mas me permiti usar essa belezinha cor de rosa, com minha blusa preferida que com duas palavras me lembrava da minha coragem de ser o mais eu mesma que eu puder ser nessa vida. 💓❤️💓❤️💓❤️ Quem sabe daqui um tempo eu posto uma história onde não troco de roupa no carro. 😂😂😂- por @thayaneparis


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Cabelos e autoestima:

Marcella, 24 anos, 10 anos de progressiva e 5 meses de liberdade.
“Eu comecei a fazer progressiva com 14 anos, me achava feia e achava que alisando o cabelo tudo se resolveria, me sentia assim muito por pressão social, as meninas consideradas bonitas eram as que tinham cabelo liso, eu acreditava naquilo. Minha irmã, que também alisava o cabelo, resolveu parar e 1 ano depois, o cabelo dela já estava praticamente sem química e estava muito bonito. Comecei a pensar: será que o meu cabelo não é mais daquele jeito? Eu não sei como é o meu cabelo de verdade. Comecei a ver minhas fotos e nesse momento pensei em parar de alisar, achava que aquela pessoa da foto não era bem eu. Resolvi parar mesmo quando vi uma menina no metrô de uns 15, com um cabelo cacheado lindo e falei para ela nunca alisar, ela respondeu: “amo meus cachos, jamais alisaria”. Cheguei em casa nesse dia e decidi parar. Comecei a seguir cabeleireiros especializados em cachos e muitas meninas em transição. No perfil deles comecei a ver como seria ter cabelo cacheado de novo e como é possível sim ter cachos bonitos e bem cuidados! Foram 7 meses de transição, foi bem difícil. Nesse período tentei fazer o mínimo de chapinha possível, para não danificar os fios, só fazia em ocasiões extremamente especiais. Então comecei a sair “descabelada” mesmo. Passei a ouvir muitos comentários: “arruma o cabelo”, “por que não volta com a progressiva?”, “é muito mais bonito liso”. E sempre achava que não conseguiria, mas pensava: “vai valer a pena”. Quando resolvi marcar meu corte, achava que cortaria apenas uma parte do liso que estava muito grande para disfarçar as diferenças de textura, mas quanto mais me envolvia com experiências de outras mulheres na transição, mais tinha certeza de que cortaria para deixar 100% natural. Marquei o corte e quando cheguei no salão tinham várias mulheres cacheadas com seus cabelos maravilhosos e me inspiraram mais ainda. Nem pensei e resolvi cortar tudo. Quando me olhei no espelho não sabia o que fazer, quase chorei, me achei diferente, mas senti que essa era eu de verdade. Hoje estou na melhor fase com o meu cabelo, acho ele lindo e me sinto muito mais bonita. Amo meus cachos! ❤” – @mlabaa para @asappbeleza


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Uma publicação compartilhada por Thais A. (@thaischeiadevicios) em

Autoimagem e autoestima:

Com tanta foto cheia de efeito e Facetune no Instagram, a gente olha nossa pele com poros, pelos, cicatrizes e inflamações como se fôssemos monstros. Só que não é assim, sabe? Toda pele tem poros da mesma forma que todo olho tem lágrima. E da mesma forma que nosso nariz entope ou nossa garganta dói, a pele – que é o maior órgão do nosso corpo, by the way – também pode inflamar e ficar meio sofrida. Até a pessoa mais saudável do mundo está sujeita a um resfriado. E quem gasta milhões com skincare também está sujeita a reações na pele! Cês lembram da Kendall Jenner falando sobre a acne dela? Pois é! Estamos tão cegas pelo “perfeito” que esquecemos como é o “real”. Então, vamo se cuidar, tratar da nossa saúde, beber água e etc MAS SEM NOIAR! Belezura?  – por @thaischeiadevicios


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Uma publicação compartilhada por @hinerasky em

Corpo e autoestima:

QUAIS AS SUAS CICATRIZES? No post de segunda, contei um pouco sobre ter nascido com deficiência nos ossos das pernas. Até pouco tempo, não tinha formulado sobre os significados e reflexos disso na minha vida. Poucas pessoas sabem desse episódio porque ele nunca foi uma grande questão pra mim. E como comentei, isso é resultado da forma como minha família lidou bem com a questão: eu me sentia diferente-especial, não diferente-aleijada.
Internalizei que a gente pode tratar e reparar um problema físico. Que as cicatrizes não me impediriam de ser quem eu quisesse ser. Por isso, minha deficiência não me define.
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Acho válido também dizer que pernas e pés tortos ou arqueados são um problema bem comum em crianças – um tipo de deformidade fisiológica temporária, que se corrige até os 6 anos. Mas em casos como o meu, não existem palmilhas ou botas ortopédicas capazes de corrigir irregularidades dos ossos tíbia-perônio-e-fêmur.
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Nesta foto, dá pra ver algumas das minhas cicatrizes: são seis cicatrizes pequenas (7 cm) ao todo, sendo duas na parte interna da coxa e quatro nos tornozelos. Elas são visíveis, mas só assim, em zoom, a gente repara nelas. Nunca quis ou tentei disfarçá-las. Meus pais chamavam atenção pro lado bom, pro fato de eu ter pernas e pés sãos, que me levavam pra onde eu queria.
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Após a 2• cirurgia (eu tinha 5 anos), passei a caminhar normalmente, porém, a minha pisada ficou com o peso maior na parte lateral externa dos pés. Significa dizer que gasto bastante as solas de sapato nas extremidades laterais, principalmente no calcanhar. Solados leves de borracha ou muito macios não funcionam pra mim. Nem salto alto. Foi essa necessidade que fez nascer em mim a paixão por belos sapatos e rasteiras, e meu apreço por calçados de qualidade.
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Hoje estou aqui, mais grata ainda por minhas cicatrizes, as de pele e as da alma. Além delas, tenho várias outras visíveis nos joelhos (quelóide, inclusive, affe), fruto de tombos de bicicleta. E tenho há 3 anos, a cicatriz mais especial de todas, a da cesárea da Ceci, no meu ventre.
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ME CONTEM QUAIS SÃO AS SUAS CICATRIZES! Elas estão na pele ou na alma? Alguma vocês querem apagar ou disfarçar? 🙌🏻- por @hinerasky

 

0 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 20.09.2018

3 crenças que prejudicam a percepção da sua imagem corporal!

As pessoas começam a debater sobre nossos corpos desde muito cedo. Todo mundo tem aquele parente que desde que nos entendemos por gente comenta sobre nosso corpo, não importa sobre qual aspecto dele. Quem de nós não tem aquela tia que te mesmo só te vendo duas vezes por ano gosta de apontar possíveis “melhorias” que você poderia fazer? Poucas serão as mulheres privilegiadas que poderão dizer que não ouviram sugestões de mudanças sobre seus corpos. Tem de tudo. E existem diversas razões para que as pessoas comentem os corpos de seus familiares ou até mesmo amigos. Para alguns será por amor, para outros instinto de proteção, para terceiros pode ser um ataque no lugar que dói, mas não importa se a intenção é boa ou não, o resultado quase sempre é aprisionador, carregado de julgamentos e crenças que prejudicam a percepção da imagem corporal.

Comentários sobre nossa aparência acontecem a vida toda, nos mais variados contextos. Certamente não sou a única pessoa que já passou por isso. Eu, você, Cá e Jô, todo mundo já teve que lidar com essas questões. São tantas as crenças que nós escutamos diariamente que resolvi separar algumas das quais acredito que precisamos repensar. Se você está lutando com a sua imagem corporal, aqui estão três conceitos que você pode começar a reformular na sua cabeça:

1. Você precisa mudar algo para se sentir melhor consigo mesma!

Em algum momento da vida já achamos, convivemos ou até mesmo apenas cruzamos com alguém que tinha certeza absoluta que precisava mudar algo em si para se sentir bem com a sua própria imagem. Isso pode até ser uma verdade pra elas, mas não obrigatoriamente precisa ser pra você. Perder peso, mudar de cabelo, comprar um guarda-roupa totalmente novo e fazer todos os procedimentos estéticos que as revistas dizem que são efetivos é uma das febres da nossa geração. Todo mundo pode fazer o que quiser, mas podemos sempre optar por esse caminho de forma mais consciente, se questionando sobre os reais motivos e expectativas daquela decisão e entendendo que ela não vai solucionar todas as questões da sua vida.

Todas essas ferramentas podem te deixar mais dentro do padrão e fazer com que você se sinta mais confortável. Você, eu, ou qualquer pessoa podemos optar por isso, mas é ideal que a gente saiba que essa mudança não vai obrigatoriamente resolver todos os nossos problemas de autoestima. Atender o padrão pode trazer uma mudança da percepção de beleza, mas em geral não traz nem autoestima propriamente dita, nem mesmo felicidade. As vezes pode até ser uma armadilha, pois te dá uma alegria temporária até o próximo incomodo, quando mais uma vez você terá a oportunidade de lidar com suas questões como um todo. Aprender a amar a si mesmo exige mais (muito mais) do que apenas mudar sua aparência, tem a ver com se conhecer e desenvolver segurança por ser quem si é.

2. Autoconfiança significa se sentir bem consigo mesma para sempre!

Muita gente acha que a pessoa autoconfiante não terá problemas de autoestima, só que autoestima não é um diploma que uma vez que você conquistou, nunca mais perde. Até a mais autoconfiante das pessoas terá dias difíceis consigo mesma, pode ser no trabalho, no relacionamento e até mesmo com relação a sua aparência. Exigir um amor próprio duradouro e inabalável não deixa de ser mais uma ditadura de beleza. Todo mundo tem medo de algumas das escolhas que faz, não dá pra confiar no próprio taco sempre e está tudo bem. É tudo parte de um processo de desenvolvimento pessoal.

Entender que teremos dias melhores ou piores, situações em que ficamos confortáveis e situações em que ficamos desconfortáveis é parte do processo de se conhecer, podemos ser confiantes no geral e passarmos por inseguranças pontuais. Confiança nem sempre resolve, mas nos dá força para lidarmos com um desafio de uma forma melhor. Não ter a autoconfiança idealizada sempre pode ser uma forma de perceber as dificuldades e aprender com elas.

3. O que vemos no espelho não é precisamente quem somos!

A questão que pega quando falamos de imagem corporal não é uma ciência exata. A maneira como nós percebemos a nossa imagem não é exatamente como os outros nos veem, no entanto a maneira como a gente se sente com relação a gente é o que passamos pra frente. Se nós nos sentimos fracassadas, feias ou incompetentes muitas vezes essa é a mensagem que vamos transmitir.

Não somos precisamente o que nos vemos no espelho, talvez hoje a gente nem enxergue isso, mas no futuro as fotos irão contar que nosso cérebro nos passou a mensagem diferente da realidade e, no fim, o que importa é como nós nos sentimos sobre nós mesmas.

Parte de se sentir bem consigo mesmo é compreender que a imagem corporal é basicamente como nos vemos. Como os outros nos vêem é (ou deveria ser) irrelevante. Não há muito controle sobre isso e não podemos pautar nossa estima por nós mesmas no outro. Como a gente se sente conosco é que muda, o olhar amoroso e acolhedor para conosco ajuda nessa hora.