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papo sobre autoestima

1 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 14.08.2019

Um bate papo sobre gordofobia, pressão estética, saúde física e mental

Quando fui chamada para participar do #FimDeSemanaDoPapo, eu não imaginava o que me esperava. Especificamente, fui convidada a falar sobre Gordofobia, Pressão Estética e o Impacto na Saúde Física e Mental. Junto comigo, mais algumas mulheres muito queridas: as blogueiras Ana Luiza Palhares e Ju Romano, a nutricionista Isabela Mota e a atriz Mariana Xavier.

Nosso bate papo foi o primeiro de todo o evento e aconteceu algo bem curioso. Todas as vezes em que conversei com a Jô antes do evento perguntando sobre como seria este bate papo, ela sempre dizia: “Estou tranquila com todas vocês juntas! Com certeza será incrível!”

No momento em que nos encontramos na sala em que o bate papo iria acontecer, era nítido o clima de alegria que estava no ar! Todas aquelas mulheres se conheciam de uma troca diária do grupo Papo Sobre Auto Estima. Joana e Carla nos apresentaram, introduziram o tema e, ao encerrar sua fala, Joana disse:

– “Meninas, eu tenho certeza que vcs estão em boas mãos e duas horas será pouco para toda essa discussão”

Neste momento a querida Ju Romano, me olhou e disse: – “Você conduz? Você começa?”

Essa sou eu!

Sim! Este sempre foi o meu papel! Conduzir o processo de auto conhecimento dos meus pacientes é a minha área. Ser aquela que acompanha, mas não dá as respostas prontas. Ser aquela que provoca, e mais do que isso, a que faz possível ir além da dor quando o paciente permite.

Primeiro pedi que todas chegassem mais perto, inclusive se sentassem no chão, se assim quisessem. Eu me apresentei, e apresentei também Ju Romano, Ana Lú, Isabela e Mariana. E na sequência perguntei:

“Vocês sabem a diferença sobre pressão estética e gordofobia?”

O silêncio se fez na sala. É dificil mesmo levantar a mão e dizer que não sabe ou que tem dúvidas. Até que uma voz quebrou o silencio e disse: “Não!” Ufa! Nossa troca iria começar a partir dali!

Deste momento em diante todas aquelas mulheres e toda aquela potência do feminino se conectou. E enfim pudemos falar dos temas mais delicados, que trago hoje para vocês. Alguns deles:

Ana Lu Palhares

– Não julgar que uma mulher com um corpo mais “típico”, ou “próximo” ao padrão estético unilateral da magreza, não sofra tanto quanto uma mulher gorda. Existe a pressão estética em cima dela, existe o bullying e existe, sim um sofrimento. Mas é preciso entender o contexto onde a acessibilidade dela não é impedida socialmente (catracas de ônibus, falta de cadeiras reforçadas para suportar o peso, poltronas e cintos de segurança do avião que lhe caibam…). Ou que ela não deixa de ser atendida em um hospital porque presume-se que é só emagrecer que passa. E o mais importante, lembrar que se fere a existência do outro, deveria ferir a nossa também.

– Como o corpo gordo é visto como uma doença epidêmica mundialmente, com dados alarmantes. E ao mesmo tempo nunca estivemos tão obcecados por dietas, composição dos alimentos e corpos esculpidos.

A nutricionista Isabela Mota

– Essa obsessão nos mostra que estamos no caminho errado. Tentando controlar o corpo, a fome, o peso. E nos afastando do verdadeiro significado da saúde.

– Como o padrão de beleza unilateral da magreza, não representa todas as possibilidades, tipos, formas e tamanhos de corpos. Como, em 7 bilhões e 600 milhões de códigos genéticos, eu posso crer que é possível ter apenas um tipo de corpo?

– Nosso corpo mostra a nossa genética, historia, escolhas e traz todas as consequências. E isto não é ruim, mas não quer dizer que seja simples de entender e se familiarizar. Afinal, estamos no mundo do “Não gosta, mude!” 

Ju Romano

– Questionamos a eficácia de diminuir toda a dor e angústia vividas com o corpo desde a infância a procedimentos estéticos e transtornos alimentares. Habitar o nosso próprio corpo é nos depararmos com a historia que este corpo conta. É entrar em contato com a dor e as angústias vividas a cada ganho de peso ou a cada dieta mal sucedida. A cada médico que atribuiu a sua dor na cervical única e exclusivamente ao seu peso. A cada familiar que o ridicularizou durante um encontro de família, como se o seu corpo fosse público.

A partir daí muitas mulheres se manifestaram. Contaram suas histórias de dor com suas mães, médicos gordofóbicos, crianças na época de escola, as dificuldades de existir fora de padrão unilateral da magreza. Essas mulheres compartilharam suas histórias, dores, suas marcas e puderam ser acolhidas, abraçadas e cuidadas. Eu só posso agradecer, a cada uma das mulheres que fizeram este momento tão especial e transformador.

Ressignificar cada uma dessas experiências inclui entender que autocuidado não significa única e exclusivamente tomar um banho demorado ou ter tempo de ir a manicure.

É também, mas não só isso. É entender que cuidar da sua alimentação é uma forma de cuidar do seu bem estar. Internalizar que fazer uma atividade física é para manter seu corpo em movimento e cuidar desta “casa” que você habitará até os últimos dias da sua vida. E que saúde não é medida pela circunferência abdominal, e que ninguém precisa andar com seus exames bioquímicos por aí para demonstrar que tem um corpo saudável.

Mariana Xavier

Foi também entender que nossas mães só foram capazes de nos dar e nos ensinar o que lhes foi ensinado.

Por mais dolorosa que possa ter sido a sua relação com seu corpo e a maneira como sua mãe lidava com o corpo dela – e consequentemente com seu corpo – isso dificilmente é intencional. A gordofobia da sua mãe diz respeito à ela, não à você.

Por isso que hoje todas nós somos capazes de fazer diferente com nossas filhas, irmãs, primas, vizinhas, amigas! Cada uma de nós podemos nos tornar agentes de saúde, ainda mais em uma sociedade tão adoecida.

Sim, precisamos lembrar que apenas nós somos capazes de fazer diferente. Que cada like, cada visualização ou foto que eu abro para ver alguém falando do corpo ou da vida de outra mulher, eu reforço este comportamento. Cada vez que eu permito receber um elogio em detrimento a outra mulher, eu compactuo com esse sistema.

E por fim, que toda essa desconstrução é um processo. Individual, muitas vezes doloroso, mas que envolve uma construção de uma mulher possível e real! Lembrando sempre que não é fácil, mas é possível!

Meu muito obrigada a cada uma das mulheres incríveis que estavam presentes! E a cada uma das colegas deste evento que, ao meu lado, levaram esse bate papo tão importante!

1 em Autoestima/ Patrocinador no dia 06.08.2019

Fim de semana do papo 2019!

Essa semana vai ser um pouco diferente aqui no blog. Esse fim de semana aconteceu o segundo Fim de Semana do Papo, e caso você tenha ouvido falar sobre ele agora, a gente precisa contar uma coisa antes. Um evento desse porte não acontece sozinho. Ele é uma junção de esforços múltiplos e de muitas pessoas (e marcas) que acreditam de verdade nesse evento.

Sendo muito honestas com vocês, a gente achou que tinha atualizado todos os níveis de eventos do Papo criando o FIM DE SEMANA DO PAPO em 2018. Mas não.  Ano passado foram dois dias de atividades. Teve festa, aula de dança, piscina, bate papos. Não pensávamos que esse projeto poderia crescer mais, nos enganamos.

Em 2019, nossa primeira reunião com o Grand Hyatt Rio foi em janeiro. Desde lá organizamos os mínimos detalhes que fizeram desse fim de semana o mais importante da nossa carreira. Foram 120 leitoras convidadas, 85 hospedadas conosco e amigas influenciadoras. Foram voos de todas as regiões, encontros de todos os tipos e muita empatia e troca entre nós.

Muita gente nos pergunta como funciona o #fimdesemanadopapo. Por isso, esse post vai contar pra você aí, do outro lado da tela, o que a gente aprontou para começar agosto com o pé direito. O que rolou? Quais foram os patrocinadores? Quem nos ajudou a organizar isso tudo? Quais eram os lançamentos envolvidos? Isso a gente conta agora pra vocês!

Sexta-feira 02/08

O check-in no GRAND HYATT começou às 14:00. As meninas foram chegando de todo o canto e às 16:00 nosso primeiro encontro aconteceu.

16:00 – GORDOFOBIA, PRESSÃO ESTÉTICA E O IMPACTO NA SAÚDE FÍSICA E MENTAL DAS MULHERES – um oferecimento de bonprix!

Ju Romano e Ana Luiza Palhares comandaram esse bate papo que contou com a especialista Vanessa Tomasini, psicóloga incrível de São Paulo que fala sobre isso nas redes sociais. A Nutricionista Camilla Estima convidou a nutricionista Isabela Cunha para falar da nutrição comportamental nesse processo.

Ana Luiza Palhares e Ju Romano
Ju, Vanessa Tomasini e Isabela Cunha
Isabela Cunha e Mariana Xavier, que foi nossa presença especial nessa conversa! <3

Entender que a relação com nosso corpo precisa ser mais leve para que nós possamos ter uma relação mais transparente com nossa saúde é muito importante. Vivemos numa sociedade tão gordofóbica que muitos negligenciam a saúde mental e emocional no processo de buscar uma magreza tão desejada e romantizada. Ser saudável tem a ver autocuidado e equilíbrio. Quebrar os preconceitos e estigmas tem a ver com combater a ignorância. E foi assim que nasceu essa experiência tão especial.

A Bonprix, que tem a grade do 36 ao 54, foi a escolha de look das blogueiras neste bate papo! Foi muito maravilhoso vestir uma marca que tem tantas opções para tantos tamanhos e apostou nessa empreitada conosco. Para ler mais sobre essa parceria leia o post completo de ontem.

18:00 – A AUTOESTIMA E A SAÚDE MENTAL DA MULHER NEGRA, E A IMPORTÂNCIA DESSA DISCUSSÃO NA LUTA ANTIRRACISTA

O debate sobre a beleza e a saúde mental e emocional da mulher negra é bem específico. E por isso mesmo é preciso que interesse a todas. É necessário ouvir e aprender para, aos poucos, termos a real dimensão do julgamento, do isolamento e da falta de oportunidade que o racismo traz. As mulheres negras precisam falar e as mulheres brancas precisam escutar. Só assim aprendemos a sermos aliadas nessa luta tão importante.

Dra. Katleen Conceição, Lu Barreto e Maraisa Fidelis
Dra. Katleen Conceição
Maraisa Fidelis
Luciana Barreto

Maraísa Fidelis comandou essa roda junto com duas mulheres que admiramos muito: a jornalista Luciana Barreto e a dermatologista Dra. Katleen Conceição. Mulheres negras que ocupam espaços de poder de forma pioneira e usam sua credibilidade para jogar luz nesse tema tão importante quanto o assunto é a autoestima da mulher brasileira.

20:30 – FESTA DO PIJAMA COM VULT

Convidamos a Vult para receber nossas amigas blogueiras no nosso quarto para uma festa do pijama. Já que sabíamos que passaríamos o fim de semana dividindo nossa atenção com tantas pessoas queridas, convidamos as influenciadoras presentes para agradecer o carinho.

A Vult preparou um kit de lançamentos e contou sobre as tendências das quais já falamos aqui nesse link. Eu não deixaria de dar uma olhada se fosse você, tem muita coisa bacana para a gente testar.

Sábado 03/08

12:00 – AULA DE DANÇA É PARA TODAS!

O café da manhã foi livre, mas logo depois tivemos duas aulas de dança. A Vult fez as camisetas para falar do lançamento Glitter & Go. O glitter líquido em 4 cores tem fácil aplicação e pode ser usado de diversas formas. Nos olhos, na boca, no rosto e até no corpo! A ideia foi experimentar todo esse brilho na aula.

Para realçar o seu brilho trouxemos o nosso! É essa a proposta da campanha que nos estimula a usar glitter de uma maneira nova. A marca nos convidou a dar luz às nossas diferenças, evidenciando o que em teoria nos incomoda, mas tantas vezes é o que nos faz únicas. Foi ousado pensar em colocar brilho no que tecnicamente vemos como defeito, mas ao mesmo tempo é lúdico e libertador.

Abrir mão da necessidade de disfarçar o que interpretamos como negativo é criar espaço para deixarmos de nos esconder.
Somos o que somos e podemos brilhar assim.

17:00 – FESTA DESPERTE SUA BELEZA COM BIO EXTRATUS!

Em 2019 a campanha de BIO EXTRATUS fala em DESPERTAR SUA BELEZA. Por isso, esse foi o tema escolhido para a festa desse ano. A festa que celebrou com 120 convidadas mais um ano do PAPO SOBRE AUTOESTIMA. Comemoramos mais uma vez nossas conquistas.

O manifesto começa assim: “A beleza tem muitas formas e definições. Mas a beleza verdadeira, que se mantém, é aquela que vem do seu brilho. O que encanta mesmo é a luz própria. É ela que emana através de sua pele, seus olhos, seus cabelos. Esse brilho está dentro de cada um, pronto para despertar. Ele surge da construção diária da autoestima!”

Vamos falar só sobre isso aqui no blog, mas deu pra perceber que a marca fala de um encontro genuíno consigo mesma e da capacidade de validar a própria autoestima. Assim sendo, achamos tudo a ver que a festa do papo com a BIO EXTRATUS esse ano tivesse esse tema. Ele transcende a busca por uma beleza física e fala de autoconhecimento e da possibilidade de valorizarmos mais nossas conquistas.

Uma campanha linda, uma marca incrível e uma história de amor de longa data não poderiam dar em um resultado diferente. Foi mágica essa nossa maior festa, que marcou nossos quase 10 anos de carreira.

Nossos looks foram da Enjoy e nossa make um oferecimento da maravilhosa Nathalie Bilio usando Vult. Aguardem esse post que vai estar recheado de dicas!

Os looks que nós duas usamos na festa e nessas palestras de domingo foram da nova coleção da Enjoy. Ela se chama Refúgio e fala de autoconhecimento também. Todo mundo tem um lugar particular dentro de si, onde encontramos forças para seguir e transformamos a vida em coragem. Nesse lugar tem amor de sobra. Tem beleza, empatia, dança e alegria. Já deu pra ver que essa proposta de adentrar dentro de si mesma e encontrar seu próprio lar é mais do que uma nova coleção da Enjoy. É um elo entre essa marca e a gente no papo. Quem veste até 46 pode se aventurar nas lojas e no site, opções bacanas não faltam. Amanhã terá post sobre isso.

Domingo 04/08

10:00 – MOMENTOS DE DESCANSO E AUTOCUIDADO COM CERAVE E BIO EXTRATUS

Pode ser que você não saiba, mas nosso primeiro grande evento foi o #paponapiscina, em fevereiro de 2017. Em setembro daquele ano fizemos uma segunda edição e foi assim que nasceu a ideia de um fim de semana inteiro. Por isso, não importa a época do ano, a gente nunca ignora um bom bate papo na beira da piscina.

Dessa vez, porém, nem o sol e nem o calor apareceram e a piscina não rolou de jeito nenhum. Mas isso não foi um problema. Não conseguimos ir para a piscina, mas pudemos aproveitar para dar uma descansada. E aproveitamos as marcas que estiveram com a gente nesse fim de semana.

Ca aproveitou para hidratar a pele com CeraVe e continuar o desafio que ela contou no post acima. Já eu quis fazer uma mudança de última hora no visual e usei a máscara colorante castanha da Bio Extratus para dar uma escurecida nos fios. Já, já vamos contar mais!

15:00 – É PRECISO UMA VILA: PAPO SOBRE A VISÃO DA MATERNIDADE NA SOCIEDADE!

Muita gente acha que falar sobre maternidade não é um assunto que interessa a todos. Porém falar sobre os desafios da parentalidade e da criação de seres humanos deveria ser um assunto de todos. Aquele ditado “é preciso uma vila para criar uma criança” não existe à toa.

A solidão materna, a divisão de tarefas, o mercado de trabalho, o não julgamento, as mãos oferecidas em momentos de sufoco, a empatia. Isso é uma pequena parte das inúmeras questões que permeiam o universo materno, e que poderiam deixar a jornada um pouco menos pesada se a gente criasse a consciência que a criação de indivíduos deveria de depender de toda a sociedade. Não é educar o filho dos outros, mas é ajudar a criar ambientes saudáveis e acolhedores para que as crianças aprendam com exemplos.

Para esse bate papo a Carla chamou duas pessoas bem especiais. Lua Barros, mãe de 4 e educadora parental especializada em parentalidade positiva. E Ju Ali, mãe de 2 (sendo que um dentro do espectro autista), colaboradora do Papo e feminista. As 3 discutiram e trouxeram várias ideias de como podemos ajudar a criar essa sociedade mais inclusive e benéfica para mulheres e crianças.

17:00 – O DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA E SEU IMPACTO NO CONSUMO DE MODA E BELEZA.

Quanto mais nós nos conhecemos, mais vamos abrindo mão de ser as expectativas do que esperam de nós e mais nos tornamos quem genuinamente somos. Aos poucos nos tornamos mais conscientes de nós mesmos, vamos abrindo mão do parecer e dando voz ao que queremos ser.

Nesse processo de autoconhecimento nasce a verdadeira autoestima e com ela vamos repensando nossas reais necessidades como mulheres, logo como consumidoras também. Ao darmos real sentido a quem somos de verdade, acabamos esvaziando a importância do que temos e do que parecemos ser, nesse momento começamos a olhar pra moda como um ato de expressão, o mesmo pode valer pra beleza.

Entendo consumir com propósito e consciência um desafio na vida moderna que nos ensina a estar inconsciente no sistema. Justamente por isso chamamos duas mulheres que usam a moda para se expressar cheias de consciência de quem são como indivíduos e como estão inseridas no coletivo pra conversar. Esse foi o meu bate papo com Carol Burgo estilista e dona da loja Prosa e Ana Soares do Moda Pé no chão.

Sim, claro que vamos transformar as trocas desses bate papos em posts, mas já adiantamos pois não poderíamos deixar vocês fora dessa.

É isso! A gente sabe que o post está gigantesco, mas não tinha como resumir. Esses foram alguns dos acontecimentos, produtos e patrocinadores que fizeram parte de todo esse nosso sonho realizado. Nós lutamos por um novo olhar para nós mesmas. Um com mais amorosidade, empatia e acolhimento. Poder trocar sobre tantos temas relacionados ao autoconhecimento e o despertar de consciência é um privilégio muito especial.

Se você quer saber mais detalhes sobre os acontecimentos, os looks, as makes, os produtos e patrocinadores, fica de olho aqui no blog essa semana porque vai ter chuva de post relacionado!

Beijos

Ca e Jô

2 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Saúde no dia 31.01.2019

Quer mudar sua relação com seu corpo?

Ótimo, saiba que é possível, libertador e transformador, mas não tem uma receita mágica ou uma única fórmula correta. É um processo profundo e individual, por isso precisamos conversar sobre ele.

Muito é falado hoje em dia sobre aceitação corporal. Os movimentos de #bodypositive e #bodykindness tem aumentado cada vez mais ao redor do mundo. É bonito ver cada vez mais mulheres entendendo a força e a potência que nossas ações podem causar no mundo. É lindo ver mulheres se tornando cada vez mais donas de seus desejos e arcando com a consequência de ser protagonista na sua própria historia e escolhas. Eu como profissional de saúde, formada a quase 2 décadas, presencio este movimento ao longo destes anos e a olhos nus no meu consultório particular, nas redes sociais e em reuniões com outros profissionais da área de saúde.

Eu recebo uma infinidade de mensagens de mulheres me agradecendo por colaborar no processo de aceitação de seus corpos, entendendo que cada uma de nós tem um corpo, um biotipo, uma genética e uma historia que faz com que nossos corpos sejam únicos e incapazes (pelo menos naturalmente) de serem padronizados.Tem dias em que durmo com um sorriso no rosto após ler uma dessas mensagens. Porém, nem só de flores vivem as mudanças…

Recebo também uma infinidade de mensagens de mulheres que já leram livros, já fizeram “Unfollow Terapêutico” (deixar de seguir nas redes conteúdos que lhe fazem se sentir diminuída ou pressionada), mas mesmo assim ainda sofrem.

Joana Cannabrava Ilustrando o texto | Foto Adriana Carolina Iwanczuk

Se você está neste último grupo, este texto é para você:

Como toda grande mudança, alterar seu foco, definir novas prioridades e aprender a lidas com as dúvidas e frustrações leva um tempo que não tem como ser definido. Mas hoje, o desafio que enfrentamos para nos adaptar a mudanças, tanto voluntárias, como involuntárias, é ainda maior.

Zygmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, ficou conhecido pela sua teoria que vê o mundo através da metáfora da “liquidez” e “fluidez”. Hoje tudo é temporário, e a modernidade – tal como os líquidos – caracteriza-se pela incapacidade de manter a forma. Todos os campos da vida — o trabalho, a família, o engajamento político, o amor, a amizade e a própria identidade —  são tocados por essa instabilidade, e isso nos causa angústia.

Tememos pelo desemprego, pela violência, pelo terrorismo, e também pelo receio de ficar para trás, de não se encaixar nesse novo mundo que muda em um ritmo hiperveloz. A fluidez impede a possibilidade de manter a mesma identidade por muito tempo, o que reforça o estado temporário das relações sociais e auto-imagem. E isso nos leva indiretamente a termos que nos reinventar constantemente!

É neste ponto que eu queria chegar!

Em um mundo onde tudo muda constantemente não há nem fórmula fixa de como se adaptar às mudanças. Por isso esqueça as regras, formas e maneiras de conquistar um olhar mais gentil consigo mesma. Não existe e nunca existirá uma forma pronta, mas sim diversas maneiras de se conquistar esta mudança que depende da sua maneira única de enxergar o mundo, de como sua história, e como ela influenciou positivamente ou não sua relação com seu corpo.

Com a exposição que vivemos nas redes sociais, cada vez que você vê uma mulher expondo seu processo de mudança, não esqueça que ali não é exposto: o choro, as dificuldades, as diversas vezes em que ela se sente bem e daqui 30 minutos tem dúvidas sobre sua auto imagem, as vezes em que fez algo, mesmo com medo, os momentos em que pensou em desistir…

E lembre-se que o trajeto dela, não necessariamente será o seu. Leia, estude, busque ajuda profissional, tente, acredite, mas lembre-se: estamos em constante mudança. Se permita tentar, errar, acertar e fazer de novo.

Ser gentil consigo é também ser gentil com seu processo de mudança.

E isso significa: olhar para si de uma forma mais amável, olhar o processo de outras mulheres e não julgar (mesmo que lhe pareça estranho). Acreditar que não existe tempo ou uma linha final, mas uma constante inquietação que nos leva a ir além. Uma verdadeira autoestima está pautada em um processo individual de autoconhecimento. Sem pontos de partida ou linhas de chegada. Sem receita de bolo ou verdades absolutas. O importante mesmo é o processo ao longo da jornada.

Por mais distante ou difícil, nunca se esqueça: “Mudar não é fácil, mas é possível