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24 em Comportamento/ Experiência/ Saúde no dia 10.05.2016

Novário: Diu de cobre, 1 ano depois

Muitas meninas legais sempre indicam meus textos do Novário quando o assunto é largar a pílula e ir para o DIU. Eu falei de todo esse processo aqui no blog, inclusive do porquê eu optei por DIU de cobre e não pelo Mirena (uma super opção pra muitas mulheres).

Semana passada me deparei com uma lista de 8 perguntas (beijo, Isabella) e com isso resolvi transformar essas dúvidas que cercam o assunto em post. Só é preciso lembrar que cada caso é um caso, ou seja, o que vale pra mim pode não valer pra você. Meu compromisso aqui é passar toda a verdade da minha experiência, do meu corpo, não dizer o que vai ou não acontecer. Acredito que o melhor a se fazer é colocar na balança as mais diferentes experiências e ver qual a decisão que você prefere tomar.

D-I-U-1) Você colocou o DIU sem ter filhos? Não é perigoso? Seu corpo não rejeitou?

Sim, eu não tenho filhos e optei pelo DIU. Os médicos se dividem entre os que não gostam de por DIU em pacientes que não tiveram filhos e os que acham que hoje em dia já tem dados suficientes que se for bem colocado não tem problema. Pelo que eu entendi durante a minha pesquisa, o problema é na hora de colocar. Não pode acontecer nenhum dano nesse processo. O depois é menos grave, mas foi essa a minha percepção das conversas que tive. Estou falando como leiga, como alguém que pesquisou esse assunto por mil lugares como você. No meu caso meu corpo não rejeitou nada.

2) O Mirena tem hormônios, será que ele diminui a libido? 

Eu contei aqui porque eu não optei pelo Mirena, não sei se ele diminui a libido como a pílula, mas no meu caso, com o histórico de acne, não optei por ele com medo de fazer parte dos 14% que têm muitas espinhas depois de colocar o contraceptivo. Até onde eu sei as doses de hormônios são bem baixas, diferentes da pílula, do anel e afins.

3) Será que é ideal ficar um tempo sem pílula antes de colocar o DIU pra ver como o corpo vai reagir?

No meu caso, eu e minha médica decidimos que eu ficaria 3 meses sem nada. Como suspeitávamos de ovários policísticos (que veio a se confirmar, como contei aqui) quisemos ver os resultados de todos os exames para começar a tratar (sem pílula) e colocar o DIU. Para o meu corpo foi legal esse tempo, mas como eu tinha dificuldade de confiar só na camisinha, eu não quis ficar sem o DIU. No entanto acho que só o médico de cada menina pode falar o que se deve fazer, acho que é uma estratégia que só a paciente e médica podem bolar juntas.

4) O DIU aumenta as chances de contrair DST? 

Até onde eu sei, sim. Minha ginecologista pediu que eu fosse duas vezes mais preocupada com camisinha (dado que eu não namoro) porque como o DIU está ali existe um ponto de contato mais fácil de contrair alguma coisa. Se um dia eu começar a namorar vou fazer todos os exames de novo (faço 2 vezes por ano há mais de 10 anos) e vou pedir que meu parceiro faça também. E tem que conversar com o cara, porque muita gente trai. Quanto a isso há pouco que podemos fazer, mas pior do que ficar com outra pessoa, é ficar com ela sem preservativo. Isso ninguém que tem uma relação com alguém que ama deveria fazer.

5) Os caos de DIU sair do lugar e a pessoa engravidar  são raros ou comuns?

Esse pra mim era o ponto mais delicado. Na internet vi muita menina contar que era filha de DIU, vi muita gente falar da falta de segurança e coisas do tipo. Minha médica é muito séria, me deu todos os números e dados, quando eu olhei tudo vi que era muito mais raro do que imaginava, o mais importante de tudo é fazer exames periódicos pra ver se o DIU está no lugar. Eu faço de 6 em 6 meses, ele sempre está no lugar.

6) Você que usa o DIU de cobre, ao invés do Mirena, você usa camisinha durante o período de ovulação?

Eu, como não tenho um relacionamento sério, uso camisinha em todas as circunstâncias. No entanto se eu começar a namorar sério em algum momento e acontecer de não usarmos  camisinha durante esse período, provavelmente eu faria coito interrompido. Como minha menstruação não é regrada, eu ainda não tomei nenhuma decisão quanto a isso. É um problema que eu ainda não tenho, mas quando botei o DIU era esse o meu plano, já que na época eu namorava.

7) Qual o nível de dor durante e depois da colocação?

Eu achei desconfortável colocar, mas foi tão rápido que não me arrependi de ter feito no consultório. Minha médica é bastante responsável, então combinamos que ela tentaria colocar lá, se não conseguisse eu faria com anestesia e sedação num hospital. Não é que não doeu, mas não foi nada do outro planeta, deu para aguentar. Nas primeiras 24 horas senti bastante cólica, tomei remédio e depois ficou tudo bem, nunca mais doeu.

8) Você teve algum efeito colateral?

Não, eu não tive. O meu fluxo aumentou bastante nos dois primeiros dias, mas isso não acontece todos os meses, só de vez em quando. É chato, mas nada demais. Sempre tive fluxo forte, então ficou mais trabalhoso nesses dois primeiros dias mesmo. Achei que isso seria um grande problema, alinhado a possíveis cólicas fortes, mas não tive nada. Minha enxaqueca por sua vez nunca mais apareceu durante a TPM.

Ok, agora sou eu, o que mais considero importante:

– Com a descoberta do SOP eu sabia que ficar sem pílula seria complexo pra pele. No início foi, depois dos primeiros 3 meses sem o AC eu tive muitos problemas de acne. Alguns meses depois minha pele normalizou 100%, nunca pensei que isso iria acontecer (obrigada vida). Tudo deu certo com os tratamentos especiais que fiz para o SOP. Apesar deles só terem começado a funcionar uns 6 meses depois, ficou tudo lindo no quesito pele.

– Minha ginecologista está com um novo DIU gringo que promete ser ainda melhor, então se eu tivesse com problemas com o fluxo ela queria trocar, mas como ficou tudo ótimo eu desisti.

– Tudo isso PRECISA ser discutido com o SEU ginecologista. Eu amo a minha, estou com ela desde os 19 anos, confio muito na percepção dela sobre as coisas. Ela se chama Helena Guerra, fica em Ipanema e é particular (sempre me perguntam isso).

– A pele está indo muito bem, mas a perda de peso não anda das mais fáceis. Não posso culpar o SOP se considerarmos que estou sedentária e com dificuldade de fazer dieta. Sendo assim, eu talvez estude a possibilidade de colocar um implante bom pra pacientes com meu quadro. Vou ver isso na minha próxima consulta e conto pra vocês o que resolvi.

Para acompanhar todos posts do novário, os comentários também são bons:

1) Novário parte 1: o drama do anticoncepcional.
2) Novário parte 2: o diagnóstico do SOP 
3) Novário parte 3: o medo do DIU e a escolha de Sofia
4) Novário parte 4: DIU de cobre colocado
5) Novário parte 5: primeiros 3 meses do DIU de cobre

Alguém tem mais alguma dúvida quanto ao meu caso? Aguardo o feedback de vocês, além das histórias e experiências de quem quiser contar.

Espero que tenha ajudado!

Beijos

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Já respondendo as que sempre me perguntam o telefone do consultório da Dra Helena Guerra é (21) 2540-8014
83 em Comportamento/ Experiência/ Saúde no dia 15.07.2015

Novário parte 5: os primeiros 3 meses com o DIU de cobre.

Ano passado eu tomei o maior susto em novembro, eu achava que podia estar grávida e quem lembra do meu post sabe que eu passei o maior drama. Conversa vai conversa vem eu comecei a contar toda a saga do meu quadro clínico para vocês na novela dos ovários, que apelidei carinhosamente de Novário.

Para quem não conhece o futi, eu compartilhei que por estar no grupo de risco de AVC eu tive que parar de tomar a pílula (que eu tomava há anos). Depois disso fiquei entre vários métodos e como contei no quarto capítulo da saga, acabei optando pelo DIU de cobre.

Depois disso eu recebi alguns emails, comentários e menções no Facebook perguntando o que eu vinha achando do meu DIU. Bom, hoje vou falar um pouco de tudo que me perguntaram.

diu

Cólicas:

No primeiro mês tive um pouco mais de cólica que o normal, mas nada que um Buscopan Fem não tenha resolvido.

Enxaqueca:

Tive apenas um início de enxaqueca de abril para cá (antes eu tinha algumas por mês), e na hora o remédio deu jeito e ela não me derrubou.

Fluxo:

Bom, os primeiros dois ciclos foram bem coordenadinhos (dentro da realidade dos ovários policísticos) e sim, ambos foram muito intensos no segundo dia. Tive que colocar dois absorventes noturnos, usar OB, entre outras coisas. Depois dos primeiros dois ciclos o meu fluxo normalizou. Já o ciclo, esse está bagunçado, mas não acredito que tenha a ver com o DIU de cobre, e sim com os meus ovários malucos, que cada hora querem uma coisa do meu corpo, da minha pele e afins.

Esse é o ponto negativo para muitas mulheres e o que mais eu fui avisada, mas para mim acabou dando tudo certo.

Escapes:

O único senão de tudo é que em junho eu tive um mês com escapes. Não chegava a ser uma menstruação, mas era chatinho, né? De qualquer forma acredito que não dá para associar AO DIU em si, pois tenho outra condição que complica essa questão. De qualquer forma passou e agora eu já estou 100% normal (até segunda ordem hehe).

Libido:

Bom, conforme eu falei antes, sem a pílula minha libido está maior do que nunca. Como já falei, com a pílula eu gostava da coisa, mas não morria de vontades antes de começar e agora isso passou. Para mim, esse foi um dos pontos mais positivos desde que parei de tomar pílula, assim como a diminuição da celulite e da enxaqueca.

Sentir o DIU na relação:

A primeira vez com o DIU foi meio estranho, depois tudo ficou 100% normal.

Até segunda ordem eu super recomendaria o DIU de cobre para qualquer amiga. Claro que para quem não tem as questões de pele que eu tenho, eu acho que o Mirena parece ser ainda melhor, mas de qualquer forma, nada pode ser decidido sem a opinião final do seu ginecologista de confiança.

Se você não acompanhou essa saga, mas quer saber tudo que postamos e que as leitoras comentaram você pode navegar por esses posts:

1) Novário parte 1: o drama do anticoncepcional.
2) Novário parte 2: o diagnóstico do SOP 
3) Novário parte 3: o medo do DIU e a escolha de Sofia
4) Novário parte 4: DIU de cobre colocado

Eu sigo tratando o SOP com o tratamento alternativo que a minha ginecologista (dra. Helena Guerra) montou com metformina e espirolactona e a Dra. Vanessa Metz (minha dermatologista) continua montando uma série de tratamentos para ajudar minha pele nessa saga. A cada momento do ciclo ela fica de um jeito, mas acho que agora eu peguei o jeito e estou me virando bem com isso. Dentro do possível está tudo dando certo, espero que continue assim.

De qualquer forma, eu vou mantendo vocês informadas. Se quiserem me mandem suas dúvidas, posso responder o que for pra mim e pedir pra médica responder o que for mais técnico.

Beijos