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0 em Autoestima no dia 15.10.2018

4 dicas para manter a autoconfiança em dia no trabalho

Muitas das questões ligadas à autoconfiança no mercado de trabalho estão relacionadas à procura por emprego, mas também é importante falarmos sobre como mantermos nossa autoconfiança em dia no ambiente de trabalho. A maioria de nós tem uma rotina estressante, apresentações pra fazer, muitas vezes precisamos brigar por um aumento…Se manter confiante e estimulada ao longo dos desafios de carreira pode ser complicado, mas nem sempre precisa ser assim. Quero dividir algumas ideias que podem ajudar bastante a todas nós. 

ilustra: @beebooties

ilustra: @beebooties

1. Ignore os pensamentos negativos a seu respeito

Sabe aquela vozinha sobre a qual já conversamos antes? Pois é, você também precisa ignorá-la quando se trata sobre você e seu trabalho. Em geral, são apenas comentários para nos autosabortarmos  que não nos levam adiante.

>>>>> Veja também: 4 pensamentos que você deve parar de ter agora <<<<<

Troque esses pensamentos ruins a seu respeito por pensamentos inspiradores. Sonhe grande, acredite! Eu aprendi muito sobre isso observando a Joana e sua vontade de realizar as coisas. Ela sonha grande e segue em frente, confiante, pra conquistar. Com certeza essa confiança a ajuda a chegar onde ela está hoje, né Jo? ;) 

2. Aceite o feedback e vire o jogo

Feedback é aquela coisa que quase sempre não gostamos, porque obviamente vão apontar algo em nós que ainda não está legal e muitas vezes é difícil de ouvir. E acontece com todo mundo,

Encare esses momentos não como uma derrota, mas como real oportunidade de crescimento. Uma coisa legal que fez muita diferença nas minhas relações de trabalho foi um conselho que recebi logo no começo da minha carreira, quando me disseram: “Nada é pessoal”. Raramente é mesmo. Seu chefe não odeia seu trabalho, muito menos você, por ter te dado um feedback ruim ou dolorido de ouvir.

Reparou que eu disse que uma vez recebi um conselho? Foi em um feedback! Eu demorei pra entender e assimilar isso, fiquei contrariada e cheguei a achar um absurdo um chefe me dizer isso, porém, quando entendi, notei que na verdade, ele fez isso para o meu bem, para que eu pudesse crescer. E hoje tô aqui, repassando isso pra vocês. É assim que a gente vira o jogo, ouvindo, assimilando e virando o jogo a nosso favor. Ninguém aconselha quem não vê potencial.

3. Comemore suas vitórias

Desde um dia que correu como vocês planejou até conquistar um novo cliente, uma conta importante, fazer aquela apresentação ou apenas não precisar ficar além do horário numa sexta-feira: comemore. Ajuda a nos mantermos otimistas e confiantes na nossa rotina e faz com que a jornada de trabalho seja mais leve.

5. Volte para algo que você sabe que é bom

Sabe quando temos tarefas chatas de fazer? Temos a tendência de achar que só a nossa profissão tem isso, porém, todo trabalho tem sua parte que não é muito agradável. Às vezes, temos semanas assim, em projetos ou o que seja, mas que no meio disso, tem obviamente a parte legal, que gostamos, sabemos que somos boas e mandamos bem. Quando as coisas estiverem muito chatas e estressantes, faça uma pausa e pule para essa tarefa que você gosta de fazer. Vai te dar um gás para seguir adiante.

Depois me contem se essas dicas não vão te ajudar a recuperar a autoconfiança no seu trabalho!

6 em Autoconhecimento/ Convidadas no dia 02.08.2017

Quem você é, quem você quer ser e o quanto você deixa os outros ditarem isso

Estou no mercado de trabalho desde bem nova, coisas de quem cresceu sem mesada. Hoje, do alto dos meus 32 anos, um diploma na gaveta, uma carreira promissora abandonada, uma outra construída do zero e um contrato social com meu nome, consigo enxergar algumas coisas que me deixam triste, mas ao mesmo tempo me movem.

Ser mulher é cruel. Desde que nascemos aprendemos que devemos: ser bonita, falar manso, não ser uma presença forte, ouvir mais do que dar opinião, aceitar e, ainda, agradecer. Impossível aplicar cada um desses conceitos apenas no âmbito em que o recebemos: ser bonita nos eventos, falar manso com pai…a gente aplica no geral, é muita regra, não tem como separar!!!

E vou falar sobre o que já vi de impacto disso na nossa presença no mercado de trabalho.

Quando menos se percebe, estamos na nossa primeira entrevista de emprego, suando frio, pensando se temos capacidade de passar. Passamos. Mas por pura sorte, obviamente. Trabalhamos duro, mais que todos, para provar que merecemos a vaga, afinal a seleção não conta (foi sorte, lembra?). Aparece um cargo maior. Não nos candidatamos, não estamos preparadas. Quem entra é o moço da mesa ao lado: metade do seu conhecimento, uma fração do seu comprometimento e você ainda acredita que ele é melhor. Olha como ele fala alto, se impõe, chega chegando mesmo de camiseta de banda, quando você está aí, de cinta, tailleur e o salto alto, tentando parecer poderosa. Ou de tênis e camiseta de banda igual ele, tentando parecer poderosa.

Ele tem o cargo maior, mas vivemos consertando as besteiras que ele faz. Jamais teríamos a capacidade de lidar com esse cargo, é incrível a chance de tê-lo ali, filtrando toda a dureza do dia a dia enquanto fazemos o trabalho sendo invisíveis.

Passam-se anos até que se perceba que somos capazes, sim. Que ele só está ali pois foi criado desde pequeno para acreditar que se lhe oferecem um cargo, ele tem poder para aceitar. Daí tentamos virar o jogo, mostrar nossa inteligência e tudo o que já fizemos, gritamos, berramos. E o mundo nos qualifica como frias, levianas, sem compaixão. E, em resposta, a gente rala. Precisamos provar que podemos, sim, se nossos títulos, textos, planilhas e apresentações não conseguem falar por si só então a gente dá o sangue. Deixamos a Yoga de lado, a família, a viagem, as férias.

Depois de anos disso eles aceitam que somos esforçadas. Capazes? Não, esforçadas.

Pesquisas, muitas, mostram que as mulheres são mais reconhecidas no mercado pelo seu esforço do que pela sua inteligência. Isso mostra o que esperam da gente. Já a nossa atuação no mercado mostra o que aceitamos que mudassem na gente.

Hoje eu estou num caminho de aceitação e desconstrução muito intenso. A cada dia é uma olhada no espelho, uma inspiração profunda e uma autoafirmação de que posso sim. Eu mereço estar aqui, eu mereço mais até.

Não é quem liga pro escritório e só aceita falar com meu sócio quem define quem eu sou. Essa pessoa não pode ter o poder de me fazer repensar meu trabalho. Não posso deixar que isso me faça acreditar que sou pouco competente e que preciso me dedicar mais pra ser reconhecida. Eu não preciso levantar a bandeira de que fui uma fisioterapeuta maravilhosa e que são 9 anos na Logística e Comex pra chegar até aqui. Não preciso convencer com argumentos, meu cargo, meus números e meu cartão de apresentação falam por si só.  Se alguém não acredita, é essa pessoa que está errada. Ela deve mudar, não eu.

Seja sua escolha ser mãe em tempo integral, ser executiva fodona, ser faxineira ou empresária, a decisão de quanto você vai dedicar da sua vida a isso é totalmente sua. Há um lugar sob o sol para cada uma de nós e ninguém pode ditar o que você deve considerar sucesso, quanto se sacrificar, se deve mudar ou se deve desistir.

A escolha é sua. A caminhada também. A vitória, bom eu acho que nem preciso dizer.