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1 em #futiindica/ Comportamento/ Destaque no dia 02.09.2019

Finalmente me rendi ao Kindle. E agora divido os prós e contras

Já tem muito tempo que minhas leituras viraram virtuais. Uns 8 anos mais ou menos? Se bobear, até mais. Ainda tenho livros de papel, mas a maioria foi presente. Quando é para comprar, sempre opto por e-books. E em todo esse tempo, nunca me convenci que o Kindle era algo que valia a pena comprar.

Há uns anos eu tinha um Ipad onde só fui variando os apps de leitura. Comecei pelo Iba (que acabou), depois fui para o Livros, da própria Apple, e por último, baixei o app do Kindle. Inclusive, quando me mudei para cá, baixei o Kindle para o meu celular, e sempre achei muito prático ter essa opção. Várias vezes, quando via que estava gastando um tempo desnecessário em redes sociais, era só clicar no app e voltar à leitura vigente.

Só que infelizmente, por mais que essa ideia pareça linda na teoria, o que acontecia na prática era diferente. Eu começava a ler pelo celular e era só chegar em uma parte meio monótona que eu já voltava para redes sociais. Ou então, enquanto estava lendo aparecia uma notificação de grupo e eu dispersava. No fim, eram 15 minutos lendo para 2 horas fazendo outras coisas.

Até que um dia, em uma sessão de terapia, minha psicóloga me convenceu sobre o Kindle.

O meu é esse daqui.

Ela estava contando como o aparelhinho estava fazendo com que ela focasse mais nos livros que ela queria ler. Como virou um hábito para a hora de dormir, como o fato de não ter nenhuma distração estava ajudando, etc. Nessa hora, lembrei o quanto eu já passei madrugadas lendo com uma lanterninha que pregava no livro, e achei que podia ser uma boa ideia.

Uns dias depois dessa conversa teve o Amazon Day e eu acabei aproveitando para comprar o meu com desconto (acho que foi de U$89,99 por U$59,99). E agora acho que já estou com propriedade para dizer que entrei para o time das defensoras. Hoje vim aqui contar um pouquinho!

Prós do Kindle

  • De fato, fica muito mais fácil se concentrar. Como bem fui alertada, ter um dispositivo sem nenhum tipo de distração, feito apenas para a leitura, facilita a vida. Não ter notificações, barulhos e nenhum outro app à distância de um dedo é, de fato, uma benção.
  • Sua tela é maravilhosa para ler em qualquer ambiente. Se está escuro, a iluminação é confortável (eu comprei a versão com back light, mas pelo que vi, é uma opção nova). Se está muito claro, a tela não tem reflexo e não fica escura. Parece até que você está lendo realmente uma página de um livro físico. Eu achei bem impressionante.
  • A bateria dura muito! Eu carreguei meu Kindle assim que cheguei em casa, no começo de Agosto, e só fui recarregar novamente quase 3 semanas depois.
  • Ele é bem portátil. Um dos motivos de eu falar que não queria ter um é porque ia ser mais uma coisa para carregar. Mas a verdade é que ele é muito leve e pequeno, super portátil. Se comparar com um livro físico então, é quase uma covardia. A questão e que hoje já não vejo mais isso como um problema.

Contras do Kindle

  • Dificuldade para dormir. Sim, o motivo que me fez comprar um Kindle também é minha maior reclamação. rs Eu estou amando ler com mais frequência, mas não nego que desde que ele chegou aqui em casa, meu sono tá sendo mais irregular. Tem dias que me apego à leitura e não quero parar, quando vejo só tenho mais 5 horas de sono.
  • O sistema dele é meio lerdo. Eu nunca experimentei outros aparelhos similares, mas eu fiquei impressionada como o touch screen desse que eu comprei é rudimentar. Isso não influencia na experiência de leitura, mas não nego que foi uma surpresa negativa. É um contra, mas não é algo que me faria desistir de ter um.

E aí? Quem tem Kindle, o que acha da experiência? Quais são seus prós e contras?

3 em Book do dia/ Comportamento no dia 02.07.2015

Book do dia: A menina que tinha dons, de M.R. Carey

Ganhei esse livro da Carol no Natal, mas só consegui pegá-lo pra ler há mais ou menos três semanas, depois que terminei Objetos Cortantes. Não li sinopse, não vi a orelha e, por incrível que pareça, comecei sem nem ver o que estava escrito na parte de trás. Bem a minha cara fazer isso. hehehe As únicas informações que eu tinha: 1) a capa era interessante 2) o nome do autor me fez cismar com a Mariah Carey  3) o autor foi roteirista de X Men e Hellblazer, mas só depois fui descobrir que não era dos filmes, e sim das histórias em quadrinhos.

Vocês podem imaginar que só pela 3a. informação, eu abri o livro esperando algo parecido com um livro de ação futurista, né? Levando em conta que esse tema que não enche muito meus olhos, comecei sem esperar muita coisa.

resenha-livros-a-menina-que-tinha-donsPara quem gosta de saber o que está comprando, a sinopse é a seguinte: Melanie é uma menina superdotada que faz parte de um grupo de crianças portadoras de um vírus que se espalhou pela Terra e que são a única esperança de reverter os efeitos dessa terrível praga sobre a humanidade. Uma comovente história sobre amor, perda e companheirismo encenada num futuro distópico.

Ok, vou estragar um pouquinho a história, mas juro que isso não vai influenciar em nada a leitura, tá? O cenário, na verdade, é um mundo pós apocalipse zumbi, e Melanie e algumas poucas crianças são capturadas para uma base militar com a finalidade de servirem para estudo científico, para que possam descobrir como o vírus não as transformou totalmente em zumbis e, quem sabe, achar uma forma de cura.

Estou só dando essa informação porque quando eu vi que era zumbi eu quase fechei o livro. Nunca gostei de filmes sobre o assunto e o máximo que eu consegui aguentar foi Walking Dead, mas porque eu me interessava muito mais pela parte do convívio entre os sobreviventes, e mesmo assim desisti da série. Fiquei com medo do livro seguir o mesmo caminho dos filmes, mas resolvi seguir em frente para ver o que acontecia.

resenha-livros-a-menina-que-tinha-dons-2A verdade é que eu demorei a engatar a terceira. Muito. Até o começo da semana, eu estava na velocidade do elefantinho, tipo, lendo umas 10 páginas por dia. Sei lá o que me aconteceu que, do nada, o livro me pegou e eu entrei naquela espiral de que não dava para não ler o próximo capítulo. Resultado: terminei ontem, as 2:45 da manhã sendo que tive que acordar as 8 no dia seguinte, mas tudo bem.

Acabou que o livro é muito mais voltado à temática de Walking Dead do que qualquer outra coisa. Ele explora bastante o relacionamento entre os sobreviventes, incluindo a relação dos humanos com Melanie, a menina semi-zumbi. Não diria que é uma leitura suuuper dinâmica, mas é gráfica, do tipo que você consegue imaginar as cenas perfeitamente na sua cabeça, como um filme. Tem muitos momentos de tensão e alguns sustos, mas o mais interessante é refletir sobre a ética (ou a falta dela) em um mundo onde o mote principal é “salve-se quem puder”.

Só acho que

Não vou falar mais nada porque senão posso dar algum spoiler a mais, mas só deixo registrado que o final não poderia ser mais atual, mesmo que a gente não esteja em um mundo pós apocalipse zumbi.

Alguém já leu??

Beijos!