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0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 27.06.2017

Chitwa Chitwa Game Lodge: fazendo um safári na África do Sul

A maior motivação para a escolha da África do Sul como destino de férias foi sem dúvida a oportunidade de fazer um safári e ficar pertinho de animais selvagens. Mesmo sabendo que existem muitos países na África que oferecem esse tipo de programa, a África do Sul ganhou no quesito infra-estrutura e foi para lá que fomos ter a nossa primeira experiência “na natureza selvagem”.

Uma vez decidido o país, passamos para a outra questão crucial: em que região ficar. Primeiro, pesquisei muito sobre as regiões de safári e confesso que tive bastante dificuldade em achar informações sobre a diferença entre elas. Mas todas as fontes diziam o mesmo sobre a região do grande Kruger National Park: é a maior da África do Sul e uma região em que se pode encontrar não só os Big 5 (búfalo, leão, leopardo, elefante e rinoceronte) mas também os Big 7 (os Big 5 mais chita e cachorro selvagem).

Além disso, acho que o Kruger é também a região mais democrática para fazer safári, uma vez que é possível encontrar desde pousadinhas para uma hospedagem mais simples até lodges super luxuosos com esquema all inclusive.

Quando fui um pouco mais fundo na pesquisa, acabei descobrindo Sabi Sands, uma reserva privada que faz parte do grande Kruger, onde ficam os hotéis mais luxuosos da região. O mais legal é que Sabi Sands fica anexa ao Kruger sem cercas entre as duas, o que deixa os bichos irem e virem quando quiserem, além de ser conhecida por abrigar muitos dos leopardos da região (eles adoram ficar por ali!). Como apaixonada por felinos que sou, estava decidido que seria Sabi Sands onde iríamos ficar.

Como contei aqui, as regiões de safari na porção leste do país, onde fica o Kruger, têm verões chuvosos e invernos secos. No verão, a vegetação fica mais densa e os animais ficam mais preguiçosos, se escondem na sombra sem grandes dificuldades e conseguem beber água facilmente, o que torna um pouco mais difícil a visualização. Por isso, decidi reservar pelo menos 3 noites no safári para aumentar as chances de ver todos os Big 5.

Com a época, quantidade de dias e região decididas, pedi ajuda pra Camila da Rhino (o contato dela está aqui) na decisão do lodge. Como o maior motivo da viagem era o safári, resolvemos investir em um hotel com tudo incluso, o que nos custaria muitos dólares e por isso não podíamos errar na decisão.

Com a ajuda da Camila, acabamos decidindo ficar no Chitwa Chitwa Game Lodge, um hotel luxuoso incrível com uma localização super privilegiada: o hotel fica de frente para um lago lotaaaaado de hipopótamos barulhentos e jacarés! Além de fantástico, o Chitwa Chitwa estava com uma promoção de pague 3 e fique 4, então fomos com tudo para a nossa estadia de 4 dias na savana africana.

O hotel tem somente 10 suites, todos elas gigantes, com um banheiro com chuveiro e banheira separados, uma cama absurda de confortável, sala, closet, máquina de café, frigobar e tudo mais que você possa precisar. O destaque fica para a varanda de frente para o lago com uma linda piscina particular.

 

Para quem viaja em grupo, existe a Chitwa House, uma casa com dois quartos e piscina super luxuosa que dá mais privacidade aos hóspedes.

Tudo está incluso na diária: todas as refeições, bebidas (até as alcoólicas), frigobar e snacks e duas saídas diárias para os “game drives“, que são os passeios de busca aos animais no meio da reserva.

A programação diária é sempre assim:

5:00 – ligação para despertar

5:30 – todos se encontram no lobby para tomar um chá com biscoitinhos e sair para o primeiro game drive do dia

7:30 – pausa para um lanche no meio da savana

8:30 – retorno ao hotel

9:00 – café da manhã no hotel

Depois do café até a hora do almoço você tem tempo livre para fazer o que quiser: dormir mais um pouco, ir para a piscina do seu quarto ou do hotel, ler um livro, fazer uma massagem no spa do hotel, suar um pouquinho academia…

13:00 – almoço

Entre o almoço e o game drive da tarde: tempo para programação livre.

16:00 – todos se encontram no lobby para um lanchinho antes da saída para o segundo game drive do dia

18:30 – parada para drinks na savana e para vermos o por do sol

19:30 – retorno ao hotel

20:30 – jantar

Em resumo, ver bichos, comer, dormir e beber. Quer vida mais feliz que essa?

Todas as refeições do hotel eram maravilhosamente preparadas por um chef e o cardápio variava todo dia. A única coisa repetida que eu comi foi o Eggs Benedict, meu preferido da vida, que de tão delicioso que era eu não quis provar mais nada no café da manhã. O almoço é sempre algo leve com as seguintes opções: uma salada, um sanduíche, um peixe ou uma tábua de frios, e pode ser servido no restaurante do hotel ou no seu quarto. Nós almoçamos no quarto algumas vezes para aproveitar nossa piscininha particular!

A equipe do Chitwa Chitwa é muito cuidadosa e sempre prepara uma surpresa para o fim do dia. Das 4 noites que ficamos lá, tivemos vários jantares diferentes: um churrasco com vários pratos locais a céu aberto, um jantar a luz de velas no meio da savana e ao redor de uma fogueira, com tochas e tudo mais que você possa imaginar e dois jantares a luz de velas também debaixo das estrelas na varanda do lodge. Sempre delicioso e romântico!

Em um dos dias também tivemos uma parada para petiscos, drinks e cervejas artesanais no outro lado do lago que fica na frente do hotel na hora do por do sol, muito agradável.

Que a estrutura era top, acho que já convenci, mas e os bichos? Deu pra ver algum? Com certeza absoluta!!!

Nós vimos zilhões de bichos todos os dias. Acho que vimos todos os Big 5 todo santo dia! Zebras, girafas, búfalos, antílopes de muitas variedades, leões, rinocerontes, famílias de elefantes, hienas, porco espinho, vários pássaros incluindo abutres, coelhinhos, warthog (o Pumba), hipopótamos, coruja e até o raio do leopardo que é super difícil de ver, vimos infinitos: bebês, fêmeas, machos, andando no chão, em cima de árvore, comendo um antílope… foi overdose de bichos exóticos para ninguém botar defeito!

Os game drives eram feitos em carros abertos com um guia (que também era o motorista) e um tracker, que ficava numa cadeirinha na frente olhando as pegadas e ajudando o guia a achar os animais. Nosso guia foi o Andres, um cara muito doido e obcecado em achar os animais, proporcionando a melhor experiência possível para os turistas. Ele passava com o carro por cima de obstáculos, no meio do mato, por dentro de rio, onde quer que fosse necessário para você ter a melhor visão dos animais e não sossegava se não víssemos muitos bichos todos os dias.

Numa das noites, quando já estávamos voltando para o hotel para jantar, ele ouviu no rádio (os guias da região ficam se comunicando pelo rádio) que tinha um grande leopardo passando em determinado local. Ele perguntou se nós gostaríamos de ir atrás dele e todos toparam. Aí começou a busca no escuro pelo leopardo, só com a lanterna do nosso carro. E não é que encontramos? Ficamos um tempão seguindo ele e até demos de cara com uma leoa, que não estava muito feliz com a presença do leopardo por ali. Que experiência!

Na realidade, tivemos uma certa dificuldade de ver o leão (macho). A fêmea e os filhotinhos nós víamos direto, mas os leões tinham ido para uma outra região para uma disputa de território com outros leões (vida selvagem mode: ON). Eu estava já meio triste de não ter visto o rei da floresta e sua juba quando no último dia vimos apareceu um leão passando do outro lado do lago! O Andres veio gritando igual um doido e chamando a gente para subir no carro e lá fomos nós atrás do leão. Ficamos muito muito muito pertinho dele durante um tempão quando decidimos procurar outro bicho selvagem super difícil de ver: os cachorros selvagens (wild dogs). E não é que achamos não um mas uns 25 cachorros juntos? Quase que inacreditável ver os dogs se organizando para dar o bote nos antílopes, uma emoção que não dá para descrever.

Eu não sei nem explicar a sensação de estar tão perto de tantos animais fantásticos como aqueles. E o processo de procurá-los em seu habitat natural torna o encontro ainda mais emocionante. Dos Big 7, que incluem os exóticos e difíceis de se ver wild dogs e chita, ficou faltando só a chita para completar a lista. Que chato, vou ter que voltar!

Não tenho base para comparação porque esse foi o único safári que eu fiz até hoje (por enquanto, com certeza), mas não tenho dúvidas de que Sabi Sands é um lugar muito especial e que o Chitwa Chitwa (e em especial o Andres) nos tratou muito bem, tornando nossa experiência mais que inesquecível.

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 28.04.2017

África do Sul: Informações Gerais

Conhecer a África estava nos meus planos há muito tempo. Desde criancinha eu tinha o sonho de fazer um safári e ver os animais soltos em seus habitats naturais, com o mínimo de interferência do homem. Eu sei que muitos países na África oferecem esse tipo de experiência, mas como tudo que nos é desconhecido, eu tinha um pouco de pé atrás de ir para um país sem estrutura e passar algum tipo de perrengue.

Por isso, como ponto de partida para desbravar o último dos 5 continentes em que eu ainda não tinha colocado os pés, escolhi a África do Sul e as Ilhas Maurício (contei tudo aqui), num roteiro que gosto de chamar de África para iniciantes. Acredito que ambos estão entre os que oferecem melhor infraestrutura para receber turistas e maior facilidade para chegar desde o Brasil. E já adianto que foi uma escolha muito acertada!

Como Chegar

Chegar até a África do Sul desde o Brasil é super fácil. Existem vôos diários direto de São Paulo para Joanesburgo das companhias South African Airways e TAM, além de vôos com escalas de outras companhias africanas como TAAG. Temos visto muitas promoções de passagem nessa rota atualmente, sendo possível comprar a passagem do Brasil até Joanesburgo por R$ 1.500 – R$ 2.000, um excelente valor!

Nós fomos de South African e voltamos de TAM (compramos as passagens com milhas LATAM), em vôos super tranquilos com duração média de 9 horas de/para São Paulo (depois mais 1h de/para o Rio).

 

Quando ir

Por estar no hemisfério sul, a África do Sul tem estações que regulam com as do Brasil: verão de dezembro a fevereiro e inverno de junho a agosto. A escolha da melhor época, entretanto, vai depender do que você quiser incluir no seu roteiro, uma vez que cada região tem o seu próprio regime de chuvas.

As regiões de safári na porção leste do país, próximas ao Kruger National Park (a maior e mais famosa reserva pública da África do Sul) têm verões chuvosos e invernos secos. Isso é especialmente importante porque quando chove a vegetação fica mais densa e os animais ficam mais preguiçosos: eles conseguem se esconder na sombra sem grandes dificuldades e conseguem beber água facilmente. Por isso, a melhor época para aumentar a chance de ver todos os bichos é o inverno, quando não existe abundância de água e de sombra, o que os obriga a fazer o grande esforço de se movimentar pelas reservas.

Mas isso quer dizer que não verei os animais se eu for no verão, por exemplo? Claro que não. Os animais ficam sim preguiçosos no verão, o que pode dar mais trabalho para procurá-los por entre os arbustos, mas eles continuam lá nos mesmos lugares e podem sim ser vistos.

Uma dica que eu dou é: reserve mais tempo para o safári se você for no verão. Dessa forma, você aumenta a chance de ver os “Big 5”, que são os animais mais cobiçados dos safáris (búfalo, elefante, leão, leopardo e rinoceronte).

Em relação à Cape Town e arredores (a oeste do país), o clima é exatamente o oposto: os verões são secos e os invernos são chuvosos. Pense em Cape Town como o Rio de Janeiro, uma cidade com um relevo fantástico, praias e várias atrações a céu aberto. Você não vai querer pegar chuva quando for pra lá certo? Foi exatamente isso que pensei antes de bater o martelo: decidimos ir no carnaval, priorizando o clima ideal na região Cape Town, e acertamos em cheio! Conseguimos aproveitar o máximo toda a viagem, exceto na Panorama Route, onde demos um super azar com tempo (mas faz parte).

Como montar um roteiro?

Quando decidimos ir para a África do Sul, não tínhamos idéia que montar um roteiro seria tão desafiador. Nós tínhamos no total 2 semanas (além de 1 semana que iríamos ficar em Mauritius) e não foi nada fácil decidir o que fazer, uma vez que o país tem muitas atrações interessantes e super visitadas por turistas.

Começamos decidindo o que não podia ficar de fora de jeito nenhum: safári, Cape Town e vinícolas. Depois, começamos a procurar sobre os hotéis e regiões para fazer o safári e aí a coisa complicou mais ainda.

Existe uma infinidade de opções tanto de regiões quanto de lodges que te permitem ter a experiência de safári (quem me conhece sabe que eu travo quando tenho muitas opções de escolha), com preços muito variados. Como escolher então?

Foi numa dessas que, conversando com uma amiga que tinha voltado recentemente da África do Sul, acabei pegando o contato da Rhino Africa, uma agência de viagens local que tem consultores brasileiros também. Fui atendida pela Camila (santa Camila!), que me ajudou com todas as minhas dúvidas (que não eram poucas) e também com minhas reservas.

Normalmente, eu reservo tudo por conta própria. Na África do Sul, entretanto, achei que o atendimento personalizado da Camila, sempre disponível via Whatsapp, foi fundamental para fazer com que nosso roteiro ficasse redondinho, do jeito que nós queríamos. E o melhor: o preço dela era sempre um pouco melhor do que a reserva direta com os hotéis (no caso do safári era MUITO melhor).

Indico de olhos fechados, e não foi jaba do blog não, paguei tudinho! 

Camila Del’Amico  | +27 61 4410006 | [email protected]rica.com

Nosso roteiro final foi o seguinte: 2 noites próximo à Panorama Route, 4 noites no Chitwa Chitwa (lodge que escolhemos para fazer o safári), 5 noites em Cape Town e 4 noites em Stellenbosch.

Como eu disse, muita coisa ficou de fora, a exemplo de Joanesburgo e a Garden Route, uma rota de 300km que atravessa o país e normalmente é feita de carro, passando por várias cidadezinhas fofas.

Achei o roteiro fantástico! Conseguimos aproveitar muito de todos os lugares que conhecemos, que são muito diversificados entre si (pareciam várias viagens em uma só, sabe?). Nós gostamos tanto da África do Sul que a única certeza que temos é que voltaremos para lá para conhecer o que ficou de fora.

 

Como se locomover?

Para os vôos internos, usamos a Air Link , uma companhia local da South African Airways que oferece trechos por todo o país. Esses vôos foram bem carinhos: compramos dois trechos internos que nos custaram uns R$ 1 mil por pessoa no total. Assim, sugiro planejar bem o roteiro para reduzir ao máximo a necessidade de utilização de avião dentro da África do Sul.

Já para a movimentação em solo, nós alugamos um carro na região de safári e outro na região de Cape Town e vinícolas.

ALERTA DE MÃO INGLESA:

Como é de se esperar de uma ex-colônia inglesa, na África do Sul se dirige “do lado errado”, o que já dá um frio na barriga dos brasileiros. Para facilitar nossa vida, alugamos carros automáticos e achei que foi uma ótima escolha (ter que passar a marcha com a mão esquerda é muito esquisito para quem não está acostumado).

As ruas e estradas são muito bem cuidadas (exceto no caminho para o safári, onde pegamos muita estrada de terra esburacada), não pagamos nenhum pedágio e no geral foi super tranquilo de estacionar, além de nos dar a liberdade de ir pra qualquer lugar a qualquer hora.

 

Em Cape Town, o carro vale a pena para quem for fazer passeios mais distantes como o Cabo da Boa Esperança e vinícolas (Stellenbosch e Franschhoek). Além do carro, usamos bastante o Uber para sair à noite e para visitar pontos turísticos super concorridos tipo a Table Mountain. É o mesmo aplicativo que já usamos no Brasil e o preço é bem razoável, vale muito a pena.


Nos próximos posts vou contar mais em detalhes como foi nossa experiência em cada um dos lugares que conhecemos na África do Sul.

Aguardem, vai valer a pena! ;)