Browsing Tag

kate middleton

0 em Comportamento/ Destaque/ feminismo no dia 05.02.2019

A rivalidade feminina alimentada em Kate vs. Meghan

Algum tempo atrás eu escrevi um texto exaltando a relação de amizade entre Kate e Meghan. Na época as duas estavam aparecendo em várias notícias, mostrando como elas eram boas amigas e como Kate soube receber bem a nova integrante da família. Achei bacana que finalmente a ideia da rivalidade feminina não estava sendo vendida.

Porém, toda a esperança que eu tinha foi embora. A ideia de que, finalmente, a imprensa teria encontrado um caminho saudável para falar da relação entre mulheres que precisam conviver juntas (e onde cada uma tem seu papel dentro da Coroa Britânica) foi por água abaixo.

No último mês, toda vez que aparece uma matéria sobre Kate Middleton e Meghan Markle, sempre é por causa de uma suposta briga.

Rivalidade feminina em seu melhor – ou melhor, pior – aspecto.

Uma hora Kate está com ciúmes de toda a atenção que Meghan está recebendo pela gravidez. No minuto seguinte, Kate está com raiva pelo tratamento que Meghan recebe da rainha. Logo depois, é inveja pelo papel que ela tem desenvolvido diante das causas sociais. Ou do carisma…a lista é longa e aumenta a cada dia. Tudo isso me deixa desapontada, porém nada surpresa, infelizmente.

A gente sabe que a imprensa gosta de uma briga. Especialmente se envolve instituições com seus segredos ou discrições, como a Coroa Britânica. O problema é que eles só divulgam isso porque tem quem leia. Tem quem alimente essa suposta briga escolhendo lados, sendo #teamkate ou #teammeghan. E aí, repetimos aquele velho padrão de rivalidade feminina, com intrigas, comparações e competições entre mulheres.

Em toda essa história, o que mais me aborrece é quando usam uma das mulheres – ou a suposta briga entre as duas – como o motivo do afastamento entre os irmãos William e Harry. Como se eles não fossem adultos. Como se eles não pensassem por eles mesmos, como se não houvesse um vínculo entre eles muito maior. E como se eles não fossem capazes de saber separar as coisas e se relacionarem à parte de suas esposas se darem bem ou não.

É impressionante como a todo tempo tentam tirar o poder das mulheres, mas quando se trata em torna-las as culpadas por uma possível briga entre irmãos, elas se tornam poderosas o bastante. Curioso, né? Não. Triste.

Ainda que seja mesmo verdade que exista algo acontecendo ali. Ei, família é assim mesmo. Desavenças acontecem. Brigas também. Ninguém está isento disso, nem a família real. Pode até ser que alguém esteja com ciúmes, mas alimentar essas desavenças é continuar reforçando que rivalidade feminina vende.

Cada uma ali tem um papel diferente e o papel das duas é muito importante. Kate será rainha (acredito eu que muito em breve) e tem sua relevância. Meghan tem outro papel na família, porém não menos importante. Não importa se juntas ou individualmente, a verdade é que as duas podem fazer muito por causas sociais. Mas as pessoas só querem saber se elas se dão bem. É a notícia que vende. Que alimenta tablóides. Que gera cliques e faz com que os sites garantam os números para a publicidade.

Por isso, quero te desafiar a evitar de clicar nesse tipo de notícia. Por maior que seja a sua curiosidade, por mais apelativa que seja a manchete. Eu tenho feito isso e confesso que me sinto muito melhor em saber que estou fazendo a minha parte não dando audiência e validando o discurso da rivalidade feminina. Experimenta e me conta.

5 em Sem categoria no dia 25.04.2018

O parto real vs. partos reais

O assunto que deu o que falar ontem foi só um: o parto “The Flash” de Kate Middleton, que deu à luz ao terceiro filho às 11 da manhã e às 17h já estava saindo do hospital, toda maquiada e arrumada, apresentando o novo príncipe ao mundo.

familia-real

Como parto costuma ser um assunto polêmico, não demorou muito para começar todo um debate sobre quais as chances de sair do hospital menos de 7 horas depois de parir. Esse debate foi lindo, inclusive, porque trouxe à tona todos os questionamentos e críticas aos procedimentos feitos no Brasil, onde mais da metade dos partos feitos são cesarianas, sendo que dessa porcentagem, poucas são as realmente necessárias.

Enquanto isso, matérias mostravam dados que diziam que o Reino Unido é um dos países com a taxa mais alta de partos normais e com internações mais curtas, que variam entre 6 horas a 1 dia e meio. Lendo os comentários no Facebook, comecei a ver milhões de relatos de mães que tiveram seus filhos no Reino Unido e que confirmaram o que as pesquisas mostra,  enquanto mães que desejaram partos normais e humanizados no Brasil, contaram a luta que foi para conseguir ter o parto da forma que sonhava.

Depois dessa discussão, comecei a ver que o assunto virou para comparações de plenitude pós parto. “Ah, também com uma equipe enorme de beleza, até eu”, “no meu, parecia que eu tinha sido atropelada, imagina que eu ia sair assim”, “até de salto ela saiu, fala sério!”, “ela tá sem barriga, isso só pode ser conspiração”.

Enquanto eu ia embalando junto e pensando que eu daria de tudo para sair do hospital só 6 horas depois de ter tido o Arthur (nem precisava de maquiagem e cabelo feito, não, só sair do hospital e respirar ar puro já era suficiente pra mim) ao invés de passar 3 longos dias – com um Natal no meio – resolvi pensar melhor sobre o assunto.

Primeiro pensei sobre a tradição. Tenho certeza que ela teve um parto ótimo, é possível sair andando logo depois de ter tido o filho – e ainda dizem que depois do segundo fica mais fácil – e também concordo com todas as matérias que dizem que para ela é muito mais confortável e privativo voltar para casa do que ficar no hospital, mas não entendo essa necessidade de apresentar a criança assim que nasce. Se eu já não entendia com o George, que demorou um dia e meio para vir à público, entendo menos ainda agora, com essa apresentação relâmpago. Acho muito cruel submeter à mulher que – literalmente – acabou de parir à uma sessão de embelezamento, só para suprir a curiosidade dos fãs da família real inglesa.

Depois pensei como odeio essa ideia de vender a imagem da mãe plena e descansada, como se trazer um filho ao mundo fosse algo tão fácil e descomplicado quanto ir ali na farmácia comprar um chiclete. Vejo por aí uma quantidade de mães insatisfeitas só porque não conseguem realizar tal feito, e se sentem cansadas e desarrumadas o tempo inteiro, que dirá no dia do parto.

Por fim, cheguei à conclusão que quero muito que a gente converse mais sobre parto normal, desmistifique o que significa parto humanizado, e mais do que tudo, quero muito parar de ler relatos de mulheres que dizem ter trocado de médico 3, 4 vezes porque nenhum queria respeitar seu desejo de evitar a cesárea. Então, independente de qualquer discussão sobre padrões de beleza pós parto, se o fato dela estar saindo do hospital 7 horas depois de parir gerou toda essa reflexão de como nosso sistema está equivocado, acho que estamos no caminho certo.

 

17 em Fique de olho! no dia 02.05.2011

O diabo veste Prada e a princesa veste Zara

Alguém ainda aguenta falar da ex-Kate Middleton/atual Princesa Catherine? A gente promete que vai ser bem breve.

Por mais que a gente tenha ficado praticamente 7 anos sem dar muita importância, desde o noivado, o mundo fashion ligou suas anteninhas pras suas escolhas de look e começou a tentar botá-la em um patamar de ícone da moda.

E com certeza ela tem noção de que, a partir de sexta passada, muita gente passou a ficar de olho nas suas roupas, bolsas, sapatos, etc.

Por isso, adoramos a atitude que ela teve ao sair – no dia após o casamento e já com os títulos de princesa e duquesa – com um vestido Zara que qualquer reles mortal pode comprar na loja mais próxima (no nosso caso, isso vai demorar um pouquinho).

Isso tudo porque a gente sabe que ela tem o estilista que quiser aos seus pés.

PS: Só a gente acha o máximo o fato de ser raridade achar uma foto em que ela não esteja sorrindo? Simpatia é a cara da nobreza, definitivamente.