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impor limites

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 13.08.2019

Sobre saber dizer não, pelo bem da nossa saúde mental.

Todo mundo tem obrigações na vida. Acordar cedo para ir trabalhar, gastar dinheiro pagando contas, abrir mão de um fim de semana por conta do trabalho. Tudo isso é chato, mas faz parte de ser adulto. Tirando as coisas que escolhemos nos comprometer em fazer, mesmo que não sejam as mais agradáveis do mundo, às vezes acabamos aceitando algumas outras que não precisamos. E, as vezes, é preciso saber dizer não.

Veja bem, eu não estou querendo te dizer que você tem que negar ajuda a sua amiga que está fazendo mudança. Ou dizer que não vai no aniversário do seu sogro, que não é dos mais simpáticos contigo, mesmo sabendo que isso é importante para o seu namorado. Essas coisas também fazem parte de se comprometer com as pessoas que são queridas pra você. E toda relação demanda flexibilidade, para que saibamos ceder em alguns aspectos.

Dito isso, queria te convidar a não se colocar em situações onde você não precisa estar. A saber dizer não.

Por exemplo, ir para a academia com aquela amiga que se cobra loucamente no desempenho, e acaba te frustrando mais do que te estimulando. Você pode ir sozinha. Ou pode botar limites entre vocês.

Um exemplo muito comum é quando estamos solteiras. Esse tipo de situação acontece muito nessa época. Boa parte porque muita gente presume que, se estamos solteiras, estamos querendo encontrar alguém. E aí, chove convites de festas, eventos, baladas. Milhares de dicas de como precisamos entrar em aplicativos de paquera. Sendo que a gente só quer assistir Netflix. Por isso, reafirmo: você não precisa ir em uma festa só porque é o que se espera de alguém solteira. Tampouco você precisa entrar em aplicativos para conhecer gente nova.

Essas são apenas alguns exemplos simples para ilustrar coisas em que a gente acaba se metendo meio sem querer. E às vezes nos faz um mal tão grande que era melhor não ter feito. Seja porque esperam isso da gente, seja para agradar alguém. Sempre vai ter algum momento da vida em que vamos nos ver em uma situação onde não precisávamos estar. Algumas acontecem porque a gente jurava que não seria desagradável. Outras porque simplesmente não soubemos dizer não.

Mas ficarmos atentas para essas situações para sairmos delas quando quisermos é uma das provas de carinho que podemos dar por nós mesmas.

Trocar a festa badalada por um jantar com amigos. Ou mesmo uma noite em casa vendo series, por incrível que pareça, pode acabar sendo muito mais benéfico para a sua saúde mental. Não, o amor não vai bater na sua porta, mas você vai saber exatamente que não é na festa que ele estará. E assim, vai filtrando os compromissos que te agradam, que te deixam confortáveis.

1 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 04.06.2019

Esse é um guia rápido para escapar de perguntas intrusivas

Imagina você, no meio de uma conversa normal e tranquila. Até que um amigo ou membro da família bem-intencionado começa a te bombardear de perguntas intrusivas. Isso é, perguntas excessivamente pessoais sobre seus relacionamentos, carreira, finanças ou saúde. E você se vê ali, desconfortável, tentando impor limites sem parecer grosseira.

Todos nós já estivemos nessa situação. E é difícil decidir no calor do momento como reagir à perguntas intrusivas.

ilustra: Malika Favre

Por mais que sejamos francas e tenhamos maturidade para lidar abertamente sobre alguns assuntos que trabalhamos dentro da gente, é normal que tenhamos alguns sentimentos diante dessas perguntas enxeridas. Pode ser raiva, frustração. Podemos ficar na defensiva. E quero dividir com vocês três estratégias rápidas para sair dessas sinucas de bico. E manter a sua privacidade intacta.

1. Mude o foco

Parece óbvio, mas nem sempre essa opção aparece tão clara na nossa mente. Mas uma vez que aprendemos a fazer isso, fica muito mais fácil.

Por exemplo, quando alguém faz uma pergunta intrusiva a respeito do seu corpo ou do que você está comendo. Você não precisa responder, se não quiser. Ou se estiver em um processo complicado.

Mude de assunto descaradamente. Não precisa fazer sentido nessas horas. Um “Você viu a nova temporada daquele seriado que tá todo mundo falando?”. Ou “Ah, vamos falar de outra coisa, estou lendo um livro tão bom que eu queria te indicar”. Ou ainda, vire o interesse para quem perguntou e faça alguma pergunta pessoal para ela e pronto. Mude o foco, saia do assunto.

A questão é que você não precisa participar de uma conversa que o faça se sentir exposta, desarmada ou desconfortável. Você tem autonomia para educadamente mudar de assunto sempre que quiser.

2. Fique em silêncio

Essa é uma saída muito boa quando te fazem perguntas muito delicadas, como, por exemplo, se você terminou um relacionamento. Ou como você se sente após algum acontecimento traumático.

Se acontecer aquele comentário: “Poxa, soube que você foi demitida”, diga apenas um ligeiro “Fui”, e siga em silêncio. Sei que vai ter quem ainda tente falar depois disso, mas em geral essa pausa e o silêncio criam o “climão”necessário pra que ninguém mais fale no assunto.

Você não é obrigada a ficar falando sobre assuntos que ainda doem.

3. Imponha limites

Não é fácil. Na verdade, sendo muito sincera, é bem difícil lembrar a outra pessoa onde o limite dela começa. Mas infelizmente acontece. E impor limites é importante, além de necessário.

É bem difícil não sucumbir a vontade de ser grosseira e indelicada, como uma forma de resposta à uma pergunta intrusiva. Mas dá para impor limites de uma forma educada, e que certamente fará mais efeito do que causando atrito.

Quando surgir a questão, seja clara: “Prefiro não falar sobre isso”. E tem a versão estendida e mais educada: “Obrigada por se preocupar, mas não há necessidade”. Ou ainda: “Isso é um pouco pessoal, podemos alar sobre outra coisa?”.

Você não está ofendendo ninguém simplesmente olhando para si mesma. E, provavelmente, sabe quando uma conversa trará mais mal do que bem ao seu estado mental ou emocional.

Colocar essas dicas em prática pode ser um pouco difícil ou desconfortável no começo, mas vale a pena! E com o tempo, você se sente mais forte para fazer isso naturalmente diante de perguntas intrometidas.

Como você lida com comentários ou perguntas intrusivas? O que funcionou bem e o que não funcionou?