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1 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 28.03.2017

Ilhas Maurício: Post Índice

Acabamos de voltar da África com uma sensação dominante: por que nunca tínhamos viajado para esse continente tão incrível?

Nossa viagem começou pela África do Sul, o que eu vou contar nos posts mais pra frente, e terminou com uma semaninha de descanso na exótica República de Maurício (mais conhecida somente como Mauritius ou Ilhas Maurício).

A República de Maurício, que na verdade é o conjunto das ilhas Maurício, Rodrigues e de mais 2 arquipélagos, fica ao leste de Madagascar, no meio do oceano Índico. A ilha principal é a que chamamos de Mauritius e é bem maior do que eu imaginava. Seu nome se origina do príncipe holandês Maurício de Nassau pois, mesmo tendo sido descoberta primeiramente pelos portugueses, foram os holandeses os primeiros a colonizá-la.

As sucessões de colonização, o passado como entreposto comercial e sua história bem diversificada geraram um interessante resultado: o país parece uma mistura de Índia, França e Inglaterra. As pessoas têm traços bem semelhantes aos indianos e o hinduísmo é a principal religião. Vêem-se alguns templos hindus bem coloridos nas cidadezinhas. Como foi uma colônia francesa e mais recentemente uma colônia britânica (sua independência aconteceu apenas em 1968), eles dirigem do lado esquerdo e têm o inglês como idioma do parlamento, mas a maioria das pessoas fala mais fluentemente o francês e o idioma local, o Crioulo de Maurício, muito próximo do francês.

Como curiosidade, descobrimos que 50% da ilha é coberta por plantações de cana-de-açúcar, cultura que já foi sua principal atividade econômica. Atualmente, o principal negócio do país é o turismo.


Clima

Para entender Mauritius, temos que entender um pouco de sua geografia. A ilha foi criada através de muitas erupções vulcânicas, motivo pelo qual tem um relevo bem característico com montanhas lindíssimas, além de vulcões adormecidos.

O clima por lá é tropical, com um inverno quente e um verão chuvoso, e como está no hemisfério sul, as estações regulam com as do Brasil. No verão também é a época de ciclones, o que pode amedrontar muita gente. Diferente do que eu pensava, o ciclone não tem nada a ver com os tornados e furacões. De forma totalmente leiga, é basicamente um vento que traz muita chuva e que pode perdurar, na média, por 3 a 5 dias. Sem dúvida esse é um fator que deve ser levado em consideração na escolha de quando ir, até porque Mauritius é um lugar em que as maiores atrações são suas praias.

Nós fomos no meio de março, época que existe risco de ciclones, e demos a maior sorte com o tempo. Pegamos alguns dias parcialmente nublados e bastante vento, mas justamente porque ventava muito, as nuvens andavam muito rápido e logo voltava a fazer sol com céu azul. Pegamos também um pouco de chuva em pancadas que levaram no máximo 7 minutos antes do sol voltar a brilhar. Entretanto, acho importante dizer que cerca de 10 dias antes de chegarmos na ilha tinha passado um ciclone por ali que deixou o tempo super fechado e com muita chuva por cerca de 5 dias. É um risco de ir no verão.

Por outro lado, o verão é quente e o clima fica bem propício para quem gosta de aproveitar os dias de praia. O pessoal local que conhecemos nos falou que no inverno chove menos mas também fica mais fresco, o que pode não agradar a todo quando a idéia é passar o dia na beira do mar.

Outra coisa muito curiosa da ilha é que cada região tem um microclima próprio. Por exemplo, no oeste costuma chover menos, por estar mais protegido dos ventos que vêm do oceano e sopram do lado leste. No centro chove mais, pois as nuvens ficam presas nas montanhas e acabam precipitando, e por aí vai.

Eu achei esse gráfico que mostra melhor o efeito microclimático da ilha.

Fonte: www.info-mauritius.com

Aí beleza, você pensa: vou ficar na parte mais protegida da chuva. Mas quando eu comecei a olhar os hotéis e suas praias, descobri que os lugares mais bonitos e com o mar mais azul ficavam na parte leste e sul da ilha e em Le Morne. Os pontos mais protegidos tinham praias não tão incríveis assim. Claro que existem praias bonitas na ilha toda, mas as que mais me atraíram foram nessas regiões onde o tempo, em tese, não é o melhor nessa época do ano.

Le Morne

Como prefiro dias quentes e mar muito azul, decidimos arriscar ir, em março mesmo, para hotéis em Le Morne, Belle Mare e Trou D’Eau Douce (essa duas últimas no leste) e ver no que ia dar.

Belle Mare

Trou D’Eau Douce

Foi perfeito: demos sorte com o tempo e pegamos dias lindos. E as praias… ah, as praias… eram dignas de cenário de filme, aquele paraíso azul que você espera de uma ilha exótica.

Como chegar

Como eu falei, nós conjugamos a visita a Maurícios com a nossa passagem pela África do Sul. A Air Mauritius e a South African Airways tem vôos diretos diários de Joanesburgo (JNB) a Maurícios (MRU), além de vôos direto de Cape Town (CPT) algumas vezes por semana.

Nós pegamos o vôo em Cape Town e em 5 horas chegamos a Maurícios. Na volta, fomos para Joanesburgo, numa viagem que levou 4 horas.

Têm aparecido várias promoções de passagem para a África do Sul, então, para quem curte passar férias em paraísos praianos, vale muito uma esticadinha.

Se você for avaliar, o tempo e o custo de se chegar a Maurícios são baixos se comparados a outros destinos exóticos de praia (Polinésia Francesa, Maldivas, Seychelles, Fiji, Tailândia e até alguns destinos do Caribe), então eu não deixaria de considerar essa ilha linda nas opções de viagem dos sonhos e lua-de-mel.

Ah, sobre a chegada. Uma dica super importante é o seguinte: Mauritius tem um controle rigoroso sobre entrada de bebidas no país. Nós não sabíamos e como estávamos vindo da África do Sul e tínhamos feito a festa nas vinícolas, quase perdemos todas as garrafas de vinho que compramos por lá (só pode entrar no país 2 garrafas por pessoa). Sorte que o funcionário da alfândega maurícia resolveu fazer vista grossa e nos deixou passar.

Como se locomover?

Depende. Nós alugamos um carro mas tenho algumas ressalvas a fazer.

Primeiro, a ilha é MUITO grande. Isso quer dizer que se você quiser ir fazer um passeio em um local distante de onde você estiver hospedado, pode se preparar para gastar de uma a duas horas no deslocamento, o que me parece bastante.

Além disso, se você contratar um passeio, muito provavelmente terá o transporte incluso no preço. Outra coisa importante que já comentei é que lá é mão inglesa e pode deixar algumas pessoas desconfortáveis em dirigir. Para nós isso não foi um problema porque alugamos um carro automático, as estradas são boas e já tínhamos dirigido na África do Sul, que também tem mão inglesa, então estávamos acostumados. O maior problema é que o preço dos aluguéis de carro é bem salgado.

Por fim, os hotéis tem uma super infraestrutura e oferecem muitas atividades, justamente para você não ter que sair dali.

Assim, me pareceu mais interessante, na grande maioria dos casos, não alugar carro. Para nós, que ficamos em 3 hotéis, acabou que compensou, mas também só usamos o carro para mudar de um hotel pro outro. Se tivéssemos ficamos em somente 1 ou 2 hotéis, acredito que fazer os trajetos de táxi teria saído bem mais em conta.

 

O que fazer?

Os hotéis oferecem muitas atividades como passeio para mergulho com snorkel, pedalinho, caiaque, standup paddle (normalmente inclusos na diária), além de ski aquático, wakeboard, vela, kite surf, wind surf (que podem ou não estar inclusos na diária).

É possível fazer mergulho de cilindro, parasail, passeio para ver golfinhos, andar de banana boat (gente, lembram disso?), e muitas outras atividades que são oferecidas com custo adicional e podem ser contratadas por conta própria ou no concierge dos hotéis.

Além disso, a ilha ainda oferece outros passeios não relacionados a praia como trilhas, escalada, caminhada com os leões e mini safari, cachoeiras, sky diving, jardim botânico, entre outras várias coisas.

Nós acabamos optando por aproveitar a infra do hotéis, mas definitivamente Mauritius não é um destino em que você precisa ficar preso nos hotéis e estirado o dia inteiro na praia.

Quantos dias ficar?

Varia demais de pessoa pra pessoa. Nós ficamos 7 noites e teria ficado mais. Minha recomendação seria de 4 a 5 noites se a opção for ficar em 1 hotel e 7 a 8 noites se a opção for ficar 2 hotéis. Menos de 3 noites por hotel acaba sendo corrido demais e você acaba ficando sem tempo para aproveitar com calma.

Onde ficar?

Nós ficamos em três hotéis em regiões diferentes da ilha:

St Regis Mauritius

The Residence Mauritius

Shangrila Mauritius

 

Já adianto que amamos todos e que cada um deles tem um diferencial bem claro, o que tornou nossa experiência em Mauritius muito diferenciada.

Sinceramente, achei que 3 hotéis foi um pouco de exagero e que o ideal seriam 2 (com no mínimo 3 noites em cada um). Acho que assim teríamos aproveitado mais.

Mas vale dizer que achei que mudar de hotel foi bem interessante, principalmente porque nos deu a oportunidade de aproveitar regiões diferentes da ilha minimizando o tempo de deslocamento, além de ter acesso a estruturas diversas de atividades, o que permitiu que utilizássemos o melhor de cada hotel.

Acho que a experiência que você vai ter em Maurícios está muito relacionada com o local e o hotel em que vai se hospedar, então vale a pena avaliar com cuidado as opções de acordo com seu gosto e bolso.

Apesar de estar com uma expectativa muito alta, Mauritius foi uma bela surpresa. Nossa viagem se resumiu a hotéis incríveis com serviço impecável, atividades aquáticas à vontade e um mar azul de doer o olho. Precisa de mais alguma coisa?

Vou contar nos próximos posts mais detalhes sobre os hotéis em que nos hospedamos.

1 em Polinésia Francesa/ Viagem no dia 20.12.2016

Destino Lua-de-Mel: Rangiroa e Tahiti

Vamos falar só mais pouco da Polinésia Francesa? Já contei como organizei meus dias por lá, como foi nossa estadia em Moorea e Bora Bora e um pouquinho dos passeios que fizemos.

Depois de aproveitar muito todos os segundos que passamos em Bora Bora, chegou a hora de partir para o próximo destino: Rangiroa. Pegamos um vôo de aproximadamente 1 hora até pousarmos nesse pedacinho de terra. Passaríamos 3 noites por lá e eu não tinha a menor expectativa. Como ia ser minha vida depois de Bora Bora?

Rangiroa na verdade é um atol, que nada mais é que uma ilha em formato de anel, com uma lagoa azul turquesa dentro. Além da beleza do mar visto de fora, o atol é rodeado por corais e tem fama de ter uma vida marinha incrível, por isso prometia ter um dos melhores mergulhos da Polinésia Francesa. E já adianto que a fama faz por onde!

Lá em Rangiroa só existem 3 resorts: Kia Ora, Kia Ora Le Sauvage e Le Maitai. Nós acabamos não tendo muitas dúvidas na hora de escolher o Kia Ora: era o único hotel 5 estrelas perto do aeroporto e foi muito bem recomendado por amigos e pela Tatiana do Easy Tahiti. O Kia Ora Le Sauvage oferecia uma atmosfera mais rústica, já que ficava isolado num pedacinho de terra a 30 km do aeroporto, acessível somente por barco (1 hora de viagem). Apesar de achar que deve ser uma delícia passar uns dias com seu amor numa ilha deserta, optamos por ficar no resort em que teríamos que nos locomover menos.

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No pier do Kia Ora

No pier do Kia Ora

Ao chegarmos no aeroporto, um funcionário simpático do Kia Ora já nos esperava para nos levar ao hotel. 15 minutinhos de carro e chegamos à recepção, onde fomos recebidos com os colares de concha típicos polinésios e um drink de boas vindas. Após o check-in, nos convidaram a subir no carrinho de golfe para nos mostrar os arredores do hotel e para nos levar até o quarto (o hotel nem é tão grande assim para precisar do carrinho, mas foi legal da parte deles pensar no nosso conforto).

O Kia Ora é bem menor do que o Intercontinental que ficamos em Moorea e Bora Bora, com um restaurante, uma piscina de borda infinita do lado do mar, spa, um bar, fitness center, centro de mergulho da PADI e lojinhas. A vibe é mais rústica e o hotel é bem menos luxuoso que os anteriores, mas tem tudo que você precisa para passar dias típicos de um sonho.

Em relação aos quartos, existiam basicamente 3 tipos: vilas com piscina (super luxuosas mas que não ficavam diretamente de frente pra praia), bangalôs sobre as águas (somente 10) e bangalôs na praia.

O quarto que mais me atraiu foi o bangalô na praia, que além de ficar de frente pro mar ainda tinha uma jacuzzi na varanda! Além disso tinha também uma rede bastante atraente presa nos coqueiros e 2 espreguiçadeiras num pedacinho de praia só pra você. Pra completar, era a categoria de quarto mais em conta, quer coisa melhor? Por isso, acabamos optando por não ficar em cima das águas no Kia Ora (nesses bangalôs não tinha jacuzzi) e achei uma ótima pedida. 

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Beach bungalow do Kia Ora

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No fim do dia sempre abríamos um vinho ou uma cerveja e ficávamos dentro da nossa banheira aproveitando o por do sol, dá uma olhada.

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Me achando modelo de um catálogo de spa

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Por do sol de cair o queixo em Rangiroa

Além de passar os fins de tarde aproveitando nossa jacuzzi, nós passamos muito tempo na piscina do hotel, que era um espetáculo a parte.

50 tons de azul

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Ao contrário da lagoa de Bora Bora que tinha uma quantidade de peixes bem mixuruca, a praia do Kia Ora tinha muita vida. Todo dia nós pegávamos a máscara e o snorkel emprestado no hotel e íamos dar uma nadadinha. Chegamos a ver até tubarão passando bem na frente do nosso bangalô! Já pensou? Tomei um susto e saí voando da água!

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Piso de vidro do bar do Kia Ora

 

Em Rangiroa também optamos pela meia pensão (café da manhã e jantar), que eram servidos no restaurante do hotel. A comida era bem gostosinha, apesar de mais simples que no Intercontinental.

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Vida mansa no Kia Ora

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Como atividades extras fizemos o seguinte:

Mergulho de correnteza

Fechamos direto com o concierge do Kia Ora. Era um passeio de barco até determinado ponto do atol, onde pulávamos dentro d’água e deixávamos a correnteza nos levar enquanto víamos vários bichos legais no mar.

Demos bastante sorte porque ao sair do atol para o alto mar, o guia observou um bando de golfinhos e conseguimos nos aproximar de snorkel. Uma experiência incrível nadar com vários golfinhos ao redor de você. Esses eram bem grandes e eram bem comportados, não faziam muitas traquinagens. Bem diferentes dos tradicionais de Noronha que não menorezinhos mas muito mais animados. Infelizmente foi tudo tão rápido e inesperado que não conseguimos tirar fotos!

Depois dessa diversão não planejada fomos ao ponto de início da correnteza e começamos a flutuação. É o típico passeio pra preguiçoso, nem nadar precisa. Você fica lá paradão enquanto passam peixes, tartarugas, arraias e mais um montão de animais por você. No fim do passeio, o barco estava lá nos esperando para levar de volta pro hotel!

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Dançando de felicidade depois de ver os golfinhos

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Muito legal e indicado para todas as idades!

Mergulhos de cilindro

Aí sim, a estrela da festa! Como estava dizendo lá no começo do post, Rangiroa tem a fama de ser um dos melhores lugares da Polinésia (e mais tarde descobri que do MUNDO) para o mergulho. Isso se deve ao fato de existir uma grande barreira de corais ao redor do atol, que abrigam uma quantidade inacreditável de animais marinhos de todos os tipos.

Assim como nos demais resorts que ficamos, dentro do Kia Ora tinha um centro de mergulho, o que facilitava muito a organização das saídas dos hóspedes. Nós tínhamos a certificação básica PADI e pouquíssimos mergulhos logados (no meu caso, só os do curso mesmo e o que tínhamos feito em Bora Bora).

Antes do primeiro mergulho em Rangiroa, fomos até o centro conversar com o Dive Master que sairia conosco no dia seguinte. Ele nos sugeriu utilizar o Nitrox ao invés do ar comprimido normal, uma vez que nosso tempo de mergulho seria maior e nós poderíamos ter essa experiência sem custo adicional (o que não é nada comum, normalmente se cobra um valor adicional pelo uso do Nitrox). Basicamente, o Nitrox é uma mistura de gases composta por nitrogênio e oxigênio puros, que permite mergulhos mais longos e diminui o tempo de superfície, que é o tempo necessário de descanso entre dois mergulhos consecutivos. Além disso, ao final do dia os mergulhadores ficam bem menos cansados. Então pensamos, porque não?

No dia seguinte saímos para o primeiro mergulho. Sério, não existem palavras para descrever aquele paredão de coral. Além de lindo, colorido e brilhante, vimos tudo quanto era tipo de bicho que você pode imaginar: bandos de golfinhos, tubarão cinza, tubarão da ponta preta, arraias chita, moréia, baiacus, além de peixes de todas as cores e tamanhos. Realmente foi algo que me marcou e agora entendo porque falam tanto de Rangiroa como um ponto marcante de mergulho. Dá uma espiada no vídeo:

A video posted by Aline Rajão (@alinerajao) on

Dá vontade de virar a pequena sereia e viver under the sea, não dá?

De fato o uso do Nitrox fez uma baita diferença na nossa recuperação. Amamos tanto a primeira experiência nas águas profundas de Rangiroa que voltamos para mergulhar pela segunda vez com a equipe do Kia Ora e com o tal do Nitrox. Depois do segundo mergulho, acabamos decidindo tirar a certificação Nitrox ali mesmo, aproveitando que já poderíamos utilizar os dois mergulhos feitos e só precisaríamos fazer a prova.

Se eu tenho um arrependimento em relação à Rangiroa foi o de não ter mergulhado mais. Ô paz que aquele mar trazia para a gente, dá vontade de ficar o dia inteiro enfiado dentro d’água vendo a vida dos peixes passar. E a temperatura da água gente? Perfeita! Quentinha! Ficamos 3 noites por lá e acho que poderia ter ficado mais 1 noite, justamente para aproveitar mais o fundo do mar.

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Selfie aquática

Mas como tudo que é bom dura pouco, nossa viagem estava chegando ao fim e teríamos apenas mais 1 noite no Tahiti antes de voltar para Los Angeles. A parada no Tahiti foi obrigatória por conta do horário do nosso vôo para os EUA, que saía de manhã cedo.

Uma das dicas que tinham me dado era não gastar nada de dinheiro com hospedagem no Tahiti e ficar no hotel em frente ao aeroporto, um B&B bem chumbrega com cara de hotel de porta de rodoviária.

Como contei aqui, acabamos ignorando essa dicas e optando por ficar a última noite no Intercontinental Tahiti e foi uma escolha bem acertada. O hotel era bem próximo ao aeroporto (2 km mais ou menos) e foi bem fácil de pegar um taxi tanto na ida quanto na volta.

Óbviamente que foi mais caro do que ficar no B&B do aeroporto, mas apesar de não ter nem 10% do charme dos outros hotéis que passamos, o Intercontinental tinha uma excelente infraestrutura e deu pra nos divertirmos bastante. Fui com a expectativa de ser um dia perdido, mas foi uma grata surpresa. Conseguimos aproveitar bem a piscina (tinha uma com areia e água salgada!), fizemos snorkel numa lagoazinha, demos uma volta de caiaque e, claro, nos fartamos de beber drinks naquele happy hour tradicional da rede Intercontinental na Polinésia Francesa!

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Piscina com areia e água salgada

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De fato, eu não ficaria mais de 1 noite no Tahiti porque acho que tem outras ilhas bem mais legais para conhecer por ali, mas uma vez que é necessário dormir lá, porque não aproveitar?

A Polinésia Francesa foi um dos lugares que mais me marcaram na vida. Fui realmente muito feliz lá e indico muito pra quem gosta de sombra, água fresca e um belo pedacinho de paraíso!

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0 em Polinésia Francesa/ Trip tips/ Viagem no dia 05.12.2016

Destino Lua-de-Mel: Bora Bora – o que fazer por lá

Vamos continuar falando de Bora Bora? Contei aqui como era o Intercontinental Thalasso e o nosso magnífico bangalô sobre as águas. Agora quero mostrar para vocês o que tem de legal para fazer por lá.

Passamos boa parte do tempo aproveitando o que o hotel tinha a nos oferecer. Isso incluiu pegar sol no deck do nosso bangalô, tomar um espumante e ver a vida passar da nossa varandinha, andar de SUP pela lagoa (e até ir da praia até nosso quarto remando) e relaxar na praia e na piscina.

Divando no nosso deck privativo

Pegando sol no nosso deck privativo

SUP na lagoa

SUP na lagoa

champanhe-borabora sup-boraboradeck-thalasso2Além de aproveitar muito a infra do Thalasso, foi em Bora Bora que fizemos a maior quantidade de passeios e atividades fora do hotel. Eu fechei todos esses passeios com a Easy Tahiti porque eles tinham preços melhores do que o concierge do hotel (no site deles tem os preços atualizados de cada um).

Fizemos os seguintes passeios:

Mergulho com cilindro (Exploration Dive)

Dentro do Thalasso tem um centro de mergulho da PADI, de onde pegamos uma lancha e fomos mergulhar. Nós fizemos o curso de mergulho básico antes da viagem e fomos sem muita experiência mas foi super tranquilo.

Éramos só eu e meu marido com a Dive Master e como ela viu que estávamos indo bem, nos levou a uma estação de limpeza de arraias-manta a quase 30 metros de profundidade!!!

Demos uma super sorte de ver uma manta gigante nadando bem do nosso lado, incrível!
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A 30 metros de profundidade

A 30 metros de profundidade

A verdade é que a parte da lagoa de Bora Bora, que fica entre os motus e o centro da ilha, tem pouca vida. Tanto o snorkel que fizemos no hotel quanto o mergulho foram meio “fracos” no quesito vida marinha, exceto pelo encontro com esse gigante do mar. Nadar perto da manta foi uma experiência inesquecível!

Já a parte de fora dos motus tem vida à beça e é pra lá que fomos quando fizemos o passeio que vou contar a seguir.

Shark and Ray Snorkel Safari

Esse é um tour de barco que, como o nome já diz, te leva para ver tubarões e arraias no recife por fora dos motus!

Primeiro fomos ao local onde ficam as arraias (stingrays), que mais parecem cães de estimação querendo atenção! Você pode entrar na água, que é bem rasinha, se tiver coragem. Elas vem muuuuito perto e às vezes chegam a encostar em você com aquela pele gelada e gelatinosa. Se você quiser, pode dar comida pra elas, na boca! Dá muuuuuito nervoso mas é bem divertido!

Arraia pedindo carinho!

Arraia pedindo carinho!

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2arraiasemboraboraDepois de praticamente sermos abraçados pelas arraias-cachorrinho, fomos ver os tubarões (blacktip sharks) numa parte bem mais funda. Você entra na água e eles ficam ali, nadando e nadando como se nada estivesse acontecendo. Eram dezenas!

Assim como em Moorea, dá aquele friozinho na barriga ao ver aqueles bichos mortais em volta de você… mas eles não estão nem aí pra sua existência! Depois que passa o receio inicial, fica super divertido nadar atrás deles… eles são rápidos, viu? Você nada, nada, nada e nada, não consegue alcançar nem um! Amei estar tão pertinho dos tutubas, foi bem radical!

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Ei, tutuba, volta aqui!

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Por fim, fomos para um terceiro ponto com muitos muitos muitos peixes onde pudemos fazer snorkel à vontade. Era tanto peixe que era impossível tirar foto, eles ficavam entrando na frente da câmera, praticamente posando, olha:

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Era pra ser eu na foto, mas o peixinho entrou na frente!

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Na minha opinião, esse passeio é um must do.

Jet Ski

Fizemos também um tour de jet ski com guia ao redor da ilha. O passeio todo durou 2h, incluindo uma parada num motu com um “coconut show“, que, apesar de dispensável, acabou sendo interessante (aprendemos a fazer leite de coco artesanal!). Foi bem divertido!

Passamos perto dos principais resorts e pudemos dar uma espiadinha em como eles eram, além de poder pilotar livremente (e super rápido) o jet ski por aquelas águas cristalinas.

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Parasail

O parasail é aquele mini paraquedas que vai sendo puxado por uma lancha. Como a paisagem é linda de morrer, dá para imaginar que o passeio é espetacular né?

A diferença de preços nesse passeio se dá pelo tempo que você fica voando e pelo comprimento da corda. Nós contratamos o parasail por 15 minutos e a corda mais comprida, que vai até 300 metros! Lindo demais ver Bora Bora lá de cima e a sensação de liberdade ao voar foi maravilhosa.

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Esse passeio saía do Intercontinental Le Moana, portanto tivemos que pegar o transfer entre os dois hotéis da rede. Aproveitamos para conhecer o Le Moana, almoçamos por lá e ficamos um pouco na piscina.

Minha opinião sincera? Não tem comparação com o Thalasso! A infra, os bangalôs, a piscina, tudo é muito mais simples, a água é bem mais mexida (pelo menos quando eu fui) e não tem aqueeeeela vista para o Monte. Depois de conhecer o Thalasso a única certeza é que não ficaria no Le Moana (se o $$$ permitisse, óbvio).

Não dá vontade de pegar um avião e ir pra lá agora mesmo?

Depois de 5 dias e 4 noites nossa estadia no paraíso chegou ao fim. Arrumamos as malas super deprimidos para partir para Rangiroa. Nada na vida poderia ser tão legal quanto Bora Bora… mas foi aí que nos enganamos.

Não perca o próximo post.

Aline

banner-alineTodos os posts da Aline sobre a Polinésia Francesa podem ser encontrados aqui