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0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 08.06.2017

Cape Winelands: conhecendo as vinícolas da África do Sul

Para quem gosta de vinho, o passeio a Cape Winelands é parada obrigatória numa visita a Cape Town.

Como contei aqui, perto da Cidade do Cabo existem várias regiões vinícolas, sendo as mais conhecidas Constantia, Stellenbosh e Franschhoek. Essas duas últimas ficam a 1 hora da cidade e muita gente opta por se hospedar por lá ao invés de fazer um bate-e-volta de dia inteiro, e foi exatamente o nosso caso.

Nós realmente gostamos muito de enoturismo e desse tipo de programação dormir-comer-beber. Por isso, ficamos 4 noites em Stellenbosch aproveitando a região que é linda e com uma grande oferta de bons restaurantes e vinhos (isso eu nem precisava dizer né).

 

Onde se hospedar

A oferta de acomodação tanto em Stellenbosch quanto em Franschhoek é enorme e agrada todos os gostos e bolsos. A grande maioria das pousadas são das próprias vinícolas e costumam ter poucos quartos.

Nos hospedamos em 2 pousadinhas bem legais: Delaire Graff e Jordan.

Delaire Graff Estate

Sem dúvida, a mais chique e mais incrível pousada de Stellenbosch. Fica de frente para as montanhas em um vale rodeado de parreiras, com uma vista de tirar o fôlego.

São somente 10 lodges, todos enormes e muitíssimo bem equipados com tudo que você pode imaginar de mimo: uma mini cozinha com máquina de Nespresso, chás e sucos, uma sala enorme, um quarto com uma cama maravilhosa, um banheiro com banheira, closet e uma varanda com piscina particular. Todas as bebidas e comidinhas que tem no quarto e no frigobar estão incluídas na diária e podem ser consumidas à vontade. Além disso, fomos recebidos com uma garrafa de vinho branco da própria Delaire.

A diferença entre os quartos é a vista e o tamanho: nós ficamos no Deluxe Garden Lodge, o mais simples da Delaire, e era um sonho. O quarto da categoria superior era igualzinho mas tinha uma vista absurda para o vale – infelizmente estavam todos reservados e eu não tive nem a opção de ter um surto e topar pagar um pouco mais por ele. Vou ter que voltar!

O nível de serviço é uma coisa absurda. Você tem um mordomo pra te servir a qualquer hora do dia e ele entra pela porta da cozinha e sai por ali mesmo, sem te incomodar em nada. Eles se colocam à disposição para tudo, inclusive para vir fazer o seu Nespresso (oi? Mas não é só apertar um botão que o café fica pronto?). Além disso, arrumam o quarto 2 vezes por dia e repõem as bebidas e snacks do quarto. É mimo para ninguém colocar defeito.

Se os lodges já são um sonho, a piscina da Delaire é algo de outro mundo. Ela fica ao lado do Spa, de frente para o vale, e tem uma jacuzzi quentinha dentro. A localização é perfeita para assistir o por do sol, um dos mais bonitos que já vi na vida. Perto da hora do sol se por, o hotel oferece drinks e canapés para os hóspedes (sem custo adicional), deixando o espetáculo ainda mais prazeroso.  

Para quem não está hospedado na Delaire, é possível reservar uma massagem ou tratamento no Spa e aproveitar um pouco da piscina, almoçar ou jantar em um dos dois restaurantes do hotel, além de conhecer a vinícola. Aliás, a Delaire é uma das vinícolas mais visitadas da região, com vinhos bem bacanas. O Delaire Graff Restaurant foi um dos meus preferidos e vou contar um pouco mais dele daqui a pouco.

Claro que por ser tão exclusivo, a diária não é nada barata (clique aqui para verificar os preços atualizados), mas para o que o hotel oferece achei que valeu muito a pena. Realmente foi uma experiência inesquecível.

Jordan Wines

Nossa segunda parada em Stellenbosch foi na Jordan Wines, uma pousadinha super fofa que fica dentro das vinícolas Jordan.

São poucos quartos que, apesar de mais simples que os da Delaire, eram muito aconchegantes. A pousada fica ao lado da estrutura principal da vinícola onde existe uma Bakery, o restaurante Jordan, super famoso na região, e a parte de degustação. O café da manhã é servido na Bakery, de frente para um laguinho muito simpático, e tudo do cardápio é delicioso (por isso estava sempre cheio!).

Aproveitamos para fazer um tour na parte de produção dos vinhos e também um passeio de 4×4 pela propriedade, em que nos explicaram tudo sobre a cultura das uvas, do solo, da insolação, da posição do terreno para se ter um determinado resultado no vinho… muito legal! E a parte mais legal desse passeio é que você vai parando pelo caminho e experimentando os vinhos! Uhmmm

Aliás, os vinhos da Jordan nos surpreenderam. Experimentamos todos que eles tinham pra degustação (e pq não? Era só andar até o quarto mesmo!) e gostamos tanto de alguns que compramos algumas garrafas para trazer para casa.

Adoramos nossa estadia na Jordan e achamos o custo benefício excelente!

Terraço da The Bakery

Tour de 4×4

Jordan Suites

Varandinha do quarto

Os melhores restaurantes

Os restaurantes da região que fomos e achamos mais imperdíveis foram:

 

Delaire Graff Restaurant

Talvez seja o restaurante mais famoso da região e não é à toa. Lembra que eu falei que a Delaire tinha uma vista linda? Então, o restaurante também tem essa vista, além de um cardápio recheado de boas opções de pratos. A apresentação dos pratos é impecável e tudo que comemos estava magnífico.

Demos a sorte de o dia estar lindo e ensolarado, o que nos permitiu almoçar em uma das mesas do jardim de frente para as montanhas. Incrível!

O Delaire Graff Restaurant é super concorrido então é fundamental reservar com alguma antecedência.

Depois do almoço, fomos para a parte de degustação da vinícola, ao lado do restaurante. Para quem não conseguir reservar o restaurante ou quiser beliscar ao invés de almoçar, nessa parte são servidos alguns snacks para acompanhar a degustação.

Leeu Estates

A Leeu Estates fica em Franschhoek, a uma meia hora de onde estávamos hospedados.

Ao chegar na propriedade, fomos direto para a degustação dos vinhos Mullineux & Leeu. A sala de degustação já mostra o nível do que iríamos experimentar ali: a decoração era linda e imponente, com a exposição das garrafas ao lado de potes com exemplo de solo onde as uvas daquele vinho foram cultivadas e um sommelier muitíssimo simpático que foi nos contando toda a história da Mullineux e explicando cada vinho.

Que surpresa boa! Todos os vinhos que provamos eram incríveis (os melhores que bebemos na África do Sul!). A Mullineux é super renomada e não pára de ganhar prêmios. Andrea Mullineux ganhou recentemente o prêmio de melhor wine maker do mundo, sendo a primeira mulher a ser consagrada com o título.

A produção de cada tipo de vinho por safra é pequena e por isso são super concorridos. Muitos dos vinhos que degustamos já estavam esgotados para venda. Na verdade, muitos dos vinhos esgotam antes de serem lançados, olha que loucura! Dos que estavam disponíveis, compramos todos! São realmente muito diferenciados e tem um preço muito justo.

O vinho que mais gostamos foi o Mullineux Syrah 2014, um vinho que ficou em décimo lugar na lista européia do Decanter como melhor substituto para o Chateauneuf du Pape. Não é pouca coisa não!

Para visitar a Mullineux & Leeu, é preciso reservar. Diferentemente de outras vinícolas em que era só chegar e entrar, o acesso à Leeu Estates só é autorizado com hora marcada.

Mullineux & Leeu Family Wines (www.mlfwines.com)

The Wine Studio – [email protected]

Vale muito a pena ir até lá conhecer esses vinhos tão deliciosos! O problema é a pena que dá de beber essas garrafas tão incríveis e limitadas que trouxemos para casa!

Depois, fomos almoçar no The Conservatory, um restaurante lindinho de frente para um jardim dentro da propriedade. O restaurante é a la carte com pratos de culinária francesa.

Olha como os pratos eram lindos! E também estavam deliciosos.

 

Aproveitamos para pedir uma garrafa de vinho Mullineux, afinal, era só ali mesmo que eu teria essa oportunidade. Nós adoramos o almoço e recomendamos muito.

Além desse, ainda existem mais 2 restaurantes, o The Dining Room e o The Garden Room, sendo o primeiro o mais conhecido.

A Leeu Estates também oferece acomodação. Na verdade, são 3 pousadas dentro da propriedade: Leeu Estates, Leeu House e Le Quartier Français. Todas são muito bem avaliadas e acho que podem ser uma ótima opção de hospedagem em Franschhoek.

 

Grande Provence

Também em Franschhoek, a Grande Provence é uma outra excelente opção de vinícola para degustação e restaurante. Chegamos lá no fim da tarde e sentamos no jardim para degustar os vinhos e esperar a hora do jantar. Aliás, nós exageramos na parte de degustação: cada um pediu um tipo diferente com 4 ou 5 vinhos e no fim saímos trocando as pernas.

O estado da pessoa era esse:

Por aqui foi o dia todo assim 🍷 . . . #futitrips #futinaafrica

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A propriedade é enorme e o jardim é super agradável. É possível comprar uma tábua de frios ou uma cesta de picnic, uma garrafa de vinho e ficar jogado na grama vendo a vida passar. Amamos o clima da Grande Provence, que apesar de ser uma vinícola chique era ao mesmo tempo leve e relaxada.

O restaurante Grande Provence é super conhecido na região e funciona em esquema de menu (entrada, prato principal e sobremesa, sendo que no jantar ainda tem um prato intermediário), com influência francesa. A refeição pode ser acompanhada de uma boa garrafa ou de harmonização de vinhos – infelizmente eu já tinha me exaltado na degustação antes do jantar e não consegui experimentar a harmonização.

Todos o pratos eram super bem apresentados, sem dizer de como eram gostosos. Era daquele tipo de menu com muitos sabores diferentes e que cada um dos pratos era uma experiência diferente. Achamos o menu bem completo e com opções suficientes para agradar todo mundo.

Olha a produção dos pratos!

Nós amamos o restaurante Grande Provence e arrisco dizer que foi o jantar mais impressionante em que tivemos na África do Sul.

Para quem aprecia boa culinária e excelentes vinhos, a visita a Stellenbosch e Franschhoek não pode ficar fora do roteiro. Mesmo que seja em um passeio rápido, a região tem muitas vinícolas e restaurantes que merecem a visita.

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 28.04.2017

África do Sul: Informações Gerais

Conhecer a África estava nos meus planos há muito tempo. Desde criancinha eu tinha o sonho de fazer um safári e ver os animais soltos em seus habitats naturais, com o mínimo de interferência do homem. Eu sei que muitos países na África oferecem esse tipo de experiência, mas como tudo que nos é desconhecido, eu tinha um pouco de pé atrás de ir para um país sem estrutura e passar algum tipo de perrengue.

Por isso, como ponto de partida para desbravar o último dos 5 continentes em que eu ainda não tinha colocado os pés, escolhi a África do Sul e as Ilhas Maurício (contei tudo aqui), num roteiro que gosto de chamar de África para iniciantes. Acredito que ambos estão entre os que oferecem melhor infraestrutura para receber turistas e maior facilidade para chegar desde o Brasil. E já adianto que foi uma escolha muito acertada!

Como Chegar

Chegar até a África do Sul desde o Brasil é super fácil. Existem vôos diários direto de São Paulo para Joanesburgo das companhias South African Airways e TAM, além de vôos com escalas de outras companhias africanas como TAAG. Temos visto muitas promoções de passagem nessa rota atualmente, sendo possível comprar a passagem do Brasil até Joanesburgo por R$ 1.500 – R$ 2.000, um excelente valor!

Nós fomos de South African e voltamos de TAM (compramos as passagens com milhas LATAM), em vôos super tranquilos com duração média de 9 horas de/para São Paulo (depois mais 1h de/para o Rio).

 

Quando ir

Por estar no hemisfério sul, a África do Sul tem estações que regulam com as do Brasil: verão de dezembro a fevereiro e inverno de junho a agosto. A escolha da melhor época, entretanto, vai depender do que você quiser incluir no seu roteiro, uma vez que cada região tem o seu próprio regime de chuvas.

As regiões de safári na porção leste do país, próximas ao Kruger National Park (a maior e mais famosa reserva pública da África do Sul) têm verões chuvosos e invernos secos. Isso é especialmente importante porque quando chove a vegetação fica mais densa e os animais ficam mais preguiçosos: eles conseguem se esconder na sombra sem grandes dificuldades e conseguem beber água facilmente. Por isso, a melhor época para aumentar a chance de ver todos os bichos é o inverno, quando não existe abundância de água e de sombra, o que os obriga a fazer o grande esforço de se movimentar pelas reservas.

Mas isso quer dizer que não verei os animais se eu for no verão, por exemplo? Claro que não. Os animais ficam sim preguiçosos no verão, o que pode dar mais trabalho para procurá-los por entre os arbustos, mas eles continuam lá nos mesmos lugares e podem sim ser vistos.

Uma dica que eu dou é: reserve mais tempo para o safári se você for no verão. Dessa forma, você aumenta a chance de ver os “Big 5”, que são os animais mais cobiçados dos safáris (búfalo, elefante, leão, leopardo e rinoceronte).

Em relação à Cape Town e arredores (a oeste do país), o clima é exatamente o oposto: os verões são secos e os invernos são chuvosos. Pense em Cape Town como o Rio de Janeiro, uma cidade com um relevo fantástico, praias e várias atrações a céu aberto. Você não vai querer pegar chuva quando for pra lá certo? Foi exatamente isso que pensei antes de bater o martelo: decidimos ir no carnaval, priorizando o clima ideal na região Cape Town, e acertamos em cheio! Conseguimos aproveitar o máximo toda a viagem, exceto na Panorama Route, onde demos um super azar com tempo (mas faz parte).

Como montar um roteiro?

Quando decidimos ir para a África do Sul, não tínhamos idéia que montar um roteiro seria tão desafiador. Nós tínhamos no total 2 semanas (além de 1 semana que iríamos ficar em Mauritius) e não foi nada fácil decidir o que fazer, uma vez que o país tem muitas atrações interessantes e super visitadas por turistas.

Começamos decidindo o que não podia ficar de fora de jeito nenhum: safári, Cape Town e vinícolas. Depois, começamos a procurar sobre os hotéis e regiões para fazer o safári e aí a coisa complicou mais ainda.

Existe uma infinidade de opções tanto de regiões quanto de lodges que te permitem ter a experiência de safári (quem me conhece sabe que eu travo quando tenho muitas opções de escolha), com preços muito variados. Como escolher então?

Foi numa dessas que, conversando com uma amiga que tinha voltado recentemente da África do Sul, acabei pegando o contato da Rhino Africa, uma agência de viagens local que tem consultores brasileiros também. Fui atendida pela Camila (santa Camila!), que me ajudou com todas as minhas dúvidas (que não eram poucas) e também com minhas reservas.

Normalmente, eu reservo tudo por conta própria. Na África do Sul, entretanto, achei que o atendimento personalizado da Camila, sempre disponível via Whatsapp, foi fundamental para fazer com que nosso roteiro ficasse redondinho, do jeito que nós queríamos. E o melhor: o preço dela era sempre um pouco melhor do que a reserva direta com os hotéis (no caso do safári era MUITO melhor).

Indico de olhos fechados, e não foi jaba do blog não, paguei tudinho! 

Camila Del’Amico  | +27 61 4410006 | [email protected]

Nosso roteiro final foi o seguinte: 2 noites próximo à Panorama Route, 4 noites no Chitwa Chitwa (lodge que escolhemos para fazer o safári), 5 noites em Cape Town e 4 noites em Stellenbosch.

Como eu disse, muita coisa ficou de fora, a exemplo de Joanesburgo e a Garden Route, uma rota de 300km que atravessa o país e normalmente é feita de carro, passando por várias cidadezinhas fofas.

Achei o roteiro fantástico! Conseguimos aproveitar muito de todos os lugares que conhecemos, que são muito diversificados entre si (pareciam várias viagens em uma só, sabe?). Nós gostamos tanto da África do Sul que a única certeza que temos é que voltaremos para lá para conhecer o que ficou de fora.

 

Como se locomover?

Para os vôos internos, usamos a Air Link , uma companhia local da South African Airways que oferece trechos por todo o país. Esses vôos foram bem carinhos: compramos dois trechos internos que nos custaram uns R$ 1 mil por pessoa no total. Assim, sugiro planejar bem o roteiro para reduzir ao máximo a necessidade de utilização de avião dentro da África do Sul.

Já para a movimentação em solo, nós alugamos um carro na região de safári e outro na região de Cape Town e vinícolas.

ALERTA DE MÃO INGLESA:

Como é de se esperar de uma ex-colônia inglesa, na África do Sul se dirige “do lado errado”, o que já dá um frio na barriga dos brasileiros. Para facilitar nossa vida, alugamos carros automáticos e achei que foi uma ótima escolha (ter que passar a marcha com a mão esquerda é muito esquisito para quem não está acostumado).

As ruas e estradas são muito bem cuidadas (exceto no caminho para o safári, onde pegamos muita estrada de terra esburacada), não pagamos nenhum pedágio e no geral foi super tranquilo de estacionar, além de nos dar a liberdade de ir pra qualquer lugar a qualquer hora.

 

Em Cape Town, o carro vale a pena para quem for fazer passeios mais distantes como o Cabo da Boa Esperança e vinícolas (Stellenbosch e Franschhoek). Além do carro, usamos bastante o Uber para sair à noite e para visitar pontos turísticos super concorridos tipo a Table Mountain. É o mesmo aplicativo que já usamos no Brasil e o preço é bem razoável, vale muito a pena.


Nos próximos posts vou contar mais em detalhes como foi nossa experiência em cada um dos lugares que conhecemos na África do Sul.

Aguardem, vai valer a pena! ;)