Browsing Tag

felicidade

1 em Destaque/ Relacionamento no dia 10.01.2019

3 motivos para você se encorajar a sentir felicidade pelo outro

Existem muitas demonstrações de afeto nas relações de amor e amizade. E ainda bem que a lista é longa. Mas tem um sentimento que eu acho um dos melhores do mundo. E, a meu ver, merece nossa atenção. É algo que vem sem a gente esperar, e que é super genuíno. É super gostoso de sentir, e mais ainda de demonstrar: sentir felicidade pelo outro.

Quanto mais seguras de nós mesmas, mais somos capazes de olhar para os outros sem nos comparar e deixar assim a natureza dos sentimentos pelo outro fluir naturalmente, quão mais genuíno for o sentimento pelo outro que eu valido, mais gostoso vai ser expressar, dar e até mesmo receber.

foto: Ian Schneider

foto: Ian Schneider

O primeiro motivo de sentir felicidade pelo outro ser tão bom é porque preenche nosso coração.

Olhar para uma pessoa que você gosta e ficar genuinamente feliz pelo sucesso dela é delicioso, inspirador e muitas vezes gratificante. É experimentar a empatia em sua forma mais gostosa. É conseguir nos colocar no lugar da pessoa e entender o quanto aquela conquista é importante para ela. Sem inveja, sem cobiça ou comparação, só felicidade por algo que não é nosso, mas está acontecendo com alguém que gostamos.

O segundo motivo é porque acredito que só conseguimos acessar esse sentimento quando estamos felizes com nós mesmas.

Não digo aquela felicidade utópica, como se nossa vida estivesse completamente perfeita e sem problemas. Não ter problemas é uma ilusão, eles fazem parte da vida. Mas quando estamos satisfeitas com o que temos, independente dos percalços, estamos mais focadas em nós e conseguimos olhar o outro sem julgamentos ou pressões.

E por isso, fica muito mais fácil sentir felicidade pelo outro. De apreciar a conquista alheia como se fosse nossa. Mas não porque queremos o que a pessoa tem, e sim porque estamos felizes pela felicidade de quem gostamos.

Um terceiro motivo legal é se dar conta que a felicidade que sentimos pelo outro pode ser um objeto de gratidão pra nós.

Ao sermos verdadeiramente gratos pelos bons acontecimentos na vida de quem amamos, sintonizamos uma energia de agradecimento que contagia a nossa própria vida. Como já teve post aqui no blog, a gratidão genuína é combustível pra mudanças, transformações e abre portas para que a nossa felicidade também chegue. Ao sermos felizes pelos outros, caminhamos na nossa jornada mais preenchidos de felicidade também.

O maior desafio nesse processo é sentir felicidade verdadeira pelo outro quando ele conquista algo que a gente também estava procurando. Estarmos mais atentas e conscientes de nossas emoções nos permite racionalizar e separar as coisas. Faz parte dessa busca por autoconhecimento atingir o ponto de alegria pelo outro de forma que, mesmo quando o outro conquistou algo que desejávamos, ainda assim ficamos felizes. Cada acontecimento tem seu próprio tempo, seríamos extremamente egocêntricos se quiséssemos tudo para nós o tempo todo, não é mesmo?

Por fim, demonstre essa enxurrada de alegria para o outro. Todo mundo gosta de saber que tem com quem dividir essa alegria. E ser essa pessoa é muito gratificante. Nosso coração também fica preenchido ao sabermos que podemos ser a torcida de alguém. Assim como é uma delícia saber da torcida do outro. Quanto mais inteiros nos permitimos ser, mais acolhedor e amoroso pode ser o nosso olhar pra gente e pro outro.

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 13.12.2018

O que é dar certo na vida?

Acredito que todo mundo já ouviu alguém dizer “fulana deu certo na vida”. Geralmente é o tipo de comentário que ouvimos de algum parente quando o assunto passa a ser sobre alguma pessoa que já fez parte de alguma fase da vida. Mas também pode ser numa roda de amigas fofocando sobre alguma celebridade que vemos na TV ou na revista. Ou então pensamos isso sobre alguém que seguimos nas redes sociais.

A pergunta que sempre fica na minha cabeça quando esse tipo de comentário surge é: o que seria “dar certo”?

Sabe a história das caixinhas? Sim, essas mesmo, que aprendemos ao longo do tempo a tentar nos encaixar em várias? Bem, me parece que nesse conjunto de caixinhas, tem a família “dar certo na vida”, “vencer na vida”, ou qualquer coisa nesse estilo.

Eu sei que muita gente adora o termo. Eu também uso quando to em uma situação bem diferente da que eu vivo no meu dia a dia. Mas a verdade é que quando consideramos que alguém se deu muito bem na vida, corremos o risco de entrar numa armadilha de comparação bem perigosa.

Porque se dar bem na vida geralmente inclui um suposto bom emprego, que paga um suposto bom salário. Também inclui uma suposta relação bem sucedida, às vezes inclui alguns bens como um apartamento próprio, uma casa na praia e por aí vai.

dar-certo-na-vida

O que eu acho curioso é que nessa equação e ideia de dar certo na vida, o “ser feliz” sempre é deixado de fora.

Porque esse termo é muito relativo. Você pode, sem dúvidas, ter uma profissão mais tradicional, como médica ou advogada, e se sentir realizada nela. Emocionalmente e financeiramente. Mas também pode ser artista e viver da sua arte e ser tão feliz quanto. Mesmo que a grana que vem disso pague com aperto as contas de uma vida mais simples. Te fez feliz? Já deu certo.

>>>>>> Veja também: Vida perfeita não existe. Nem pra mim, nem pra você, nem pra Gisele <<<<<<

Você pode ter um relacionamento desses que todo mundo elogia e almeja. Com as fotos, viagens, declarações de amor e felicidade explícita. Mas também pode ser um casal atípico. Com programas não convencionais, com jeitos e maneiras de se relacionar que não sejam tão óbvias. E pode viver com o mesmo amor e respeito que o outro casal. Ou você pode ter decidido passar um tempo sozinha, tentando entender o que você procura em outra pessoa. Qualquer um desses jeitos é uma forma de dar certo.

Você pode ter o closet dos sonhos, as bolsas que sempre sonhou, jóias, e muitos outros itens de luxo. Isso pode te fazer muito realizada, porque provavelmente você trabalhou pra conquistar cada peça. Mas também tem como dar certo na vida pagando suas prestações do cartão da loja de departamentos em dia.

O que a gente precisa, indiscutivelmente, é deixar de lado os conceitos dos outros. Ou até mesmo o tom de cobrança e comparação que vem nessas falas. O ideal é procurarmos as respostas dentro de nós mesmas. Saber o que nos faz feliz, o que nos realiza – independente da opinião alheia – e irmos atrás disso com toda a nossa garra. É isso que faz alguém dar certo na vida. Todo o resto é suposição.

5 em Autoestima/ Camilla Estima/ Convidadas/ Destaque/ Saúde no dia 07.05.2018

Quando eu for magra…..

Eu não consigo nem de longe imaginar como dever ser a vida de uma pessoa famosa, daquelas que arrasta multidões em shows, cinema, televisão. Fico de longe acompanhado e imaginando a pressão que essas pessoas devem sofrer com isso. Não, não vamos começar com o discurso “mas ela que quis ser cantora”, “ah mas vida de atriz é isso mesmo” pois eu sei que em algumas profissões, isso é inerente. Ok.

Mas voltando à história da pressão, imagina o quanto palpitam na vida dessas chamadas celebridades? Estado civil, a roupa que está usando, o restaurante que foi, e o que costumamos discutir muito por aqui, o corpo. E todas suas vertentes como peso, forma, cabelos, pele e por aí vai.

Rolou esses dias no grupo do #paposobreautoestima no Facebook uma matéria sobre o emagrecimento da cantora Marilia Mendonça. Paralelamente, muita gente estava lá nas minhas redes sociais compartilhando a mesma questão. Fui me informar mais sobre o assunto.

Quando coloquei no Google apenas “Mari…” a busca já completou com “Marilia Mendonça magra”. Pois é….respira fundo e segue o baile.

marilia-mendonca-google

O emagrecimento “relâmpago” dela não me chamou atenção, pois isso é bem comum no mundo das pessoas famosas e influenciadoras. Não posso opinar sobre as estratégias que ela fez pois não é do meu conhecimento. Se ela fez reeducação alimentar, cirurgia, procedimento estético ou qualquer coisa do tipo, também não sei, mas algumas coisas me chamaram atenção no post em questão, então é disso que vamos falar.

É a velha história do “quando eu for magra eu vou” e aí complete a frase com qualquer outra ação: conseguir um emprego melhor, fazer a viagem dos meus sonhos, arrumar um namorado, usar aquela roupa, fazer tatuagem e, no caso da Marília Mendonça, cortar o cabelo.

Nesse caso do cabelo, esse assunto ainda vem com a carga de uma vida ouvindo que “pessoas gordas não combinam cabelo curto”. Sim, cabelos são a moldura do rosto, mas ainda assim não consigo estabelecer a tal relação. Inclusive acho de uma maldade absurda reproduzir esse tipo de pensamento, porque só é mais uma forma de gerar insatisfação.

Mas vamos voltar ao problema do “quando eu for magra”? Por que pensar assim é complicado? Porque a gente está sempre condicionando magreza à felicidade, sucesso, conquistas. A Jô falou sobre isso no seu vídeo com a Daiana Garbin, para quem ainda não viu:

E o outro problema que encontramos ao falar essa frase é que caímos na inverdade que pessoas gordas não são felizes. Essa convenção social, que infelizmente já virou uma crença, é um dos grandes problemas dos dias atuais. A ideia de que perda de peso virou sinônimo de sucesso e conquista e ganho de peso sinônimo de fracasso gera uma das maiores prisões que podemos reproduzir.

Além do problema do “quando eu for magra”, me deparei com uma outra coisa que eu considero problemática nesse meio. Uma resposta que ela deu para um seguidor, com uma outra frase que a gente já está cansada de ouvir e saber, mas que mesmo assim vale a pena conversar sobre:

marilia-mendonca-resposta-fa
Essa resposta sempre me assusta. Não foi ela que inventou esse termo, isso é outro discurso totalmente enraizado no mundo das dietas. E qual o problema dele? O preconceito que traz acerca dos obesos. Vira uma relação direta de que a pessoa só é gorda porque quer, porque não tem força de vontade, porque não se cuida, porque é relaxado (a). Como disse brilhantemente uma nutricionista colega Fernanda Pisciolaro no vídeo que também gravou com a Daiana Garbin, se você tentou um método por muitas vezes e ele não funcionou, falta de vontade é tudo que você não tem, senão você não teria tentado tantas vezes. Como sempre falamos, talvez seja o método que esteja equivocado, não você.

Então, da próxima vez que você tiver um pensamento no estilo “quando eu emagrecer”, repense os motivos dessa crença, se questione, porque por mais que tentem te fazer acreditar no contrário, a verdade é que FELICIDADE E EMAGRECIMENTO não são sinônimos.  Será que você precisa atingir um objetivo de emagrecimento para fazer coisas que você tem vontade de fazer agora? Será que você precisa atingir um peso ideal para ser feliz? Um spoiler – e uma boa notícia – não. 

E quanto à Marília? Vamos continuar curtindo as músicas dela que a gente sai ganhando mais.