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0 em Autoestima/ Destaque no dia 17.05.2018

Um #paposobreautoestima em NY, com Fabi Saba & Nina Gabriella

Eu estou atrasada algumas semanas com esse post, eu sei. O tempo que levamos para organizar tudo é desproporcional ao tempo que demorou para fazer esse post. Só que o evento foi tão legal me deixou com sensações tão especiais que eu lembro como se tivesse acabado de sair de lá.

Na verdade, esse #paposobreautoestima não estava nos planos de eventos que pensamos para 2018, mas a Cris, que tem uma empresa de experiências personalizadas, quis aproveitar a estadia da nossa amiga Nina Gabriella na cidade (porque né, eu estava pensando na estadia dela só pra curtir mesmo haha) e me propôs fazer um evento do #paposobreautoestima junto com a Dig New York. Ela já tinha a ideia de lugar perfeito, parceiros e fotógrafa engatilhados. Como eu já estava combinando algo com a Fabi Saba há um tempão, por quê não aceitar? Em uma semana convidamos, organizamos e fizemos o evento, e eu nem acreditei!

Nina, eu, Fabi e Cris, a idealizadora do evento.

Nina, eu, Fabi e Cris, a idealizadora do evento.

Confesso que fiquei impressionada por termos conseguido juntar tanta gente – em torno de 25 mulheres – em tão pouco tempo! Algumas que eu já conhecia do último piquenique (que aliás, vai ter no começo de Julho, quem estiver aqui em NY já vai ficando de olho nas redes do Futi para mais informações!), uma que participa de vários eventos nossos no Brasil (Lhaylla, to falando contigo) outras que conhecia das redes sociais, algumas que conheci ali mesmo e amigas que foram prestigiar. <3

O lugar escolhido foi um ambiente na Galeria Melissa, que fica no Soho, e lembra muito uma casa. Com sofás, almofadas, poltronas, mesa de centro, parede de tijolos, estantes e livros, até mesmo uma bicicleta e parede de luzinhas (que eu levei porque sou dessas que acha que tudo com luzinhas fica mais bonito rs).

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Foram mais ou menos 2 horas de bate papo e a ideia era justamente ser uma conversa informal, um bate papo entre amigas que estão ali para discutirem vários assuntos que englobam a palavra autoestima.  Não sei se vocês sabem, mas eu e a Jô amamos experimentar os mais variados formatos quando o assunto é nosso projeto, mulheres e suas histórias relacionadas a autoestima. Piqueniques e festas na piscina são só alguns dos que se repetiram, esse bate papo de sofá foi inspirador e me lembrou do quanto amamos fazer o bloco de carnaval com a Preta Gil e a BOA em 2o17. A verdade é que a gente ama investir em eventos diferentes e desafiadores, que toquem e acrescentem, e é isso que estamos tentando fazer em 2018. Aguardem as novidades.

Especificamente esse encontro foi bem diferente dos piqueniques e que eu também achei bem interessante de fazer. Pessoalmente, eu achei muito confortável. Não só por causa dos sofás, mas por causa da situação. rs Eu, que morro de vergonha de ser o centro das atenções em conversas e bate papos, foi uma delícia dividir o holofote com outras mulheres tão incríveis e que apoiam com tato amor o PAPO SOBRE AUTOESTIMA. Gosto de trazer todo mundo para conversar e, definitivamente, adoro situações onde posso ouvir e aprender, mais do que falar.

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Estar com a Fabi, que é uma mulher que quanto mais eu conheço, eu aprendo, eu admiro e me inspiro, sempre é maravilhoso. Já falei aqui que quando a convidei para o piquenique no ano passado, fiz o convite ja tendo certeza que ela ia recusar? Imagina que a musa da minha adolescência (sim, eu via Interligado) iria aceitar meu convite? Pois ela aceitou, foi e acabei ganhando uma amiga. Há alguns meses que nós pensávamos em fazer algo juntas, e quando a Cris propôs o #dignyconvida papo sobre autoestima, nem pensei duas vezes em chamá-la.

Mas amei mesmo que a Nina estava com a gente, pois ela é uma pessoa que tem muito para somar. Quem a segue nas redes sociais vê quantas questões de corpo, cabelo, maquiagem e até mesmo moda que estão totalmente relacionadas com autoestima ela aborda. E nessa conversa, ela se abriu bastante sobre como ela é cobrada nas redes sociais, seja para emagrecer, seja para só postar fotos super maquiadas. Só que se tem uma palavra que define ela é autenticidade, e ela também conseguiu mostrar como conseguiu fazer com que as pessoas recebessem sua mensagem. Ah, e no final estavam todas fazendo a cabeça da Nina para ela se mudar logo para cá, eu to nesse time. haha

Mas nós só éramos influenciadoras que chamaram outras mulheres para discutirem suas experiências. E depois que todo mundo ficou mais à vontade, a conversa fluiu mais naturalmente como se fosse na casa da gente. Alguns dos muitos assuntos abordados precisavam aparecer aqui no Futi, e eu vou tentar entrar em contato com algumas das meninas presentes justamente para trazer o bate papo para cá. Falamos sobre corpo, sim, mas também abordamos TPM, sobre endometriose, sobre saúde mental (e o medo de dizer que toma algum remédio), maternidade e a pressão da perfeição em tempos de internet.

Confesso que saí de lá muito realizada. Quando cheguei aqui em NY há quase 2 anos eu estava bem perdida, muitas vezes meio desmotivada porque não conseguia dar conta do trabalho com a maternidade em tempo integral e acabava me sentindo de fora por ter tanta coisa acontecendo no Brasil e eu não conseguir participar.  Ter feito esse movimento de aceitar o evento no impulso e ver que dá para ter muito #paposobreautoestima aqui em Nova York também me inspirou, me motivou e me fez achar parte da Carla que estava adormecida.

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Como divido tanta coisa pessoal, não tinha como não dividir esse dia que foi uma verdadeira realização profissional, mas também pessoal. Muito obrigada para todas que foram, participaram e fizeram aquela noite de sexta feira ser tão sensacional.

Agradecimentos muito, muito especiais à Cris, que além das experiências personalizados e super fora da caixinha que ela faz com a Dig NY, também é uma organizadora de eventos maravilhosa (que não deixa de ser uma experiência bem personalizada, né? rs). À Melissa, que ofereceu o espaço mais delicioso e especial de NY (já quero fazer mais coisas lá!), ao Café Patoro, que ofereceu sanduíches de pão de queijo de comer rezando (pão de queijo com goiabada e queijo, como errar nessa combinação??) e à Vanessa Carvalho, fotógrafa responsável por essas fotos que ilustram o post!

Esse evento só me deixou mais ansiosa e animada para o piquenique que farei aqui em NY!

3 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 30.01.2018

Deu match? Não, deu preguiça!

Sim, infelizmente. Logo eu, a libriana dos relacionamentos das mais variadas configurações, rainha do “se conhecendo” e entusiasta de ter crush bacana para trocar uma ideia, preciso dizer: em vários momentos do ano passado eu tentei mas deu preguiça, não match.

ilustra: marylou faure

ilustra: marylou faure

Me lembro que depois de sair de um relacionamento complicado – daqueles que a gente termina meio confusa – eu me descobri diferente, me parece que algo mudou pra sempre em mim. No início achei que era trauma, medo de me envolver e no fim, me dei conta que não era bem isso. Eu só estava cansada de jogar. Exausta de gente que fala muita coisa e faz pouco. De pessoa que diz que quer, mas prova que não quer nas atitudes. Uma chave virou e o jogo do nada acabou. Por um momento eu desisti do amor, mas também não precisava de tanto.

Na hora que vi que meu problema não eram os relacionamentos, mas sim as pessoas com quem eu me relacionava, algo andou. Perdi a vontade de tentar com quem não fazia muito esforço pra lutar. Passei a entender melhor que eu podia tudo – dormir com quem eu quisesse, experimentar novos relacionamentos ou mesmo ficar totalmente sozinha. Só criei uma regra pra mim: eu não me contentaria mais com pouco.  Minha lei feita por mim mesma vem dando certo pra mim.

Foi curioso notar que logo eu, sempre tão empolgada, virei a pessoa que brochava. Parece que agora só ganha a minha atenção história que tem algo a acrescentar. Se não vai somar, não vai fluir ou não vai ter esforço das duas partes, eu começo a desistir automaticamente. Toda aquela capacidade romântica de imaginar uma vida a dois toda fofa e idealizada foi dando lugar a um realismo menos colorido, mas mais leve e verdadeiro. Sabe aquela pessoa que quer, mas não quer o suficiente para fazer acontecer? Acho que nunca mais terei forças pra esse tipo de gente na minha vida. Cada dia mais gosto de pessoas seguras de quem são. Com coragem de ter atitude no meio de um mundo de gente paralisada por medos variados.

Em 2017 vi pela primeira vez minha vida de solteira com um gosto insosso, sem sal. Um pouco de superficialidade é ótimo para reunir referências e boas histórias, mas viver só isso cansa. Logo eu, a entusiasta dos vários dates, do sexo divertido e de falar o que penso sem medo, me vi num lugar chato. Sem encontros que somavam e sem vontade de encontrar pessoas que despertassem a vontade de quebrar o jejum que havia se estabelecido.

Em 2017 vi que, pelo menos para mim, parou de dar match, começou a dar preguiça.

Primeiro achei que era meu coração que estava quebrado, depois notei que na verdade um momento estranho em que eu estava atraindo uma galera sem atitude, que me inspirava uma postura mais inerte ainda. Precisei mergulhar para dentro e sair desse ciclo vicioso.

Antes bem resolvida sozinha do que mal acompanhada. Sinto que muitas mulheres a minha volta se cansam do formato de romance que está disponível no mercado justamente por causa dessa preguiça que surge. Vejo muita mulher buscando o autoconhecimento, dando um jeito na própria vida e encontrando companhias que viram peso de papel e quanto mais donas de si elas ficam, menos elas se mantém nessas relações bobas, vazias ou abusivas.

Parece que aos poucos perdemos a obrigação de estar com alguém para ter uma vida adulta digna. Aos poucos a sociedade nos permite ser feliz em voz alta, sozinha ou acompanhada, assim, sem a sensação de que um romance é a linha de chegada. Os romances que nos prejudicam começam a ser descartados sem medo, ninguém mais quer ficar com alguém só para não ficar só. 

De um momento para o outro a vida trouxe para mim exemplos do que era “ter atitude”. Assim, quem tinha algo de mágico para me dar ganhou destaque, afinal, no meio de tanta gente com um discurso tanto faz, quem tem certeza do que quer merece o reino todo pra si. 

Não desmerecendo todas as coisas boas que aplicativos de celular já me deram, vi por experiência própria que se pelo aplicativo está dando mais preguiça do que match, as vezes vale a pena voltar para os métodos tradicionais. Quem sabe não nos surpreendemos?