Browsing Tag

dia das mães

0 em Moda/ Patrocinador no dia 30.04.2019

Homewear e o conceito da roupa que vai do sofá para a rua

Chega Dia das Mães e muitas vezes fico um pouco irritada. O primeiro motivo costuma ser a quantidade de cartão com mensagens que romantizam a maternidade de uma forma bem exagerada. Quase uma mulher maravilha – e gente é complicado demais manter essa imagem! E isso não foi algo que passou a me incomodar depois que fui mãe. Não é à toa que todos os cartões de Dia das Mães que eu fiz foram escritos do zero, de acordo com o que eu estava sentindo na época.

O segundo motivo é que eu detesto os produtos que costumam aparecer nos comerciais como sugestão. Aspirador de pó, livro de culinária, balança, panela….Eu só não vou reclamar tanto dessa parte porque realmente tenho visto uma melhora enorme dessas sugestões de um tempo pra cá. Vamos ser justas. rs

Só que não vim aqui para falar sobre isso. Vim aqui para contar sobre o Dia das Mães Marcyn. E, sendo muito sincera, não poderia ser mais a minha cara.

E o que é? HOMEWEAR!

Na verdade, nem sempre foi a minha cara. Eu só passei a valorizar de verdade uma boa roupa pra ficar em casa depois que eu tive filho. Não, isso não é uma regra. Inclusive, amaria ter visto o verdadeiro valor do homewear antes. Antes de ser mãe, ou eu era aquela que estava em casa com a roupa que tinha saído ou a que estava de pijama. Como eu sempre trabalhei de home office, eu até fiz algumas tentativas de me arrumar para trabalhar em casa. Mas na maior parte do tempo eu não tinha um meio termo. 

Depois do ano que eu passei todinho com o Arthur ainda bebê (2016/2017), eu comecei a sentir necessidade desse meio termo. Ficar de pijama o dia inteiro me deixava meio deprimida, com uma sensação que o dia não tava passando. E eu só me arrumava mesmo quando ia sair, o que no inverno ficou um pouco mais difícil. Foi nessa circunstância que eu passei a procurar peças confortáveis, que me permitiriam sair na rua ou ficar em casa.

Quando eu fiquei sabendo da campanha, a primeira coisa que eu fiz foi perguntar que tipo de roupa seria. Porque vejo muita marca confundido homewear com sleepwear. E aí vemos roupas com modelagens bacanas, confortáveis e boas para ficar em casa (ou dar um pulinho na rua, ou na portaria, sei lá), mas com estampas que lembram camisolas e pijamas. Ou seja, basicamente trocando o 6 por meia dúzia.

Por isso, quando fiquei sabendo qual era a proposta do Dia das Mães Marcyn, eu amei.

Vou deixar aqui algumas das opções que eu acho que mais funcionam para essa proposta “de casa para um pulinho na rua” que tanto me agradam no conceito de home wear:

Short e regata estampa Romã | Vestido preto
Blusa e short mescla | Camiseta e calça Romã | Camiseta e calça lisos

Sim, a calça e o short de algumas peças que eu escolhi aqui se encaixam mais na categoria pijama. Mas isso não impede de só trocar a parte de baixo e continuar com a parte de cima caso precise sair rapidinho. :D

Não só porque é o tipo de coisa que eu amo ganhar, mas também porque eu acho que é o tipo de presente que consegue expressar a preocupação com o bem estar de quem a gente ama. De querer dar conforto e carinho em um só presente.

Além disso, estou amando acompanhar a ação que a marca está fazendo nas redes sociais. Mulheres estão homenageando suas mães e fazendo fotos bem lindas juntas. <3 É muito amor.

Vai dizer que não é bacana?

Para quem já quiser garantir o presente (seja para a mãe, seja para você mesma), só hoje o frete é grátis para todo o Brasil!

0 em Comportamento/ maternidade no dia 13.05.2018

Dia das mães não precisa ser dia da Mulher Maravilha

Essa semana pré Dia das Mães me desgasta um pouco. Não foi sempre assim, tá? Já teve época que eu via os anúncios voltados para essa data comemorativa e achava fofo, me emocionava. Hoje, em 2 minutos e meio de comerciais ou até mesmo abrindo meu e-mail, fico com vontade de jogar a televisão ou o computador pela janela.

Calma, gente, sei que parece mas eu não estou nem um pouco revoltada, foi só força de expressão. Mas é que quanto mais eu vivencio, converso, leio, troco e aprendo sobre maternidade, mais enxergo como o discurso em homenagem às mães – na maior parte das vezes ultra romantizado – me soa equivocado, por mais lindo e apelativo (no bom sentido) que seja.

A Bio Extratus pediu para que todas as embaixadoras fizessem um vídeo sobre mães naturalmente inspiradoras (quem quiser ver o meu, é só clicar) e confesso para vocês que enquanto pensava como abordaria esse assunto, por dois segundos quase decidi ir pelo caminho mais fácil. Ou seja, pelo caminho que a gente já ouviu tantas e tantas vezes que o discurso já sai praticamente automático. Resolvi mudar de ideia e saí perguntando para diversas pessoas, homens e mulheres, o que elas pensavam quando eu falava sobre mãe inspiradora.

BA-TA-TA.

Uma parte respondeu aquela imagem da mãe altruista, que se doou completamente, parou a vida para poder cuidar dos filhos. Outra trouxe a mãe equilibrista, que consegue dar conta de trabalho, rotina e ainda consegue estar sempre presente. A maior parte falou da própria mãe e deu exemplos de força e perseverança, como a mãe que educou os filhos sozinha pois o pai não era presente ou a mãe que trabalhava dois empregos para não deixar nada faltar.

Todas essas mães existem, eu sei. Mas achei curioso que em todos os casos a mãe foi alçada a um status quase de super mulher. E eu sei que esse é o objetivo de toda homenagem do Dia das Mães. Vocês precisam ver a quantidade de agradecimentos e reconhecimentos que já escrevi para a minha nessa data.

Só que depois que virei mãe eu descobri que esse papel de super heroína cansa, e cansa demais. Até porque muitas das coisas que os comerciais nos agradecem por termos feito, não foram feitas porque realmente viramos criaturas perfeitas, e sim porque era o que fazia sentido na hora. Era o caminho mais óbvio, mais sensato a se tomar – muitas vezes o único que tinha na época – não importa se muitas de nós largaram sonhos e desejos pelo meio do caminho.

Ou melhor, no fim das contas importa, porque por mais que a maioria nunca tenha se arrependido de suas escolhas, o que mais tem por aí é mãe sofrendo em silêncio por se sentir na dúvida se valia a pena ter aberto mão de suas coisas, e se sentindo culpada por isso. Mães que se culpam porque se acham hipócritas ao ouvirem esses agradecimentos por atitudes que vieram mais do cérebro do que do coração. Mães que não se identificam com todo esse heroísmo que sempre tentaram nos vender.

dia-das-maes

Calma, não estou dizendo que quero que comerciais de dia das mães acabem, ou que não quero mais comemorar esse dia. Quero celebrar minha mãe, sim. Mas não quero celebrar o épico, quero celebrar o aqui e agora, as atitudes diárias e que passam quase despercebidas por serem tão usuais mas que na verdade são escolhas feitas genuinamente do coração. Quero celebrá-la longe do pedestal que colocam todas as mães justamente para olhá-la diretamente nos olhos, de igual para igual, de mãe para mãe, agradecendo todas as suas qualidades como mãe que me tornaram quem eu sou hoje e acolhendo defeitos, os meus e os dela, que também nos trouxeram para onde estamos agora.

Feliz dia das mães para todas!  <3

22 em Comportamento/ Juliana Ali/ maternidade no dia 11.05.2018

Feliz dia das mães pra quem é de dia das mães

Este que se aproxima será meu décimo dia das mães, como mãe. Dez anos que o dia das mães me diz respeito diretamente. Dez anos de maternidade. Po, passou rápido – logo eu, que sempre evitei ao máximo me encaixar em algum cliché, acabei de proferir um dos maiores clichés da maternidade. Como passou rápido. Como as crianças estão grandes.

Porém não vim aqui falar sobre crianças hoje, não. MUITO MENOS sobre mães. Vim falar sobre bichos. Oi? Isso mesmo. Todo ano, quando chega perto desta data, começa a eterna discussão da (já adivinhou? Hein? Hein?): MÃE DE PET. E eu tinha prometido a mim mesma que nunca mais discutiria o assunto. Claro que falhei completamente e me vi, de novo, em 2018, tentando explicar por que este termo não é um termo legal. Aquariana, né mores.

É curioso como essa coisa da mãe de pet sempre dá confusão. Acho que nunca vi esse assunto ser discutido sem terminar em briga, ânimos alterados, treta real. Por que será?

Tenho um palpite.

Vamos falar da mãe de pet. Que não é aquela pessoa que adora seu cachorrinho, cuida com todo o carinho e dedicação do mundo, dá todo amor que tem no peito ou que chega em casa e fala “oi, filho, vem com a mamãe!”.

A mãe de pet é outra coisa. É aquela pessoa que realmente se enxerga como mãe de seu animal e que afirma que seu bicho dá trabalho igual filho, que ela gasta muito dinheiro, se priva de muita coisa. Eu não duvido que dê muito trabalho, que gaste muito dinheiro com veterinário, brinquedos e rações, que deixe de ir a lugares porque não tem com quem deixar o bicho. Só que a verdade é: por mais trabalho, dinheiro ou privações, NÃO É QUE NEM FILHO, nunca vai ser que nem filho.

Ainda tem algumas – e essas são as piores, preciso dizer – que enchem a boca para dizer que odeiam crianças e que “bicho é melhor que gente. Algumas exigem receber seu “feliz dia das mães” e, caso não recebam, se ofendem. Tem gente que briga porque tem lugar que pode entrar criança e não pode entrar animais, como se ambos fossem A MESMA COISA. Estou falando dessas pessoas.

Mãe é o que, então? Simples. Qualquer mulher que seja responsável por uma criança, seja porque gerou ou porque adotou.

ilustra: monnan-illustration

ilustra: monann-illustration

Se ofender com o termo mãe de pet não tem nada a ver com competição, muito menos com AMOR. Amor é subjetivo, se você disser que ama seu bicho como se fosse filho MESMO, que morreria agora pelo seu peludo da mesma maneira que eu, sem pestanejar, daria a vida para salvar o Teodoro ou a Carmen, vou acreditar em você. Mesmo porque existem mães que não amam seus filhos. Maternidade não é amor. São duas coisas separadas.

Então é sobre o que? É sobre carga social. É sobre invisibilidade de mães. É sobre opressão. É sobre ser estigmatizada profissionalmente a ponto de ter que esconder que tem filhos em uma entrevista de emprego, de ouvir que “é por isso que não gosto de contratar mulheres” quando conta no trabalho que está grávida. É sobre tentar o suicídio por se descobrir grávida na adolescência e se ver sem opções ou suporte (ninguém me contou, eu vi acontecer). É sobre a incerteza do futuro de um filho autista que sofre bullying (meu medo diario, sendo mãe de um). É sobre o julgamento diário em cima da tua maternidade. É sobre abandono paterno. É sobre a luta pela guarda dos teus filhos. É sobre a responsabilidade de ensinar outro ser humano a ser um adulto decente.

Por fim, é sobre a seguinte reflexão, importantíssima: Por que será que você, mãe de pet, não larga o osso (desculpe o trocadilho) e faz tanta questão de ser chamada de MÃE? Não seria talvez uma pressão da sociedade patriarcal, que impõe às mulheres uma realização que, dizem eles, só existe através da maternidade?

Dizem que para ser uma mulher completa você tem que ser mãe. Será que é isso? Pois isso não é verdade. É só mais um aprisionamento injusto, assim como ser bela, recatada e do lar.  A realização de uma mulher não precisa vir da maternidade unicamente. Se você não é mãe, por escolha ou por circunstância, será que é preciso se sentir mãe de alguma forma para se sentir completa, útil, para sentir que realmente está dando todo o seu amor para alguém? Não deveria ser.

Me sinto profundamente ofendida com o termo mãe de pet, sim. E o lugar de fala é nosso. Meu. Teu, se você for mãe. E o que a gente sente deveria importar. Embora, na maior parte do tempo, não importe quase nada. Exijo respeito pela enormidade de significado que o termo MÃE carrega. Fiz por merecer.