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2 em Autoestima/ Beleza/ corpo no dia 15.01.2019

Seu verão ainda não está tão libertador? Está tudo bem!

O verão chegou de vez! E se você está lendo este blog, certamente já sabe que esse é um dos assuntos que mais abordamos quando chega essa época do ano. Sempre repetimos que autoestima transcende a autoimagem, mas precisamos admitir que o corpo é uma tremenda porta de entrada para aprendermos sobre o assunto. Então, nada mais natural do que a reincidência dos temas de encanações com o corpo durante esse período.

Imagino também que, a essa altura, você já possa ter feito progresso em relação à maneira como você se enxerga. E que esse verão esteja sendo um pouco melhor do que os anteriores. Mais livre e mais libertador.

Só que tá tudo bem se isso ainda não estiver acontecendo e seu verão ainda estiver cheio de inseguranças.

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Ficamos procurando atingir metas na vida. Se hoje estamos aprendendo que não precisamos mais viver em eterna paranóia para atingir uma certa meta de corpo, precisamos ter a clareza que não devemos transformar o objetivo de ter uma postura mais amorosa em relação a nós mesmas em uma nova meta, uma pressão. Com uma quantidade maior de mulheres se relacionando melhor com seus corpos, pode ser que bata uma preocupação honesta: Peraí, por que elas conseguiram viver felizes com seus corpos e eu ainda não consigo?

Tá tudo bem pensar isso, mas quero pedir que você tenha calma. A gente realmente deseja que você chegue no verão amando o seu corpo como ele está agora. Independente de como ele será amanhã. Mas não adianta esquecer que existe todo um processo pra esse dia chegar. Transformar isso numa nova meta pode gerar uma certa pressão. Na vida – e na era das redes sociais – precisamos lembrar que para chegar no destino precisamos viver a viagem, o processo para chegar nesse novo lugar. Normalmente ninguém passa a se amar do dia pra noite. Frases de autoajuda podem ajudar, representatividade também, mas para que esse processo seja verdadeiro é preciso de calma, paciência e acolhimento consigo.

Então, queremos que isso seja  feito no seu tempo, do seu jeito, de uma forma que funcione pra você, respeitando o seu processo. Sem transformar a foto de biquini no instagram em um recibo de amor próprio ou autoestima. Ela pode ser, sim, um movimento muito libertador, mas não é nota fiscal de amor ou respeito automático pelo corpo. Ninguém aqui está semeando a busca pelo lacre nas redes sociais, nossa ideia é propor um novo olhar pra nós mesmas como um todo. Sem pressão ou perfeição.

Não é a validação do outro que nós estamos procurando primeiro, é a nossa. No verão, no inverno ou em qualquer estação.

Mais importante do que mostrar que esse está sendo o verão dos verões, é preciso ser verdadeira. Isso não vem de frases feitas ou muitos likes. Eles podem ajudar sua liberdade, mas isoladamente eles não causam isso. Então, poste se quiser, aposte na liberdade se puder, mas se não conseguir tenha calma. O seu processo com a sua autoestima não precisa de comprovante de que você foi a praia amando seu corpo. Somos muito mais do que nossa aparência e autoestima é muito mais do que se sentir bonita.
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O importante é não desistir nem desanimar, caso esse verão tenha sido diferente do esperado.

As coisas na nossa cabeça levam tempo para se ajeitar, e seguem um ritmo próprio mesmo até a gente elaborar nossas questões. Não se cobre por uma época do ano, nem se decepcione caso você tenha achado que estava pronta para dar um passo e na verdade não estava. Isso não é fracasso, é só mais um passo que podemos acolher. Você está tentando e provavelmente uma hora vai conseguir.

Como nós e tantas outras pessoas, só não se esqueça que esse processo não tem fim nem diploma. Outras experiências virão que poderão mexer as estruturas. Nessa hora tá tudo bem cair do cavalo e subir novamente. Conquistar uma boa autoestima não é escrever uma faculdade no currículo, é viver um processo orgânico de transformação. Vai oscilar, mas vai continuar em crescente desenvolvimento, desde que a gente não pare de se olhar com amor e carinho.

São em pequenas vitórias que vão se somando que tudo vai entrando nos eixos, fazendo sentido e você vai se fortalecendo. Não pense que é algo que se esclarece magicamente, é um processo e demanda muito mais do que apenas vontade. Vá no seu ritmo e saiba que a vida é feita de pequenas conquistas. Quanto mais conscientes do todo nós estivermos, mais livres para viver todas as estações nós seremos. 

Que seus verões sejam cada vez mais lindos!

1 em #paposobremulheres/ Autoconhecimento/ Autoestima/ Comportamento no dia 03.03.2018

Papo sobre mulheres: quando o amor e o risco vem do mesmo lugar?

Seria a minha família responsável pela minha relação doentia com o meu corpo?

Sim e não.

Desde pequenas, nós, mulheres, somos criadas com adjetivos como: princesa, linda, bonita. É raro ver alguém se referir a uma criança menina como corajosa, inteligente ou esperta. Somos muito mais cobradas pela nossa aparência física do que sobre o que temos e somos realmente.

Não que não sejamos lindas, bonitas e princesas, mas é que ser sempre elogiada por isso cansa, sabe?

Se quando criança, esses elogios aparecem, é na adolescência que eles tomam outra proporção. Adolescente tem que estudar, malhar, fazer as unhas, usar maquiagem, se vestir bem, ir às festas que estão na moda e se você for mulher, adivinha, pode até beber, mas nada que passe do ponto porque é feio. Os garotos não gostam de menina que bebe e também não gostam daquelas que não bebem nada. Que gente chata!

Aos 17, desenvolvi uma relação doentia com o meu corpo. Se antes, os quilinhos a mais poderiam me incomodar, agora eles eram tudo o que eu pensava. Você vai me perguntar o porquê disso? Bem, eu te explico. Aos 17 anos, eu pesava 65 kg e tenho 1.64 de altura. Me chamaram de gorda. Quem fez isso? O garoto que eu gostava? Um amigo? Não, as pessoas que tinham o mesmo sobrenome que eu.

Meu peso não é da sua conta - ilustra por: ambivalently yours

Meu peso não é da sua conta – ilustra por: ambivalently yours

Durante a adolescência, eu escutei coisas como: “você não pode comer um pedaço de bolo no aniversário da sua mãe, vai engordar.”; toma cuidado, hein, você tá bem gordinha”; “sabe porque você não tem namorado? Porque você não cuida de você.” Cuidar de mim parecia ser sinônimo de ser magra.

Foi também aos 17 anos que eu descobri o milagre dos remédios para emagrecer. Eles fazem milagres mesmo, mas também têm efeitos colaterais e nos fazem perder peso de uma forma não saudável, além de não ser duradoura. Quando você para de tomar, volta ao efeito sanfona. Na época, eu cheguei a perder 13 kg em dois meses, mas continuava chorando todas as noites porque eu não me encaixava no que queriam que eu me encaixasse, aquela não era eu e como todos diziam que eu estava linda, maravilhosa e magra, eu acreditei.

E por um momento aquele sentimento foi mágico, até que eu descobri que a minha autoestima estava cada vez pior e meus exames de sangue também, e eu estava cada vez menos satisfeita com o meu corpo. Quanto mais eu emagrecia, mais eu queria emagrecer. Sabe aquele sentimento de que nunca estamos satisfeito com o que temos? Eu me sentia assim, porque a minha auto-estima era tão baixa que não importava se eu estava ou não mais magra. Mas, bem, no almoço de família agora me deixavam comer o que eu quisesse porque eu era magra. Os ossos da minha clavícula estavam todos à mostra, eu podia comer sobremesa. “Nossa, como você tá magrinha, tá tão linda.”; “cuidado para não engordar de novo agora que vai entrar na faculdade, hein”; “a vida muda quando a gente é magra, né”. Sim, eu escutei todas essas frases de pessoas que eu amo, e provavelmente, você também já escutou.

É difícil dizer exatamente quando foi que eu me perdi nesse turbilhão. Quando foi que eu deixei que a pressão da sociedade falasse mais alto do que minhas próprias vontades, mas aconteceu.

É um passo de cada vez, os tais 13 kg que eu perdi de forma neurótica já foram recuperados, e com eles, toda a pressão da minha família também. A última que eu ouvi foi que as pessoas deixariam de me respeitar profissionalmente porque minha barriga estava enorme e que eu era muito gorda. Se dói ouvir de um desconhecido, quebra por dentro escutar de uma pessoa que deveria nos oferecer somente amor e carinho.

É uma luta diária sair de blusa de alça, usar uma transparência ou um decote. E as pessoas que nos amam deveriam nos ajudar com isso, nos incentivar a nos amar, a nos aceitar independente de qualquer coisa. Se eu decidir pintar meu cabelo de rosa, espero que eles me amem da mesma forma, como eu sei que eu os amaria se decidissem mudar algo em si mesmos ou se escolhessem estar fora dos padrões que a sociedade impõe.

Não sou a favor da obesidade, não é isso que vim dizer aqui. Sou a favor de nos sentirmos bem e confortáveis com o nosso corpo que é a nossa casa. Mas gostaria de dizer que se hoje estou muito mais saudável do que quando tinha 17 anos, por que vocês insistem em dizer que eu deveria ter o mesmo corpo que eu tinha naquela época? Meus exames vão muito bem, obrigada, o que eu gostaria mesmo é de me aceitar. E o primeiro passo para isso é pedir ajuda das pessoas que eu mais amo: a minha família.

Comecei esse texto dizendo que uma parte da minha relação doentia com o meu corpo era responsabilidade da minha família. Sei que se não tivesse escutado tudo aquilo, talvez eu não tivesse chegado a engordar. Muitas vezes, a gente reage de forma contrária ao que nos é imposto só para mostrarmos que podemos ser diferentes. E mesmo que eu quisesse ter 20, 30, 40 kg a mais e continuasse sendo saudável, me alimentando de forma nutritiva e fazendo exercícios físicos, o problema seria meu, não? Como se eu quiser emagrecer, a escolha é minha também. Da mesma forma que eu escolho a cor do vestido que vou usar hoje, gostaria também de poder escolher o tamanho do manequim que eu vou vestir sem que houvesse a interferência dos outros.

3 em Autoestima/ Destaque/ Looks/ Moda/ Patrocinador no dia 09.01.2018

Looks da Jô: férias na praia & verão da liberdade.

É, o verão de 2018 prometia ser único pra mim e até então ele tem feito justiça a isso. Embarquei para Paraíba no dia 28 de dezembro e dentro da minha mala eu levei 9 roupas de banho + 3 saídas de praia. Esse número pode não significar nada para quem não sabe como era meu modus operandi praiano de alguns anos atrás. Por muito tempo, o mais importante de um look para aproveitar o verão era o que eu iria usar por cima pra me cobrir. Não importava tanto o biquíni ou maiô, eles teriam saídas caras e combinando, tudo para que eu me sentisse confortável pra curtir o verão.

Arrumando a mala dessa vez notei que a necessidade das chemises, vestidos e conjuntinhos combinando foi diminuindo. Ainda gosto, afinal, amo a ideia da praia chic, mas percebi que não sou mais refém. Nessa bagagem o que tinha mesmo era muito maiô, biquini e protetor solar. Tudo que eu precisava para uma viagem sem luxo e sem glamour, mas com muito descanso e sol o dia inteiro.

Logo no primeiro dia usei um maiô que eu acreditava ter uma estampa que não combinava muito com eu tom de pele. Lêdo engano, enquanto na mão eu não gostava muito dele, no corpo eu adorei. Eu escolhi o modelo pensando que a estampa podia ficar legal por ser bem alegre e colorida, mas estava apreensiva pelo fundo meio bege, meio parecido com a minha pele.

1° dia: maiô estampadão!

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maiô frente única estampa Palha

Esse modelo abraça o corpo, é confortável e permite muita mobilidade. A estampa é alegre e divertida, achei que a cor das flores realmente saltaram quando em contraste com a minha pele.

Fiquei tão feliz que as fotos ficaram lindas nas cores do pôr do sol, mais ainda que foi a primeira vez que nadei no mar à noite.

2° dia: biquini, um pretinho básico.

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Biquini de montar (parte de cima + parte de baixo) preta do meu modelo preferido.

No segundo dia saí de barco para uma praia de rio perto de João Pessoa. Entre o sol, a água de coco e os caranguejos eu aproveitei que ficaria muito exposta ao sol para ir com meu biquíni preferido. Vocês podem notar que eu vario as estampas, mas quase sempre com esses modelos de calcinha e sutiã. Aliás sou viciada nessa parte de cima de biquíni, pois ao mesmo tempo que dá sustentação, ele tem as alças mais finas e sem bojo, o que deixa tudo mais simples e confortável. Eu sempre achei que biquínis acabavam comigo, mas assim como aconteceu com a lingerie, foi só descobrir os modelos ideais para mim para essas ideias cairem por terra. No caso desse preto a compra das peças é separada, o que acho ótimo porque permite uma análise combinatória de peças bem legal.

3° dia: estampa colorida para uma praia rica em cores.

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maiô tomara que caia estampa bordado

No terceiro dia de férias fui à uma das praias mais lindas de todo o estado da Paraíba. O dia estava tão lindo que desejei usar um maiô que eu já tinha experimentado. Na verdade vocês até já viram esse maiô por aqui, pois a Livia escolheu esse modelo para a pool party, eu amei tanto que provei e aprovei. Vestiu bem, a estampa de fundo preto me agrada muito e o corte diferente funcionou pra mim. Já queria montar um look lindo com ele pra usar no carnaval, além de usar na praia. Ele tem jeito de funcionar tanto na areia quanto fora dela.

No dia 31 – isso é, no 4o. dia – eu usei um biquíni mas não tirei foto. Curtir a praia cheia estava uma certa função, assim sendo, não cliquei o modelo, mas gostei tanto de usá-lo no 4° dia que repeti, dai já conto.

5° dia: o primeiro banho de mar do ano!

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maiô 2 em 1 de outra estampa

Dia 01 a praia seguia lotada e a logística ainda não estava tão simples como nos outros dias. Por isso, apostei no modelo de maiô 2 em 1, aquele que usa com a amarração do lenço anexo de duas formas: como saída de praia/canga e como lenço na cintura. Adoro as duas formas de usar, já usei muito a outra estampa (que a Carla usou na pool party), mas foi a primeira vez nessa estampa azul, que achei bonita e chique. Foi ótimo para fazer esportes aquáticos sem me preocupar.

6º dia: o biquíni estampado pela segunda vez!

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Biquini montado estampa Matiz

Lembram do 4o. dia, que eu não consegui tirar foto? Repeti o tal biquini no sexto dia de praia. Gostei da estampa, inclusive acho que usar a parte debaixo dele com a preta avulsa de cima vai ficar bonito (o contrário também)! São 4 peças que coordenam 4 looks. O modelo é exatamente o que eu adoro.

No 7° dia usei meu maiô preferido, mas acabamos não indo à praia em si. Fui almoçar na casa de uma amiga e foi tão bom que não mergulhei no mar. Por isso repeti o modelo no dia seguinte (ainda bem que tudo seca rápido em João Pessoa).

8° dia: maiô preferido da viagem

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Meu segundo maiô (diferente) da estampa vitral 

Esse maiô veio com muitas perguntas sobre tamanho. Na vida (na moda de roupa tradicional) eu uso 44/GG. Na moda praia, eu uso maiô 48/ como lingerie. Era esse o tamanho desse meu, que a meu ver (e de várias seguidoras) vestiu mais lindo no meu corpo. Acredito que ele vista bem mulheres que vestem do tamanho 40 (de moda, não lingerie) em diante.  Me senti confortável em todos os modelos, mas esse foi aquele em que me senti mais chique, tipo o meu outro da pool party. Foi o meu modelo preferido da viagem toda.

Eu levei 9 modelos, acabei usando 8. Foram essas peças que eu adorei ter nessa viagem de férias de verão – e óbvio, elas serão muito aproveitadas durante todo esse verão que ainda temos pela frente.

Acho que vale dizer que amo o material, acabamento, tamanho e modelagem da Marcyn, amo de verdade porque parece que foram feitos pra mim, e acho que quem viu todas as fotos que eu postei em stories, no meu instagram pessoal e no instagram do Futi, percebeu todo o conforto e identificação que eu senti com cada peça. A loja on-line troca tamanhos, como toda loja virtual, mas quem for de SP pode ir na loja física experimentar.

Só queria fazer uma observação: a marca é uma das patrocinadoras do futi, então nós temos acesso a tantos modelos em uma só viagem para mostrar pra vocês várias opções. Vai que um desses funciona super bem no seu armário? De forma nenhuma queremos criar o desejo subliminar de que vocês precisam ter um modelo por dia para uma viagem como essa, não mesmo. Queremos que vocês vejam as possibilidades para, quem sabe, ter um ou dois desses que podem te vestir bem. O consumismo desenfreado é um excesso, não é isso que queremos influenciar e sim a diversidade das opções pra cada corpo e cada mulher!

Espero que vocês tenham gostado dos modelos o mesmo tanto que eu amei escolher, usar, fotografar e postar pra vocês. O #paposobreautoestima me inspirou uma liberdade com o corpo que eu jamais pensei que viveria, mudar a forma de viver e enxergar as coisas pode mesmo mudar nossa vida pra melhor.

Que curtamos então esse verão de 2018!

Beijos