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1 em Looks/ Moda/ Patrocinador no dia 14.02.2019

Corpo para Carnaval? Temos! E fantasias também.

Minha relação tóxica com meu corpo atrapalhou todas as minhas chances de curtir o carnaval com liberdade até pouco tempo atrás.  Eu diria que até 2017, o carnaval era uma época de muitas mentiras sobre meu corpo que eu transformei em verdade.

Me via sempre com as maiores inseguranças do mundo. Não vestia nada do que queria, sempre tapava “partes críticas” e editava fotos. Aliás, editar fotos para parecer mais magra foi uma das coisas que eu fiz como se fosse algo muito natural até 2015. Isso que é o mais curioso, mesmo nas minhas versões mais magras eu não me enxergava como eu era. Me via distorcida, me proibia de tudo. Agora vejo as fotos e nada faz sentido. Era como se eu nunca tivesse um corpo para carnaval. Como se meu corpo sempre estivesse errado, indigno.

Me preparando para o Carnaval, usando peças de moda praia da Marcyn (que já curtiram muita praia comigo) para elaborar algumas fantasias para os dias de folia.

Até o carnaval de 2016, eu sequer notava que eu tinha um problema. Não via o quanto meu olhar era adoecido. A sensação de inadequação me foi vendida como estilo de vida. Eu achava que era normal viver insatisfeita com o corpo, achando que faltava mais um tanto pra ele ser perfeito e finalmente ser livre. Eu não sabia que existia outra forma de lidar com a situação. Eu não sabia o quanto o carnaval poderia ser sobre libertação, independente do peso, da forma ou da aparência. E não sabia que já tinha um corpo para carnaval.

No fatídico ano de 2016, as fichas começaram a cair. Nesse ano recebi a visita de uma amiga de São Paulo, e no alto da sua liberdade com seu corpo, montar fantasia não era uma questão. Tinha biquini, maiô e barriga de fora! Para o seu corpo magro – porém comum – nada era uma limitação. Já eu? Era o oposto.

Hoje noto que eu já estava confortável em viver sobre um regime de opressão. A gordofobia e a pressão estética eram tão enraizadas que eu sequer enxergava a situação.

Ela era merecedora de curtir a folia de tudo quanto é jeito, afinal, ela tinha um corpo para carnaval. Eu não.

E aí que está o pulo do gato: não importava o quanto eu poderia mudar meu corpo – eu já havia feito isso antes – o problema estava na forma de pensar! O que me prendia de aproveitar não era meu corpo, era minha cabeça.

Meu processo na terapia avançou e tudo mudou. Comecei a entender que eu poderia estar no meio de tanta gente livre, fantasiada, usando biquini ou maiô, independente do peso. Eu não precisava estar ali sempre escondendo meu corpo, isso era uma escolha. Na época parecia tão natural e comum que me parecia quase inconsciente. Hoje não.

Top avulso Marcyn | Calcinha Hot Pant Marcyn | Kimono da coleção Starving para Rue

O natural pra mim agora é curtir e ser feliz, tentando ao máximo não me preocupar com o que a sociedade vai achar do meu corpo.

Em 2017 dei um passo em direção a mudar minha postura com relação ao meu corpo no carnaval. Foi assim que eu tive a experiência mais surreal. Eu era livre, eu era estrela, eu era o brilho da minha própria folia. Eu desfilei na Sapucaí, subi no trio da Anitta, fui para o trio com a Preta Gil, fui pro bloco e, no fim, entendi que jamais havia sido musa do meu próprio carnaval. Mas a partir dali eu era.

Top avulso azul Marcyn | Calcinha avulsa Marcyn | Capa Starving para Rue

Meu corpo não tinha mudado nada, quem tinha mudado era eu.

Uma das minhas fotos mais curtidas do ano de 2018 foi um look de policial no bloco. O que tinha demais? Nada, só um corpo livre de biquini. Usei um biquini igual a esse azul, mas preto! Fui e fiquei o dia todo. Curti tudo e amei a liberdade de expor meu corpo sem medo do julgamento dele não ser suficiente. Só curti e descobri que eu não precisava de nada além de mim para ter um corpo para carnaval.

O que farei esse ano com meus looks eu ainda não sei. Mas montei algumas ideias aqui porque uma certeza eu tenho: vai ter liberdade! Escolhi trazer pra cá produções que certamente eu vestiria para os blocos de dia, aproveitando alguns dos meus biquinis ou maiôs favoritos!

Maiô gráfico, o meu preferido
Maiô gráfico Marcyn | Camiseta coleção Starving para Rue

Quis mostrar pra vocês que todo corpo é um corpo quando o assunto é carnaval! Fechei meus ouvidos pra quem me joga pra baixo, agora é tempo de um olhar mais alto astral!

Biquini vitral Marcyn | Kimono Starving para Rue

Se vou pra folia no bloco, na festa ou no camarote, eu não sei. Mas com toda certeza se for ter fantasia pra pular carnaval, vai ter também amor próprio, conforto e muita cor pra alegrar meu carnaval.

Vai ter também tatuagem fofa do #carnastarving porque a Mandy arrasou!

Vem fazer parte desse clube do amor próprio nesse carnaval?

Beijos

4 em Autoestima/ Destaque/ Deu o Que Falar no dia 12.02.2018

A discussão sobre os peitos da Bruna Marquezine não poderia ter vindo em uma hora melhor

Estava aqui acompanhando meu Carnaval à distância e resolvi dar uma desabafada de leve aqui com vocês. Na verdade, só queria que alguém me dissesse que discussão que se criou em cima dos peitos da Bruna Marquezine é mentira {nota para quem (felizmente) não acompanhou: segundo a galera que acha que a internet é lugar para falar tudo que ninguém falaria frente a frente à pessoa criticada, eles estão caídos, piores do que de pessoas com 60 anos ou de mães que já amamentaram 6 filhos. Ah sim, e é um absurdo o fato dela ser rica e poder pagar silicone e estar desfilando com esse tipo de peito por aí.}

Os peitos da discórdia são esses, foto vinda diretamente do instagram da atriz @brumarquezine:

bruna-marquezine

O mais engraçado é que ao ver esse top, eu só lembrei das fantasias da Rihanna no Carnaval de Barbados. Caídos? Onde? Jura que teve gente que parou suas festas (ou seu descanso) para reparar nisso??? Mas não é sobre isso que eu queria falar.

Sei lá se esse texto está saindo cuspido desse jeito porque peitos são assuntos sensíveis para mim, provavelmente Bruna Marquezine não está nem aí para a discussão que seus seios desencadearam, mas eu sei o estrago, a frustração e a sensação de inadequação que gera ao ver alguém como ela ser alvo desse tipo de ataque. Não vamos cair nessa.

Eu sei que essa história de padrão é cruel, nós falamos disso e lemos sobre isso quase todos os dias. Só que olhem como a crueldade atinge níveis estratosféricos ao vermos que até mesmo uma mulher jovem, magra, famosa e dentro de todos os padrões possíveis tem partes do seu corpo avaliado, debatido e julgado. Pior ainda, julgado majoritariamente por outras mulheres. É triste em diversas maneiras.

É triste comparar um peito que está sendo chamado de feio com o peito de uma mãe. Vou repetir que o peito da Bruna Marquezine pode ser descrito de diversas maneiras, feio não é uma delas. Só que vou comentar sobre um dos comentários mais repetidos por aí: “nem uma mãe que alimenta X filhos tem um peito assim”. Não me assustaria se um dia saísse uma pesquisa que comprovasse a relação entre a falta de vontade de amamentar com o medo dos seios ficarem flácidos e feios. Nem acho que esse é O motivo, mas que é um dos motivos, tenho certeza.

É triste porque, na defesa dos peitos naturais e caídos, o que eu mais vi foi gente diminuindo as mulheres que optaram por silicone. “Tudo peito falso, siliconado, de plástico, duro”. Pera lá. Lembram do último post sobre não se ver livre de uma prisão e entrar em outra? Isso também tem a ver. As mulheres podem querer ter peitos “”””perfeitos”””” (com muitas aspas porque, apesar de ter silicone, eu não acho que peito de silicone é melhor ou mais perfeito do que um peito natural), mas elas não PRECISAM.

Aliás, falando em silicone, é triste porque tenho certeza que se ela botasse silicone receberia uma enxurrada de críticas, seria taxada de superficial e seu amor próprio seria posto em xeque. Porque nada nunca está suficiente bom, porque o padrão é mutável justamente para que a satisfação nunca chegue e a gente sempre ache que ainda não está perto da perfeição (e que perfeição seria essa, não é mesmo?).

Só que não vou ser pessimista, ainda estamos no meio do Carnaval. Acho engraçado – irônico demais, inclusive – que esse embate virtual esteja acontecendo justamente no Carnaval em que todas as minhas amigas e conhecidas estão todas unidas em um grande bloco de mulheres livres, leves, soltas e com os mais diferentes tipos de corpos, curtindo bloquinhos de maiôs, bodies, biquinis, pastiês e se cobrindo mais com glitter, paetês, maquiagens elaboradas e adornos de cabeça do que de roupa propriamente dita. Desconstruir o padrão de perfeição é fundamental, então, acho que no fim das contas, o timing dessa discussão foi perfeito.

1 em Comportamento/ Experiência no dia 09.03.2017

Materializando sonhos: a importância de falar em voz alta

Não é de hoje que minha terapeuta me alerta pra a importância de dizer para o universo, DEUS ou poder superior de cada um, aquilo que a gente deseja. Como se não bastasse ela me lembrando disso, conheço muitas pessoas que realizam sonhos e mantém sempre uma LISTA de desejos à vista. Essas pessoas são do tipo que conquistam aquilo que almejam, ou seja, eu vejo à minha volta que quem sabe o que quer, fala isso em voz alta ou mesmo escreve – e realizam.

Eu faço o máximo possível para jogar pro universo minhas intenções nas minhas orações, meditações ou momentos de recolhimento, seja de manhã, no banho ou antes de dormir. Só que de uns tempos pra cá, ando colocando mais fé na história de deixar claro pro Universo o que eu desejo.

Nem sempre, ou quase nunca, as coisas acontecem da maneira como eu mentalizei; mas de um jeito inesperado e inusitado, elas acabam acontecendo.

Faço isso desde 2015, e é tão doido que eu peço pra Deus pro boy lixo sumir e ele some, peço pra que pessoas que não estão na mesma vibração que eu se afastem e elas se afastam. Tudo acontece comigo de forma bem literal, inclusive tenho que ter muito cuidado com o que peço, porque em geral vem. Acho inclusive que esse o motivo de eu ainda não ter pedido um grande amor, porque na hora que eu pedir ele pode vir e agora acho que não estou pronta.

Só que hoje não vou falar de assuntos de coração, o tema de hoje tem mais a ver com o meu carnaval mesmo!

Eu sabia que ele ia ter uma agenda legal e alguns eventos bem interessantes, mas lembro de ter comentado em voz alta com uma amiga que queria realizar dois sonhos muito improváveis pra 2017 (e zero impossíveis pra 2018): desfilar numa ala incrível de uma escola do grupo especial e participar do bloco da Preta, no trio principal.

Sim, esse último parece doido e muito específico, mas eu cismei que para nosso #paposobreautoestima era um movimento bem importante e fiquei alguns dias pensando como poderia falar com a BOA para tentar me ajudar nessa empreitada, dado que a Antarctica é a patrocinadora oficial do carnaval de rua do Rio.

Fiquei com isso em mente mas teve tanta coisa para fazer nesse Carnaval que acabei não comentando com nenhum dos meus contatos dentro da marca e com ninguém que organizou com a gente a ação COISA BOA GERA COISA BOA.

Quando me ligaram pra fechar os pontos de como seria a parceria, veio a surpresa. Quarta feira de cinzas, no baixo Gávea, a Antarctica faria o bloco Na Lata em homenagem aos catadores de latinha que trabalharam nesse carnaval e teria uma convidada surpresa no trio elétrico, adivinhem quem? Sim, ela, Preta Gil! E o melhor: fomos convidadas para subir no trio! Chamei leitoras, chamamos amigas e quando vi, estava lá em cima, falando com a Preta.

Quando me vi desfilando na Sapucaí pelo programa de recompensas da MARIOTT eu já estava suficientemente emocionada com as surpresas materializadas do universo, agora imagina quando eu estava ali, gravando stories ao lado da Preta em cima do trio?

Foi mágico, joguei pro universo as duas vontades muito despretensiosamente e o que aconteceu? Tudo! E mais um pouco, porque meu carnaval na verdade não acabou na quarta feira de cinzas! rs

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No sábado depois do Carnaval, a SEMPRE LIVRE fechou meus dias de festa com chave de diamante e me levou para subir em outro trio que eu nunca poderia imaginar: o da Anitta, que também foi rainha no Rio. Eu me joguei, cantei, dancei, me diverti horrores, muito mais do que poderia imaginar!

Coisa boa gera coisa boa mesmo, a ANTARCTICA não podia ter tido lema melhor pro meu carnaval, que foi cheio de trabalho, montação e alegria!

Eu joguei no ar em voz alta essas duas coisas que sonhava fazer muito improváveis esses dias e pronto, sem mais nem menos. Eram duas coisas que eu queria muito fazer e que não tinha NENHUMA perspectiva de acontecer. Nem sei como agradecer à BOA e ao @vida_carioca por tudo isso. ❤️

A vida é muito curiosa, a gente atrai o que vibra e o universo conspira quando a gente sabe o que quer! É impressionante. Cada dia que passa acredito que verbalizar pro universo nossos sonhos, vontades e desejos tem uma importância ímpar! A gratidão abre portas que a gente nunca sonhou, os desejos do coração também.

Nessa hora fico pensando que eu podia ter pedido também pra conhecer um boy incrível né? Hahaha Brincadeira, não estamos operando com tempo pra isso direito!

Então vamos praticar mais isso? Vamos verbalizar pro universo o que a gente deseja?

Beijos