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0 em Autoestima/ Beleza/ Make-up/ Patrocinador no dia 03.12.2018

Você do seu jeito!

Se vamos falar de maquiagem e autoestima sugerimos que você leia o texto que falamos exatamente sobre isso. Já falamos aqui no blog que quanto mais discutimos sobre autoestima, menos a associamos com procedimentos estéticos ou produtos de beleza. Gostamos de batom, iluminador e maquiagem pra nos expressar, para escrevermos uma história de estilo pessoal, para trabalharmos diferentes facetas da gente. A gente pode até maquiar o rosto se quiser, os nossos sentimentos ou palavras não. E é sensacional ver os efeitos da maquiagem usados a favor da liberdade de acordo com o nosso jeito.

Aliás, falando nisso, o slogan “você do seu jeito” da Vult fala exatamente disso, de não ser refém de regras que nos façam parecer com outra pessoa. Pra mim, ele reforça o que falamos no #paposobreautoestima: a importância de sermos do nosso jeito. Não importa de qual forma. 

Quando você deixa de ser refém de um único tipo de beleza, a liberdade abre um infinito de possibilidades pra você se expressar da maneira que você quiser! E ao deixar o juízo de valor do outro fora da sua equação de autoconhecimento, fica mais fácil colocar mais amor no seu processo. 

Nós duas amamos esse slogan que fez com que o encaixe entre a Vult e o #paposobreautoestima fosse tão perfeito. Afinal, pra nós, a beleza é algo que tem cada vez menos a ver com estereótipos, padrões opressores ou inflexíveis.

Ser bonita não precisa ser uma obrigação, tampouco define seu valor como pessoa. Mas pode ser visto de uma forma diferente, mais individual e livre.

É uma delícia quando você para de se comparar com os padrões e se conecta com a sua beleza e com a energia que você emana pro mundo. Como gostamos de falar, é aquele momento que o melhor iluminador é aquele que vem de dentro (e o produto iluminador só ajuda a realçar!). Um brilho que vem da segurança e autoconfiança de sermos nós mesmas. E o autoconhecimento é a mais eficiente das ferramentas. Nos conhecendo fica muito mais fácil ver o que temos de bom, sem nos compararmos e valorizando o que é nosso, só nosso.

foto: Michelle Cadari

fotos: Michelle Cadari

Para nós, ser do seu jeito é poder ser quem você quiser ser!

Ou melhor, ser quem você é! Cheia de imperfeições, singularidades, qualidades ou defeitos, forças ou fraquezas, vulnerabilidades e até talentos únicos. Pra nós, ser a versão mais bonita da gente mesma está atrelado a ser segura de quem somos! Com essas fotos que tiramos em NYC nós mostramos um pouco de características nossas que nos deixam mais bonitas, fica mais fácil se sentir bonita quando nos sentimos seguras e felizes.

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 Você do seu jeito pode ser abraçar a versão mais espontânea de si mesma.

Achamos incrível gente que sabe rir de si mesma. Para nós, essa qualidade é um tremendo borogodó maravilhoso. Só que muitas vezes, quando a gente vê, já estamos nos levando muito à sério, sendo muito rígidas conosco e nos cobrando demais. Então, tirar um tempinho para a espontaneidade, pagar uns micos, fazer algo inesperado sem importar se as pessoas estão olhando ou não é libertador. Faz bem pra alma, faz a gente lembrar como é bom deixar deixar a seriedade de lado e conectar com nosso lado mais lúdico. Pisar na grama sem sapato, fazer umas coisas doidas só para fazer uma foto divertida e tirar um tempo pra fazermos o que dá vontade é uma delícia!

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Quando pensamos em ser do nosso jeito, pensamos na importância de sermos amigas, de darmos a mão uma pra outra.

Amizade é ajudar a amiga a ver o melhor de si. Nos dizem que amigos são irmãos que escolhemos para a vida. E se bem escolhidos, eles viram aquelas pessoas que nos botam pra cima, apoiam nossas decisões, torcem pela gente, levanta nossa autoestima mas também nos dão o puxão de orelha necessário para botarmos os pés no chão novamente. E por mais que ser amiga também signifique emprestar a maquiagem quando a outra está precisando, a verdade é que a principal beleza que uma amizade recíproca traz é aquela que vem de dentro. Aquela que nos permite ser exatamente quem somos.

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Ser do seu jeito também é ser A MÃE QUE VOCÊ QUISER.

Independente do medo do julgamento. Quando falamos disso não estamos falando de métodos educacionais, nem entramos na questão de parto ou amamentação. Hoje queremos falar de beleza e maternidade. Porque quem tem filhos ou convive com mães sabe que, muitas vezes, o nosso grau de arrumação é diretamente proporcional ao comportamento dos filhos naquele dia. Por isso, tem dias que precisamos poder acordar, botar o cabelo em um coque, não passar uma gota de maquiagem na cara e sair de casa.

Tem dias que eu queremos nos arrumar um pouquinho mais, ajeitar o cabelo, passar pelo menos uma base levinha e um corretivo para disfarçar as olheiras de uma noite meio mal dormida. E tem dias que eu queremos sair maquiada de verdade, com direito a base, sombra, iluminador, batom metalizado e tudo mais que temos direito. Qual dessas versões é a mais bonita, perfeita ou ideal? TODAS. Porque maternidade é isso, é aprender a lidar com todas as nossas versões e abraçá-las, percebendo que todas têm sua beleza.

“Você do seu jeito” é exercer a liberdade de ser quem você quiser. Por isso é tão importante se conhecer e ficar cada dia mais segura de quem você é!

Somos livres pra nos expressar através da maquiagem, mas é libertador saber que não precisamos. Podemos escolher o que vamos ou não mostrar, podemos decidir valorizar traços nossos que amamos, mas em todo o processo podemos nos orgulhar de quem somos e da nossa história.

Na sociedade em que fomos criadas ser esteticamente bonita importa, sim. Mas cada dia fica mais claro que esse conceito é variável e depende muito da sua autenticidade e respeito consigo mesma. 

Esse slogan da Vult é encantador porque fala em sermos quem somos. Se queremos ser bonitas, que paremos de tentar parecer com quem não somos. E vamos nos apropriar de nós, afinal, ser bonita é ser você mesma, não parecer quem você não é.

fotos: Michelle Cadari | @fotografabrasileiraemny

9 em Comportamento/ Deu o Que Falar no dia 02.09.2013

Deu o que falar…

1 – Parece mas não é

Essa semana vimos o novo vídeo da Benefit para divulgar a máscara alongadora de cílios “They’re Real”. A marca é conhecida por sua identidade fofa, divertida, com ares retrô, por isso mesmo nos surpreendemos tanto com o video!

No caso, a própria Claudia Allwood, diretora de marketing da empresa, disse que não seria uma campanha para ser levada muito à sério. Há quem tenha achado nada ver, quem tenha sentido um tom meio sexista, quem tenha achado muito trash, mas a frase no fim do video já diz tudo: “laughter is the best cosmetic”.

Achamos que no fim do dia o curta da marca ficou mais para uma brincadeira leve do que algo a ser questionado.

2 – Puxou sardinha, sim, mas vale a pena ler!

setor-da-modaVocês lembram do tópico do DQF da semana passada que envolveu a Lei Rouanet? Nos posicionamos, mas achamos o assunto bem mais complexo do que simples parágrafos dessa nossa categoria. Depois de alguns dias, finalmente, Paulo Borges (à frente do SPFW e figura fundamental no desenvolvimento da moda no país) resolveu expor o lado dele nessa história.

Ele procurou não se posicionar de forma objetiva e mesmo puxando a sardinha para o SPFW (em boa parte de forma pertinente), conseguiu levantar muitos pontos importantes sobre a indústria. De forma clara e embasada, ele mostrou o quanto a moda mudou nos últimos anos e o quanto eventos como a semana de moda de SP ajudaram a movimentar a economia com impostos e a indústria com empregos. Depois de mostrar como ele vê as coisas, Paulo acaba deixando claro que concorda com a atitude (controversa) de Marta Suplicy de lutar pela causa e incentivar o setor.

Mesmo concordando com boa parte do que ele fala no texto, continuamos nos questionando se um desfile de Pedro Lourenço em Paris seria o melhor investimento para a indústria da moda neste momento. Somos a favor que existam subsídios, ajuda e incentivo fiscal, mas ainda não sabemos até onde o retorno desse investimento irá beneficiar o setor, que tanto precisa de apoio.

Praticamente todo mês vemos ou ouvimos rumores de grandes estilistas e marcas muito legais do varejo fechando as portas. As marcas não estão sobrevivendo aos altos preços, à falta de incentivos, às viagens de compras no exterior, etc. O depoimento do Rony Meisler, dono da Reserva, mostra um pouco essa dificuldade que estamos falando e o outro lado da moeda.

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Mesmo nos questionando sobre isso não podemos ignorar a importância e a veracidade do texto de Paulo Borges no FFW! Se o cinema nacional existe é porque o governo fomentou, por que não fazer isso na moda?

Se você ama moda, deseja um universo de marcas mais criativas e sonha em entrar para esse mercado, não pode deixar de ler toda a matéria.

2 – As blogueiras e a moda

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Na semana passada, antes de botarmos nosso post no ar, ficamos sabendo da polêmica que surgiu em relação às 4 blogueiras que estrelaram a campanha da Tex, marca de roupas do Carrefour. Já estamos acostumadas com esse tipo de burburinho – inclusive já comentamos vários deles em DQF passados – por isso achamos que valia a pena comentar esse assunto hoje.

A principal crítica que ouvimos e lemos foi sobre o slogan, que diz que elas recomendam e usam as roupas da Tex. Várias pessoas taxaram isso de propaganda enganosa, que era um absurdo vender desse jeito já que elas nunca mostraram no blog nenhuma roupa da marca. Nós entendemos o ponto, mas achamos exagerado. Isso é uma campanha publicitária, para nós, completamente diferente de um publieditorial mais pessoal, onde seria incoerente dar uma opinião (mesmo em casos onde a pessoa nunca ouviu falar na marca ou no produto anteriormente) sem antes de usar e experimentar. Na nossa visão, a própria frase “As blogueiras de moda vestem e recomendam Carrefour” já denota um tom impessoal por conta do uso da 3a. pessoa do plural, artifício super comum nesse tipo de segmento.

O mais engraçado de tudo isso é que nós gostamos da ideia desde o dia em que a proposta da campanha foi apresentada para nós, tanto que nem pensamos duas vezes em aceitar participar da ação – e olha que já recusamos inúmeros clientes por não ter a ver com a gente, com o universo do (f)uti ou com vocês, leitoras. Claro que, como blogueiras, ver esse tipo de reconhecimento da blogosfera é fantástico, mas como já dissemos anteriormente, também achamos o máximo que existam mais opções de marcas vendendo tendências curtas com preços baixos, democratizando a moda e aumentando a lista de lugares para garimpar achados.