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autoestima

2 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque/ Mayara Oksman no dia 11.07.2019

Sobre essa efedepê chamada ansiedade

Uma noite dessas não dormi. Deixei a ansiedade entrar escancarada pela porta da frente e de todas as formas possíveis. Me vi frágil, duvidando da minha capacidade, questionando decisões. Julgando o meu presente e preocupada com o meu futuro. Às cinco da manhã vi o sol nascer pela janela com a sensação de que a vida está passando e eu estou aqui sentada, imóvel. Racionalmente, lááá no fundo, eu sabia que estava errada.

Mas a ansiedade é um bichinho que mexe com emoção e não com a razão.

A ansiedade consegue cegar a gente completamente por alguns segundos, minutos e até dias, se deixarmos. E é por isso que estou desenvolvendo na terapia algumas formas para tentar driblar essa efedepê. Até agora, o mais eficaz para mim é verbalizar o que eu estou sentindo para alguma pessoa que confio. Minha sorte é que além do meu querido terapeuta, tenho amigas muito fodas.

Amigas daquelas que posso ligar a qualquer hora e falar: “mana, me ajuda aqui porque eu não to conseguindo sozinha”. Amigas que eu não tenho receio algum de expor meus medos, sejam eles pequenos ou grandes, e que eu sei que vão me dar bronca se precisarem. Amigas que vão argumentar com fatos concretos o que a mente ansiosa teima em fantasiar.

Nessa noite/madrugada/manhã específica, liguei para uma dessas amigas. E disse que eu não estava me sentindo um mulherão da porra.

Que eu estava insegura, me perguntando que diabos tinha de errado comigo. Recentemente fiz duas novas tatuagens que homenageiam a mulher que eu sou e o amor da Mayara pela Mayara, mas acabei desabando, sim. Porque nem todos os dias são flores, nem todos os dias a gente olha no espelho e enxerga o quão fodásticas somos por dentro e por fora. Enquanto chorava (minto, soluçava, aos prantos) no telefone, ela me acalmou, mandou eu respirar fundo. E perguntou exatamente o que eu estava achando de mim mesma naquele momento, qual era o problema exatamente.

Quando respondi, ela deu uma risada alta e brevemente me xingou. Depois de respirar fundo e mais calma diante das baboseiras ouvidas, disse: “você sabe que está falando merda, você sabe que isso não é verdade e eu não vou deixar você pensar assim nem por mais um minuto”.

E então a minha amiga rebateu cada um dos supostos problemas criados pela Mayara ansiosa com fatos concretos. Com piadas, com coisas que a própria Mayara (mais racional) já tinha dito no passado. Com mais broncas e mil palavras carinhosas. Todo esse conjunto de argumentos positivos e o cuidado vindo dela me fizeram respirar fundo.

Parei de chorar e entendi que eu precisava apenas fechar os olhos, dormir e repensar em tudo aquilo depois de algumas horas.

E foi isso que eu consegui fazer mais descansada: enxergar exatamente o que desencadeou essa crise de ansiedade. E apesar de ter me deixado levar, chorar, fazer drama e achar um monte de coisa ruim, vi um avanço em mim mesma.

Fico feliz e satisfeita porque hoje consigo:

1) entender que estou me deixando levar pela ansiedade, mesmo que demore algumas horas para tal;
2) tentar, de alguma forma, racionalizar o que está acontecendo, mesmo que eu precise da ajuda de alguém para isso;
3) enxergar o que desencadeou o problema e tentar evitar que isso ocorra novamente.

Pode ser que eu não durma essa noite e a ansiedade e os medos batam de novo na porta. Pode ser que eu ainda tenha que tratar desses assuntos por mais muitas sessões de terapia. Pode ser que eu ainda gaste milhares de minutos levando bronca das amigas.

Mas o importante mesmo é dar pequenos passos para não deixar as horas de crise se tornarem dias. Ou os pensamentos virarem problemas de verdade. Ou os medos me impedirem de tomar os próximos passos.

Um abraço carinhoso nas minhas terapeutas do passado. Um beijo de luz cósmica pro meu terapeuta do presente. E tudo isso em dobro pras minhas amigas do coração, que tá cheio de gratidão. É um privilégio dos grandes ter por perto gente que ajuda e nos acolhe em momentos de crise.

1 em #futiindica/ Autoestima/ Comportamento no dia 03.07.2019

3 TED Talks sobre autoestima para ver quando tiver um tempinho

Os TED Talks se espalharam pelo mundo e acho que em algum momento, quase todo mundo já cruzou por aí com pelo menos uma palestra. Eu acho a ideia sensacional e acabo sempre aprendendo muita coisa. Inclusive, foi lá que descobri pessoas incríveis como a Brené Brown, a Chimamanda Ngozi Adichie, entre outras. E achei que seria uma boa ideia dividir alguns talks a respeito do nosso assunto aqui no blog, a autoestima.

Os TED Talks são todos em inglês, mas também são traduzidos em diversos idiomas – incluindo o Português. Basta ir até as ferramentas e incluir a legenda no idioma da sua preferência).

TED Talks A arte de ser você mesmo| Caroline McHugh

Caroline levanta uma questão que eu sempre acho importante rever: a de achar que somos o centro da atenção do outro. Quando pensamos demais no que o outro vai achar da gente, esquecemos que não somos o centro do universo. E, pior, quando nos preocupamos com os outros, colocamos nossa atenção neles, e não em nós mesmos. Isso é uma armadilha, já que devemos ser nossa prioridade. Caroline faz questão de nos lembrar isso.

TED Talks Buscando sua identidade descobrindo seu valor | Juíza Helen Whitener 

Antes de tudo: que palestrante! A juíza Helen Whitener era uma ex-juiza do Tribunal de Apelação de Seguro Industrial do Estado de Washington. Também é ex-juiza do Tribunal Distrital do Condado de Pierce e da Câmara Municipal de Tacoma. Ela é muito ativa localmente, nacionalmente e internacionalmente em várias atividades de serviços comunitários. Ela fala frequentemente sobre Direitos Humanos e acesso à justiça. Além de direitos e responsabilidades do judiciário em garantir os direitos de todos para manter a dignidade básica e respeito nos processos judiciais. 

A forma como ela se expressa nesse TED Talks, a voz, tudo nesse vídeo é ótimo. Poucas palestras são capazes de desafiar fortemente as crenças defendidas sobre igualdade e desigualdade. Nesta palestra Helen dá uma palestra completa sobre equidade usando poesia, estatística e argumentos fortes.

TED Talks Aprendendo o seu valor – Fardousa Jama

O respeito próprio é o aspecto mais crucial da vida de alguém. Se você não entende como apreciar a si mesmo e ao seu valor, como espera que os outros o façam?

A vida é muito curta para manter relacionamentos tóxicos. Para que o seu floresça, você precisa trabalhar em primeiro lugar. Todos são diferentes. Descobrir em que você é bom e o que diferencia você de todos os outros. Sua missão é criar uma razão para estar aqui. Quando você começa a descobrir o que você quer na vida, haverá obstáculos. Não deixe ninguém ou qualquer coisa desanimá-lo de continuar. Acredite em si mesma e acredite nas suas decisões. Mantenha-se positiva e siga em frente.

0 em Autoestima/ Relacionamento no dia 10.06.2019

Não vamos subestimar o amor do outro

A maior parte de textos sobre relacionamentos é sobre como lidar com nossos sentimentos e frustrações. Fazendo um mea culpa, aqui no Papo quase todos estão sob essa ótica da empatia e da auto responsabilidade. Mas nunca falamos da situação onde somos nós que estamos pisando na bola. Chegou a hora de nos responsabilizarmos por isso também.

Quer ver um jeito de pisar na bola super sútil, que a gente muitas vezes nem percebe? Quando resolvemos subestimar o amor do outro.

ilustra: @emba_dibujos

Muitas vezes parece atitude de gente que tem excesso de confiança. De quem tem certeza de que a outra pessoa estará sempre ali, não importa o que a gente faça. Mas subestimar o amor do outro pode acontecer em pequenas coisas. Uma brincadeira, uma atitude, um gesto.

Vou dar um exemplo: cíumes. A gente sabe bem que, na maioria dos casos, sentir cíumes está mais relacionado à nossa falta de segurança em nós mesmas do que em motivos concretos. Claro que terão casos que o cíume vai ser 100% justificável. Mas muitas vezes ele acontece porque acreditamos que podemos ser trocadas a qualquer instante. Achamos que não temos tanto valor assim, que não somos tão interessantes. Nos comparamos com outras mulheres e nos sentimos inferiores. Mas já parou pra pensar como o seu ciúme pode ser visto quando não existe motivos para isso?

A outra pessoa pode estar achando que o que ela faz não é suficiente para demostrar o amor dela. Pode ser verdade? Pode. Mas seria essa a melhor forma de deixar isso claro? E se o outro faz tudo para te deixar segura e ainda assim não adianta? Como será que ele se sente? É possível que ele acredite que o seu melhor não seja o bastante. E olha aí uma falha de comunicação atrapalhando uma relação onde o amor existe.

Saber identificar as linguagens do amor é um primeiro passo para que a comunicação aconteça de forma mais eficiente. Muitas vezes, a forma de demonstrar amor do(a) seu (sua) parceiro(a) é diferente da sua. E a forma de receber também.

Se não existe conversa em relação a isso, e se não existe a compreensão, certamente irá acontecer de um dos lados subestimar o amor do outro.

>>>>>> Nota do Papo: Se você quiser saber mais sobre essa diferença de linguagens, indicamos o livro As Cinco Linguagens do Amor. Também indicamos ouvir o podcast do Mamilos chamado Sexoterapia, afinal, sexo também é uma forma de mostrar amor <<<<<<

Tem aquela frase que diz que “aceitamos o amor que acreditamos merecer”. Justamente por isso, acho que é importante cuidarmos do nosso senso de responsabilidade, e da nossa autoestima. São eles que irão afetar os nossos relacionamentos. E muitas vezes, é essa pessoa que nos acompanha na jornada que vai estar ali para dividir com a gente a vida. Quem vai ser a mão estendida quando precisamos. E imagina colocar tudo a perder porque não soubemos nos resolver primeiro dentro da gente?

Nem mesmo o maior dos amores tolera precisar se provar a todo tempo. Nem mesmo o(a) parceiro(a) mais amoroso(a) vai te dizer o tempo todo que você merece esse amor que estão te oferecendo. Escolha viver um relacionamento de troca e aceitação, começando por saber que você merece o amor que recebe.