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0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 27.04.2020

Autocuidado em tempos de pandemia

Sabe aquela instrução da aeromoça em viagens de avião? Ela fala, mais ou menos assim: em caso de despressurização coloque a máscara primeiro em você, e depois em quem precisa da sua ajuda. Você já parou para pensar sobre isso?

Você conseguiria fazer isso? Se do seu lado, estivesse seus pais, seus avós, sua irmã, suas filhas? Como seria colocar a máscara primeiro em você e depois naqueles que você ama?

Léa Taillefert

Uma difícil escolha. No entanto, como ajudar alguém sem ar? Se sua ajuda não der certo, você e a pessoa ficam em maus lençóis. Por isso, acho que precisamos falar de autocuidado.

Muitas vezes nós ligamos essa palavrinha a cuidar do corpo. Fazer uma hidratação no cabelo, manter uma rotina de skincare, comer de forma balanceada, dormir bem, fazer exercícios orientada por um profissional. Tudo isso pode contribuir para seu autocuidado. Nestes tempos de pandemia, além disso tudo, usar máscara ao sair de casa, lavar sempre as mãos, usar alcool 70% entre outros cuidados, podem também te ajudar a proteger a si mesma e aos outros. 

Para além das questões corporais, é também destinar um tempo para olhar para si mesma.

Uma autoanálise para ter consciência dos seus limites, possibilidades e desejos. Isso é fundamental para entender quem é você e que pode mudar quantas vezes quiser. Nestes tempos de pandemia, quarentena, isolamento social ou mesmo distanciamento somos “convidadas” a olhar para dentro de nós mesmas. A dedicar um tempo nos cuidando. O que temos feito neste tempo? 

Será que temos colocado a máscara primeiro em nós mesmas? Ou nos outros? O quanto temos fugido de nós mesmas quando temos a oportunidade ímpar de olhar e cuidar de nós? Preparar um chá, meditar, comer uma sobremesa, conversar com sua rede de apoio, ouvir uma boa música, tomar um banho demorado, chorar. Essas coisas também podem ser estratégias de autocuidado fundamentais em tempos tão áridos e incertos. 

0 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 08.07.2019

Ao assumir tantos compromissos, quando você se compromete consigo?

Sinto muito começar a semana te falando isso. Eu imagino que a essa hora do dia, você já foi lembrada de compromissos muitas vezes. Mas queria falar além do compromisso na agenda. Quero falar também sobre comprometimento. Seja com estudos, com trabalho, com contas (ainda que sejam as das brusinhas), ou compromissos maiores como família, filhos, ajudar seus pais.

A gente se cerca de compromissos, mas também nos comprometemos com pessoas. É super difícil manter tanta coisa, não importa em qual esfera. Quando vemos, já estamos no meio de uma bola de neve descendo a muitos quilômetros por hora. Mas, me diga.

O seu principal compromisso, que é com você mesma, você já fez?

ilustra: @ilustragabs

Porque a gente corre atrás pra pagar as contas. Se priva de coisas e momentos para ajudar outras pessoas. Dá o nosso melhor para o outro. Mas e quando falamos em ter compromisso com a gente, por quê deixamos sempre de lado e não nos priorizamos?

No começo desse ano li um livro chamado “Essencialismo”. E fiquei refletindo sobre isso. É um livro que te ensina a escolher melhor os compromissos que você assume, para que você possa dar o seu melhor em cada um deles. O autor do livro, Greg McKeown, nos leva a repensar muito e traz soluções para vivermos no meio de tanto excesso. Seja de informação, de tarefas, entretenimento, networking e tudo mais.

Até mesmo para se comprometer é preciso saber dizer não.

Escolher o que vamos negar também pode ser difícil, mas tem muito mais benefícios do que parece. Porque chega uma hora que a conta vai deixando de fechar. Afinal, quanto mais compromissos assumimos, mesmo que sejam importantes, a sensação de angústia é sempre maior que a de realização. Então, aprender onde, como e quando dizer não, é um jeito de valorizar seu tempo e sua saúde mental.

Assuma compromissos com você, mas cumpra-os como se você fosse outra pessoa, alguém para quem você quer honrar sua palavra. Separe tempo para você fazer coisas que você gosta – sozinha e acompanhada. Para se dedicar a coisas que são importantes para você, mesmo que seja apenas um hobby. Ou que seja o começo de algo que pode se tornar um projeto grande na sua vida, mas ainda não sua prioridade exclusiva.

Se comprometa, a ponto de anotar na agenda e separar o horário no calendário, e se dê esses momentos. Eu tenho certeza que o resultado disso é conseguir honrar seus outros compromissos de maneiras mais leves e felizes.

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 13.03.2019

Tire um tempo para o que importa caso a auto aceitação esteja difícil

Aqui no Papo a gente defende que seu corpo não deveria ter nenhuma limitação. Seja uma roupa, uma atividade física, um ambiente. Seu corpo não deveria ser um impedimento para nada. Acabamos de passar pelo Carnaval, época do ano que isso é mais discutido (e celebrado!) que nunca.

E eu sei que, quando essa discussão acontece muito, muitas mulheres sentem-se intimidadas porque não acham que chegaram nesse grau de liberdade. Antes de tudo, vale sempre relembrar que não existe uma linha de chegada, nem uma competição para premiar quem chega primeiro. Dito isso, também vale lembrar que aceitação é um processo e ele tem eu ser contínuo.

Veja também: Não, você não precisa amar seu corpo todos os dias

Pensando nisso, queria sugerir coisas que ajudam a gente a manter uma relação com nós mesmas. Seja no Carnaval, em algum feriado ou no dia a dia mesmo. Tenho certeza que ao flexibilizar seu olhar, seu tempo e suas atitudes, a auto aceitação vai chegar com menos pressão.

1 – Tire um tempo para o seu corpo

Tome aquele banho demorado. Faça uma semana de tratamentos para o cabelo. Vá pedalar. Passe hidratante em todos os lugares que dá preguiça, mas não faça isso de maneira mecânica.

Esteja ali presente, atenta ao momento. Curtindo, sentindo de fato que isso é um carinho que você está se fazendo. Ao se olhar e se tocar, não se critique, não se odeie, não pense no que pode melhorar. Apenas aceite, ame, trate seu corpo com o carinho que ele merece.

2 – Tire um tempo para sua mente

Leia um livro que você estava querendo há muito tempo. Escreva, se é assim que você gosta de desanuviar a cabeça. Assista a um filme para relaxar. Organize suas fotos na nuvem em pastas, dedique um tempo para desenhar, fazer scrapbook, tricotar, o que te dê prazer.

Tenha tempo para se fazer companhia e perceber como é bom e pode ser enriquecedor ter momentos com você mesma. Perceber a própria companhia como algo valioso e que ter tempo para si é importante muda completamente a sua relação com você mesma.

3 – Tire um tempo de qualidade com quem você gosta

Não é porque você tem que ser sua melhor companhia que você precisa viver isolada do mundo. Ter ao seu lado pessoas que te fazem bem é muito importante. Gente que te faz relembrar suas qualidades, que te bota pra cima e que te quer bem, acima de tudo.

Mas quando falo em ter tempo de qualidade com essas pessoas, digo para você se dedicar à elas também. Saiba mais sobre o que tá acontecendo em suas vidas, mostre-se disponível para o que for. Cultivar verdadeiramente essas amizades faz tão bem quanto receber o carinho dessas pessoas. E daí vem a minha próxima dica:

4 – Tire um tempo para ser a rede de apoio de alguém

Poder ajudar as pessoas faz um bem enorme pra gente também. Desconhecidos ou não. Por isso, no seu tempo livre, tente ver se consegue ser a rede de apoio de alguém. Veja se alguma amiga sua com filhos gostaria de tirar um tempo pra si. Ou apenas pergunte se precisam que regue as plantas ou que alguém fique com o cachorrinho para ela viajar. Todo mundo precisa de ajuda e poder ser uma pessoa que oferece essa ajuda é um prazer e um privilégio. Tire vantagem disso.

E você? Como age quando sente que empacou no caminho da auto aceitação?