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auto estima

1 em Camilla Estima/ Comportamento/ Convidadas/ Saúde no dia 16.06.2016

Você julga o livro pela capa?

Você admira alguém pelo que ela é ou pela forma como você a vê (e inconscientemente a julga)?

Hoje em dia, com a propagação rápida e exagerada de tantas imagens e mensagens na mídia e nas redes sociais, todos nós viramos críticos em potencial. TUDO se critica e nem sempre prestamos atenção no que estamos criticando. E mais, posso fazer uma aposta com você que está lendo esse post que na grande maioria das vezes a gente critica os outros pela forma que a pessoa é (ou está) fisicamente. Mas o que realmente conta, o que a pessoa representa ou a sua aparência?

13394145_1093233887417265_8788806818349459601_nAlguns exemplos para pensarmos. Esses dias a tenista russa Maria Sharapova foi foco da mídia “xerife do corpo” que deu mais destaque à presença de celulites em seu corpo do que o jogo que ela ganhou no torneio de Roland Garros. Ninguém percebe que as coisas estão de cabeça pra baixo? Essa atleta treina horas, dias, meses e anos seguidos para atuar em competições importantíssimas como esse famoso torneio, muitas vezes ela se lesiona, vivem para isso…. ganham a partida e o que sai na mídia? Suas celulites! Atire a primeira pedra que nunca teve ou não tem uma celulite. E mais, o que importa ela ter celulites?

Anos atrás, quando a cantora Adele apareceu para o mundo, o estilista da Chanel, Karl Lagerfeld, fez o infeliz comentário de que ela estava “um pouco gorda mas ela tem um rosto bonito e uma voz divina”. Qualquer mulher que já esteve (ou está) acima do peso sabe o quanto esse comentário “ela é gordinha mas tem um rosto lindo” incomoda. A resposta dela ao estilista? Ela disse que estava muito contente com as suas curvas e que “Não é sobre isso que a minha música se refere….eu não faço música para os olhos e sim para os ouvidos”. Ah, e nesse mesmo ano ela foi uma das maiores vencedoras de prêmios Grammy da história.

adele-7E vocês já devem ter lido inúmeras matérias na época do carnaval falando sobre o preparo que as rainhas de bateria fazem com seus corpos para “não fazer feio na avenida”. Na maioria das vezes pouco se fala do real samba no pé e só se comenta que a fulana estava com celulite, a beltrana com uma barriga estranha, a outra com um “corpaço”. Imagina a pressão em cima dessas moças para conseguir aprender o samba, ir a todos os ensaios, se preparar fisicamente para encarar uma avenida de quase 1 quilômetro em cima de um salto de 15 centímetros e fantasias que chegam a 30kg e ainda alcançar o corpo perfeito, sem gordura, celulite ou flacidez? Sendo que depois que tudo acaba, quase nada se fala do que realmente deveria importar, que é representar uma escola de samba na avenida e o verdadeiro samba no pé. Juro que tenho pena delas!

Agora nós, pessoas comuns. Vamos tentar nos colocar nos lugares dessas moças e transpor isso para a nossa vida, nosso dia a dia, nosso trabalho. Imagina o quanto você batalhou para chegar aonde chegou (estudou, fez cursos, especializações, pós graduações ou o que quer que seja) e no final as pessoas te julgam pelo seu corpo, seu cabelo ou pela sua aparência. O seu chefe ao invés de falar sobre a apresentação que ele pediu com urgência e você fez a tempo, prefere comentar numa reunião de equipe sobre o seu peso. Seus colegas de trabalho falam de sua aparência pelos corredores, nas redes sociais, na hora do almoço. Sentiu na pele? Não gostaria que te olhassem dessa forma?

Moral da história… vamos parar de julgar as pessoas pela sua aparência e nos ater ao que importa! É se a Adele está com peso normal, magérrima ou obesa ou é a música que ela faz? É se a madrinha de bateria  está com celulites ou com uma perna invejável ou se ela arrasou sambando na avenida e representando a escola com coração? É a perna da Maria Sharapova ou sua performance no esporte?

O que realmente importa? Quem somos? As nossas conquistas? Os nossos sucessos? Ou o nosso corpo físico? Então da próxima vez que você for pensar e fazer qualquer comentário nesse sentido, pense no que realmente importa e vamos exercitar o foco no que de fato é relevante. Julgar o outro é um hábito quase automático que acontece com todos nós, mas por que não falar do que realmente está em jogo ao invés de usar primeiramente a aparência como argumento formador de opinião? Tirando as misses e fisiculturistas, ninguém vive ou trabalha para ter sua imagem julgada.

Talvez se a gente se habituasse a criticar ou elogiar primeiro o talento ou a competência das famosas ao invés de seus corpos ou seus procedimentos estéticos, nós não vivêssemos na ditadura de beleza que vivemos hoje em dia.

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17 em Inspire-se!/ Looks/ Moda/ Reflexões no dia 18.11.2015

Eu queria usar….e por que não tenta??

Ontem eu estava vendo o vídeo de uma campanha nova que a Amazon Fashion lançou na Europa chamada I Wish I Coud Wear, que visa encorajar mulheres a vestirem o que bem entenderem. Apesar de não ser uma ideia nova para mim, já que eu adoro quebrar umas regrinhas, eu achei o máximo.

Acho que até hoje, eu não conheci uma mulher 100% segura na hora de se vestir. Até a aparentemente mais confiante costuma ter um calcanhar de aquiles que a impede de experimentar certas coisas. Quem nunca ouviu um “não posso usar gladiadoras porque eu sou baixinha”, “acho lindo cropped, mas não uso porque estou acima do peso” ou “olha o tamanho da minha perna! Não posso usar short desse tamanho!” que atire a primeira pedra. Aqui no blog mesmo já teve post da Jô contando da época que não usava salto alto de jeito nenhum e como ela descobriu que isso era coisa da cabeça dela!

Não pode usar gladiadora porque é baixinha? Kourtney Kardashian discorda disso do alto de seus 1,52m!

Não pode usar gladiadora porque é baixinha? Kourtney Kardashian discorda disso do alto de seus 1,52m!

Eu, por exemplo, tenho um certo bloqueio com roupas muito justas. Eu até uso, mas fico encucada por estar me sentindo gostosona demais (o que não deveria ser encarado por mim como uma coisa ruim, né??). Por mais que eu não use looks que eu realmente não ame e que tenha dias que eu de fato acordo mais ousada, não consigo dizer que um vestido bandage me traz a mesma sensação de conforto e segurança que um vestido larguinho. Mas decidi que isso não me impede mais de usar nada!

Esse foi um look totalmente fora da minha zona de conforto, cheio de peças que eu vivia dizendo que não usava e que adorei o resultado depois de experimentar!

Esse foi um look totalmente fora da minha zona de conforto, cheio de peças que eu vivia dizendo que não usava e que adorei o resultado depois de experimentar!

Claro que ter noção do próprio corpo e das suas proporções é importantíssimo, até mesmo para quebrar algumas regras (sabem aquela frase “aprenda as regras como um profissional para que você saiba quebrá-las como um artista”? Então…), e a melhor maneira de ficar sabendo disso é bem simples: experimentando. Dentro do provador ou dentro da sua casa – caso você resolva comprar um produto pela internet – não existem julgamentos (além dos seus, mas nesse caso, é bom começar com a cabeça vazia de pré conceitos, claro) e são os espaços onde você pode analisar se a peça vestiu legal, valorizou o que você queria valorizar e o mais importante, se fez você se sentir bem! Aliás, na minha opinião, se você está se sentindo linda e poderosa dentro de qualquer peça de roupa, não importa o que os outros digam ou o que as regras ditam!

Body é só para as magras? Listras horizontais devem ser evitadas porque engordam? Ju Romano tá aí para provar que não e não!

Body é só para as magras? Listras horizontais devem ser evitadas porque engordam? Ju Romano tá aí para provar que não e não!

Sair da zona de conforto pode trazer muita auto confiança e é por isso que campanhas como essa, que incentivam as pessoas a tentarem quebrar suas limitações, sempre me chamam a atenção. Para mim, a auto estima só tem a ganhar quando você se sente no controle do seu próprio corpo e das suas próprias escolhas, então, por que não tentar?

Quando a Joyce resolveu começar a usar shorts curtos e cropped, muita gente veio criticar porque "ela era muito encorpada". O que ela fez? Ignorou, claro!

Quando a Joyce resolveu começar a usar shorts curtos e cropped, muita gente veio criticar porque “ela era muito encorpada”. O que ela fez? Ignorou, claro!

 

E aí? Qual é a peça que você adoraria usar mas não usa porque dizem que não é apropriado para o seu tipo físico? E quem aqui resolveu ignorar essas regras?

Beijos!

16 em Comportamento no dia 28.10.2015

(f)uti indica: #MeuPropósito

Ontem eu falei do livro #Girlboss, mas esqueci de acrescentar um detalhe: talvez eu só tenha me interessado tanto pelo tema porque eu estava acompanhando o #MeuPropósito, um projeto que tem tudo a ver com essa história de se auto descobrir e trilhar o seu caminho fazendo aquilo que gosta.

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Sei que vou ser suspeitíssima para falar sobre ele por aqui, afinal, a Thais – fundadora da Mrs. Coach3 e idealizadora do projeto – é minha amiga e o Bernardo, meu digníssimo, foi um dos entrevistados. Mas sinceramente, mesmo se eu não conhecesse ela eu falaria sobre isso por aqui, porque como eu disse anteriormente, eu realmente acho que estamos vivenciando um momento em que muita gente está procurando meios de unir trabalho com prazer, ou então questionando se está na profissão certa.

Eu, por exemplo, vivia com essa inquietação desde a faculdade. Quando escolhi desenho industrial, eu sabia que queria trabalhar com criatividade e também tinha certeza que não queria nada relacionado à criação de identidade visual, logotipos e coisas do tipo. Só não sabia que o design te dava um mundo de possibilidades e por causa disso fiquei totalmente perdida.

No meu primeiro dia de aula, achava que um dia eu iria trabalhar na Pixar como animadora 3D. Lá pela metade do curso, eu já tinha abandonado esse sonho inicial e passei a ter certeza que queria trabalhar em revista (de preferência de moda), até que eu me toquei que teria que lidar mais com diagramação, assunto que nem interessa muito. Desisti antes mesmo de começar. Logo depois tive experiência em alguns trabalhos com visual merchandising e passei a ter certeza que queria ser VM para o resto da vida. Ainda me encanto com o assunto, mas daí, no final da faculdade eu comecei a me interessar muito por estamparia, tanto que meu projeto final foi sobre isso e assim que me formei fui direto trabalhar nessa área, por isso, comecei a achar que tinha achado minha vocação criando estampas.

Daí tive que largar esse meu trabalho na estamparia porque estava me mudando para São Paulo e foi mais ou menos nessa época que eu e a Jo criamos o (f)uti. No primeiro post que publicamos, eu senti que estava no lugar certo. É uma profissão inconstante, não existem garantias, os horários podem ser meio loucos e as vezes é até difícil saber quando parar de trabalhar (já que o trabalho está sempre comigo no celular), mas nada me dá mais prazer do que sentar na frente do meu computador e estabelecer essa relação de troca diária com vocês. E apesar de eu fazer outras coisas ao mesmo tempo – por exemplo, eu produzia conteúdo para as redes sociais de uma marca do Rio e hoje ainda faço imagens para o blog de uma cliente – e ultimamente andar flertando muito com design de joias (assunto que eu também sempre fui apaixonada), eu não me vejo largando tudo para seguir outro caminho. Sinto que finalmente me achei mesmo tendo interesse por outras coisas.

Assim como eu, vejo muitas amigas que passaram por vários empregos – que até davam dinheiro, mas pouca satisfação – e resolveram largar tudo para seguirem seus dream jobs. E tantas outras que desde cedo já sabiam o que queriam e batalharam para serem bem sucedidas, afinal, não adianta nada seguir seus sonhos se eles não pagarem suas contas no final do mês, né?

O #MeuPropósito é isso, uma série de vídeos inspiradores com pessoas que souberam unir paixão e carreira em um mesmo lugar, e assim como o livro da Sophie Amoruso, ele mostra que não existe uma fórmula mágica, mas fazer aquilo que gosta e sente prazer já é meio caminho andado para o sucesso.

Se alguém aqui está se sentindo perdida e achando que precisa de um empurrãozinho, acho que dar uma olhada no canal do projeto no Youtube é uma boa ideia para se inspirar! Toda quinta feira tem vídeo novo para quem quiser seguir!

Beijos!