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arrumação

0 em Autoconhecimento/ Destaque no dia 04.01.2019

Marie Kondo está na Netflix com o reality Ordem em Casa. E estou oficialmente viciada.

Tem uma nova febre na Netflix, e não estou falando de Bird Box ou de Black Mirror Bandersnatch.

To falando de Ordem em Casa, o novo reality da Marie Kondo.

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Caso você não saiba, Marie Kondo é considerada a maior referência em arrumação e desapego no mundo atual. A japonesa criou seu próprio método, chamado KonMari, onde ela usa alguns critérios que te fazem decidir se aquela peça de roupa ou objeto deve permanecer na sua vida (e na sua casa) ou não. O critério que ganhou mais fama foi o mais inusitado, onde ela pede que você abrace aquela peça ou objeto e se pergunte: “Isso me traz alegria?”. Dependendo da resposta, está definido se aquele item fica ou será doado.

Eu, como uma pessoa prática, sempre achei estranho esse negócio de ficar abraçando coisas. Apesar de gostar muito de coisas, meu coração não está nelas. Então eu não tenho muito apego e acho estranhíssimo esse gesto de tanto amor e devoção a uma coisa que precisa te servir e não o contrário. Por isso eu tinha certa resistência a ler o livro de Marie Kondo, chamado “A Mágica da Arrumação”, best-seller no mundo todo.

Porém, numa tarde fria e chuvosa de inverno canadense, me rendi ao reality.

Montando uma casa nova, do zero, depois de desapegar de tudo o que deixei no Brasil, criei um desejo imenso de não querer acumular tanta coisa aqui nesta nova vida (mesmo porque, não há espaço nos apartamento canadenses para guardar muitas coisas) e fui assistir. Me encantei.

Primeiro, porque eu julguei mal esse método de abraçar as roupas, justamente por ter ouvido falar, e não conhecer a forma como ela explica. De fato ela pede que você abrace as roupas e pense em como você se sente em relação à elas. Eu vou deixar a parte do abraço a seu critério, mas quero pensar junto com você sobre como você se sente em relação às roupas que tem.

Por que você as escolheu? Foi porque você se sentiu bonita nelas? Ou porque eram as únicas que serviram? Ou porque alguém disse que eram as roupas que você deveria usar? Muitas vezes nos vemos com armários cheios e reclamando da falta de opções justamente porque escolhemos nossas roupas baseadas em critérios que não são os melhores. Selecionar uma roupa porque alguém disse que é a melhor para o seu tipo físico – mesmo que tenha sido uma profissional – não pode ser o fator determinante da compra da peça. Muito menos se a intenção for esconder ou se esconder debaixo dela.

E foi aí que toda a mágica da Marie fez sentido pra mim: só podemos selecionar na vida, antes mesmo até de chegar ao nosso armário, o que de fato nos faz sentir alegria.

O que olhamos no espelho e nos sentimos felizes com o que vemos. O que nos faz sentir fortes, iluminadas, até mesmo mais bonitas. Independente de regras, de tendências e, principalmente, independente do julgamento do outro. Porque se não nos fizer felizes, é importante descartar. Como tudo na vida.