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16 em Comportamento/ Experiência no dia 19.11.2015

Mudando de ideia sobre alimentação natural para animais

Quando eu era mais nova eu tive um poodle que só comia arroz, frango desfiado e cenoura. Eu lembro que achava uma frescura dar comida de gente para o cachorro, e o fato que rolava toda uma dependência de ter que preparar tudo, esquentar e servir nas horas certas só me fazia ter mais certeza disso. Para mim, cachorro não podia dar todo esse trabalho.

Acho que minha mãe pensou a mesma coisa, porque depois que ele morreu e meus outros dois cachorros – dessa vez dois shih tzus – chegaram em casa, eles sempre foram alimentados com ração e biscoitos. Comida de humano até hoje é, no máximo, um miolo de pão ou a banana sagrada que é dada duas vezes por dia.

Quando o Jack chegou aqui em casa, eu ainda mantinha a mesma opinião de 9 anos atrás: cachorro não precisa ficar comendo comida de gente, ele tem que ser uma companhia prática e fácil de cuidar, se eu quisesse ter mais trabalho eu teria um filho. Até que veio o destino para me dar um tapa na cara muito do bem dado, me fazer pagar a língua e mudar totalmente a minha visão sobre o assunto.

E hoje ele come mais ou menos isso. Igualzinho o que eu planejava quando pensei em ter um cachorro, né? rsrsrs

E hoje ele come mais ou menos isso. Igualzinho o que eu planejava quando pensei em ter um cachorro, né? rsrsrs

 Naquele post sobre o problema que ele teve, eu contei tudo o que aconteceu mas esqueci de contar melhor sobre o que aconteceu em Janeiro, quando saiu o resultado da 2o. citologia e ele foi péssimo, tão péssimo que a própria hematologista não sabia dizer se a medula óssea dele estava realmente parando ou se era algo temporário. Ela decidiu aumentar os remédios novamente para ver se ele voltava a responder mas dessa vez, provavelmente ela estava tão sem chão quanto eu a ponto de me sugerir métodos alternativos para aliar aos milhares de comprimidos que ele voltou a tomar várias vezes ao dia.

Ela sugeriu medicina chinesa e acupuntura (comecei a fazer), igreja espírita para animais (não cheguei a procurar, preferi ficar com minhas orações) e alimentação natural. Na hora que ela sugeriu eu nem lembrei que em algum momento da vida eu achei frescura alguma dessas coisas. Na verdade, na hora achei que a acupuntura e a comida saudável faziam todo sentido no momento. Como o Jack também nunca foi de ligar muito para a ração, isso é, tinha dias que ele comia bem e outros que ele comia pouquíssimo, achei que comer saudável e de forma regrada ajudaria no processo! Bem, atrapalhar não atrapalharia, né?

Não cheguei a procurar uma nutricionista, mas junto com a Dra Silvia (hemato), a Dra Ayne (acupuntura e medicina chinesa) e pesquisas que eu fiz na internet – o site Cachorro Verde ajudou demais – acabei criando uma variação de cardápios para o Jack, com alimentos com vitaminas e nutrientes que ajudassem no sangue e ao mesmo tempo não aumentassem o calor dele (calor nesse caso está relacionado ao conceito da medicina chinesa, mas não vou saber explicar muito bem).

Ele passou a comer carne moída, lentilha, arroz, abóbora, batata doce….e não apenas nas refeições, já que os biscoitos que eu dava de brinde também ficaram naturais e foram substituídos por chuchu ou abobrinha. Ou seja, se a Carla de antigamente virava o olho para um simples prato de frango desfiado com arroz e cenoura, imagina como ela não se sentiria agora, né? E sim, Jack virou cachorro muso fit. rs

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Não diria que a alimentação natural curou o Jack (na verdade eu nem gosto de usar a palavra “cura”, prefiro dizer que ele está cada dia melhor), mas tenho certeza absoluta que ela ajudou DEMAIS no processo não só de melhora mas de tolerância dos remédios fortíssimos que ele teve que tomar por meses seguidos. O máximo que aconteceu com ele foi um problema de pele já resolvido, quando os efeitos colaterais poderiam ser desde prejudicar fígado e rins até mesmo deixá-lo diabético.

Outra coisa que eu também experimentei durante esse tempo foi a assinatura de alimentação congelada e foi meio que por coincidência. Eu e Bernardo tivemos a oportunidade de criar a identidade visual de uma marca recém lançada aqui em São Paulo, a Pet Nativa, que oferece um serviço de assinatura mensal com refeições diárias pensadas para suprir exatamente as necessidades do animal. No caso do Jack, a nutricionista falou diretamente com a hematologista para saber qual cardápio seria o mais adequado para ele e eu estou testando esse serviço há mais ou menos três semanas. Quinzenalmente eu recebo aqui em casa uma caixa com as refeições e vou descongelando a medida que os packs que eu deixo na geladeira vão acabando (deixo o suficiente para uns 3 dias mais ou menos).

Os packs da Pet Nativa separadinhos para mais ou menos dois dias!

Os packs da Pet Nativa separadinhos para mais ou menos dois dias!

É super prático, o fato de já vir na quantidade certa para o peso dele é ótimo e acho que é maravilhoso para quem quer começar a dar esse tipo de alimentação para o seu cachorro mas não sabe por onde começar. No meu caso, adoraria ter começado por ele porque só fui descobrir agora que passei o ano todo dando mais comida do que eu deveria! O preço desse serviço depende do peso do cão, no meu caso, foi algo em torno de R$200/mês com frete das entregas. Levando em conta que quando eu fui botar na ponta do lápis, eu me toquei que gastava cerca de R$160/mês fazendo a comida dele (e com menos ingredientes), eu achei que o valor compensou bastante!

Os prós são muitos maiores que os contras que, para mim, se resumem a falta de praticidade. Hoje ele tem hora certa para comer (ou seja, eu tenho que estar em casa nos horários próximos de cada refeição, acabou aquilo de passar o dia fora sem se preocupar), caso você opte por fazer em casa é preciso preparar comida fresca toda semana e é um pouco mais caro do que ficar dando ração e biscoitos. Sem contar o período de adaptação…No meu caso, que eu fui testando de acordo com as indicações das médicas, tive que vê-lo sofrendo com gases e alimentos que ele não digeriu bem até acertamos as doses e os ingredientes.

Agora que sabemos exatamente o que dar e evitar, tudo flui mil maravilhas e eu só vejo vantagens, além de ter plena convicção que eu não volto mais para a ração. Ah, e eu ainda brinco que isso tudo foi uma preparação para o Arthur, né? rs

Alguém também resolveu mudar para a alimentação natural?

Beijos

54 em Comportamento/ Experiência/ Saúde no dia 17.06.2015

Seu cachorro pode salvar vidas

Estou para falar desse assunto há muito tempo, mas eu tinha feito uma auto promessa que só contaria a história toda quando eu achasse que já era hora, e senti que essa hora chegou.

jack3Como vocês sabem, eu tenho um cachorro chamado Jack. Ele é um shih tzu de 5 anos, meio safado mas muito companheiro. Ele sempre teve a saúde de ferro, em 4 anos nunca tinha tido nada, nem dor de ouvido, e minhas idas ao veterinário eram exclusivamente para dar banho e pegar atestados de saúde para poder viajar de avião com ele.

Até que no final de Julho do ano passado, surgiu uma bolinha no pescoço dele de repente. Fizemos vários exames, inclusive de linfoma (quase morri quando me disseram que essa era uma das suspeitas), e nada. Teoricamente estava tudo bem, tirando o tal linfonodo inchado e algumas enzimas do fígado alteradas. Ele tomou uns remédios, a bolinha sumiu e aparentemente as enzimas voltariam ao normal depois dos medicamentos.

Agosto 2014/ Depois das bolinhas no pescoço terem aparecido

Agosto 2014/ Depois das bolinhas no pescoço terem aparecido

Até que Setembro do ano passado, estávamos no Rio, na casa dos meus pais, quando o Jack sofreu uma convulsão. Eu não estava em casa, quem presenciou a cena foi a minha mãe, que ficou desesperada (confesso que dei graças a Deus por não estar presente na hora, acho que eu teria uma convulsão também), mas como ele melhorou em seguida, ela preferiu apenas ficar de olho. Ele continuava brincando com os outros cachorros, comendo normalmente, latindo quando ouvia barulhos e não desconfiamos de nada. Só que no dia seguinte à convulsão, ele só sabia ficar deitado. Levamos para a clínica veterinária (Animalia, no Rio) e, na mesma hora, a doutora já sabia que ele precisava de uma transfusão de sangue. Anemia profundíssima (a anemia começa quando o hematócrito está menor que 37, o dele estava 15!), e a convulsão aconteceu porque já tinha pouco oxigênio no sangue. Sinceramente, ela não sabia explicar como ele ainda estava de pé mesmo estando tão fraco.

Ele ficou internado (foi a pior noite da minha vida, óbvio), fez vários exames para ver se era alguma doença parasitária, e a medida que todos iam dando negativo, só uma opção – a pior, na realidade – pareceu ser a certa: aplasia de medula óssea, ou seja, o corpo dele tinha parado de produzir a série vermelha do sangue. O motivo? Não tem como afirmar com certeza, mas levando em conta que o primeiro sintoma apareceu 20 dias depois, é provável que tenha sido uma reação muito muito rara à vacina.

No dia da 2a. transfusão

No dia da 2a. transfusão

Sinceramente, quando eu descobri, eu nem sabia onde procurar ajuda. Fiquei perdida, sem chão. Só para vocês terem uma ideia do meu desespero, eu não queria voltar para SP porque não sabia o que fazer. Até que um dia, explicando o caso para uma amiga que fez veterinária, ela me deu o contato de uma hematologista que fica em SP, a Dra Silvia Ulata.

Em Outubro de 2014 fizemos a primeira consulta e desde então, o Jack tem tomado altas doses de corticóide, imunosupressor e vários remédios para proteger os orgãos dessa quantidade de medicamentos. Além disso, é exame de sangue toda semana, ultrassom todo mês, acupuntura, campos quânticos e uma série de tratamentos ocasionais para resolverem probleminhas que vão surgindo, como úlceras de córnea e erupções na pele. E eu ainda dei muita sorte por ter um cachorro tão forte, já que ele tem surpreendido a própria Dra. Sílvia, que as vezes não consegue acreditar como ele suportou bem – e por tanto tempo – as doses de corticóide cavalares que estava tomando.

Em janeiro, o resultado da citologia de medula foi tão desanimador, que a hemato nos indicou tentar terapias alternativas para ajudar no tratamento. Começamos então, a acupuntura, campos quânticos e fitoterápicos, que eu acho que ajudou o Jack aguentar isso tudo da melhor forma possível!

Em janeiro, o resultado da citologia de medula foi tão desanimador, que a hemato nos indicou tentar terapias alternativas para ajudar no tratamento. Começamos então, a acupuntura, campos quânticos e fitoterápicos, que eu acho que ajudou o Jack aguentar isso tudo da melhor forma possível!

Infelizmente, essa é uma área que ainda não está tão avançada e tem poucos estudos de caso para os profissionais se basearem. A própria hematologista disse que já pegou casos parecidos, mas nenhum como o do Jack. No entanto que, desde o inicio, a minha esperança estava em estudos de hematologia humana que mostravam que em algumas reações à vacina, geralmente iam passando conforme ela ia perdendo seu efeito.

Depois da 3a. transfusão/ tosamos ele porque o pelo estava todo falhado devido às transfusões e citologias de medula

Depois da 3a. transfusão/ tosamos ele porque o pelo estava todo falhado devido às transfusões e citologias de medula

Nesses meses (vai completar um ano no final de Julho), ele passou por 3 transfusões de sangue, sendo que a última foi em Janeiro. Até o momento, tudo indica que o Jack não precisará encarar mais nenhuma (graças a Deus, afinal, quanto mais transfusões, mais risco de dar errado). Eu sou supersticiosa e não queria falar antes sobre o assunto com medo de “chamar”, mas acho que agora estou otimista e confiante o suficiente para falar sobre isso: doação de sangue canino!

Nós demos muita sorte nas 2 primeiras transfusões porque achamos rapidamente bolsas compatíveis, mas a 3a. foi meio “de surpresa” porque o banco de sangue estava sem estoque e só uma clínica de confiança da Dra. Silvia tinha a bolsa que o Jack precisava. O problema é que essa clínica não reservava a bolsa, de modo que tivemos que sair correndo para garantir que o Jack recebesse a transfusão antes que outro cachorro precisasse. Foi um sufoco, e desde então, eu tenho sentido essa vontade de incentivar a doação!

doacao-de-sangue-caninaQuem tiver cachorros de 1 a 8 anos que estejam saudáveis, pesem acima de 25 kg mas não sejam obesos, que sejam vacinados e cadelas que não estejam prenhes ou no cio, podem transformá-los em doadores. Hoje em dia, em SP, são cerca de 100 doações por mês, a maioria de animais de canis, mas qualquer dono de cães de grande porte pode transformar seus amigos em voluntários.

É seguro, não faz mal ao bicho, não tem nenhum custo ao dono, e ainda vai salvar a vida de muitos outros cachorrinhos. O processo de exames + coleta de sangue demora em torno de 2 horas, mas caso você não tenha esse tempo, dá para fazer os exames em um dia e coletar o sangue no dia seguinte (demora menos de 10 minutos!). Existem vários bancos de sangue veterinários em São Paulo (vale pesquisar se tem na sua cidade!), mas o que eu conheço melhor é o da Anhembi Morumbi. Quem quiser mais informações, pode ir na página deles no Facebook ou então ligar para (11)2790-4693. Ah, gatos também podem ser doadores, viu?

Hoje o Jack está estável, diminuindo os corticoides e – pela primeira vez durante todo o tratamento – respondendo muito bem mesmo baixando as doses (e tenho fé que vai continuar assim até parar totalmente com esses remédios!). Levando em conta que em Janeiro, depois do resultado da citologia, a gente acreditava que ele estava piorando e talvez não houvesse jeito para o problema, essa é uma Vitória com V maiúsculo e comemorada todo santo dia! Esse período de quase um ano tem sido uma verdadeira montanha russa. Foram momentos de desespero, de quase perda da esperança, de valorizar e agradecer às menores coisas, de exercitar a paciência, de viver um dia de cada vez, de ter fé.

Aprendi muito com isso, mas acho que minha experiência não estará completa se eu não usar o espaço que eu tenho com vocês para falar sobre o assunto e para conscientizar que a doação de sangue é importante tanto em humanos quanto em animais. Por isso, quem tiver um animal que atenda às exigências de doação, não pense duas vezes. Um dia, se eu tiver um cão de grande porte, com certeza ele será doador! E para os cães que ajudaram a salvar o meu Jack, meu muito obrigada, onde quer que vocês estejam!

Beijos

Ca

6 em Fique de olho! no dia 23.08.2010

Fique de olho! Anéis de animais

Quem já deu uma olhada mais atenta deve ter notado que tigres e cobras andam enfeitando as mãozinhas fashionistas. E foi procurando esse tema que acabamos nos deparando com a loja nOir.

Na verdade não tem nem tigre, nem cobra, mas você encontra um verdadeiro zoológico de anéis pra apaixonada por natureza nenhuma botar defeito. Tem pantera, elefante, urso panda, coruja, escorpião, porco espinho, papagaio, caracol, tartaruga, carpa, águia, besouro, camaleão, arraia, bulldog, sapo, hipopotámo, joaninha, abelha, pavão, rinoceronte, salamandra, corvo, gambá, peixinho dourado, polvo, borboleta, tubarão….ufa, tem mais??

Tem! Um porco voador (!)que ganhou o coração da Katy Perry.

E pra quem acha que a fofura acabou, os animais têm nomes. Isso mesmo. Tem Diana (pantera), Sven (caracol), Fig (porco alado), Owen (coruja), Freddy (sapo), e por aí vai.

Infelizmente, não é nenhuma pechincha. Mesmo com algumas peças em promoção, o preço não sai por menos de $80. De qualquer forma alguns anéis já foram pra nossa wish list imaginária! Sonhar não custa nada…