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0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Relacionamento no dia 13.11.2019

Como ter amizades na idade adulta

Amizades podem surgir em qualquer lugar e em qualquer momento da vida. Porém, quanto mais velhas ficamos e mais compromissos vamos incluindo na nossa vida, as possibilidades de criarmos vínculos reais com as pessoas vai diminuindo. E a gente precisa admitir.

Nessas horas, sem dúvidas que a internet é uma excelente fonte de relacionamentos. Taí o nosso grupo do Papo Sobre Autoestima no Facebook para provar como muitas meninas encontraram amigas reais e que se tornaram pessoas importantes nas suas vidas. E mesmo assim, geralmente vemos muita gente tímida antes dos eventos que realizamos. Com medo de ir e não conhecer ninguém, ou não se enturmar.

A verdade é que todo mundo passa por isso.

Eu tenho certa facilidade e ainda estou no processo de fazer novas amizades no Canadá. A Carla tem mais dificuldade, mas precisou de novos amigos ao se mudar para os Estados Unidos. A Jô tem muita facilidade, mas mesmo assim ela se vê em momentos de insegurança em lugares que ela não conhece ninguém. O que prova que é algo que temos sim que dar atenção nas nossas vidas.

Por mais importante que a independência seja, amigos são não apenas boas companhias, mas também a nossa rede de apoio. Mas afinal, como se faz amigos num mundo onde os celulares parecem mais interessantes e nos falta tempo para investir em relações?

ilustra: Xuan Loc Xuan

Saiba aproveitar sua companhia

Ué, mas não era um texto sobre fazer amigos? Sim, mas saber ficar na própria companhia pode ser importante para ter amigos à sua volta. Quanto mais confortáveis ficamos com nós mesmas, melhor nos entendemos. E assim, podemos saber que tipo de amizade estamos procurando. Você pode descobrir, por exemplo, que não quer amigas para ir para a balada, mas as que topem um café num domingo pela manhã ou um passeio no parque. Ou que quer amigas que gostem de ir à shows, jogar videogame, debater um seriado e por aí vai. Isso a gente só sabe quando realmente se conhece e evita se empenhar em amizades que não vão pra frente depois.

Seja você mesma

Se você é tímida ou extrovertida. Se é basiquinha ou extravagante. Seja como você realmente é, da forma que você mais gosta de você mesma. As pessoas que escolhemos para nos cercar precisam gostar de nós do jeito que somos. Ninguém precisa mudar para fazer parte de um grupo, isso é receita pra não dar certo. Tenha toda certeza que gente boa atrai gente boa e você encontrará pessoas pelo caminho que gostam de você do jeito que você é. Deixe que te conheçam!

Saia da sua zona de conforto

Novamente isso pode parecer uma contradição com o que acabei de dizer, mas não é. Amigos não aparecem do nada. Até mesmo os amigos virtuais, é preciso fazer algum movimento. Seja entrar em um grupo ou de começar uma conversa. A mesma coisa na vida real. Se aproxime de alguém que você achou a energia boa, puxe conversa. É difícil se colocar vulnerável a ser rejeitado, mas é importante tentar! Aproximações de amizade podem ser mais fáceis do que vocês imaginam e podem render excelentes surpresas!

Gente interessada se torna interessante

Lembre-se que amizade é uma via de mão dupla. Queremos companhia, mas também precisamos oferecer a nossa. Não basta apenas falar sobre si, mas também se interessar pelo outro. Aliás, quanto mais você se interessa pelas pessoas, mais interessante você se torna.

Amizades tomam tempo

Eu sei que é difícil, mas é importante encontrar tempo para suas amizades. Você não precisa ligar todo dia para saber das amigas, mandar mil mensagens ou encontrar com elas toda semana. Mas dentro do seu tempo, do jeito que você achar confortável, encontre tempo para as suas amizades. Elas só crescem se a gente investir nelas.

E aí? Como você faz para driblar a dificuldade de fazer novas amizades?

5 em Sem categoria no dia 05.06.2018

A mãe que não está sozinha

Estar em um lugar com seu filho ao mesmo tempo que você está rodeada de gente sem filhos, é um verdadeiro desafio. Socializar com uma criança que precisa de supervisão constante em um lugar pequeno e ambiente controlado é fácil, só que ninguém te prepara para o desafio que é estar em um lugar onde a diversão dos adultos não é a mesma que a das crianças.

A primeira vez que isso aconteceu comigo, eu tive vários sentimentos. De início fiquei feliz de vê-lo brincando com outras crianças, com outros brinquedos, se divertindo. Só que não demorou muito para eu querer voltar para a mesa, sentar e comer alguma coisa sem precisar ficar naquele ambiente onde a música da Galinha Pintadinha quase estourava meus tímpanos. E tirá-lo dali para irmos juntos para a mesa se tornou uma tarefa impossível, afinal, que criança em sã consciência iria querer sair da brincadeira para sentar numa mesa cheia de adultos, não é mesmo?

Resumindo: para ele, a noite foi maravilhosa. Para mim, foi um saco. Nunca imaginei que queria tanto socializar até entender que essa opção não existia.

A segunda vez foi até um pouco mais fácil, mas não menos maçante. Estava em um aniversário do amigo do meu marido, em um ambiente enorme e com muitos outros atrativos que não a mesa dos adultos. O lugar, inclusive, foi escolhido com cuidado pensando nos amigos com crianças. O único negócio é que foi pensado por alguém sem filhos que não imaginava que nessas situações existe esse isolamento natural de um dos pais, que fica com o cargo de correr atrás da criança. Nessa situação seria eu, afinal, queria que meu marido aproveitasse o aniversário do amigo dele.

Eu estava preparada para isso, e achei que o fato de não conhecer muito bem os outros convidados me faria sentir menos sozinha, mas não foi isso que aconteceu. Como únicos pais de crianças dessa faixa etária na mesa, não demorou muito para eu me ver ali, no meio da área onde a criançada brincava, parada perto do Arthur e tomando cuidado para ele não jogar as pedrinhas do chão para o alto e atingir outras pessoas e separando eventuais brigas por compartilhamento de brinquedos. Olhava para outras mesas e literalmente invejava cada pessoa que estava na sua roda de amigos, conversando despreocupada sobre qualquer amenidade, comendo e bebendo à vontade. Ao redor, outras mães com as mesmas caras de que preferiam estar em qualquer outro lugar do mundo do que ali.

Eu jurava que não seria a mãe que evitava certos programas, eu jurava que estava sabendo equilibrar muito bem meus mundos, eu jurava que estava tirando tudo de letra. Mas toda vez que tenho um programa desses eu entendo toda mulher que diz que se afastou de amigos sem filhos. Eu entendo a amiga que prefere mal sair de casa só para evitar a função de não ter vida social em um lugar cheio de vida social. Porque para a maior parte das mães esse tipo de programa é difícil, entediante e solitário, e para os amigos é preciso ter uma dose extra de empatia para perceber que a amiga sozinha ali no parquinho do restaurante pode fazer um bom uso da sua companhia, por mais que o lugar não seja tão confortável quanto a mesa da galera.

mae-que-nao-esta-sozinha

Lembro de uma frase em um post da Ju Ali que me impactou. Ela dizia que se sentia amada quando seus amigos brincavam com seus filhos. Eu também, mas digo mais, me sinto muito amada quando vejo alguém disposta a pegar na minha mão nessa caminhada tantas vezes solitária chamada maternidade. Então, fiz esse texto para você, amiga sem filhos (poderia ser amigo sem filhos para o marido também, mas vou focar no feminino por esse blog ter 98% do público feminino).

Se você estiver em um lugar e notar uma amiga com filhos sozinha cuidando das crianças enquanto todo mundo está conversando, bebendo e comendo, vai lá. Leva algo para comer, para beber, mas principalmente, leva um papo qualquer, só para tirá-la por alguns minutos da função, distrair a cabeça. Você pode ter certeza que essa vai ser a melhor coisa que você irá fazer por sua amiga.

1 em Autoconhecimento/ Autoestima/ crônicas/ Destaque no dia 28.09.2017

Te perdi porém me reencontrei

Quando tudo começou, eu te botei em um pedestal. Tudo culpa da minha admiração platônica que vinha de anos. Por muito tempo te acompanhei à distância, vendo tudo que era publicado em seu nome. Até que um belo dia uma amiga em comum nos apresentou e quando eu me vi, já estávamos batendo um papo aqui, outro ali. E o que eu só imaginava nos meus melhores sonhos aconteceu: eu conquistei sua atenção.

Te achava incrível, tinha a impressão que ser vista ao seu lado era símbolo de status e de respeito. Ser elogiada por você massageava meu ego e eu me sentia a pessoa mais incrível do mundo. Ter o seu aval era importante, te ter me endossando também. Até que eu descobri que eu podia te perder.

Não queria aceitar de primeira. Na verdade, quando meu cérebro registrou que seu histórico de relacionamentos nunca foi dos mais estáveis, eu tentei ignorar. Imagina, eu seria a pessoa que mudaria isso. Aliás, eu ERA a pessoa que te entendia tanto que me tornaria imprescindível.

ilustra: melody hansen

Só que aí eu fui mudando, tentando me adaptar à sua instabilidade para ver se eu me mantinha estável na sua vida. Começou com uma mudança de opinião aqui – imagina, eu já estava inclinada a achar isso mesmo – depois com um afastamento ali – claro que não, essa pessoa que eu me afastei já estava me dando bode à um tempo – e quando vi, estava presa em uma órbita que só funcionava se eu girasse em torno de você.

Ao contrário do que se imagina, não foi algo difícil de fazer. Não foi cansativo, não foi dolorido. Não sei se minha personalidade que era volúvel ou se os créditos devem ir todos à sua capacidade de seduzir quem você quer que te endeuse. Eu sabia que seu histórico era justamente esse, lembra? Eu só escolhia ignorar. Inclusive, a galáxia que você criou para desempenhar o papel de Sol não tinha apenas eu de planeta. Pelo menos mais umas 3 pessoas envolvidas por todo seu carisma e lábia estavam ali, girando ao seu redor. Foi aí que eu me desencantei.

Um belo dia me olhei no espelho e perguntei quem era aquela pessoa me olhando, que se afastou de pessoas tão legais sem motivos aparentes? Quem era aquela pessoa que mudou a forma de se vestir porque não queria ser alvo de chacota? Quem era aquela pessoa que se fechou porque achava que para agradar era melhor não emitir muitas opiniões? Quem era aquela??

Cheguei à conclusão que para não te perder, eu acabei perdendo a mim mesma. E quer saber? Hoje, 2 anos depois de tudo, vejo que ter te perdido, justamente o que eu tinha mais medo, foi essencial para eu me reencontrar (não que você mereça um ‘obrigado’ por alguma coisa).

Esse texto pertence a tag de crônicas do blog | Carla Paredes

Conforme contamos aqui, a tag de crônicas não tem nenhuma obrigação de refletir histórias verdadeiras, nossas ou recentes. Ela é inspirada em sentimentos reais e muitas vezes floreada com a imaginação.