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Comportamento

1 em Comportamento/ Destaque no dia 04.07.2019

A Ariel negra. Respira fundo e pensa de novo antes de reclamar.

Há poucas horas foi divulgado o nome da atriz que irá interpretar Ariel no live action de A Pequena Sereia. Halle Bailey foi a escolhida, e a discussão começou. O motivo? Halle é negra.

“Como assim uma Ariel negra?” “Mas a Pequena Sereia é branca, de olhos azuis, e ruiva!” Essas foram alguns comentários meio indignados que vimos assim que a divulgação aconteceu.

E a gente até entende o estranhamento inicial. Mas não dá para aceitar o racismo que está acontecendo. E esse post está sendo feito para servir como uma espécie de convite à reflexão. Porque existe um movimento muito interessante, inclusivo e diversificado nessa escolha. O ganho social de bancar a escolha de Halle para o papel de Ariel é sensacional.

Halle Bailey já no papel de Ariel

Vivemos vendo brancos interpretando papeis referentes à narrativas árabes, africanas, latinas e até mesmo negras. Até pouco tempo atrás não se parava para pensar sobre isso. Mas hoje estamos. E enquanto a cor for motivo pra incomodo, precisaremos falar sobre ela. Uma Ariel loira poderia trazer um debate? Claro, mas será que traria a mesma polêmica?

Puxei o assunto no nosso grupo do Facebook, o Papo Sobre Autoestima. E muitas respostas foram bem positivas:

Acho sensacional as personagens serem representadas por várias mulheres, pq se for seguir a do “roteiro original” seriam apenas personagens brancas. Já contei aqui e falo outra vez, pois foi a experiência que senti no coração sobre representatividade, quando minha prima se reconheceu na Tiana, por terem a mesma cor! Então quero que ela se veja na pequena sereia, na Frozen… Em todos os lugares, pq todas as meninas merecem estar em todas as histórias! – Cah

Eu acho q essa ariel pode ter cabelo vermelho, sutia roxo e cauda verde, sua pele negra não a impede de ter essas coisas todas 😉♥️ – Ju

Sobre a disney: eles inseriram na Lucas Film um programa de trainee onde eles trabalham com a diversidade. Eles selecionam mulheres, jovens negros, de diferentes etnias para serem trainees em diversas áreas do cinema. É muito legal, porque eles entenderam que diversidade tem que acontecer dentro e fora das telas. Eu vi uma palestra que a Lucas Film afirmava que colocar esses jovens tornaria eles mais aptos e sensíveis a abrirem espaço para outros jovens com base na diversidade, muito planejamento de empoderamento. Acho que foi um sucesso e a disney deve tá expandindo isso pra outras áreas. – Juliana

Ao mesmo tempo que ouvíamos essas respostas, também nos deparamos com muita gente incomodada porque “mudaram o clássico”.Ou porque “as memórias da infância foram quebradas”.

Por isso, vou deixar aqui o comentário que a Juliana fez no nosso grupo, e achei muito importante de acrescentar à discussão.

Numa sociedade com menos preconceito todo mundo será mais livre pra ser quem se é. Com mais autoconfiança, mais autoestima e com mais segurança para lutar contra os estigmas sociais.

Essa escolha é uma tentativa de diminuir o preconceito no futuro. Eles estão focando em novas gerações, trabalhando a representatividade a ponto de que no futuro uma sereia, princesa ou personagem ser negra não seja uma questão.

Sereias são seres mitológicos, não existem. Elas podem ser como o autor da história quiser. Qualquer criança negra pode querer ser princesa ou sereia. A força de um clássico falar sobre isso e conseguir colocar essa representatividade em um personagem tão icônico é lindo.

As crianças não vão se incomodar. Elas estão crescendo num mundo mais consciente, apesar de muito dividido. São os adultos da nossa geração que vão precisar abrir espaço no coração pra essa nova aventura que está pra começar.

Vamos abrir mão das expectativas engessadas, vamos abaixar a guarda e assistir a essa nova jornada da Ariel.

Você pode até ter uma expectativa individual frustrada por não ter sua personagem ruiva de olhos azuis (ou será que o branca também tem peso?) identificada. Mas socialmente, isso é motivo da gente aplaudir de pé. Quando pessoas brancas fizeram boa parte dos papéis fora das suas narrativas (alô, Cleópatra) nenhum de nós estranhou. Por que o faremos agora? Criamos passe livre pra pessoas brancas na ficção, por quê não estender isso a todas as outras pessoas?

1 em #futiindica/ Autoestima/ Comportamento no dia 03.07.2019

3 TED Talks sobre autoestima para ver quando tiver um tempinho

Os TED Talks se espalharam pelo mundo e acho que em algum momento, quase todo mundo já cruzou por aí com pelo menos uma palestra. Eu acho a ideia sensacional e acabo sempre aprendendo muita coisa. Inclusive, foi lá que descobri pessoas incríveis como a Brené Brown, a Chimamanda Ngozi Adichie, entre outras. E achei que seria uma boa ideia dividir alguns talks a respeito do nosso assunto aqui no blog, a autoestima.

Os TED Talks são todos em inglês, mas também são traduzidos em diversos idiomas – incluindo o Português. Basta ir até as ferramentas e incluir a legenda no idioma da sua preferência).

TED Talks A arte de ser você mesmo| Caroline McHugh

Caroline levanta uma questão que eu sempre acho importante rever: a de achar que somos o centro da atenção do outro. Quando pensamos demais no que o outro vai achar da gente, esquecemos que não somos o centro do universo. E, pior, quando nos preocupamos com os outros, colocamos nossa atenção neles, e não em nós mesmos. Isso é uma armadilha, já que devemos ser nossa prioridade. Caroline faz questão de nos lembrar isso.

TED Talks Buscando sua identidade descobrindo seu valor | Juíza Helen Whitener 

Antes de tudo: que palestrante! A juíza Helen Whitener era uma ex-juiza do Tribunal de Apelação de Seguro Industrial do Estado de Washington. Também é ex-juiza do Tribunal Distrital do Condado de Pierce e da Câmara Municipal de Tacoma. Ela é muito ativa localmente, nacionalmente e internacionalmente em várias atividades de serviços comunitários. Ela fala frequentemente sobre Direitos Humanos e acesso à justiça. Além de direitos e responsabilidades do judiciário em garantir os direitos de todos para manter a dignidade básica e respeito nos processos judiciais. 

A forma como ela se expressa nesse TED Talks, a voz, tudo nesse vídeo é ótimo. Poucas palestras são capazes de desafiar fortemente as crenças defendidas sobre igualdade e desigualdade. Nesta palestra Helen dá uma palestra completa sobre equidade usando poesia, estatística e argumentos fortes.

TED Talks Aprendendo o seu valor – Fardousa Jama

O respeito próprio é o aspecto mais crucial da vida de alguém. Se você não entende como apreciar a si mesmo e ao seu valor, como espera que os outros o façam?

A vida é muito curta para manter relacionamentos tóxicos. Para que o seu floresça, você precisa trabalhar em primeiro lugar. Todos são diferentes. Descobrir em que você é bom e o que diferencia você de todos os outros. Sua missão é criar uma razão para estar aqui. Quando você começa a descobrir o que você quer na vida, haverá obstáculos. Não deixe ninguém ou qualquer coisa desanimá-lo de continuar. Acredite em si mesma e acredite nas suas decisões. Mantenha-se positiva e siga em frente.

0 em Comportamento/ Destaque/ entretenimento no dia 24.06.2019

Alguém Especial, dica de filme leve e gostosinho (na Netflix)

Sabe aquele dia em que você só quer um filme levinho, para passar o tempo sem esperar nada super elaborado? Alguém Especial (Someone Great no original) pode ser uma boa opção nesse dia.

Pra começar, o filme é estrelado e produzido pela Gina Rodriguez. Você deve conhecê-la do famoso seriado “Jane The Virgin”. Aliás, se você não conhece, fica aí essa outra dica.

Sobre o filme, Jenny é uma jornalista musical que conseguiu seu emprego dos sonhos: escrever para a Rolling Stone. Para isso, ela precisará se mudar de Nova York para São Francisco, na California. Mas é também por essa mudança que seu namorado, Nate, resolve terminar com ela. E é assim que o filme começa: Jenny chorando sozinha no metrô. Se você já se viu nessa situação de chorar em público, toca aqui!

Para tentar superar esse término, ela convoca as amigas para aproveitar seu último dia em Nova York. Uma forma de curtir a cidade e tentar seguir em frente. Com essa sinopse, acho que já dá para perceber que Alguém Especial faz a gente terminar o filme com aquela sensação deliciosa de quando se acaba de assistir uma comédia romântica, sabe?

Mas além disso, poderia dizer que Alguém Especial é um exemplo muito legal de rede de apoio, de suporte feminino e do poder das amizades na nossa vida.

Os flashbacks da história são parte super importante do filme. São eles que vão nos dar lembranças do ex – um clássico de todo término. Mas ao mesmo tempo, é bacana ver como ela tenta usar isso como uma forma de superar a separação. Ela começa a perceber que agora ela está caminhado sozinha na vida em que ela escolheu viver. Realizando seus sonhos e encarando desafios, e que isso pode ser uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido à ela.

A realação de amizade do filme é linda. E a forma como as amigas se relacionam, mesmo em seus 20 e poucos anos, pode servir como inspiração para todas nós, independente da nossa idade.

Sei que a semana pós feriado só está começando, mas se você estiver precisando manter o clima de relaxamento, já separa a pipoca e aproveite!