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Destaque

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 18.04.2019

Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, nem de incompetência

A gente fala muito sobre auto confiança e se sentir capaz de realizar coisas. De fazer acontecer, sermos donas das nossas escolhas e destino, Mas, por mais adiantadas que a gente ache que está nessa caminhada, sempre aparece um novo fato, situação ou perspectiva que nos fazem ver que ainda há muito pela frente. Como, por exemplo, aprender a pedir ajuda.

Esses dias estava assistindo à nova temporada de Queer Eye. Em quase todos os episódios tiveram momentos em que eu pude absorver algo para a minha vida, e quero dividir com vocês essa reflexão. A situação geralmente era quando, em algum ponto da conversa, algum dos apresentadores questionava o por quê do escolhido para a transformação não pedir ajuda. Geralmente a resposta girava em torno de “não quero que sintam pena de mim”. Ou “não quero que achem que estou precisando de algo”. Até mesmo “não quero que pensem que estou passando necessidade”.

Eu tenho dificuldade em pedir ajuda, ou em aceitá-la.

Por motivos diferentes desses que eu citei. Mas vi que precisava aprender a mesma lição que essas pessoas. Em geral eu tenho dificuldade de pedir ajuda porque gosto de provar que consigo me virar sozinha. Gosto da sensação de saber fazer, ou de ver que ao menos aprendo rápido. Em geral, esse é mesmo o meu padrão: me viro, faço as coisas com agilidade e aprendo rápido. Mas eu sou humana, e óbvio que existem coisas que não domino. E isso me frustra. E eu acabo recusando ajuda.

Porém, reavaliando meu comportamento, vi que não pedir ajuda, ou recusá-la, me faz perder muito mais do que imaginava.

ilustra: Ly Le Thui

Primeiro porque dificilmente as pessoas que se dispõem a ajudar estão pensando algo ruim à nosso respeito. Quem quer ajudar já traz consigo uma virtude bondosa. Muito dificilmente o faz para apontar nossas falhas, ou necessidades. É apenas para diminuir a dificuldade pra nós.

Segundo, porque não somos piores por aceitarmos ajuda. Pelo contrário. Aceitar ou pedir ajuda são grandes exercícios de humildade. Envolve aceitar e reconhecer as nossas limitações. E, por mais contraditório que pareça, são sinais bem grandes de força e inteligência. Justamente quem se garante é que aceita ajuda numa boa.

Tenho feito essas pequenas concessões ao longo do dia. Comecei a pedir ajuda; em outras, eu aceito quando me oferecem. E posso dizer que não apenas me sinto melhor comigo mesma por estar superando algo que eu precisava, mas as minhas relações em geral melhoraram. Seja no trabalho, entre amigos e até mesmo no meu casamento (meu marido é muito prestativo e aceitar ajuda nos aproxima ainda mais).

Me sinto mais forte, mais confiante, e totalmente amada e amparada. Percebo que toda essa ajuda não vem de um sentimento que insistia que fosse algo ruim. Ela vem do amor, que ajuda, apoia e conforta quando precisamos. Estenda sua mão para alguém, aceite a mão que te foi estendida. Vale muito à pena.

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 17.04.2019

Chances existem para que a gente também use com nós mesmas

Todo mundo conhece alguém que é assim. Se não conhece, você é essa pessoa. Uma pessoa que acredita nos outros e acaba dando muitos votos de confiança. Alguém que acredita em segundas chances. Mas quando se trata de si mesma, é implacável e totalmente intolerante com os próprios erros e tropeços. Pensou em alguém? Se identificou?

Eu acredito em segundas chances para muitas coisas na vida.

Em várias, inclusive, acredito que não exista nem mesmo um limite para essas chances. Justamente porque errar, recomeçar e tentar novamente é absolutamente humano, normal e necessário.

Temos que ser tolerantes com as pessoas, na medida em que isso não nos machuque ou não nos faça mal. É importante darmos essas novas oportunidades. Até mesmo para que tenhamos a tranquilidade de que fizemos todo o possível para que ela pudesse reestabelecer a confiança que foi depositada nela.

Mas como podemos dar tantas chances para os outros, se não fazemos por nós mesmas?

ilustra: @ilustragabs

Porque somos sempre nossas primeiras e maiores carrascas? A gente fala o tempo todo aqui no papo sobre ter um olhar amoroso sobre si, e isso não se restringe apenas à nossa aparência e nossos aspectos físicos. Isso se aplica às nossas atitudes também.

Em muitos momentos da vida não conseguimos colocar as coisas como gostaríamos, algo sempre fica de lado. Não porque não somos capazes, mas porque a vida de qualquer pessoa é assim. Nenhuma pessoa normal consegue dar conta de tudo ao mesmo tempo, e a gente já conversou sobre isso.

Então porque você, que dá novas chances para os outros, continua se punindo? Se culpando e se criticando da pior forma possível?

Criou-se uma glamourização do perfeccionismo. Se dizer perfeccionista virou algo bom. Dizer “eu sou minha maior crítica” também. Eu já vi muitas mulheres famosas, em especial atrizes, falarem isso. O que talvez tenha gerado um pouco essa glamourização dessa frase. Pois saibam: você não tem que ser sua maior crítica.

Como já falamos aqui, você precisa ser a sua maior incentivadora. O perfeccionismo trava, paralisa as pessoas. Que, na busca de tamanha perfeição, de algo inatingível, não fazem absolutamente nada por si mesmas e acabam se culpando. Percebem a roubada que é agir assim consigo mesma?

Se dê novas chances e oportunidades.

Se permita recomeçar diante de um erro. Aceite que é humano e normal não dar conta de tudo. Tá tudo bem. Olhe para você com mais amor. Aceite suas limitações. E saiba que não se julgando tanto, e não sendo tão crítica consigo mesma, você está um passo adiante de vencer o que te limita.

1 em Autoestima/ Cabelo/ Destaque/ Patrocinador no dia 16.04.2019

Mudar o cabelo pode ser um jeito de contar que você mudou…

Nossa aparência não deixa de ser uma extensão de como a gente se sente e de como a gente quer se expressar no mundo. Quanto mais conectadas estamos conosco, menos os padrões externos tendem a nos controlar. Por isso, mais conscientes conseguimos ser. E temos uma real noção sobre quais escolhas queremos ou não fazer dentro desse sistema que visa a busca de uma aparência perfeita.

A busca por perfeição no universo da beleza facilmente se transforma em uma opressão. Com isso, ficamos suscetíveis a sermos reféns do que esperam de nós nessa sociedade. 

Dito isso, vale a pena lembrar que o universo da moda e da beleza não deixa de ser importante para as pessoas mais livres. O que passa a acontecer é que as necessidades passam a ser menos sobre os outros e mais sobre si. A vaidade deixa de ser um caminho de aprovação social e passa a ser uma forma quase artística de expressar quem você é. Ou a que grupo você pertence (ou não), até mesmo qual a sua personalidade ou sua maneira de se comportar. 

Nos expressar esteticamente baseadas em quem somos é uma espécie de arte que todas nós podemos escolher para nos comunicar. Se quisermos, nosso reflexo do espelho pode ser uma tela em branco. E ela nos levará a pintar aquilo que a gente escolhe acreditar que somos. Pelo menos por enquanto.

A verdade pra mim é: quanto mais livre eu consigo ser, mais próxima da minha essência eu consigo estar.

Esse é o antes. Mas não estou botando essas fotos de mudança para fazer qualquer tipo de comparação. Essa fase dele mais longo e um pouco mais escuro foi ótima!

Nesse contexto, é mais fácil ficar consciente dos meus ciclos de mudanças pessoais, profissionais e familiares. E quanto mais a gente percebe os movimentos que estão acontecendo, mais fácil é querer marcar esses ciclos. Pra algumas pessoas é uma tatuagem, pra outras uma nova decoração do próprio espaço. Uma organização do armário pode ser bem vinda também, mas o mais comum que vejo a minha volta é: MUDAR O CABELO. 

Assim como amo estar com ele mais curto e mais iluminado!

Não, eu não estou falando que mudar o cabelo muda a sua vida automaticamente, não é isso!

Tampouco estou reduzindo nossos ciclos à estética. Ou falando da busca por um cabelo “igual ao de todo mundo” em busca de aprovação e likes. O que estou dizendo é justo o oposto. Quanto mais tudo muda dentro, mais a gente tende a querer marcar fora. E é impressionante como cortar, descolorir ou pintar pode trazer isso para as pessoas. Mudar o cabelo traz isso pra mim e pra algumas mulheres com quem conversei. Por isso, resolvi voltar nesse assunto de mudar o cabelo como forma de expressão pessoal, de maneira livre e criativa.

Eu tinha 21 anos quando cortei o cabelo curto e me senti mais forte pra colocar pra fora todo um novo lado. Um momento que eu estava vivendo. Tem sido assim desde então. A cada ciclo eu busco algo que me lembre desse processo libertador que eu encaro dentro de mim. E da forma que eu quiser, pode ser expressado no espelho. Não em busca de aprovação nas redes sociais, mas em busca de mim mesma. 

E isso é ótimo, porque eu também consigo ignorar mais facilmente certas demandas.

Afinal, quem nunca ouviu que para o verão é bom clarear o cabelo e cortar mais curto? Ou no inverno é melhor deixar as madeixas mais escuras?

Crenças como essas acabam nos levando para um ciclo de novas demandas. E a única necessidade que eu quero atender é a de mudar quando eu quiser. Seja pra matizar as mechas deixando-as mais claras ou escurecendo todo o cabelo. Seja cortando ou deixando crescer.

[ Nessa mudança de cabelo eu cortei o cabelo pré carnaval, fiz mechas e matizei os fios com a tinta de BIO EXTRATUS COLOR 11.21 louro platinado irisado acinzentado. Esse ano puxamos as mexas menos da raiz, pra um efeito mais suave. Ano passado contei todo o processo desde a primeira mudança de cor no meu cabelo nesse post. Esse ano quis só lembrar que toda mudança importa e que podemos ser livres pra experimentar o que fizer mais sentido pra gente! 

Mas acho que pra sempre vou escolher mudar meu cabelo quando eu mudar meus processos. Porque se eu quiser marcar essas transformações no espelho, só caberá a mim escolher. Se for pra não me deixar esquecer, deixa ser. 

Agradeço a Bio Extratus por ser uma parceira incrível e cuidar da gente e do nosso cabelo há tantos anos. A tinta da marca tem tutano e trata o fio, ajudando no processo de cuidar dos cabelos após esses processos que tendem a ser tão abrasivos. Se você estiver considerando mudar os cabelos, pesquise Bio Extratus Color. ]