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0 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 12.04.2019

Está precisando de dicas para sobreviver ao pé na bunda?

Levar um pé na bunda não é fácil. Se recuperar de uma separação que não foi em comum acordo não é algo que acontece em um dia. A gente passa pela fase da tristeza, da raiva, da auto comiseração, de achar que nunca mais vamos encontrar outra pessoa.

Na maior parte das vezes leva tempo até que estejamos de fato prontas para outra. Saber respeitar esse tempo interno é importante, mas isso não significa que você precisa ficar arrastando corrente por aí.

Conversando com umas amigas sobre o assunto, e lembrando de experiências desagradáveis minhas, resolvi juntar algumas dicas que já foram úteis. Espero que ajude ;)

1 – Entenda que se recuperar de um pé na bunda leva tempo. Mas não tempo demais

A gente fica mesmo bem triste, e isso pode durar algum tempo, o que é perfeitamente normal. Mas mantenha-se atenta. Quanto tempo vira tempo demais? Cada pessoa vai ter uma resposta, e tá tudo bem você ainda não se sentir pronta para uma nova relação. Tudo bem você ainda sentir falta ou até mesmo lamentar. Mas aquele sofrimento lá do início, uma hora precisa acabar.

É muito fácil se sabotar. É fácil se botar no papel de vítima e ficar lá. Mas ao aceitar esse papel, você acaba esquecendo o seu verdadeiro valor. Não caia nessa!

2 – Peça colo

Você não precisa fingir que está tudo bem se não estiver. É humano sofrer, doer, sentir saudade. Botar a máscara de bem resolvida depois do pé na bunda não vai funcionar se isso não for verdadeiro. E o que vai acontecer é que você vai se sentir angustiada por 1) estar sofrendo 2) ter que manter essa pose de que não está sofrendo.

Aceite o colo que te oferecem. Seja ele do irmão, da mãe, da amiga, prima. Um momento tendo alguém do seu lado, mesmo que seja para ficarem fazendo nada, apenas em silêncio, traz muito conforto ao coração partido.

3 – Se distraia do seu jeito

Uma coisa muito comum depois de um pé na bunda é que as pessoas passam a querer te levar para festas, noitadas, baladas. Muitas vezes, a gente mesmo acaba se aproximando de pessoas solteiras para “se enturmar”, e quando a gente vê, estamos fazendo programações que não têm nada a ver com a gente.

Se sair todos os dias for a sua forma de se recuperar de uma situação dessas, maravilhoso. Mas se o que você está querendo mesmo é um ir num cinema, um jantar com as amigas, ler um bom livro ou fazer um passeio cultural, vai fundo! Eles podem fazer com que você se conecte-se com você mesmo ou se distraia de maneiras muito mais eficazes. Experimente!

4 – Deixe as redes sociais de lado

Parece irônico você ler num blog uma dica que te sugere deixar a internet de lado. Mas todo mundo, em muitos momentos da vida – e até do dia – deveria fazer isso. Principalmente depois de um pé na bunda.

Não se coloque em situações onde você pode se fazer mal. Seja stalkeando o(a) ex para saber como está a vida, seja fazendo stories e passando horas olhando cada pessoa que te visualizou. Ou apenas olhando seu feed e sofrendo de FOMO (fear of missing out – aquela sensação de que todos estão se divertindo – ou nesse caso, amando e sendo amados – menos você).

Dê um tempo, bloqueie algumas pessoas (ainda que temporariamente) se necessário, não se sinta pressionada a postar nada só para mostrar algo para alguém. Você vai ver que isso faz um bem danado.

E você? Como se recupera de um pé na bunda?

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0 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 02.04.2019

Recomece diferente quando tudo o que resta são lembranças ruins

Tenho certeza que todo mundo já passou por essa situação na vida: você vive algo que parece muito bom e, de repente, acaba de um jeito inesperado. Isso acontece, e os motivos podem ser muitos. Pode ser uma relação que se mostra abusiva, uma traição, a perda da confiança. Tantos outros motivos que nos fazem querer apenas apagar todas as lembranças que temos na nossa cabeça.

Eu entendo. E já desejei não lembrar de absolutamente nada relacionado a algumas pessoas ou situações. O pior é que essas cenas costumam revisitar nossos pensamentos – e algumas vezes sequer deixam de fazer parte deles. De um tempo pra cá, mudei de ideia a respeito disso porque revi alguns pensamentos a respeito de tudo de ruim que nos acontece, e queria dividir aqui. Vai que pode acabar sendo bom para mais alguém.

Sempre que algo ruim nos acontece, no fim acabamos aprendendo algo. Ainda que seja da pior forma possivel.

ilustra: agathe sorlet

Por mais que a gente tente, tem coisas que vamos carregar com a gente para sempre. Elas passam a fazer parte da nossa história. Veja, não estou dizendo que coisas ruins que nos acontecem necessariamente viram boas se aprendemos com elas. Mas sim que aprender, evoluir e crescer a partir de adversidades são coisas boas. 

Portanto, se não podemos esquecer o que houve, cabe a cada uma de nós usar o nosso olhar amoroso sobre nós mesmas. E com isso, entendermos que, dentro do possível, aprendemos com aquele episódio. Se aproveite de ter no seu repertório a certeza de onde erraram com a gente. Ou então atos, padrões ou atitudes que não podemos repetir. Só assim a gente consegue ter munição para seguir em frente e recomeçar.

Recomece, sim. Mas recomece diferente.

Tenha consigo a a certeza de que quanto mais você refaz o seu caminho, mais distante você está de tudo o que passou e do mal que aquilo te causou.

Se permita uma nova chance, um novo começo. Ao invés de viver se cercando de lembranças que não te fazem bem e que só te prendem num lugar onde voce não quer estar.

Recomece diferente, e se dê a chance de criar novas e boas lembranças. Deixe pra trás tudo o que te fez mal e siga por um caminho que te realiza, te faz feliz. E o mais importante, se permita novas chances, porque é disso que a vida é feita!

0 em Autoestima/ Relacionamento no dia 28.03.2019

Aquele momento antes de ser apresentada à família

Quando a gente engata em um relacionamento, tem sempre aquela expectativa de ser apresentada à família. É aquele momento que a gente espera, porque é uma prova que a relação está ficando mais séria. Mas também é um momento de apreensão. É um novo ambiente, são pessoas que queremos que tenham uma boa impressão nossa, uma nova dinâmica familiar diferente da nossa, com outros hábitos e regras.

Dito isso, é claro que o momento de ser apresentada à família mexe com a nossa auto confiança.

Foto: Jenna Jacobs

A gente quer que gostem da gente igual o nosso amor gosta, não é mesmo? Queremos que vejam em nós tudo aquilo que o (a) filho (a) deles viram. E também sabemos que, de alguma forma, os pais tem expectativas para os filhos. Alguns deles, inclusive, criam essa expectativa inclusive em relação aos parceiros dos filhos.

Porém, essa pressão não pode – nem deve – cair sobre os filhos, muito menos sobre o relacionamento de vocês. Claro que a gente vai se preocupar em se arrumar para ser apresentada à família. Mostraremos o melhor da nossa educação, seremos gentis, porque é natural querermos causar uma boa impressão. E só.

Jamais pense que seu jeito de ser, seu corpo ou mesmo o fato de você não ser do sexo que a família dele (a) esperava, se tornem fatores que venham atrapalhar o seu relacionamento.

Sim, eu sei que a gente se relaciona com a família também. Podemos fingir que não, mas na prática não temos como fugir. No entanto, ser apresentada à família e começar a se relacionar com ela é completamente diferente de permitir que eles tentem dizer – ainda que indiretamente – como você deve ser ou parecer para que atenda às expectativas deles. As únicas expectativas que precisam ser atendidas são a das duas pessoas que formam o casal e pronto. Você já é aceita e amada por quem precisa ser.

Quando a gente se sente confortável na nossa própria pele, passamos a segurança necessária para que momentos como esses não nos abalem a ponto de atrapalhar nossas relações. Conseguimos enxergar com mais clareza que as expectativas dos outros são…dos outros. E que nós não temos que lidar com isso. Nos sentimos firmes o suficiente para sermos o melhor que podemos com os outros e até mesmo melhorar relações que parecem fadadas ao fracasso. 

Nunca se esqueçam que a nossa relação com nós mesmas é que pauta a nossa relação com o mundo!