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Relacionamento

0 em Destaque/ Moda/ Patrocinador/ Relacionamento no dia 28.05.2019

Eu, meu corpo, minha sensualidade e o dia dos namorados!

O dia dos namorados pode sim ser uma data comercial. Mas isso não quer dizer que não podemos usá-la como um convite pra olharmos pra nós mesmas, nossas relações conosco e com o outro. Por exemplo, noto muito claramente um discurso feminino que procura a validação do outro sobre o nosso corpo, nosso estilo ou até mesmo sobre a nossa narrativa.

Olhando pra tudo isso, quis fazer algumas fotos que nos convidassem a olharmos para nós com mais amor e carinho. A ideia não é abrir mão de se sentir bonita ou sensual para quem a gente ama ou quer perto. E sim fazer a gente lembrar que pra estarmos em uma relação saudável com a outra pessoa, precisamos antes estar em paz conosco. Mais seguras de quem somos, do que queremos, do que sentimos. Até mesmo do que falamos ou vestimos, fica muito mais natural transmitir beleza, segurança e até mesmo sensualidade.

Nesse post vou te mostrar algumas peças de lingerie lindas da Marcyn que me ajudaram no processo de externar tudo isso. Mas atenção! Sozinhas elas não vão ajudar quem está lendo.

A gente só segura um visual, um comportamento, um estilo ou atitude quando a gente tem um desejo genuíno de despertar isso em nós mesmas.

Calcinha Nice Branca | Sutiã Nice Branco

Escolhi esse conjunto da coleção Nice pra me lembrar que não existe corpo certo ou errado pra usar lingerie branca. Uma renda tão chique e elegante quanto essa tem muito espaço na minha jornada com a sensualidade. Me sinto bonita, chique e sexy com essa peça.

No entanto, nem sempre foi simples assim escrever as frases do parágrafo acima. Eu precisei me conhecer e ficar mais segura de quem eu sou. Precisei entender quais eram as minhas vontades individuais pra chegar nesse ponto. Se antes eu queria mudar tudo em mim pra ser desejada ou botar uma peça que eu achava que não era pra mim, hoje eu busco olhar com amorosidade, respeito e acolhimento pra quem sou agora. 

Brincar de encontrar peças que vestissem esse corpo com amor, sem apertos e desconfortos foi uma parte deliciosa do meu processo em busca de paz com a sensualidade e a sexualidade. Nada tinha a ver com ter ou não um namorado. Tinha relação com meu corpo, meu prazer e com a possibilidade de me permitir conhecer pessoas. Ganhar referência, escolher ou não ser sexy. No processo, antes de me conhecer melhor com o outro, eu ganhei intimidade comigo.

Antes de ter um dia dos namorados, eu escolhi ter um dia comigo!

Minha relação com a lingerie ganhou todo um novo significado em 2015. E de lá pra cá tem sido sensacional mergulhar em mim, me permitir ser sexy, me descobrir mais consciente de tudo que o feminino desperta em mim.

Body Nice Preto

Nesse universo, busco sempre escolher peças que vão me ajudar a colocar pra fora toda a verdade e toda a potência que eu carrego dentro de mim. Essas modelagens da coleção Nice de Marcyn me ajudaram nisso, tem pra vários corpos e diferentes cores. Eu escolhi duas peças que tinham beleza e elegância. Que eu vou usar com o meu namorado, ou não.

Eu quero cuidar do meu prazer com muito amor. Juntos vamos sempre nos redescobrir e honrar o corpo que temos agora com tudo que vier de dentro. Toda vontade de fazer dar certo, cuidar da nossa intimidade e da nossa relação um com o outro. O sexo faz parte disso, a sensualidade faz parte disso e olhar pra esse lado da nossa vida é só mais uma forma de autocuidado. 

Eu queria ser sexy pra mim antes de ser pra o meu namorado. Eu queria me dar bem comigo antes de me dar com ele. E todo esse olhar amoroso, que abre espaço pra essa manifestação de hormônios e desejos me permitiu uma conexão comigo. Antes de ter com ele. 

Seu status de relacionamento importa pouco. O que você tem que se perguntar é outra coisa: você está se permitindo ter um relacionamento gostoso com você!?

0 em Autoestima/ Relacionamento no dia 13.05.2019

A importância da individualidade em um relacionamento

Recentemente, no grupo do Papo sobre Autoestima lá no Facebook, aconteceu um debate tão legal que quis trazer alguns pensamentos pra cá. A gente fala bastante sobre a importância de ser sua melhor companhia. Sobre independência. Mas ainda não falamos sobre um passo super importante: a individualidade em um relacionamento.

Foto: Marion Michele

Tem fases em que é mesmo difícil encontrar a sua individualidade. Aquele começo, que você praticamente quer ser um pedaço do outro, onde tudo é praticamente uma coisa só. Parece lindo encontrar alguém que tenha os mesmos gostos, pensamentos e vontades que a gente. Onde tudo parece tão fácil, que viver grudados e fazer tudo junto é um passo natural.

Mas se queremos falar de relacionamentos a longo prazo, a gente sabe que não é bem assim que a coisa funciona. O raciocínio é bem simples: para um relacionamento ser feliz é necessário que as duas pessoas estejam felizes.

E para a nossa felicidade acontecer, ter a nossa individualidade é essencial.

Por melhores que sejam os domingos maratonando Netflix. Ou fazendo atividades de interesses dos dois ou até mesmo sair com outros casais. No fim do dia, ter sua autonomia e individualidade te torna uma pessoa mais completa.

Individualidade inclui ter tempo pra si, para os seus interesses, vontades, sonhos e objetivos. Não estou dizendo que vocês não devem ir atrás dos sonhos juntos. Mas existem coisas que o outro não pode fazer por você, certo?

Ter seu momento pode ser desde sair para jantar com as amigas, ir visitar uma amiga querida que você não vê faz tempo, até mesmo ir ao cinema sozinha. Hoje em dia estamos tão conectados, e nem necessariamente fisicamente, que ter um tempo só pra gente é essencial.

Isso vai ter permitir poder olhar ao redor sem precisar procurar outras opções. Descobrir novos lugares, pessoas, ter outras ideias, ouvir novas historias. Cuidar de você com carinho e transformar isso em mais uma coisa a se dividir com o outro. A sentir falta, saudade, a tornar aquele encontro muito mais do que previsto – algo esperado.

Não importa o tipo de relacionamento que você tenha. A dinâmica do casal, os combinados e todas as variáveis que uma relação pode ter, bem como todas as suas fases. A única coisa que precisa ser inegociável e adaptada é a individualidade. Sendo completa sozinha, você se torna uma grande parte de um casal. E duas pessoas completas juntas desconhecem limites para ser felizes. Vai por mim.

3 em Autoestima/ Relacionamento no dia 01.05.2019

Comer, rezar, pensar e… apaixonar!

Ganhei bronca da dona Carla Paredes enquanto estávamos juntas em Nova Iorque (deixem eu me achar phyna brevemente, pufafô!). Eu joguei um textão aqui em janeiro e nunca mais voltei.

Acho que estou com tantas dúvidas na minha cabeça ultimamente que está difícil sair um pouco desses questionamentos. Parte de mim tem medo de abrir a caixa de Pandora aqui para todo mundo. Mas tenho falado tanto disso com as pessoas mais próximas que me sinto um CD empacado na mesma música. Mas enfim, papo para outro texto (prometo)!

Vim aqui falar sobre outra coisa. E matutei demais. Fiquei me perguntando se escrever sobre isso me tornaria hipócrita depois de falar que a gente não precisa sair pelo mundo procurando nossa metade da laranja porque somos completos sozinhos. Um dos meus textos que mais tive feedback na vida.

Bati papo com algumas pessoas para garantir que não estava sendo contraditória. porque se tem algo que eu não suporto ser é contraditória (and hipócrita). Mas cheguei à conclusão de que o que vou falar agora não significa o contrário do que eu disse antes. E sim uma consequência.

Ter consciência de que eu sou uma laranja completa me faz entender muito sobre o que eu quero e não quero no(s) meu(s) próximo(s) relacionamento(s). E, finalmente, saber que o outro não deve vir como uma muleta. E sim como um complemento. E isso me faz ver a paixão de uma outra forma.

Então vim falar que eu, uma laranja inteira, estou pronta para transbordar minha alegria com outra laran..ops, pessoa. Ou melhor, estou para me apaixonar.

Estou com saudades disso! Estou com saudades especialmente do comecinho, do momento em que a gente se vê apaixonada, boba, sorrindo mais do que o normal.

Estou com saudade das borboletas no estômago, do coração batendo acelerado em meio a uma troca de olhares. De gastar noites batendo papo conhecendo a outra pessoa e fazendo ela te conhecer também. Saudades dos primeiros beijos, saudades daquele momento em que do nada você pega na mão da pessoa enquanto andam lado a lado.

Saudade de primeiro encontro, de simplesmente não saber se vai dar certo. De não saber nadinha do que o futuro vai ser com essa outra pessoa, mas sonhar e pensar nela mesmo assim. Saudades do arrepio do toque, de cair no sono junto ou de não dormir absolutamente nada. Saudades de acordar do lado, de sentir o cheiro da pessoa na roupa do dia anterior. Saudades das coisas menos boas também, porque ninguém e nenhum relacionamento é perfeito.

Estou com saudades não apenas de me deixar apaixonar, mas de apaixonar alguém.

É gostoso, né? Saber que aquela pessoa que a gente gosta sente o mesmo pela gente? Que daquele lado também tem borboleta no estômago, tem curiosidade, tem vontade. É recíproco. Nossa, que saudade dessa reciprocidade. Nunca mais vou esquecer de como a reciprocidade é importante numa paixão e num relacionamento.

Eu me fechei, sim, para relacionamentos amorosos em 2018. Talvez porque eu me machuquei com o final do meu namoro. Talvez porque coloquei muito esforço em outras “áreas” da minha vida, como trabalho e o plano de vir para a Europa. O foco era outro e eu também evitei me apaixonar por qualquer nova pessoa sabendo que em alguns meses eu não estaria mais no Brasil.

Mas agora estou aqui. De coração aberto para compartilhar minhas alegrias com outra pessoa. Para deixar a minha vida e a de uma outra pessoa mais colorida. 

Espero não cometer os mesmos erros do passado. Espero não deixar cometerem comigo outros erros do passado. Mas estou pronta para correr o risco. Não dá para ter medo para sempre e estou com saudade disso. E estou pronta sabendo que não existe príncipe encantado, metade de laranja ou como vocês quiserem chamar isso aí.

Estou mais pronta do que nunca porque hoje entendo que quanto mais a gente se ama, mais ama de verdade os outros.