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Autoestima

0 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 28.10.2019

Você está acostumada curtir a sua própria companhia?

Eu amo fazer coisas sozinha. Não apenas atividades que são socialmente aceitáveis de serem feitas sozinha, como ir a algum lugar bonito, ler ou meditar. Amo também almoçar, fazer compras, ir ao cinema, sentar em um bar. Curtir a sua própria companhia é uma das coisas mais legais que podemos fazer por nós mesmas.

Nasci assim, com esse talento para fazer as coisas sozinha? Óbvio que não.

Mesmo porque, num geral, eu sou o tipo de pessoa que gosta de pessoas e adora companhia. Mas, em algum momento, vi a necessidade de precisar ficar bem na minha própria companhia. Me descobri assim e hoje faço tudo isso com naturalidade e confesso que até tenho dificuldade em dividir momentos que me acostumei a fazer sozinha. Por exemplo? Fazer compras ou mesmo almoçar no intervalo do trabalho.

Mas vejo ao meu redor e no grupo do Papo Sobre Autoestima que, muitas vezes, as pessoas deixam de fazer coisas justamente por não ter companhia. Sei que muitas dessas coisas realmente são difíceis no começo. Restaurantes, bares, cinema, shows. Tudo isso pode ser mesmo um desafio, por isso acredito que precisamos falar sobre esse estigma de fazer as coisas sozinha.

ilustra: @ilustragabs

Para começar, precisamos notar que isso é um estigma que apenas as mulheres carregam consigo.

Ninguém acha estranho se um homem estar sentado na mesa comendo sozinho, ou no cinema. Ou que se senta num bar e pede uma cerveja enquanto olha as pessoas passando. Quando um homem curte sua própria companhia, ele é espontâneo, independente.

Quando uma mulher faz isso, em geral, se imagina que ela tem algum problema, ou uma grande infelicidade. Tudo isso porque o mundo machista nos fez acreditar que mulheres sem companhia não têm valor, ou são de reputação questionável. É uma coisa que a gente nem sempre pensa à respeito, de tão entranhada que está no coletivo, mas no fim, a mensagem é essa.

Percebe a importância de irmos contra esses padrões?

Somos adultas. As pessoas não têm mais a mesma disponibilidade – seja de tempo ou financeira – ou até o mesmo senso de prioridade que nós. E fazer coisas sozinha faz parte de se adaptar a essa realidade adulta. Não dá mais para se comportar como adolescente e só fazer coisas legais e interessantes acompanhada.

Se você for esperar que alguma amiga sua tenha a mesma disponibilidade de tempo, financeira e interesse em fazer as mesmas atividades que você, talvez você vá passar mais tempo do que imagina em casa e perder ótimas oportunidades.

Viajar sozinha pode ser libertador e interessante. Fazer seu roteiro, gastar mais tempo em lugares que você curte, curtir a própria companhia é o máximo! O passeio no shopping pode ser melhor porque você gastou o tempo que queria nas lojas que queria, sem se preocupar em ter alguém esperando.

Curtir a própria companhia nos obriga a ter contato direto com os nossos pensamentos.

Nos obriga a tomar decisões em vez de nos apoiarmos apenas na decisão dos outros. Nos força a refletir sobre como nos sentimos naquele momento e naquela situação. No fim, sempre aprendemos mais sobre nós mesmas nesses momentos, por mais simples que eles sejam!

0 em Autoestima/ Beleza/ Destaque/ Make-up/ Patrocinador no dia 27.10.2019

Batom Basic da Vult, para quem ama batons e não quer gastar muito!

Quem nunca brincou com o trocadilho “bom, bonito e barato” para falar de algo bacana que atire a primeira pedra. Nosso post de hoje vai falar de um item que entra nessa categoria. Algo muito desejado na maquiagem e que chegou no mercado com um preço incrível.

Se você gosta de batom, vem comigo que vou te contar sobre esse lançamento de Vult.

Desde que eu me mudei, meus recebidos diminuíram drasticamente. Normal, né? NY não é um frete muito barato. hehe Mas toda vez que chegam coisas muito interessantes, eu e Jô criamos toda uma estratégia para que as novidades cheguem até mim. Dessa vez, foi uma amiga de uma amiga que trouxe na mala uma novidade de Vult: o batom Basic.

Para conhecer todas as cores, é só clicar aqui.

Na verdade, eu recebi outras coisas, mas vou contando de pouquinho em pouquinho. Só sei que no meio delas, eu não tinha entendido por quê a Jô tinha me mandado uns batons que eu tinha certeza que já tinha.

Acabei descobrindo que a embalagem é igual à da linha Make Up, mas a linha Basic têm algumas novidades.

Para começar, ela basicamente é uma linha dos maiores sucessos da marca. Eles selecionaram as 12 cores mais amadas por suas consumidoras, que vão desde o rosa antigo ao marrom, passando por um vermelho mais aberto e um vinho – clássicos que não poderiam ficar de fora, claro.

O maior trunfo dessa linha, porém, é o preço. O valor sugerido é de R$8,90 E apesar de eu ter visto que o preço médio dos revendedores está por volta de R$11, isso ainda faz com que o Batom Basic seja a linha mais barata de batons da Vult, sem interferir na qualidade, é claro. Eles são bem cremosos e fáceis de passar. Também têm alta pigmentação, o que garante uma cor uniforme já na primeira aplicação.

Só acho válido falar que a durabilidade do batom Basic não é a mesma que os batons de longa duração de Vult. Ele não é muito resistente à bebidas e comidas, então, como a maioria dos batons que não têm efeito prolongado, eles têm que ser reaplicados ao longo do dia.

A Jô me mandou as cores 03, 05 e 10.

As cores que eu tenho!

Tirei foto com cada uma delas para vocês verem como fica.

A cor 03 é a mais escura das cores que eu tenho. Ela é um rosa vindo da família marsala. É uma cor que não passa despercebida, apesar de ser bem discreta.

A cor 05 eu diria que é uma versão ainda menos saturada da 03, mas da mesma família do batom 03. Eu amei demais essa cor. É um rosa meio neutro (no meu tom de pele, claro) que deixa a boca com arzinho de saúde. Perfeito para aqueles dias que quero uma cor mas não quero nada muito impactante.

Já a cor 10 me deixou completamente na dúvida. É um rosa bem clarinho, que me parece ter um fundo bem azulado. Ela não me parece ser muito democrática. Em alguns momentos eu gostei. Em outros, estranhei. No momento olho pra foto e adoro, mas não sei tecer opinião sobre ela ainda! rs

A Jô já recebeu as cores 01, 04 e 11. Apesar dela amar os neutros, dessa vez se apaixonou pelo 4 e o 11, que são diferentes tons de vermelho. Acho que vocês verão nós duas usando esses batons, que conseguem ter preço bom e serem icônicos ao mesmo tempo.

Essa linha é lançamento e está chegando agora nos principais pontos de venda. Perfumarias, farmácias, lojas de departamento e sites de cosméticos já estão recebendo as 12 cores. Vale a pena dar uma procurada e conferir você mesmo o quanto o custo vs. benefício é bom!

Quem já tiver encontrado para comprar e já estiver usando por aí conta tudo pra gente! Tem muita coisa bacana de Vult chegando no mercado e pelo visto vamos ter muito assunto de maquiagem por aqui.

1 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 25.10.2019

Desculpa se NY te quebrou

“Se você conseguir aqui, você consegue em lugar”. “Selva de pedras onde os sonhos são criados, não tem nada que você não possa fazer”. É óbvio que vir morar em uma cidade que tem em seu repertório frases de impacto completamente cativantes e reconhecidas como essas, faz a gente acreditar que é assim mesmo.

Até que um dia, levando Arthur para a escola, no mesmo caminho de sempre, me deparei com uma frase. Um stencil no chão que dizia “Desculpa se NY te quebrou”.

Me peguei respondendo mentalmente para a pintura “não tem problema, obrigada por se importar”. E comecei a pensar sobre isso.

Porque a verdade nua e crua de NY é que ela te quebra mesmo. É algo que, como turista, eu nunca acreditaria que pudesse ser verdade. Se alguém chegasse para mim há 10 anos e falasse isso, certeza que iria responder com um: “nossa, você tá sendo muito dura. NY é incrível, tenta enxergar pelo lado positivo”. Há 10 anos eu era essa pessoa meio alheia à realidade e com pouca experiência de escutar as pessoas. Aliás, se bobear, eu era essa pessoa há uns 5 anos.

Hoje vejo claramente que não importa onde você mora, seu status de imigração, a carreira que você escolheu (ou que você foi obrigada a escolher para pagar as contas). NY te quebra.

Pode ser pelo inverno rigoroso, que chega mas teima a ir embora. 7, 8 meses de casaco e roupas quentes. A depressão sazonal de inverno existe, e vai muito além do isolamento que o frio pode provocar. A explicação também é química. Os níveis de vitamina D, que pode ser adquirida naturalmente com alguns minutos diários de exposição direta ao sol, caem nessa época do ano, podendo inclusive, causar depressão.

Pode ser pelo distanciamento das pessoas. Todo mundo com pressa. Correndo, subindo, descendo, sem nem um contato visual. Cada um em seu espaço pessoal inabalável. Se você parar para reparar as pessoas no metrô (mas sem deixar que elas percebam que você está olhando, claro), você vê que o trem é a extensão da casa de todo mundo. Tem quem aproveite o transporte para botar os estudos em dia, ouvir música, se alongar. Tem quem use para desenhar, ler, ouvir música e cantar algo.

Até chorar.

Existe uma frase que diz que se você nunca chorou no meio da rua em NY, você não é um novaiorquino de verdade. Já li vários textos que tentam explicar o fenômeno. A explicação que mais fez sentido pra mim é que, muitas vezes, dividimos apartamentos pequenos, com paredes finas. Entrar no quarto para chorar sozinha nem sempre é uma opção. Isso quando você não mora em uma quitinete, onde a única opção de privacidade é o banheiro. Por mais louco que seja, na rua você tem mais privacidade do que dentro da sua própria casa.

Eu já chorei no meio da rua (isso quer dizer que posso me considerar novaiorquina? rs), e perceber que pude fazer isso livre de olhares de pena ou curiosidade foi libertador. Ao mesmo tempo, toda vez que vejo alguém chorando e não vejo ninguém tentando ajudar essa pessoa, sinto uma sensação de vazio. Como se todo mundo fosse frio, distante e sem coração.

Tá vendo as diferenças culturais cheias de nuance? Pois é.

Pode ser também pela expectativa que a gente cria sobre sucesso. Afinal, conseguindo aqui, conseguimos em qualquer lugar, certo? Nenhuma outra cidade do mundo tem essa obrigação de sucesso que NY tem. Se seguirmos essa lógica, não conseguindo resultados expressivos por aqui, isso quer dizer que fracassamos em todo o lugar. Por isso, entramos em uma espiral de autocobrança, de busca por resultados, de provar para nós mesmos que podemos ser bem sucedidos nessa cidade. Uma cidade LOTADA de oportunidades e, por isso mesmo, LOTADA de competição. E em um dado momento, a gente se desconecta do que realmente felicidade, sucesso e realização significam para nós.

NY nos quebra em mil pedacinhos. É verdade. Já me vi juntando meus caquinhos diversas vezes nesses 3 anos e meio (3 anos e meio? Meu Deus, passou muito rápido!). Mas também já me vi remontando esses caquinhos das formas mais diversas (obrigada, Leticia – minha terapeuta).

Tudo bem, NY, eu te desculpo.