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Autoconhecimento

1 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 01.04.2019

Você torce a seu favor? A importância de sermos nossas melhores amigas

Aqui no Futi a gente bate muito na tecla da sororidade. Falamos sobre se colocar no lugar do outro, pensar no outro. Já falamos também sobre ficarmos genuinamente felizes pelas conquistas dos outros. Mas agora quero que você me responda sinceramente…Você torce a seu favor?

Parece uma pergunta esquisita, mas vou explicar. A gente sonha, deseja, procura o nosso propósito na vida, batalha, corre atrás. Mas mesmo assim, tem vezes que esse esforço todo vem com uma carga de desconfiança em nós mesmas. O que parece um tanto contraditório é mais comum do que se imagina.

Não torcemos por nós mesmas quando não fazemos o necessário para alcançar os nossos objetivos.

ilustra: Marylou Faure

Não, isso não é uma cobrança. Nem uma pressão extra. Mas é importante que você não se paralise diante dos desafios. E não se sabote sempre achando que não está preparada para eles.

Também não estamos sendo nossas maiores torcedoras quando nos colocamos com uma postura negativa diante das coisas.

Quando não nos sentimos capazes de algo. Quando nos diminuímos perante outras pessoas. Quando não acreditamos nas nossas qualidades.

Se você não for a pessoa que mais torce por você mesma, as coisas não vão acontecer. É importante que sejamos confiantes não apenas da nossa capacidade, mas também na certeza que merecemos as coisas que conquistamos na vida. Que temos, sim, direito a um trabalho melhor, um relacionamento gostoso de se estar, amigos amáveis e companheiros. Ou o que quer que você deseje do fundo do seu coração.

O nosso olhar amoroso por nós mesmas tem um papel importantíssimo nisso.

A gente precisa tirar um tempo para nos olharmos com calma e paciência. Precisamos valorizar nossas qualidades, mas também aceitar nossas limitações e pontos fracos. Ninguém é perfeito e isso não nos desqualifica para merecermos ter a vida que desejamos ter.

Seja a primeira a achar que você merece, que você pode, que você vai conquistar o que deseja. Diga para si mesma as palavras amorosas que você usa com suas amigas para incentiva-las. Seja você a sua primeira melhor amiga e maior incentivadora, ainda que o mundo e as circunstâncias te levem a acreditar no contrário.

2 em Autoconhecimento no dia 15.03.2019

Silenciar para não desanimar

Dá uma vontade de desanimar. Uma vontade de fechar as janelas, tirar tudo da tomada e me esconder debaixo do cobertor. Deslogar de todas as redes sociais, porque sei que em menos de 5 minutos, irei me deparar com as piores notícias. Vou ver mortes, vou ver ódio, vou ver lamentos, injustiça. Vou ter minha energia sugada por uma tela de computador.

É difícil não desanimar, eu sei. Quantas vezes eu já não cogitei sair de Facebook, dar um tempo do instagram, silenciar quase todos os meus grupos do Whatsapp. Até mesmo os que só existem para compartilhar bobagens. É muita informação pra pouca pessoa. 

Silenciar para não desanimar. 

O recolhimento é preciso. Como diz minha amiga em um texto que está mexendo comigo até agora e me inspirou a escrever esse: “Não paramos mais pra conversar. Olho no olho. Pior que isso, não nos calamos mais. Não silenciamos para deixar as coisas se assentarem. Estamos doentes e dependentes. Precisamos o tempo todo gritar, esbravejar, opinar. Eis-me aqui.”

Também estou aqui, usando esse espaço para desabafar depois de dois dias mais caladinha, aprendendo a me silenciar.

Tendo a romantizar o passado. Como as pessoas faziam para se livrar de suas angustias? Escreviam em diarios? Conversavam por horas com seus amigos no telefone? Se encontravam mais? Será que era melhor?

Venho para o presente e me convenço que não.

Hoje, enquanto estou aqui, sentada na frente do computador escrevendo esse texto, estou conversando com essa amiga que escreveu o texto que eu indiquei acima. Eu no Rio de Janeiro, ela em Nova York. Estamos nos dando a mão virtualmente e nos fazendo lembrar que a internet também tem esse poder de união.

Estou também dando um puxão de orelha em outra amiga, que também está longe. E sei que em algumas horas, estarei fazendo FaceTime com meu filho, matando um pouco das saudades. Até mesmo a hashtag sobre a morte da Marielle, que fez 1 ano ontem, mostrando tanta gente disposta a manter o legado de coisas boas que a vereadora fez em vida, deu um quentinho no coração. 

Mas saber quando silenciar me parece cada vez mais necessário.

Essa semana, justamente no dia que aconteceu a tragedia em Suzano, as principais redes sociais que usamos estavam intermitentes. Muita gente não conseguiu postar nada, não dava pra mandar audio nem imagens. E sinceramente, foi um presente. Não só porque ficou tudo centralizado na televisão, mas também porque fez com que a gente controlasse um pouco a necessidade de estar sempre falando sobre tudo que acontece. 

Não quero mais me envergonhar porque não sei a última notícia horrorosa que saiu no jornal. Preciso parar de querer saber tudo que acontece, dar uma pausa na setinha de refresh, ou de arrastar a tela do celular pra baixo para pedir conteúdo novo. Quero me dar ao direito de não precisar expor minha opinião sobre tudo o que acontece só para não parecer (pra muita gente que nem me conhece direito) que eu não me importo. É muito fácil se deixar contagiar pelo desanimo, é muito fácil achar que tá tudo perdido. E é muito fácil ficar com medo de se alienar.

“Nossa, onde você estava? Em um iglu no Alaska sem internet?”

Quero parar de achar que essa frase é um sinal de alienação. Quero responder: “não, mas estava lendo um livro/brincando com meu filho/saindo com meus amigos/fazendo qualquer coisa que não fosse olhar para uma tela de computador”. Quero silenciar sem me sentir culpada por isso. E usar a energia que vai me sobrar por estar cuidando de mim para fazer a diferença nas áreas que eu tenho alcance. Quer vir comigo?

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 13.03.2019

Tire um tempo para o que importa caso a auto aceitação esteja difícil

Aqui no Papo a gente defende que seu corpo não deveria ter nenhuma limitação. Seja uma roupa, uma atividade física, um ambiente. Seu corpo não deveria ser um impedimento para nada. Acabamos de passar pelo Carnaval, época do ano que isso é mais discutido (e celebrado!) que nunca.

E eu sei que, quando essa discussão acontece muito, muitas mulheres sentem-se intimidadas porque não acham que chegaram nesse grau de liberdade. Antes de tudo, vale sempre relembrar que não existe uma linha de chegada, nem uma competição para premiar quem chega primeiro. Dito isso, também vale lembrar que aceitação é um processo e ele tem eu ser contínuo.

Veja também: Não, você não precisa amar seu corpo todos os dias

Pensando nisso, queria sugerir coisas que ajudam a gente a manter uma relação com nós mesmas. Seja no Carnaval, em algum feriado ou no dia a dia mesmo. Tenho certeza que ao flexibilizar seu olhar, seu tempo e suas atitudes, a auto aceitação vai chegar com menos pressão.

1 – Tire um tempo para o seu corpo

Tome aquele banho demorado. Faça uma semana de tratamentos para o cabelo. Vá pedalar. Passe hidratante em todos os lugares que dá preguiça, mas não faça isso de maneira mecânica.

Esteja ali presente, atenta ao momento. Curtindo, sentindo de fato que isso é um carinho que você está se fazendo. Ao se olhar e se tocar, não se critique, não se odeie, não pense no que pode melhorar. Apenas aceite, ame, trate seu corpo com o carinho que ele merece.

2 – Tire um tempo para sua mente

Leia um livro que você estava querendo há muito tempo. Escreva, se é assim que você gosta de desanuviar a cabeça. Assista a um filme para relaxar. Organize suas fotos na nuvem em pastas, dedique um tempo para desenhar, fazer scrapbook, tricotar, o que te dê prazer.

Tenha tempo para se fazer companhia e perceber como é bom e pode ser enriquecedor ter momentos com você mesma. Perceber a própria companhia como algo valioso e que ter tempo para si é importante muda completamente a sua relação com você mesma.

3 – Tire um tempo de qualidade com quem você gosta

Não é porque você tem que ser sua melhor companhia que você precisa viver isolada do mundo. Ter ao seu lado pessoas que te fazem bem é muito importante. Gente que te faz relembrar suas qualidades, que te bota pra cima e que te quer bem, acima de tudo.

Mas quando falo em ter tempo de qualidade com essas pessoas, digo para você se dedicar à elas também. Saiba mais sobre o que tá acontecendo em suas vidas, mostre-se disponível para o que for. Cultivar verdadeiramente essas amizades faz tão bem quanto receber o carinho dessas pessoas. E daí vem a minha próxima dica:

4 – Tire um tempo para ser a rede de apoio de alguém

Poder ajudar as pessoas faz um bem enorme pra gente também. Desconhecidos ou não. Por isso, no seu tempo livre, tente ver se consegue ser a rede de apoio de alguém. Veja se alguma amiga sua com filhos gostaria de tirar um tempo pra si. Ou apenas pergunte se precisam que regue as plantas ou que alguém fique com o cachorrinho para ela viajar. Todo mundo precisa de ajuda e poder ser uma pessoa que oferece essa ajuda é um prazer e um privilégio. Tire vantagem disso.

E você? Como age quando sente que empacou no caminho da auto aceitação?