0 em Autoestima/ Destaque/ Saúde no dia 18.02.2020

Acne versus autoestima? É possível se sentir bem com espinhas?

Eu luto com a acne hormonal desde os meus 17 anos. Inclusive esse é um dos posts mais lidos da história do blog. Eu nunca fui ADULTA sem ter uma questão com a pele. Dermatologista é um investimento desde 2004, e já passei por muitos altos e baixos no quesito espinhas.

Meu quadro de acne é hormonal, totalmente associado ao meu ciclo menstrual. E essa combinação nem sempre foi fácil de assimilar.

Sempre falo do quanto não podemos deixar a autoestima ser confundida com AUTOIMAGEM. Ter autoestima não se resume a se achar bonita ou a estar confortável com a própria aparência. Porém, na sociedade em que vivemos, o valor das mulheres está tão associado à estética, que em muitos casos isso pesa.

Se sentir bonita pode trazer algum conforto. E tá tudo bem. Só temos que lembrar que isso NÃO É TUDO e que o BELO é diverso.

Nos últimos anos eu tenho levado minha batalha contra as espinhas doloridas e inflamadas com muita resiliência e muitas conquistas. Desde julho de 2016 a homeopatia associada aos cuidados tópicos têm sido a MELHOR saída pra mim. Que por resistência a todos os efeitos colaterais pude escolher colocar um DIU de cobre e não ter assim hormônios confundindo ainda mais o meu corpo.

ilustra: Jessica Marak

Alguns tratamentos no consultório ajudam, os produtos que uso são ótimos e minha pele em geral está bem melhor. Uso óleos essenciais e produtos de muita tecnologia e confiança. Não testo marcas aleatórias, sem reputação ou qualidade reconhecida cientificamente. Produtos para minha pele precisam ser testados muitas vezes, precisam ser de marcas referência. Mesmo dando meu melhor, tem hora que o emocional pega (e aqui tá pegando real AGORA). Hormônios bagunçam e TUDO explode assim, no meio da cara, como uma bomba. TUDO DÓI, fisicamente falando. Dai as pessoas começam a colocar a “culpa” do aparecimento das espinhas nos meus cuidados, na minha alimentação, nos profissionais e, no fim, nada disso reflete a realidade.

Se eu aprendi algo com a minha relação com minhas espinhas é que NINGUÉM tem culpa.

Eu tenho acne hormonal e escolho (com muita convicção) não tomar anticoncepcional e mascarar tudo isso. Meus privilégios me permitem fazer essa escolha consciente, por mais que para muitas essa seja a saída mais fácil, pra mim não é. Por isso, vou estar sempre sujeita ao lado ORGÂNICO E VIVO do processo, com altos e baixos. Não está no meu controle. Os meus ovários funcionam num fluxo do meu próprio corpo.

Eles se ajustam muito e se desajustam as vezes, a homeopatia bota ordem no coreto, mas toma um tempo. O tempo das coisas. Eu não controlo e em geral, o que jamais pensei aconteceu: eu passei a lidar bem. Sim, bem.

Quando a crise chega, busco lidar da melhor maneira que posso naquele momento.

Hoje não enxergo esse problema com lente de aumento. Não parece o fim do mundo e entendo esse problema do tamanho que ele é. Antes os traumas eram tantos que eu NÃO CONSEGUIA. Hoje é mais leve e mais fácil 95% do tempo. No entanto, tudo depende do contexto. Outro dia disse à minha médica que tá difícil me sentir bem assim, tanto pela dor quanto pelo incômodo estético. E tá tudo bem. Não me define, mas num momento delicado em que eu estou mais vulnerável, a história da aparência pode ter outro peso também. Os 5% né? É um processo!

Depois eu volto aos 95% de conforto. Porque a resposta pra me sentir bem tá em cuidar da melhor maneira possível do que está fora, mas PRINCIPALMENTE em colocar em ordem a casa interna! Me cuido da forma que acho melhor pra mim e cuido desse problema com o tamanho que ele tem. O equilíbrio me ajuda a não me iludir, não permite que eu me domine por pensamentos que me resumam a isso. Sou tão mais, mas tem dia que não é fácil e é um processo!

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