0 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 05.02.2020

É possível gostar da sua personalidade e não gostar da sua imagem?

Recentemente surgiu essa questão no grupo do Papo e eu achei tão pertinente, que quis trazer pra cá. Joana já contou em alguns momentos – inclusive nesse podcast do Fantástico que ela participou – que seu processo de autoaceitação começou de dentro pra fora. Foi valorizando suas qualidades primeiro, e aprendendo depois a enxergar o próprio corpo que ela conseguiu tirar o peso que ela dava à sua imagem. E passou a se ver como uma mulher bonita por completo.

Já o meu caso foi diferente. Tirando questões pontuais com meu corpo, eu nunca me achei feia ou deixei de fazer coisas por causa da imagem refletida no espelho. Em compensação, minha auto confiança é tão frágil que eu luto constantemente contra a auto sabotagem.

Mas vamos lá para a questão da Ednalva Andrade?

Tudo que eu tenho para fazer esses posts são as experiências vividas e divididas com a gente. E o mais comum, pelo menos nessa minha bolha, é ver mulheres incríveis que estão tão aprisionadas com seus corpos que não conseguem enxergar todas as outras características maravilhosas que elas têm.

Dito isso, será que é possível amar sua personalidade, mas não gostar da sua imagem?

Acho totalmente que é possível! Inclusive, acho esse questionamento muito pertinente com as discussões que temos sobre autoimagem, autoestima, auto percepção. Como bem disse a Camila Duarte, psicóloga que participa do nosso grupo, “muita coisa incide sobre a leitura que temos do nosso corpo, vindas da gente e do social. A gente vem pensando novas questões sobre o feminino e o corpo, temas que há cinco anos ninguém nem falava.”

Marcela Vianna é outra psicóloga que participa do grupo, e complementou a Camila de forma muito interessante: “Autoestima se refere à nossa crença de sermos dignas de ser amadas. Em outras palavras, é o quanto estamos alinhados com quem somos, com nossa essência. Já a aparência é um aspecto da autoimagem, que é como nos vemos. Eu posso não me ver “perfeita”, até pq a aparência se constrói ao longo de muito tempo, mas ainda assim estar completamente confortável com quem eu sou. A percepção da autoimagem tem muita influência externa, já a autoestima é construída em processos bem mais subjetivos.”

Independente de como está o seu alinhamento entre autoestima e autoimagem, acho válido sempre lembrar de uma coisa: seja gentil com você! É com gentileza e compaixão com nós mesmas que a gente consegue entender nossos processos de forma mais consciente e menos angustiante.

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