0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 02.02.2020

Esse ser estranho: você

Estamos em tempos em que a busca por padrões estéticos são cada vez mais irreais. As conquistas financeiras estão no topo da lista de metas das pessoas ano a ano. E os sujeitos que estão fora dessa curva – os que “não deram certo” – se sentem cada mais pressionados a viver uma vida forjada.

A autenticidade tem menor valor porque em geral não traz conforto, ou mesmo consolo, em um mundo de relações líquidas.

Queremos dar certo no amor, no emprego, na corrida, no corpo. Queremos mesmo é ficar bem na foto e ganhar muitos likes. Queremos ser valorizadas, elogiadas e para isso, muitas vezes, forjamos quem não somos.

E como ficamos quando decidimos sustentar quem somos?

ilustra: audrey lee

Nem sempre é fácil bancar quem somos. Requer coragem, autoconfiança, maturidade, amor próprio. Requer exercício constante de dizer sim à si mesma. E não àquilo que te faz mal. Entender afetivamente que não será possível agradar a todos, e isso não é uma tarefa fácil.  No entanto, abrir mão de quem se é, pode ser muito mais doloroso e desgastante.

Mantenha seu jeito de ser, mesmo que ele não fique sempre bem na foto. Seja original e espontânea, mesmo que te critiquem. Vá a praia do jeito que quiser. Viaje ou fique em casa lendo um livro. O importante é encontrar o que te faz feliz. Sem a necessidade de validação do universo particular que te rodeia.

Insistir em ser feliz é a busca pela sua autenticidade em essência.

É fácil? Claro que não. Vivemos em um mundo onde todos querem ter as mesmas poses, as mesmas fotos, os mesmos cabelos. Como então incentivar o sentimento de autenticidade existente dentro de nós? Pense no que você gosta de verdade. Diga não. Dedique-se à afetos reais e recíprocos. Curta um tempo só.

“O importante é ser você
Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro.” (Pitty)

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