2 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Relacionamento no dia 22.10.2019

Impulsiva, sim. Com orgulho? Nem sempre.

Não é novidade para ninguém aqui que eu luto com a minha ansiedade. Mas esse ser humano que vos fala é também do signo de áries. E apesar de não saber bulhufas sobre o zodíaco, eu sei da reputação que carrego (risos nervosos). Sou impulsiva, teimosa, decidida, leal, honesta e todas as demais características que você acha em uma busca rápida no Google.

E de todas essas que mencionei, a impulsividade é a que mais me lasca.

E vejam bem, eu não estou sendo hipócrita: venho falando há mais de ano como quero deixar a vida me levar e ter menos controle sobre as coisas. Eu quero, sim, mais impulsividade na minha vida. Porém, entretanto, contudo, todavia, a impulsividade que eu tenho e gostaria de não ter é focada na área do romance.

É, meu povo. Sou dessas de grandes gestos, dessas que faz ao invés de falar, que aparece de surpresa, que cruza oceano por 72 horas e eu vou parar de dar exemplos antes que me envergonhe muito.

Se eu acho essa impulsividade maravilhosa por um lado? Ah, acho romântica pra caralho e faz de mim a Mayara que sou. Mas também acho uma merda. É uma merda quando vem o combo ansiedade + impulsividade, porque eu não penso mesmo! É uma merda quando eu sou impulsiva e pareço meio “over”. Quando eu sou impulsiva achando que estou praticamente em uma comédia romântica de Hollywood, porém estou na vida real, nua e crua.

Outra parte ruim disso tudo? Eu também espero essa impulsividade do outro.

E mais do que isso, espero grandes gestos. Espero um buquê de peônias durante o dia, espero que me busquem no aeroporto, que apareçam na porta do meu prédio de surpresa. Todas as coisas que eu faço são, na realidade, as coisas que eu sempre sonhei que fizessem comigo. “Mayara, você está tratando isso na terapia?” – sim, queridxs, estou, fiquem menos preocupados (risos nervosos, parte dois).

Esse texto mesmo está sendo escrito na impulsividade. E só está sendo escrito porque eu fui novamente impulsiva quando deveria ter respirado fundo, contado até dez e seguido com o meu dia sem grandes alterações. Honestamente, não sei se a impulsividade existe sem ansiedade, se uma depende ou independe da outra. Mas já concluí que impulsividade não é necessariamente seguir meus instintos.

Enfim, vim aqui impulsivamente contar para vocês que preciso lembrar de ser menos impulsiva quando se trata de assuntos do coração.

Acho.

Estou errada? Existe meio termo para a impulsividade? Ou é oito ou oitenta? Ser impulsiva ou não ser? Me digam vocês. Ah, e antes que eu me esqueça vou encaminhar esse texto na íntegra para meu terapeuta. Um beijo para você, Francisco!

Gostou? Você pode gostar também desses!

2 Comentários

  • RESPONDER
    Aline Freitas
    22.10.2019 às 16:22

    Eu não sou de Áries, mas também sou super impulsiva. E às vezes tenho ganhos com essa impulsividade, outras vezes me lasco! Essa sensação de inadequação depois de uma ação impulsiva tem muito a ver com o quanto me cobro para causar determinada impressão. Não ser mal educada, por exemplo. Mas acredito que quando penso demais nas consequências, em determinados momentos isso acaba me paralisando, e uma coisa que podia ser muito legal não acontece. Então acredito que o desconforto pode ser menos pela impulsividade, mas mais pelas expectativas que esperamos do outro…

  • RESPONDER
    Paula
    24.10.2019 às 7:27

    Adorei o texto! E me identifiquei tb. Sou de escorpião (intensa!!), o que não deixa de ter um gancho com impulsividade tb, né? Rsrsrs…
    No meu caso, tenho esse dilema muitas vezes. Meu círculo social varia entre pessoas super descoladas, “de humanas”, mais jovens que eu, e também um monte de burocrata careta, devido ao meu trabalho. Então basicamente convivo com essa questão de ser ou não impulsiva basicamente todos os dias.
    No frigir dos ovos, acho que prefiro ficar mais próxima ao pessoal impulsivo, porque pelo menos a gente se diverte bem mais! Rsrsrs

  • Deixe uma resposta