0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 19.06.2019

Se for para seguir, que seja consciente

Sempre que se fala em redes sociais e autoestima, é meio que automático pensar em comparação. Ou no impacto que seguir alguém pode trazer para a nossa vida, dependendo do que essa pessoa compartilha. Eu já trouxe aqui para o blog o questionamento dos por quês seguimos quem nós seguimos, mas queria abordar o tema novamente, desta vez sob outra perspectiva.

Você já parou para pensar no nome “seguidor”?

Parece óbvio. A gente aperta um botão escrito “seguir” quando cruzamos com alguém que nos interessa. A gente de fato segue pessoas para saber o que elas estão fazendo ou lendo. Onde foram e o que gostaram (ou não). Seguimos até mesmo para saber o que ela está vestindo. E isso pode ser um aliado na nossa vida. Principalmente quando estamos procurando recomendações, dicas ou até dividindo opiniões. Quando seguimos alguém que pensa diferente porque queremos aprender e refletir.

Mas vocês já pararam para pensar quando o “seguir” atinge extremos? Quando você se percebe fazendo muitas coisas que alguém que você segue faz? Ou quando alguém que você conhece passa a seguir alguém sem usar senso crítico? É aí que eu quero levantar uma questão. É super normal que tenhamos pessoas em quem possamos nos inspirar. Chamar de “musa” virou algo muito comum hoje em dia. Mas quando levamos esse posto de musa muito à sério, talvez seja o caso de prestarmos atenção.

Quando a nossa autoestima não vai bem, ou nossa autoconfiança está abalada, é muito comum que a gente use alguém que admiramos como espelho nosso. Por exemplo, se você é insegura em relação à maneira que você se veste, mas admira alguém que saiba imprimir estilo com peças que você já tem, é normal que você passe a usar essa pessoa como inspiração para se vestir. Mesmo que a gente não conheça essa pessoa ao vivo. Mesmo que a admiração seja à distância.

Mas já parou para pensar quando o ato de seguir fica tão automático a ponto de você nem pensar direito?

Não ache que isso não acontece só porque você não cai nessa. Diariamente o Papo recebe mensagens de gente que se endividou ou desenvolveu transtornos alimentares por seguir dicas de alguém que admiravam.

E é claro que os influenciadores têm sua parte de responsabilidade. Tem muita gente na internet que prefere ignorar o verdadeiro peso de sua influência para continuar vendendo. Gente que se recusa a refletir sobre a mensagem que está passando para seus seguidores.

Mas acho que também é válido a gente fazer essa reflexão sobre nós mesmas. Quando você para de se questionar se de fato gosta de certas coisas, será que não é hora de parar para pensar? Quando você se vê reproduzindo práticas insustentáveis para a sua realidade só porque você segue alguém que você admira fazendo o mesmo, será que isso está sendo bom para você?

Desenvolver a nossa capacidade para chegarmos às nossas próprias conclusões é o que nos ajuda a fortalecer a nossa autoestima. Muito mais do que apenas seguir e se basear no que outras pessoas fazem. O ato de seguir se torna saudável quando estamos fortes por dentro e quando nos sentimos capazes de decidir por nós mesmas. Quando estamos procurando a solução das nossas questões dentro da gente é quando conseguimos ser bem influenciadas.

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