1 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 06.05.2019

Mulheres seguras são apenas mulheres com autoestima saudável

Com frequência vejo mulheres seguras serem confundidas com pessoas prepotentes. Ou arrogantes. Somos instruídas a não sairmos por aí dizendo que somos boas em algo. Que nos achamos bonitas. Ou apenas reconhecemos nossos pontos fortes e qualidades. Muitas vezes temos que ficar ali, fazendo uso de falsa modéstia, quando estamos, sim, nos achando o máximo. Seja na vida, seja com determinada roupa ou maquiagem , seja por termos concluído uma tarefa com sucesso.

Prepotência, por definição, é quando alguém se sente de alguma forma superior a você. Seja por estar numa condição supostamente mais favorecida ou numa posição hierarquicamente acima. E, baseado nisso, se sente no direito de dizer o que você deve fazer. Tenho certeza que você pensou em pelo menos uma pessoa ao ler isso.

É por causa de gente assim que provavelmente somos educadas de maneira contrária. E, claro, sendo mulher, a gente também é educada para acreditar que, se nos tornarmos mulheres seguras, podemos “assustar os homens”. Prova disso foi esse experimento social onde uma mulher resolveu concordar com homens que a elogiavam depois que davam match.

Acreditamos que não pega bem valorizar o que temos de bom em nós, e por isso, nos diminuímos. Mas é completamente diferente você ser boa em algo e admitir isso do que sair por aí se considerando melhor do que alguém.

ilustra: Marylou Faure

Então, qual seria a diferença entre mulheres seguras e confiantes e pessoas prepotentes?

A confiança fala por si em atitudes. Você pode, sem dúvidas, admitir que é boa em algo, ou que tem uma característica muito interessante. Mas a pessoa verdadeiramente confiante não sai dizendo isso a todo momento, gratuitamente, para todas as pessoas. Ela age com confiança e os outros simplesmente percebem. A pessoa confiante é muito mais reconhecida do que se autoproclama.

Já a prepotente é, na verdade, alguém inseguro. Uma pessoa que briga de todas as formas consigo mesmo, precisando provar talento, competência e/ou beleza a todo instante. E muitas vezes, faz isso pisando nas demais pessoas. Isso quer dizer você pode ser, sim, uma pessoa confiante, segura de si, das suas qualidades e pontos fortes, sem se tornar uma pessoa prepotente.

Acho inclusive que é importante que sejamos confiantes na vida. Que a gente acolha o fato que podemos ser mulheres seguras. Seguras de quem somos, dos nossos desejos e ambições. Nas qualidades e pontos fortes que temos. Em tudo aquilo que nos orgulhamos, seja na nossa competência, seja na nossa imagem. Não há problema algum em exaltar.. Em uma sociedade que lucra com a nossa insegurança, saber calar os ruídos e saber se enxergar com carinho e valor é um dom. Inclusive, acho que é uma das maiores provas de uma autoestima saudável, e esse deveria ser o objetivo de todas nós.

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1 Comentário

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    Renata Castro
    06.05.2019 às 13:59

    Coincidentemente, esse final de semana eu estava refletindo sobre qual a diferença entre “se bancar” e ser arrogante… ótimo texto!!

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