0 em Sem categoria no dia 29.03.2019

Book do dia: Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie

Ganhei Americanah de Natal da Joana. Um presente super acertado, até porque eu já tinha falado mil vezes que queria muito ler. Um dos livros mais indicados pelos mais diferentes tipos de mulheres.

Já conhecia o trabalho de Chimamanda através dos manifestos “Sejamos todos feministas” e “Como educar crianças feministas”. E Americanah estava na minha lista há algum tempo. E eu estou aqui hoje para fazer coro à todas que falaram que eu “tinha que ler!”.

Odeio “ter que” alguma coisa. Me dá nervoso, ansiedade, sensação de que se eu não o fizer eu estou perdendo algo. Já tenho tanta coisa obrigatória para fazer na vida, que no meu tempo livre eu queria não “ter que” nada. Mas nesse caso em específico, eu entendo totalmente o por quê dessa obrigação.

Porque Americanah é mais que uma história, é um livro sobre empatia. Sobre entender outras perspectivas.

Uma parte da sinopse: Principal autora nigeriana de sua geração e uma das mais destacadas da cena literária internacional, Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero. Bem-humorado, sagaz e implacável, Americanah é, além de seu romance mais arrebatador, um épico contemporâneo.

Americanah não é um livro pequeno, são 516 páginas que só não passam mais rápido porque tem muita coisa para ser absorvida. É o tipo de leitura que poucas pessoas saem indiferentes (queria dizer nenhuma, mas não vou botar minha mão no fogo por ninguém rs). Eu pelo menos saí.

Ele é um romance cercado de discussões sobre racismo, imigração, sobre negritude e sobre autoestima também. Nunca consegui imaginar um livro que conseguisse abordar questões sociais, raciais e culturais de forma tão rica, tão clara, e ao mesmo tempo tão leve.

Só que é um leve diferente. Os temas que envolvem a história de Ifemelu e Obinze em Americanah não são abordados de forma boba, tampouco leviana. Mas é envolvente.

Cada palavra é colocada de uma forma que faz a gente parar pra pensar. Faz a gente enxergar outras vivências com empatia, paciência, sem julgamentos. Faz a gente analisar as diferenças. E questionar comportamentos.

“A diversidade significa coisas diferentes para pessoas diferentes”. Essa é uma das frases do livro que mais ficaram marcadas, e mais definem o que a leitura de Americanah significou para mim. Por isso, esse é um “tem que” ler que eu não me arrependo nem um pouco de falar.

A história de Ifemelu é mais do que um romance. É uma discussão atual sobre tantas questões que envolvem imigrantes, consciência racial e até mesmo auto conhecimento. E o que mais me encanta é que Ifemelu é tão humana e imperfeita, com suas questões, erros e acertos, que nem parece que foi criação da mente de Chimamanda. Nem sempre é fácil atingir esse equilibrio entre ficção e realidade em um romance, mas em Americanah a gente encontra isso.

Essa semana saiu a notícia que o livro vai virar série de TV com Lupita Nyong’o no papel de Ifemelu. Não vejo a hora para estrear, sim ou com certeza?

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