0 em Autoestima/ Looks/ Moda/ Patrocinador no dia 19.03.2019

Lingerie branca, de renda, pequena ou grande. Hoje posso usar o que quiser!

Sensualidade, conforto, estilo e delicadeza. Foi isso que senti ao ver as fotos da campanha de lingerie da coleção Veneza, de Marcyn. Me vi numa mistura de encantamento e uma vontade repentina de experimentar! Sabe quando dá vontade de se expressar de outra forma, ousar em novas cores e formatos? Foi isso que eu quis ao ver essa coleção. Abri mão da necessidade de aro de sustentação, das cores de sempre e dos modelos que já conheço. Deu vontade de buscar uma sensualidade mais livre.

Coleção Veneza | já no site da Marcyn

Olhando com carinho para as fotos da campanha e pras peças do site, me vi reflexiva. Isso é para todas, por mais que cada uma de nós precise trabalhar suas próprias questões. Lutar para que as mulheres se sintam confortáveis em seus próprios corpos é mesmo um objetivo nobre e libertador. Importante pra sociedade, não só pra mim ou pra você.

Num mundo onde é tão lucrativo ensinar as mulheres a não gostarem de si mesmas, é mesmo revolucionário falar o óbvio:

A roupa tem o objetivo de nos servir, não o contrário. A lingerie segue o mesmo caminho.

sutiã e calcinha pérola | coleção Veneza

Verdade seja dita, enquanto mulheres se odeiam, elas compram mais buscando preencher vazios. Fazem loucuras pra atingir um tipo específico de corpo, se afastam de quem elas são para serem aceitas sem críticas. A ausência do julgamento é uma ilusão, assim como a unanimidade.

Precisamos trazer pra nós mesmas a responsabilidade sobre escolher quais são as verdades que carregaremos no nosso coração. Muitas vezes, tentando incessantemente parecer o que acreditamos que a sociedade espera de nós, nos tornamos outra pessoa. Deixamos nossa essência de lado e só nos cobramos de formas cada vez mais rígidas.

Quanto maior a cobrança por perfeição, maior o tombo de frustração.

sutiã e calcinha pérola | coleção Veneza
sutiã e calcinha pérola | coleção Veneza

No mundo não existe um tipo de corpo perfeito, isso foi uma ilusão tão repetida que virou verdade pra algumas pessoas. Somos diversas, diferentes e cheias de histórias que nos tornam únicas. Carregamos conosco peculiaridades, e para honrá-las, flexibilizar o nosso olhar é fundamental.

Repense se “vale tudo mesmo para ser aceita” pelo o outro.

Na minha experiência, aqui no alto dos meus 32 anos, a resposta é não. O que mais vale a pena é investirmos em nós mesmas! O autoconhecimento muda a nossa autoconfiança, muda a forma como sentimos e enxergamos a nossa liberdade e transforma profundamente a nossa autoestima. Quanto mais seguras estamos de nos expressar como somos, mais vivemos um processo profundo que transforma a nossa autoestima.

O melhor de tudo isso? Buscando maior liberdade individual e expandindo a consciência nesse processo, saímos de uma espécie de cegueira social. Começamos a enxergar que várias das ferramentas de controle que nos cercam não passam de crenças coletivas.

Mulheres podem gostar de si mesmas como são agora. Elas podem esbanjar sensualidade se assim quiserem. Elas podem cuidar de si mesmas por amor, não obrigatoriamente por ódio. Estamos tão distraídas achando que ainda não somos perfeitas que nem notamos que na verdade ninguém é.

E por quê estou aqui, fazendo esse textão enquanto mostro algumas das peças da nova coleção de Marcyn?

Porque cada vez mais eu vejo que nossa liberdade individual é a porta de entrada para entendermos a sociedade na qual fomos criadas. Uma vez mais livres pra existir com os corpos que temos hoje, mais flexíveis nós somos conosco e com as outras mulheres. A empatia e a escuta ativa sobre outras realidades aumenta quando estamos conscientes.

sutiã e calcinha framboesa | coleção Veneza
sutiã e calcinha framboesa | coleção Veneza
sutiã e calcinha framboesa | coleção Veneza

Durante esse processo, quis ajudar outras mulheres. No fim, descobri que a aceitação corporal pode ser um primeiro passo para entender várias lutas de diferentes grupos de mulheres. Esse é só um dos muitos assuntos comuns a nós todas.

Sentir-se livre de lingerie com seu corpo é maravilhoso. Mas juntas e conscientes da forma e com as crenças as quais fomos criadas, podemos muito mais!

Me vi escolhendo dois conjuntos dessa coleção tão bonita e pensei que apenas mostrar as fotos da campanha era pouco. Foi um processo tão longo para eu conseguir chegar nesse ponto, que quis aproveitar essa oportunidade.

E sim, eu poderia ter optado por dois modelos diferentes! Quem sabe uma calcinha menor que vocês tanto gostam. Mas no fim, senti que esse conjunto tinha meu nome, sobrenome e cpf escritos nele, perfeitos pra mim. Se me visto pra mim, que seja então assim, do meu jeito. Queria me sentir livre pra ser sexy em uma lingerie branca. Queria fazer isso com renda e conforto, essa coleção Veneza me deu isso, com muita delicadeza.

Me dei conta que vestir uma lingerie branca é mais do que uma escolha de moda. É uma espécie de lembrança que eu reforço pra mim de que eu posso tudo com esse corpo no qual eu vivo hoje. Estou livre pra me expressar com ele e através dele. Com cores e modelos diferentes se eu quiser – iguais se eu preferir. Fazendo assim desse espaço um lugar pra refletir!

Beijos

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