2 em Autoconhecimento/ Destaque no dia 07.03.2019

15 lições que Taylor Swift está aprendendo com seus 30 anos

Taylor Swift faz 30 anos esse. Ainda falta, pois é só em Dezembro. Mas ela resolveu se adiantar e escreveu um artigo para o site da revista Elle contando sobre 30 aprendizados que ela teve ao longo desses anos. Separei apenas a metade, com algumas das coisas que eu achei mais relevantes e importantes. Que eu também acabei aprendendo ao longo dos meus 30 anos (32, na verdade), e que achei que valia a pena ser compartilhado. Se você quiser ler a matéria toda, o link está aqui!

1 – Eu aprendi a silenciar alguns barulhos

Redes sociais podem ser maravilhosas, mas também pode inundar seu cérebro de imagens de coisas que você não é. Como você está falhando, ou quem está em um local mais legal que o seu em qualquer momento. Uma coisa que eu faço para diminuir essa estranha insegurança é desativas comentários. Sim, eu faço isso.

Dessa forma, eu mostro para os meus amigos e meus fãs o que eu estou fazendo, mas vou treinando meu cérebro para não precisar da validação de alguém dizendo que eu estou gostosa. Também estou bloqueando todo mundo que sente necessidade de me dizer que eu deveria morrer enquanto estou tomando meu café as 9 da manhã.

Eu acho que é saudável para a sua autoestima precisar menos das bençãos da internet, especialmente quando três comentários abaixo, você cruza sem querer com alguém te dizendo que você parece uma doninha atropelada por um caminhão e costurada de trás pra frente por um taxidermista bêbado. Um comentário que eu realmente recebi, aliás.

2 – Ser boazinha sempre pode te meter em confusão

Enquanto essa história de ser boazinha talvez tenha nascido da nossa criação para sermos jovens meninas educadas, quando alguém resolve se aproveitar disso, pode virar um dos maiores arrependimentos da sua vida.

Crie casca, confie na sua intuição e saiba quando revidar. Seja como uma cobra – e só morda quando alguém pisar em você.

3 – Esqueça o drama

Você só tem espaço e energia para dar para quem está na sua vida. Seja perspicaz. Se alguém está te fazendo mal, te drenando ou te trazendo algum tipo de dor que pareça difícil de resolver, bloquear seu número não é crueldade. É só uma forma de fazer seu telefone eliminar o drama, se é isso que você quer.

4 – Nesses meus 30 anos, eu aprendi que a sociedade está constantemente mandando mensagens bem barulhentas para mulheres que exibem sinais de envelhecimento, e isso é a pior coisa que pode acontecer com a gente.

Essas mensagens falam para as mulheres que a gente não pode envelhecer. É um padrão impossível de se encaixar, e eu to amando como Jameela Jamil está falando sobre isso. Ler suas palavras me faz sentir que estou ouvindo a voz da razão em meio a tantas mensagens dizendo que mulheres precisam desafiar a gravidade, o tempo e tudo que for natural. Tudo isso só para podermos atingir esse objetivo bizarro da juventude eterna, que não é nem um pouco obrigatória para os homens.

5 – Aprendi a não deixar que opiniões externas estabeleçam o que é valioso nas escolhas que faço para a minha vida.

Por muito tempo, as opiniões de estranhos afetaram como eu via meus relacionamentos. Quer fosse o consenso geral na internet de quem seria a pessoa certa para mim. Ou comentários sobre “casalzão da porra” baseados em uma foto que eu postei no meu Instagram. Essas coisas não são reais. Para alguém que sempre procurou aprovação como eu, uma lição importante de ser aprendida nesses meus 30 anos foi ter meu próprio sistema de valor baseado naquilo que eu realmente quero.

6 – Desculpar-se quando você machucou alguém que realmente é importante para você não te tira nada

Mesmo que tenha sido sem intenção. É tão fácil apenas se desculpar e seguir em frente. Tente não dizer “Me desculpe, mas…” e criar justificas para si mesma. Aprenda a desculpar-se sinceramente, e você conseguirá evitar que a confiança em suas amizades e relacionamentos se desgaste.

7 – Em casos de assédio sexual, eu sempre acredito na vítima

Trazer o assunto à público é uma coisa agonizante. Eu sei porque quando eu sofri assédio, meu julgamento foi desmoralizante, uma experiência horrível. Eu acredito nas vítimas porque eu sei toda a vergonha e estigma que vem ao levantar a mão e falar “isso aconteceu comigo”. É algo que ninguém escolhe para si. A gente fala porque precisa, e também por medo que isso continue acontecendo com outras pessoas caso a gente não o faça.

8 – Quando acontece uma tragédia com alguém que você ama e você não sabe como lidar com isso, tá tudo bem dizer que você não sabe o que falar.

Algumas vezes, só falar que você sente muito é tudo que a pessoa quer ouvir. Tá tudo bem não ter nenhum conselho útil para dar; você não precisa ter todas as respostas. Contudo, não é ok desaparecer da vida das pessoas em uma hora tão difícil. Seu suporte é tudo que a pessoa precisa quando está em um momento ruim. Mesmo que você não consiga fazer nada para ajudar, é legal apenas saber que se você pudesse, você faria.

9 – Antes de pular de cabeça, talvez, não sei, tente conhecer a pessoa!

Nem tudo que reluz é ouro, e primeiras impressões nem sempre são alguma coisa. É impressionante quando alguém consegue encantar as pessoas instantemente e ser o centro das atenções, mas hoje eu sei que o mais valioso de uma pessoa não é seu charme assim que você a conhece, mas as camadas que vamos descobrindo com o tempo. Elas são honestas? Atentas e engraçadas em momentos que você não espera? Elas estão ali para você quando você precisa? Ainda te amam mesmo depois de ter ver mal? Ou depois de te ver conversando com seus gatos como se fossem realmente pessoas? Essas são coisas que primeiras impressões nunca dizem.

10 – Perceber as cicatrizes da infância e trabalhar em ajustá-las.

Por exemplo, nunca ter sido popular quando criança sempre foi uma insegurança para mim. Mesmo depois de adulta, eu ainda tinha flashbacks de mim sentada na mesa do almoço, sozinha. Ou me escondendo no banheiro, tentando fazer novas amizades e virando piada. Quando eu ainda estava longe dos meus 30 anos, lá pelos 20 e poucos, eu me vi cercada de meninas que queriam ser minhas amigas. Então eu gritei para todo mundo ouvir, postei fotos e celebrei minha aceitação na irmandade sem perceber que outras pessoas talvez ainda se sentissem como eu me sentia quando estava sozinha. É importante entender nossos problemas antes que a gente se torne a personificação deles.

11 – Joguinhos não funcionam

Em um relacionamento real, seja amoroso ou de amizade, você está dando um tiro no pé se você não falar para a outra pessoa como você se sente, e o que pode ser feito para resolver. Ninguém lê mentes. Se alguém realmente te ama, essa pessoa vai querer que você verbalize o que sente. Isso é a vida real, não um jogo de xadrez.

12 – Como ser justa em uma briga com quem a gente ama

As chances de você não estar tentando machucar o outro, e o outro não estar tentando te machucar são grandes. Se você conseguir transformar a tensão da discussão em uma conversa, tem uma chance maior de esquecer a vergonha de perder uma briga ou massagear o ego por ter ganhado. Eu conheço um casal que, no meio da briga, sempre falam “ei, estamos no mesmo time”. Ache um jeito de diluir a raiva que pode sair do controle e te fazer perder o foco das boas coisas que vocês construíram. Ninguém dá prêmios para quem ganhou mais brigas em um relacionamento. Só distribuem papéis de divórcio.

13 – Eu tive que aprender a lidar com doenças sérias na minha família

Meu pai e minha mãe tiveram cancer, e minha mãe está lutando novamente. Isso me ensinou que existem problemas reais e todo o resto. O cancer da minha mãe é um problema real. Eu costumava ficar tão ansiosa pelos altos e baixos do dia. Hoje, chegando perto de fazer 30 anos, eu dedico toda a minha preocupação, stress e orações para os problemas reais apenas.

14 – Eu faço contagens regressivas para tudo que me empolga

Toda vez que eu entrei em um período muito ruim, eu sempre achei um pouco de alívio e esperança em apps de contagem regressiva e adicionando coisas que eu estava esperando que acontecessem. Mesmo que não fossem grandes feriados ou coisas, é bom olhar para o futuro. As vezes a gente pode ficar sobrecarregada no agora, e é bom ter uma perspectiva que a vida vai sempre seguir para coisas melhores.

15 – Eu aprendi que desarmar alguém que faz bullying pode ser tão simples quando aprender a rir de si mesma

Na minha experiência, eu já percebi que bullies querem ser temidos e levados à sério. Alguns anos atrás, alguém começou uma campanha de ódio me chamado de cobra na internet. O fato de tantas pessoas terem entrado nessa campanha fez com que eu chegasse no ponto mais baixo da minha vida. Mas eu posso falar para vocês como foi difícil segurar o riso toda vez que minha cobra inflável de 20 metros chamada Karyn aparecia no palco na frente de 60.000 fãs enlouquecidos. Foi o equivalente a responder aos comentários de ódio no instagram com uma risada. Seria ótimo se a gente conseguisse receber desculpas de quem fez bullying com a gente, mas talvez tudo que eu tenha é a satisfação de saber que eu consegui sobreviver a isso, e prosperar mesmo assim.

E vocês que já fizeram 30 anos? O que aprenderam?

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2 Comentários

  • RESPONDER
    Mariana Paniz
    08.03.2019 às 21:52

    Amei muito. Fiz os meus 30 ano passado, e me identifiquei mto com alguns itens e vários deles são uma luta diária pra mim.

    • RESPONDER
      Carla Paredes
      11.03.2019 às 13:55

      Eu também!

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