0 em Autoestima/ Destaque no dia 12.02.2019

Grammy 2019 e o discurso sobre acreditar em si mesma

Vamos falar sobre poder? Aconteceu No último domingo (10/02), nos Estados Unidos, o Grammy, a maior premiação da música. Foi uma festa e tanto. Alicia Keys voltou a ser a única mulher apresentando o evento depois de um intervalo de 14 anos. E foi, sim, uma noite marcada pelas mulheres. No Grammy 2019 tivemos: artista do ano, Dua Lipa; álbum do ano, Kacey Musgraves; a apresentação de Janelle Monae; Lady Gaga com Shallow; Cardi b. e seus money moves; J.Lo arrasando num especial da Motown; Diana Ross, mais musa do que nunca, comemorando seus 75 anos no palco.

Alguma dúvida de quem está mandando muito bem na indústria musical? 

Ainda com todas essas provas mais do que óbvias, houve um momento sobre o qual precisamos falar. Alicia, logo no começo da apresentação, convidou para subir no palco uma seleção e tanto de mulheres: J.Lo, Lady Gaga, Jada Pinkett Smith e Michelle Obama. Que squad!

Do instagram da @michelleobama

Pensa num time dos sonhos que você quer ser amiga? Esse sem dúvida seria um dos que eu adoraria participar. Juntas, elas falaram sobre o poder da música nas suas vidas e deram start nos diálogos do Grammy 2019.

Lady Gaga disse algo que a gente já espera desse tipo de indústria: “Eles me disseram que eu era estranha… E a música me disse para não ouvi-los”. E J.Lo disse que no meio da vida no Bronx, a música “fez com que eu me movesse do meu espaço para grandes palcos e para telas ainda maiores”. E depois que a fama chegou, a música estava sempre ali, lembrando de onde ela veio, mas mostrando todos os outros lugares que ela poderia estar.

O que Michelle Obama estava fazendo ali? Ela basicamente fechou com chave de ouro: “A música nos ajuda a mostrar nossa dignidade e tristezas, esperanças e alegrias. A música nos permite escutar uns aos outros, e chamá-las para dentro de nós”, disse Michelle.

Mas não vim aqui para falar sobre música e seu poder de união. Vim aqui para chamar atenção sobre algo que essas 4 mulheres que subiram ao palco têm em comum. Mas não só entre elas, com todas nós.

Esse discurso que iniciou o Grammy 2019 não era bem sobre música. Era sobre dúvidas e inseguranças.

Ouviram incontáveis nãos. Críticas, que na indústria em que estão, podem ser bem duras. O tempo inteiro estão sendo avaliadas. Seja pela sua habilidade vocal e musical. Seja pelo seu talento. Mas o talento não é suficiente, então elas também precisam mostrar que têm uma aparência interessante, um estilo único. Sem sombra de dúvidas, independente do caminho que cada uma trilhou, se elas chegaram nesse Grammy 2019, cada uma com sua história de sucesso, foi porque elas acreditaram nelas mesmas. Independente do que ouviram.

Todas nós em algum momento fomos desacreditadas por alguém ou por alguma situação. Ouvimos nãos pelo caminho. Mas o que faz a diferença entre quem chega na sua realização (o que nem sempre envolve sucesso e fama) é quem segue em frente. Confiante em si mesma, apesar de tudo isso.

via GIPHY

Sem dúvida, nesse caminho, elas procuraram aprimorar suas vozes ou habilidades de dança. Trabalharam no seu discurso e sua relação com fãs. Mas o que esse time tinha em comum foi o fato que elas nunca deixaram que esses obstáculos ficassem na frente do que elas acreditavam que seriam capazes.

Eu sei que muitas vezes é difícil não se abalar com alguma crítica negativa a nosso respeito. Um feedback ruim no trabalho pode nos desestabilizar mesmo. Muitas vezes é um exercício de fé (em nós mesmas) juntar os caquinhos, erguer a cabeça e continuar tentando. Mas que tal trabalhar um pouco mais essa fé em si mesma? E nos seus talentos? Pode não fazer o caminho ficar mais fácil, mas com certeza vai deixar sua trajetória mais clara.

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