0 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 15.08.2018

Não vamos deixar as palavras martelarem na nossa cabeça

Todo mundo tem aquela pessoa que entra na nossa cabeça. Aquela que, por mais que a gente não queira, que a gente saiba que o que dizem não é verdade, que a gente tente não levar em consideração aquilo que falam, não conseguimos evitar que as palavras fiquem ecoando na nossa cabeça. Pode ser sua mãe, uma amiga, seu irmão. Tenho certeza que cada pessoa que está lendo esse texto agora está pensando em alguém em específico.

Querendo ou não, de alguma forma, a gente está sempre buscando validar nossas escolhas. Por mais certeza que a gente tenha delas, no fundo (as vezes nem tão no fundo assim), a gente quer ser aprovada por elas. E aí que mora o perigo, pois as nossas escolhas, justamente por serem nossas, muitas vezes vão de encontro ao que outras pessoas pensam e até sobre o que projetam sobre a gente. É nesse momento que vem o “por que você não faz uma dieta? Ia arrumar logo um namorado”, “você deveria sair desse emprego, você não tem tempo pra nada”, “Já pensou em reduzir os seios? Você ia ficar linda!”, entre tantas outras frases que são quase um clichê de tão repetidas em tantas situações diferentes. 

ilustra: mari andrew tradução: - "Uma coisa legal aconteceu comigo hoje!"  - "Bem, primeiro eu vou te parabenizar de forma meio hesitante, talvez eu te ofereça comentários ambiguos que momentariamente farão com que eu me sinta bem com o seu sucesso. Então eu te deixarei com uma frase como "boa sorte" que vai fazer você se questionar sobre a nossa interação o resto do dia.

ilustra: mari andrew
tradução: – “Uma coisa legal aconteceu comigo hoje!”
– “Bem, primeiro eu vou te parabenizar de forma meio hesitante, talvez eu te ofereça comentários ambiguos que momentariamente farão com que eu me sinta bem com o seu sucesso. Então eu te deixarei com uma frase como “boa sorte” que vai fazer você se questionar sobre a nossa interação o resto do dia.

Tenho certeza que muitas dessas sugestões não são feitas por maldade e sei que essas pessoas com certeza te amam e se preocupam com você. Querem a sua felicidade. O problema é que muitas não entendem que as palavras têm poder. E não entendem que uma frase dessas – que costuma dizer muito mais sobre quem falou do que quem ouviu –  pode desencadear um gatilho, se tornar razão de muitos problemas, inclusive abalos sérios na autoestima. É desse tipo de relação que nasce a sensação de nunca ser boa ou adequada o suficiente. É daí que aprendemos a perder um pouco da nossa capacidade de nos valorizar. E como fazemos para não deixar que a opinião alheia não nos abale? Sinto bater na mesma tecla que as meninas aqui, mas não tem outra saída: se conhecendo. 

Quando a gente se conhece e tem consciência de quem somos, ficamos firmes o bastante para conviver com essas pessoas que deixam a marca das suas palavras na gente. É quando entendemos o nosso valor que essas palavras deixam de ter poder sobre os nossos pensamentos. Quando aprendemos que existem limites que o outro não pode ultrapassar que achamos força para impor o limite do outro sobre a nossa vida. Basicamente, quando aprendemos de fato a reconhecer nosso valor e aceitamos quem somos é que vamos automaticamente entender o que merecemos. E ninguém merece que o julgamento do outro controle as nossas decisões e pensamentos.

Mais importante do que saber se posicionar para que não se metam além do que permitimos na nossa vida, é não deixarmos o que as pessoas dizem definirem quem somos ou como devemos nos sentir e agir. Não deixar que entrem na nossa cabeça e ali fiquem com suas ideias e conceitos que só nos magoam e fazem questionarmos nossas capacidades. Não é simples, mas à medida que o amor próprio vai crescendo, esse controle fica muito mais fácil.

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