0 em Autoestima/ Publieditorial/ Saúde no dia 10.04.2018

COMO SE AMAR MAIS?

No Mês passado recebemos esse convite um tanto quanto inesperado e muito legal da Unimed-Rio: gravar um vídeo respondendo essa pergunta aí do título, que parece simples, mas não é. Compartilhamos nas redes sociais da e, obviamente o blog não poderia ficar de fora dessa.

nuta-e-joana

Nem pensamos duas vezes em aceitar porque fazer mais vídeos é algo que está nos nossos planos há algum tempo, mas sempre vamos postergando, então fazer algo desse tipo é bom para a gente sair da zona de conforto. Além disso a pergunta, “como se amar mais?”, não poderia ser mais a cara do papo.

Vamos dar um spolier, mas já adiantamos que não existe uma formula de bolo, uma receita infalível, tampouco uma resposta certa para todas. Como vemos todo dia tanto no grupo quanto nos posts da hashtag #paposobreautoestima, o caminho do amor próprio é pessoal e intransferível e tem muito a ver com se conhecer. Ao nos tornarmos pessoas mais seguras, desenvolvemos estima por nós mesmas nas mais variadas áreas da vida. Como não há uma solução para todas, o melhor que podemos fazer é encontrarmos outras mulheres que estão passando pelos mesmos momentos e têm as mesmas dúvidas que nós, com quem trocamos em busca do autoconhecimento. É isso que faz o projeto ficar mais forte e a conversa sobre autoestima mais rica e diversificada. Deixa de ser sobre frases feitas e “viralizaveis”, e passa a ser sobre praticar um novo olhar para si mesma e para o outro.

nuta-e-jo

com @nutagws

As respostas são tão diferentes – e todas certas, claro – que a ideia da Unimed-Rio foi bem legal. A marca, que tem como posicionamento cuidar das pessoas de todas as formas, criou uma série de vídeos para o mês das mulheres em que nós duas e Nuta, do GWS, respondemos a tal pergunta para o facebook da marca, cada uma sob um viés. E agora vamos falar mais os nossos vídeos para vocês:

No meu video resolvi falar de uma das coisas que mais me impressionou no último ano rodando o Brasil com os piqueniques: nunca ser suficiente. A sensação que me deu ao longo desse ano é que nós mulheres somos condicionadas a acreditar que nunca estamos magras o suficiente, nunca estamos bonitas o suficiente, que não damos conta da casa da maneira ideal, que não somos perfeitas no trabalho e por isso não devemos nos elogiar em voz alta. Parece que nunca nada é o bastante pra que possamos afirmar nossas qualidades sem medo do julgamento, sem medo de soar arrogante.

Ficamos condicionando a felicidade, a promoção da carreira ou o relacionamento perfeito para quando atingirmos essas metas, que paradoxalmente nunca chegam justamente por não sermos suficientemente perfeitas. Só que a vida vai passando enquanto estamos tentando atingir esse cenário ideal que a sociedade espera de nós, e assim vamos buscando mais e mais referências fora, deixando de estar em contato conosco. Acredito que o olhar amoroso e acolhedor, buscando o que temos de melhor é a melhor saída para enxergarmos verdadeiramente quem somos, nos dando assim a chance de desenvolver uma verdadeira autoestima através do processo de autoconhecimento.


Meu vídeo foi todo voltado para a maternidade, e eu fiquei muito satisfeita de ter conseguido falar sobre algo que eu venho batendo muito na tecla: a maternidade desromantizada. Porque quando pensamos em maternidade e autoestima, em um primeiro momento é quase certo que a relação que fazemos tem a ver com o corpo.

Normal. É a primeira grande mudança que acontece, é a mudança visível, é a que mais recebemos conselhos e vemos mensagens que deixam claro que não voltar ao corpo de antes é um absurdo. Que jogue a primeira pedra quem nunca ficou com medo de estrias, de peitos caídos ou se intimidou com fotos de celebridades na capa da revista com barriga chapada 2 meses depois de parir.

Só que quem acompanha meus posts aqui no Futi ou no insta, sabe que existe todo um mundo que só agora está sendo mais falado, que é sobre a maternidade desromantizada. Sobre a perda da identidade e da liberdade que acontece depois que nos tornamos mães.

Como equilibrar essa mulher que nós éramos com a minha vida atual de mãe? Como achar essa mulher quando a vida de mãe te engole e te consome? Entender que eu nunca mais serei a mesma pessoa que eu era antes de ser mãe é fundamental. Ao mesmo tempo é muito bom lembrar que existe dentro de mim um amor próprio, uma vitalidade e uma vontade de me reencontrar tão grande, que nem mesmo uma rotina puxada consegue tirar. Ser mãe é uma parte incrível de mim, eu vou muito além disso.

Passar por esse turbilhão de emoções não é fácil, mas quando dividimos a dor e as dúvidas – e melhor, descobrimos que tantas mulheres próximas de nós passaram e estão passando pelas mesmas coisas – tudo fica mais fácil.

E vocês? Quais dicas vocês têm para se amar mais?? Dêem suas sugestões lá nos nossos videos, na página da Unimed-Rio no Facebook.

Veja também o vídeo da Nuta GWS 

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