0 em #paposobremulheres/ Comportamento/ maternidade no dia 18.03.2018

Papo sobre mulheres: Para minhas meninas

Lembro quando recebi a notícia de que estava esperando uma menina. Já tinha João, com 3 anos e diante de tudo que ele representava, eu queria muito que viesse mais um menino. Aquela notícia me pegou no contrapé e eu levei um tempo até me acostumar com a ideia.

Irene chegou e sim, inundou minha vida com um rosachoquepinkneon. Quando olho para trás e penso nesse momento da minha existência, tenho vontade de voltar o filme e reescrever algumas cenas. Existia uma névoa diante de mim e eu não conseguia acessar certas informações. Logo na sequência veio Teresa, me dando uma rasteira. Uma outra gravidez assim, tão perto da outra, me obrigou a parar. E só aí me permiti refletir sobre o que a chegada de duas meninas em minha vida queria dizer para mim e sobre mim.

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Irene e Teresa me trouxeram para o tempo presente. Para as pautas urgentes, para uma quebra gigante de paradigma. Ser mãe delas me fez refletir sobre a dualidade entre delicadeza e força, duas coisas tão inerentes às mulheres. Ser mãe delas me fez questionar ideias cristalizadas e me forçou a revisitar verdades absolutas. Ser mãe delas me fez olhar para o feminismo e entender a importância do diálogo sobre nossos quereres, sobre se respeitar, se conhecer e se amar profundamente.

Não sei exatamente como vou ensinar a elas sobre essas coisas e todos os dias me questiono se estou fazendo do jeito certo. Mas o que sei é que ser mãe dessas meninas me faz respeitar e abraçar nossas diferenças. Me faz olhar para mulheres de um jeito especial, com orgulho, com gratidão. E nesse dia da mulher, eu queria desejar que as minhas meninas consigam, diante de todas as dificuldades que elas vão enfrentar, se olhar com verdade e contar sempre uma com a outra porque, no fundo, é só disso que a gente precisa.

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