2 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 15.08.2017

Como você conquistou sua autoestima? Com autoconhecimento, mas não é assim tão simples…

Como algumas pessoas já leram, o autoconhecimento foi a chave da minha mudança. Toda vez que pessoas aparecem pra me perguntar como eu mudei minha autoestima, como desenvolvi mais amor próprio ou como fiz as pazes com o reflexo do meu corpo no espelho a resposta envolve esse termo. O problema todo é que muitas vezes as pessoas querem uma resposta mágica, querem ouvir um mantra novo, ler uma frase e reproduzir aquele conteúdo até entrar na cabeça, mas pra mim o erro começa aí. Por mais que seja positivo mudar o que falamos – ou o que pensamos – acho que precisamos mudar o que SENTIMOS. A repetição pode até mudar seus pensamentos “conscientes” por osmose, mas dificilmente vão alterar seus reflexos e comportamentos instintivos.

Eu estudo numa escola que busca o autodesenvolvimento da consciência há 4 anos e esse é só o início da minha jornada, por mais que eu já tenha mudado muito e tenha trazido pra meu consciente milhões de aspectos sombrios do meu comportamento, volta e meia me pego tendo um primeiro pensamento viciado.

A verdade é que as pessoas querem que eu entregue uma fórmula simples de melhora de autoestima e eu pessoalmente não consigo, e inclusive duvido de quem diz que consegue operar esses milagres de forma simples. Eu falo dos comportamentos novos e positivos que eu implementei na minha vida, falo do novo olhar acolhedor e amoroso que eu exercito diariamente e dos pensamentos que me ajudam, mas tudo que mudou PROFUNDAMENTE minha maneira de SENTIR veio de uma imersão corajosa para conhecer meus aspectos mais complicados. Aqueles que todo mundo julga, mesmo que todas as pessoas os tenham em diferentes graus.

Sempre sofri da necessidade de ser boazinha, até mesmo por nunca ter me achado bonita o suficiente ou boa aluna como deveria. Eu sempre quis ser A legal, A melhor amiga e A boazinha. Eu precisava me comparar para me sentir bem. O mais irônico é que ao desmistificar essa crença nos últimos 4 anos eu descobri meu lado BOM mais positivo de todos, mais generoso, mais corajoso e mais capaz de atitudes genuinamente boas.

Precisei entender que nunca o meu me bastava porque meu referencial era fora, não dentro. E eu escolhi dar voz a todas as pessoas que me faziam sentir segura no meu padrão viciado antigo de comparação. Eu não conseguia brilhar todo meu potencial porque eu não estava concentrada no mais importante: me conhecer genuinamente, sem medo e sem julgamentos.

Nesse meu processo de mergulho interno passei a ver que quando a gente se incomoda muito com o outro e terceiriza demais a responsabilidade das coisas, não estamos concentrados no nosso. É o mercado que está muito ruim, é a conhecida que estava na hora certa e no lugar certo, é a influenciadora que compra seguidor e está fazendo o trabalho dos seus sonhos, é o companheiro de trabalho cheio de lábia que convence o chef que é bom enquanto você não é valorizada, os exemplos são inúmeros. Quanto mais acreditamos e damos voz à esses pensamentos mais nos conectamos com o que é do outro e não com o que é nosso.

Claro que ainda me incomodo com o que considero injusto e me esforço pra não me conectar com fofocas, prints ou comparações. Evito ao máximo que essas situações me tirem do meu caminho, do foco em mim e no meu jardim.

Ao invés disso tento adubar meu solo com amor próprio, autoconfiança, segurança de ser quem eu sou e confiança no universo, de que eu irei colher o que vou plantar. É focada em mim que consigo praticar de forma efetiva tudo que aprendo no meu processo de autoconhecimento, tudo que me traz a segurança de ser quem eu sou, como sou, com a autoestima que tenho hoje.

Acho sensacional poder dividir um pouco dessa parte do meu processo com vocês, mas saibam de uma coisa: Não cheguei aqui só lendo coisas bacanas e inteligentes, eu cheguei aqui experimentando e vivenciando aprendizados (muitos deles dolorosos), fazendo terapia, estudando com afinco nos meus cursos e me desconstruindo. Não conheço atalho pra isso, tenho feito meu melhor pra dar exemplos no que considero que foi bom pra mim, mas a meu ver não existe jornada verdadeira para o autoconhecimento se a gente não se comprometer com processos que nos ajudem nisso. Seja com terapia, aula, escola, livros e grupos de troca, mas sem um esforço genuíno eu não sei se dá pra começar essa caminhada de forma verdadeira.

Pode ser lindo compartilhar frases bacanas e positivas nas redes sociais, mas pra mudar o olhar DE VERDADE, acho que precisamos embarcar com destino a se conhecer. Seja no caminho que você escolher, mas que seja profundo, não superficial. 

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2 Comentários

  • RESPONDER
    Leila
    15.08.2017 às 19:57

    Muito obrigada por dividir parte da sua vivência conosco. Muito grata..

  • RESPONDER
    Carol Burok
    16.08.2017 às 13:01

    Gostando muito de ler sobre o assunto e sua transformação.

    Cada um tem o seu momento e estalo para a mudança e aumento da auto-estima. A minha foi depois q me tornei mãe. Começou de uma forma lenta e gradativa. Não recorri à psicanálise, mas tenho muita vontade de fazer. Penso q o processo de mutação é pra vida inteira, estou errada? Hoje levo os dias e a mim de uma forma mais leve. Isso é mesmo libertador!

    Parabéns Jô, por dividir conosco.
    Bjo!

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