10 em Comportamento/ entretenimento no dia 23.01.2016

Filmes da Sil: Snoopy e As Sufragistas

Antes de eu falar um pouco sobre o filme da semana, quero fazer uma proposta. Vou viajar o mês de Fevereiro e chegarei a tempo para o Oscar, vício desde 1988 =)

O que vocês acham de eu cobrir durante esse tempo alguns dos filmes que estão concorrendo mas que por alguma razão não entraram na nossa coluna? 

E para quem queria saber quem é a atriz que o Tarantino gostaria de trabalhar, ela em breve estará aqui, ao lado de Michael Fassbender por seu trabalho já premiado em “Steve Jobs”. Kate Winslet, que protagonizou “Foi apenas um sonho” (um dos meus filmes preferidos), que fez a irmã mais nova de Emma Thompson em “Razão e Sensibilidade” e que usou um belíssimo vestido azul nos Golden Globes, assim como na saga Divergente. ;)

Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, O Filme

Engraçado, Snoopy sempre esteve presente na minha vida, mas por alguma razão, eu não estava muito empolgada para ver o filme. Talvez seja aquele medo que a gente tem quando gosta muito de alguma coisa e, por ventura, ela acaba sendo estragada, sabem? Alguém já passou por algo semelhante? Então, como eu tinha duas cabines no mesmo dia, escolhi ir na outra e não no “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, O Filme”. Mal sabia que no fim estava fazendo a escolha certa.

Um outro dia, a Jo me chega com um convite surpresa da Dafiti, empresa que junto com a FOX e outros nomes, fizeram uma super pré estréia. Aliás, pelo que percebi – gente, estava muito cheio! – os produtos expostos pela Dafiti estavam arrasando, fiquei até chateada de não ter fotografado para vocês.

???????Snoopy apareceu pela primeira vez em 1950, naquelas tirinhas de jornal. Eu não sei a razão, mas eu tenho a impressão que lá pela década de 80 o beagle preferido das crianças voltou a fazer sucesso. Bem, eu era LOUCA pelo Snoopy, tinha pelo menos uns 3 bonecos de pelúcia, tive álbum de figurinha e amava os desenhos animados. E claro, não poderia esquecer minha maior relíquia: o livro “Você está amando Charlie Brown”. Acho que é um dos poucos livros que eu fiz questão de guardar da minha infância, afinal, a saga de Charlie pelo o amor da Menininha Ruiva era algo de tamanha fofura e tão raro de se encontrar, que eu achei que um dia esse livro merecia ser guardado como “herança”. E claro que como toda boa criança, eu tive um personagem preferido – aliás até hoje, será que dá para adivinhar? ;)

Com todo esse histórico emocional, é de compreender que quando começaram a tentar voltar com a moda do Snoopy, eu fiquei com implicância. Ora, o Snoopy pertencia a minha infância e preferia que deixassem ele e sua turma imaculados lá.

Até que veio o filme, eu fiquei mais “rabugenta” – poxa, iam estragar os meus amados personagens, – e me senti a própria velha reclamona, risos! Mas, como eu disse, as vezes a gente sem querer faz a coisa certa e se surpreende: assisti ao filme em um sábado em uma sessão hiper lotada de crianças (de todos os tipos até as más educadas), crente que ia achar chatinho, cochilar – estou sendo MUITO sincera – ou querer estrangular uma das crianças chatas e seus pais mais deseducados.

Mas o filme é tão bonitinho, que honestamente, só parei de prestar atenção um momento ou outro, quando tinha uma pessoa tirando fotos do filme com o celular – quando nessas situações é pedido que a gente guarde nosso celular dentro de um saco plástico e não fotografe o filme de maneira nenhuma, afinal, é uma pré-estréia. Tirando isso, todos estavam lá: Charlie Brown, Patty a Pimentinha, Lucy, Linus, o menino do piano, a professora e claro, a dupla Snoopy e Woodstoock. <3

O filme não é um filme cabeça estilo Divertida Mente ou emocionante como O Bom Dinossauro, mas é nostálgico para quem curtiu essa turma. E o melhor? O ritmo do filme agradou as crianças também. Parece que bons clássicos nunca saem de moda.

As sufragistas

Um dos filmes que eu mais esperava no fim do ano passado mas por conta dessas questões maravilhosas de você encontrar 3 salas com ” Vai que Cola”, uma com “007” no seu segundo mês, e por aí vai, acabou passando desapercebido. Consegui por uma sorte achar UM cinema e UM horário em que poderia ir – infelizmente eu perdi a cabine desse – e acredito que isso só porque estou em Sampa, viu?

Cheguei a me questionar se iria comentar sobre o filme, afinal, não teve grandes indicações ao Oscar, não está em muitas salas de cinema, mas achei que é importante falarmos sobre esse assunto.

sufragistasO filme narra a história de Mauve na Inglaterra Georgiana – George V pai de Elizabeth II, o mesmo do “Discurso do Rei” –  que, sem querer, descobre um dia que pode mais, que nós, mulheres, não precisamos apenas parir, não precisamos ganhar menos e muito menos pertencer aos nossos maridos ou patrões.

No filme eles chamam esse movimento de sufragismo. Existem grandes discussões históricas, que infelizmente ainda não consegui me aprofundar, sobre a diferença das sufragistas e outros movimentos que buscavam o voto igualitário, dentre outras coisas. Mas quero estudar e, quem sabe, até conversar com vocês no futuro, o que acham? Também adoraria se alguém soubesse me explicar melhor ou me indicasse material de pesquisa =)

Mas voltando ao filme: como que um filme sobre o direito das mulheres com Meryl Streep, Helena Bonham Carter, Carey Mulligan e um excelente elenco não é indicado a Oscars ou não fica em cartaz em grandes cinemas? Não vou acusar o machismo ou o patriarcado, afinal, o filme foi feito para ser um sucesso. Na verdade, acho que o problema é que a história é leve demais!

Tudo o que eu já li e vi sobre o movimento na Inglaterra era muito mais pesado, denso, assustador. Você realmente enxerga aquelas mulheres, e alguns homens que as ajudaram, como revolucionárias e sempre com uma causa bem definida. Infelizmente, algo ficou faltando no filme e não foi interpretação, mas talvez violência ou mais comprometimento com a realidade com as quais as mulheres eram tratadas. As Sufragistas é interessante de ver, mas infelizmente com a super “diversidade” das nossas salas de cinema, dá para esperar sair na TV a cabo ou no Netflix. Uma pena, aquelas mulheres mereciam mais…

Beijos enormes!

Sil

 

 

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10 Comentários

  • RESPONDER
    Camila Castro
    24.01.2016 às 8:15

    Tinha o mesmo receio de Sil em relação ao filme do Peanuts, mas curti cada momento. É uma verdadeira apresentação da turma para essa geração, com muitas referências para fisgar e relemvrar as gerações anteriores. Meu marido e eu morremos de rir em várias situações por lembrá-las tanto das tirinhas como dos desenhos. Alguns pais também. Já as crianças, muitas conhecendo os personagens e a dinâmica da turma pela primeira vez de fato, mostrou como o filme é um bom exemplo de como narrativas e personagens como esses são uma forma de arte e para todas as idades, com camadas e intenções diferentes de diálogo com cada tipo de público ;)

    • RESPONDER
      Sil
      24.01.2016 às 13:05

      Ufa! Que bom que não foi a única Camila! =) Mas o filme é muito gostoso e acho que você explicou bem a questão das gerações!
      É um filme que pais e tios podem levar fácil os pequenos no cinema para se divertir e vão aproveitar também,

      Beijão!

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    Irene
    24.01.2016 às 20:15

    Nem só de Oscar vive o cinema…Aliás acho mais legal seus comentários sobre os ” menos cotados”. Os outros todo mundo comenta… E desde qdo você tem os “Oscar” gravados?

    • RESPONDER
      May
      27.01.2016 às 15:16

      Oi, Irene! Sou suspeita para falar, pois sou viciada pelo Oscar que nem a Sil! Mas foi só uma proposta, com certeza ela levará sua opinião em consideração!

      ps: não entendi o que você quis dizer com os “Oscar” gravados, ela não falou nada sobre isso não hahaha :)

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    Fany
    24.01.2016 às 20:50

    Oi Silvia, não vale vovó levar, não? Rsssss. Vou levar minhas netinhas! Bjks, Fany

    • RESPONDER
      Sil
      24.01.2016 às 22:34

      Claro que deve! Eu ia amar se a minha avó pudesse me levar ao cinema! <3

      Beijos!!!

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    Lola
    25.01.2016 às 19:45

    Também fiquei um pouco “frustrada” com o As Sufragistas, esperava algo mais impactante, sobre o movimento sufragista em si. Acho que talvez eles tenham se prendido demais à história de uma personagem, quando – ao menos para mim – seria mais interessante ver o coletivo. De toda forma o filme é belíssimo e emocionante.
    Não sei em SP, mas aqui no Rio a sessão estava cheia e houve muitos aplausos no final! :)

    • RESPONDER
      Sil
      28.01.2016 às 3:34

      Que bacana que teve aplauso Lola! Aqui na sessão acho que teve gente que nem entendeu o filme…
      Mas é exatamente isso: um filme belíssimo com tanto poder, tanto espaço para ser grandioso – especialmente nos dias de hoje – e no fim falta algo. Mas me emocionou, assim como me emocionei ao ler “Anjos Caídos” da Tracey Chevalier que também fala sobre esse assunto de leve. Porque infelizmente foi a sensação que eu tive, de que muita coisa ficou amenizada para que o filme ficasse mais palatável e acabou sendo menos realístico e imponente quanto poderia… A verdade é que as vezes é preciso chocar sim para fazer a diferença e mostrar uma realidade que muitos não conhecem direito.
      Fiquei mais tranquila que não fui a única com a sensação de que “faltou algo” =)

      Beijos!

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    May
    27.01.2016 às 15:13

    Quero muito ver Sufragistas, mas nem vi quando entrou em cartaz! Não sei se foi falta de divulgação, mas agora vou esperar para ver no NOW, Netflix, etc…

    ps: nunca chutaria que o Tarantino quer trabalhar com minha Kate-musa-Winslet! Acho que esse filme dele eu assistiria com certeza!

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      Sil
      03.02.2016 às 21:38

      Eu sabia que ninguém ia acertar! =) Minha musa é a outra Cate, mas respeito muito a Kate, só nunca esperaria ele falar que sonhava em trabalhar com ela. É tão inusitado, risos! Mas bem, ele é inusitado. E uma parceria deles seria interessante.

      Pois é May, filme estreando dia 24/12 junto com outros filmes e ainda por cima no meio de um monte de blockbuster que não sai de cartaz nunca dá nisso. É triste, mas é cada vez mais complicado acharmos filmes diferentes fora do circuito alternativo.

      Beijos

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