14 em Comportamento/ Reflexões/ Relacionamento no dia 10.11.2015

Relacionamento: Coragem para combater o famoso medo de se envolver

Outro dia fiz um post em prol dos aplicativos de encontro, já que acho fantástico que exista um cupido disfarçado de tecnologia. Por mais superficial que possa parecer, vejo certa utilidade em um “catálogo de humanos”, ainda que composto por fotos e frases que têm a ousada missão passar de forma sucinta um pouco sobre cada ser humano e suas particularidades.

Ok, esse app começa com as aparências. Pra mim esse critério não é o ideal, mas não vejo como fazer de outra maneira. No entanto, acredito que com um pouco de conversa você já começa a trocar informações com a pessoa e aos poucos vê se vai dar vontade de conhecê-la pessoalmente ou não. 

Comigo inteligência, perspicácia, bom humor e espontaneidade sempre foram os principais fatores decisivos para esse clique. Assim, o que começa de forma superficial com um coraçãozinho numa foto ganha um pouco mais de profundidade antes mesmo das pessoas se conhecerem no modo offline. 

O problema começa depois dessa fase, quando você começa a sair com a pessoa. É depois dos primeiros encontros que a tal fobia de se envolver aparece. Tenho notado que existe uma linha de onde algumas pessoas não conseguem passar, como se fosse impossível viver algo mais profundo do que aquilo, como se todas as relações tivessem o desafio de se manter superficiais, o que se tratando de seres humanos é muito difícil. 

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Basta que a parte (aparentemente) mais interessada tome uma atitude diferenteque o risco se instaura. Um gesto carinhoso, um convite inesperado ou uma palavra proibida como “saudade” podem fazer com que cresçam ervas daninhas por todo esse pseudo romance. Só é preciso que aconteça algo bem bobo para que soe um sinal de alerta e o pânico do envolvimento se alastre. Naquele momento, um casinho leve e divertido sai da zona de conforto e se torna algo perigoso, algo do qual a parte que sofre dessa fobia precisa fugir.

Eu acho isso chato. Vocês não? Quantos lances divertidos, com potencial para se desenvolver, morrem por traumas ou mesmo por “solterismo” convicto? Eu já vi muitos!

Óbvio que as vezes a parte menos interessada pula fora por não corresponder ao entusiasmo ou ao sentimento, isso é normal. Já aconteceu comigo recentemente, provavelmente com você também, mas por que não falar a verdade? Para quê sumir sem deixar vestígios?

No tempo dos vários candidatos simultâneos nos aplicativos tudo ficou ainda mais efêmero, superficial e rápido. É tão simples começar algo novo que é mais fácil trocar de história. Para quê criar coragem e correr o risco de se apaixonar? Next…

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Grandes rolos que antigamente tinham durações de 2 meses hoje não duram nem duas semanas. A sensação que dá é que todo mundo desiste de tudo muito fácil e faz o possível pra se preservar, pra não se apaixonar e consequentemente não se machucar. Só que é aquilo, as melhores histórias acontecem fora da zona de conforto.

Racionalmente eu entendo, juro, mas não consigo concordar com a covardia de pular fora de uma história quando você gosta daquilo que tem com a pessoa. Se eu não tivesse visto isso acontecer eu nem acreditaria que isso existe.

Corajoso é aquele tem a coragem de deixar fluir, de ir conhecendo a pessoa aos poucos e se encontrando com ela conforme vai dando vontade. Sem pensar em regras, padrões ou justificativas para frear o que está rolando naturalmente, sem pausar antes da hora e sem apressar o curso das coisas. Essa covardia não é uma virose, é uma escolha. Sejamos corajosas e busquemos pessoas corajosas também.

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Você não vai se apaixonar por todo mundo, nem todo mundo vai se apaixonar por você, mas tudo bem. Esse processo faz parte da arte de viver a vida. O conceito de “dar certo” nada tem a ver com durar para sempre, tem a ver com acrescentar à sua história de vida, ensinar e deixar um legado, ainda que de forma discreta possa marcar seu coração.

Fuja de quem tem medo de você, medo é um componente que só atrapalha na vida a dois. Eu, ingênua e Pollyana que sou, desejo a todas nós uma vida sem covardia. Uma relação só é boa quando há espaço para espontaneidade, não podemos perder isso por medo de falar ou fazer a coisa errada.

De novo, viva o infinito de possibilidades!

Beijos

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14 Comentários

  • RESPONDER
    Cristiano
    10.11.2015 às 20:37

    Buenas gurias.

    Muito bom Jô! Vamos nos elevar e transbordar nossa essência, aquela que atrai, que arranca sorrisos, que dá um calor, que irradia e outras coisas mais… enfim, que deixa algo de bom às pessoas.

    Abraço! =D

  • RESPONDER
    Adri
    11.11.2015 às 8:28

    Muito bom Jô… Não acho que a ansiedade seja o mal do século, acho o medo tem sido um mal muito maior, em todos os sentidos e áreas da vida.
    Beijos!!

    • RESPONDER
      Joana
      11.11.2015 às 9:30

      Nunca tinha pensado nisso, pode muito bem ser mesmo!

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    Camilla Gonçalves
    11.11.2015 às 9:22

    Obrigada, Jo! Descreveu minha vida amorosa nesse último ano hahaha
    Nenhum caso passou de um mês e a maioria fazia exatamente a mesma coisa: sumia ou dava a desculpa do “não quero namorar agora”. Concordo que nem sempre as pessoas vão se apaixonar, mas acho que o pessoal anda cortando as relações muito no início, antes de dar oportunidade. E pior, às vezes sem serem sinceras!
    Se o caso tá legal, por que não arriscar? Sinto que as pessoas têm terminado muito antes de terem motivo. É medo mesmo.
    Mesmo assim eu tento me manter fiel à minha natureza e ser espontânea nas minhas relações. Muitas vezes a gente quebra a cara, mas pelo menos estamos tentando, né?

    Beijos!!

    • RESPONDER
      Joana
      11.11.2015 às 9:30

      Camilla,
      Faz você muito bem.
      Comigo aconteceu algo parecido muitos meses atrás, me deu pena por ter realmente muito potencial, mas honestamente? A vida deu voltas, outras histórias aconteceram, outros aprendizados vieram d estamos conectadas com a nossa essência está tudo bem, as coisas boas acontecem. Não precisam de rótulos, não precisam se enquadrar em parâmetros da sociedade, elas só fluem.

      Uma hora algo menos óbvio aparece, tenho certeza.

      Fica focada em ser você mesma, em ser feliz e deixa o resto rolar, infelizmente como falei recentemente muita gente também sofre do medo de “não sustentar a felicidade”. Se o cara ia dar defeito mesmo, melhor que desse no início não?

      Ainda bem que nem todo mundo sofre dessas coisas, por mais comum que isso venha sendo com os dois gêneros ! Rs :)

    • RESPONDER
      Cristiano
      11.11.2015 às 13:59

      Vamos nos fazer bem e curtir!
      Amando os comentários de vocês! <3

      Prazer Camila, haha.

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    jo
    11.11.2015 às 12:49

    oi, Jo, particularmente acho que é bem mais simples…. o “carinha”simplesmente nao está a fim… normalmente é dificil para qualquer mulher dizer “ele nao está a fim de mim”, é mais facil florear e achar que ele nao quis se envolver por “N”motivos… mas normalmente não demora muito para vermos que o tal “carinha” está com outra e ainda namorando…:0.. e daí? não era para ser….
    se a pessoa- o cara- nao quer se envolver é porque ali “naquela relação” ela achou que não era a hora ou não bateu aquela atração… acho muito simples… porque para homem é mais simples…
    bj

    • RESPONDER
      Joana
      11.11.2015 às 15:30

      Você sabe que eu até tirei meu parágrafo sobre isso do texto, ele continha a frase “ele não está tão afim de você”, acredito muito que isso exista. No entanto eu vi tantas histórias que transcenderem um pouco essa teoria. Vi gente que por medo de ficar sério largou algo que estava gostando.

      Inclusive desde que o texto está no ar duas mulheres vieram me contar que passaram por isso, que não se envolveram por medo, o que me leva a crer mais uma vez que isso acontece sim, nos dois gêneros.

      Eu como pessoa física vivi isso nas duas moedas, na de fugir do compromisso por não estar preparada naquela hora. Talvez eu não estivesse tão interessada no cara mesmo, não sei, tenho que parar para analisar. E aconteceu o oposto tb, vi a pessoa dar defeito quando ficou sério e voltar depois, se nada tivesse ali, pra que voltar depois sabe? Deixar claro que tem algo especial ali mas fugir de coisa séria pra mim não faz muito sentido. Não tá afim? Pula fora e ponto, fiz isso algumas vezes e não corri atrás dessas pessoas.

      Concordo plenamente que para o cara é mais simples, sempre é na verdade! Eu acho que as vezes é isso mesmo, mas não sei, acho que rola um medo muito comum na nossa vida atual.
      Muita gente apegado nas coisas de forma bem superficial, mas isso vai da forma como cada uma vê a vida.
      Para sua sorte sua maneira é mais prática né? ;)

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    Luciana Pereira
    11.11.2015 às 17:42

    SÓ TENHO UMA COISA A DIZER, É MUITO AMOR POR ESSE BLOG COM MULHERES COERENTES E CONSCIENTES.

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    Nome (obrigatório) :Lilian
    12.11.2015 às 12:11

    Concordo plenamente! Tenho vivido isso constantemente! Mas fazer o que?! Acreditar que uma hora vai ser diferente!

  • RESPONDER
    Sil
    13.11.2015 às 0:03

    Ai Jo, eu já passava por isso quando não existiam ainda os aplicativos de encontro e vivia meus casinhos na faculdade ou nas “nights” da vida. Enfim… A vida é a feita dessa “arte de encontro, embora haja tanto desencontro” como diria o nosso poetinha, e eu não me incomodo tanto com os pequenos casos, apesar deles gerarem frustrações e ser muito chato ficar monitorando tudo o que vamos dizer ou não. Mas acho que é por isso que quando aparece a pessoa certa a gente sabe, a gente pode ouvir um “te amo” muito antes do tempo, um “eu odeio acampar mesmo que você ame” e o máximo de amor no início de uma relação que é comer sanduíche com cheddar sem se preocupar em se sujar!

    E o importante é saber se divertir enquanto a pessoa certa não aparece, sem mudar quem a gente é e sem se machucar muito.

    Um dia essas pessoas vão amadurecer e perder seus medos, ou vão viver infelizes com as imposições que a sociedade fez para ela para o resto da vida. Eu torço para que elas aprendam e sejam felizes tb.

    Beijão!!!!!

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    Eloise
    16.11.2015 às 15:35

    Vou dar meu pitaco contando minha experiência. Em 2008 conheci uma pessoa que muito me interessou, começamos a conversar, a sair, a ficar e tal. Mas havia um porém, ele acabara de ser abandonado no altar praticamente! Casa pronta, casamento marcado, buffet contratado, padrinhos convidados… noiva desistiu do casamento (após 06 anos de relacionamento). Logo, quando nos conhecemos ele estava “vida loka” total, curtindo a recém solteirice. Eu estava envolvida, mas fiquei dividida…com MEDO mesmo de me apegar por alguém que queria curtir a solteirice ou pior, me envolver e ele voltar com a ex. Enfim, por medo de arriscar resolvi não vê-lo mais. Parei de atendê-lo sem dar satisfações. E o que ele fez? Me procurou! Me procurou pra saber o motivo do meu sumiço e eu fui sincera. Resultado: ele disse que eu arruinei os planos dele de curtir a solteirice, que EU não estava nos planos dele, mas o sentimento falou mais alto. Enfim, não nos largamos mais, estamos casados há 4 anos e muito muito felizes.
    Sei que há casos e casos, mas quando há sentimento, não há medo ou outra desculpa que separe duas pessoas. Só acho!

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    Vanessa
    19.11.2015 às 16:30

    Cara, não sou de comentar em matérias e tal, mas achei extremamente PERFEITO esse texto, ele traduz exatamente o que acontece hj em dia, o q no meu ponto de vista em relação a relacionamentos, está nos tornando cada vez mais “exigentes”, pela variedade e facilidade em se conhecer alguém, mas ao mesmo tempo tão contraditório, pois estamos mais superficiais e muito mais carentes. Amooo seus textos, esse em especial chamou minha atenção por eu ter passado por isso recentemente, uma longa, porém curta, história. Mil beijos e sucesso!!!!!

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